Plantas tóxicas: cuidado com as crianças

Geralmente, a intoxicação por plantas com crianças acontece por desconhecimento do potencial tóxico da espécie. Algumas das espécies ornamentais tóxicas mais comuns em quintais, jardins e vasos podem ser descritas.

TINHORÃO
Nome científico: Caladium bicolor Vent.
Nome popular: tajá, taiá, caládio
Família: Aráceas.
Nome científico: Caladium bicolor Vent.
Nome popular: tajá, taiá, caládio.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.
Princípio ativo: oxalato de cálcio.

COMIGO-NINGUÉM-PODE
Família: Araceae.
Nome científico: Dieffenbachia picta Schott.
Nome popular: aninga-do-Pará.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.
Princípio ativo: oxalato de cálcio, saponinas.

COPO-DE-LEITE
Família: Araceae.
Nome científico: Zantedeschia aethiopica Spreng.
Nome popular: copo-de-leite.
Parte tóxica: todas as partes da planta
Sintomatologia: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.
Princípio ativo: oxalato de cálcio.

TAIOBA-BRAVA
Família: Araceae
Nome científico: Colocasia antiquorum Schott.
Nome popular: cocó, taió, tajá.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarréia, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.
Princípio ativo: oxalato de cálcio.

SAIA-BRANCA
Família: Solanaceae.
Nome científico: Datura suaveolens L.
Nome popular: trombeta, trombeta-de-anjo, trombeteira, cartucheira, zabumba.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão pode provocar boca seca, pele seca, taquicardia, dilatação das pupilas, rubor da face, estado de agitação, alucinação, hipertermia; nos casos mais graves pode levar a morte.
Princípio ativo: alcalóides beladonados (atropina, escopolamina e hioscina).

BICO-DE-PAPAGAIO
Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Euphorbia pulcherrima Willd.
Nome popular: rabo-de-arara, papagaio.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.
Princípio ativo: látex irritante.

COROA-DE-CRISTO
Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Euphorbia milii L.
Nome popular: coroa-de-cristo.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios, boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.
Princípio ativo: látex irritante.

AVELÓS
Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Euphorbia tirucalli L.
Nome popular: graveto-do-cão, figueira-do-diabo, dedo-do-diabo, pau-pelado, árvore de São Sebastião.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a seiva leitosa causa lesão na pele e mucosas, edema (inchaço) de lábios,boca e língua, dor em queimação e coceira; o contato com os olhos provoca irritação, lacrimejamento, edema das pálpebras e dificuldade de visão; a ingestão pode causar náuseas, vômitos e diarréia.
Princípio ativo: látex irritante.

ESPIRRADEIRA
Família: Apocynaceae.
Nome científico: Nerium oleander L.
Nome popular: oleandro, louro rosa.
Parte tóxica: todas as partes da planta.
Sintomas: a ingestão ou o contato com o látex podem causar dor em queimação na boca, salivação, náuseas, vômitos intensos, cólicas abdominais, diarréia, tonturas e distúrbios cardíacos que podem levar a morte.
Princípio ativo: glicosídeos cardiotóxicos

MAMONA
Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Ricinus communis L.
Nome popular: carrapateira, rícino, mamoeira, palma-de-cristo, carrapato.
Parte tóxica: sementes.
Sintomas: a ingestão das sementes mastigadas causa náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia mucosa e até sanguinolenta; nos casos mais graves podem ocorrer convulsões, coma e óbito.
Princípio ativo: toxalbumina (ricina).

PINHÃO-ROXO
Família: Euphorbiaceae.
Nome científico: Jatropha curcas L.
Nome popular: pinhão-de-purga, pinhão-paraguaio, pinhão-bravo, pinhão, pião, pião-roxo, mamoninho, purgante-de-cavalo.
Parte tóxica: folhas e frutos.
Sintomas: a ingestão do fruto causa náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia mucosa e até sanguinolenta, dispnéia, arritmia e parada cardíaca.
Princípio ativo: toxalbumina (curcina).

Algumas orientações importantes:

– Mantenha as plantas venenosas fora do alcance das crianças e dos animais domésticos.
– Procure identificar se possui plantas venenosas em sua casa e arredores, buscando informações como nome e características.
– Oriente as crianças para não colocar plantas na boca e nunca utilizá-las como brinquedos (fazer comidinhas, tirar leite, etc.).
– Não utilize remédios ou chás caseiros com plantas sem orientação especializada.
– Evite comer folhas, frutos e raízes desconhecidas. Lembre-se de que não há regras ou testes seguros para distinguir as plantas comestíveis das venenosas. Nem sempre o cozimento elimina a toxicidade da planta.
– Tome cuidado ao podar as plantas que liberam látex, pois elas podem provocar irritação na pele e principalmente nos olhos. Evite deixar os galhos em qualquer local onde possam atrair crianças ou animais. Quando estiver mexendo com plantas venenosas use luvas e lave bem as mãos após esta atividade.
– Cuidados especiais também devem tomados com os animais domésticos. Animais filhotes e adultos muito ativos têm uma grande curiosidade por objetos novos no meio em que vivem e notam logo quando há um vaso diferente em casa ou uma planta estranha no jardim. Não é raro o animal lamber, morder, mastigar e engolir aquilo que lhe despertou a curiosidade. Animais privados de água podem, por exemplo, procurar plantas regadas ou molhadas de chuva recentemente e ingerir suas partes. Há casos de cães e gatos que ficam sozinhos confinados por períodos longos que acabam se distraindo com as plantas e acabam por ingerí-las.
– Em caso de acidente, guarde a planta para identificação e procure imediatamente orientação médica.

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A capacitação no transporte terrestre de produtos perigosos

prigososOs acidentes em rodovias envolvendo veículos que transportam cargas/produtos perigosos adquirem uma importância especial. Nestes acontecimentos, a intensidade de risco está associada à periculosidade do material transportado com potencial para causar simultaneamente múltiplos danos ao meio ambiente e à saúde dos seres humanos expostos. A malha rodoviária concentra cerca de 60% do volume de cargas transportadas no Brasil, percentual que tende a crescer tendo em vista a expansão do comércio entre os países da América Latina. No entanto, a infraestrutura das nossas rodovias, a precariedade da frota de veículos transportadores de cargas, e diversos outros problemas favorecem substancialmente o aumento do número de acidentes, constituindo-se em um sério problema para a saúde pública.

Um dos grandes obstáculos encontrados ao nível das realidades locais é a ausência de informações básicas que permitam avaliar os impactos desses eventos sobre a saúde humana (expostos, lesionados e óbitos) e o meio ambiente (contaminação de solos, águas superficiais e subterrâneas, ar e cadeia alimentar). As consequências da ausência de dados se refletem diretamente na possibilidade de estimar os custos humanos, ambientais e financeiros desses acidentes e, por conseguinte, na capacidade de formulação de políticas públicas de controle e prevenção amplas, adequadas e efetivas no que diz respeito à saúde e meio ambiente.

A NBR 16173 de 05/2013 – Transporte terrestre de produtos perigosos – Carregamento, descarregamento e transbordo a granel e embalados – Capacitação de colaboradores estabelece os requisitos mínimos para a capacitação de colaboradores na realização das atividades de carregamento, descarregamento e transbordo de produtos classificados como perigosos para transporte a granel e embalado. Ela estabelece os requisitos para colaboradores que atuam no carregamento, descarregamento e transbordo de veículos de carga, como caminhões-tanque, contêiner tanque ou vagões-tanque e embalagens (IBC, tanque portátil e recipientes), a fim de desenvolver e implementar procedimentos de operação segura baseada em análise de risco. Os procedimentos operacionais incluem os requisitos relativos aos diversos aspectos das operações de carregamento, descarregamento e transbordo incluindo provisões das instalações envolvendo manutenção, programas de ensaios nos equipamentos de transferência (por exemplo, programas de manutenção de mangueiras) utilizados no carregamento, descarregamento e transbordo de veículos de carga.

Também estabelece treinamento, avaliação e reciclagem da capacitação de profissionais que atuam nas operações de carregamento, descarregamento e transbordo, para desenvolver tais operações. Visa reduzir os riscos dessas operações com produtos perigosos e pode ser aplicada à capacitação de colaboradores para outros produtos. Não se aplica à capacitação para operadores de transvasamento no sistema de abastecimento de GLP a granel (ABNT NBR 15863).

O pré-requisito mínimo para participação deste treinamento é ser alfabetizado e conhecer o idioma oficial do Brasil. Para executar operações de transbordo, o colaborador deve ter concluído todos os módulos de treinamento (básico e de 1 a 6), conforme Anexo A. O treinamento funcional específico para os colaboradores que atuam com produtos perigosos e que executam atividades relacionadas ao carregamento, descarregamento ou transbordo de produtos perigosos a granel ou embalados deve ser desenvolvido para assegurar que os colaboradores entendam e implementem o treinamento e que sejam capazes de desenvolver as atividades necessárias para cumprir as tarefas de forma segura.

Os mecanismos para avaliar colaboradores que atuam com produtos perigosos incluem, mas não se limitam a, desenvolvimento de rotinas regulares cobertas pelas atividades ou seções práticas específicas e exercícios simulados para verificar desempenho dos colaboradores. Um programa mínimo de capacitação deve incluir o seguinte: identificação das atividades e dos colaboradores cobertos pelo programa; observação e avaliação do desempenho de cada colaborador envolvido na execução das tarefas cobertas; fornecimento do resultado da avaliação quanto ao desempenho dos colaboradores com referência às tarefas; estabelecimento de um programa de melhorias do processo para os colaboradores; certificação incluindo a data em que o colaborador foi qualificado para desenvolver operações de carregamento, descarregamento ou transbordo, de acordo com o programa de capacitação desenvolvido para instalação. Estes treinamentos devem ser aplicados para todos os colaboradores que tenham como atividade o carregamento, descarregamento e transbordo de produtos perigosos.

Os procedimentos operacionais devem conter no mínimo o seguinte: uma análise sistemática para identificar, avaliar e controlar os riscos associados com as operações de carregamento, descarregamento e transbordo de produtos perigosos e desenvolver um guia passo a passo da operação (com as ações sequenciais que devem ser realizadas durante as operações de carga e descarga) para ser aplicado de forma concisa e apropriada para o nível de treinamento, considerando a escolaridade e o conhecimento prévio dos colaboradores; identificação e implementação dos procedimentos de emergência (incluindo treinamento e simulados, manutenção, ensaio dos equipamentos e treinamento nos procedimentos operacionais); as características e os riscos dos produtos a serem carregados, descarregados e transbordados; as medidas necessárias para assegurar um manuseio seguro de produtos perigosos; as condições que afetam a segurança da operação, incluindo controle de acesso, iluminação, fontes de ignição, obstruções físicas e condições climáticas. Os procedimentos devem ser desenvolvidos com base na avaliação dos riscos associados com produtos perigosos específicos ou com o transporte, as circunstâncias operacionais e do meio ambiente.

Os tipos de procedimentos a serem desenvolvidos incluem: pré-carregamento ou pré-descarregamento: para assegurar a integridade do tanque de transporte e dos equipamentos de transferência associados, a preparação do tanque de transporte e dos equipamentos de transferência e verificação do tanque estacionário do qual o produto esteja sendo transferido; carregamento e descarregamento para monitorar a operação de transferência; emergências durante todas essas operações; pós-carregamento e pós-descarregamento para assegurar que todos os equipamentos de transferência sejam desconectados e todas as válvulas de bloqueio sejam fechadas com tampões seguramente fixados. Para assegurar a qualidade e a segurança das operações (carregamento, descarregamento e transbordo), recomenda-se supervisão por pessoal da instalação, quando essas operações forem realizadas por condutores ou pessoal terceirizado.

Os procedimentos devem ser revistos com a frequência necessária (no máximo, a cada cinco anos) para assegurar que os mesmos correspondam às práticas atuais, aos produtos, à tecnologia, à responsabilidade do pessoal e aos equipamentos. Cópias atualizadas dos procedimentos devem ser mantidas nos pontos principais da instalação a fi m de ficarem acessíveis aos colaboradores (por exemplo, nas instalações onde as operações de carregamento e descarregamento sejam executadas). É de responsabilidade dos expedidores ou destinatários de produtos perigosos, ou quaisquer outras entidades públicas ou privadas, treinar e emitir certificado com validade, constando as informações mínimas, conforme Anexo B.

Cada colaborador que atua com produtos perigosos deve receber: treinamento funcional específico e de segurança concernente com os requisitos destes; orientação de medidas para sua proteção, quanto aos riscos associados aos produtos perigosos aos quais eles podem ficar expostos em seu local de trabalho, incluindo medidas específicas que o expedidor tenha implementado para proteger seus colaboradores da exposição; orientação sobre métodos e procedimentos para evitar acidentes, como um procedimento apropriado para manuseio de embalagens contendo produtos perigosos.

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Pode ser que o estado de São Paulo cumpra com a meta da Política Nacional de Resíduos Sólidos

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O estado de São Paulo caminha bem para o cumprimento de meta estabelecida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos. No que tange especificamente à questão da disposição final ambientalmente adequada, com o objetivo de até o fim de 2014 não se ter mais locais considerados inadequados – os populares lixões – , o estado mostra que está andando bem. Pelo menos é isso que se nota pelo novo Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Urbanos 2012, disponibilizado hoje no site da Cetesb.

Entre outras informações relevantes, pelo documento, produzido desde 1997, verifica-se que, no decorrer dos últimos 16 anos, vêm sendo alcançadas melhorias incontestáveis nas condições ambientais dos locais de destinação final dos resíduos urbanos do Estado. Só para se ter uma ideia, pelo inventário constata-se um aumento significativo, de 2011 para 2012, do número de municípios em território paulista com disposição final enquadradas na condição de Adequada.

Esse número, que em 2011 era de 492, pulou para 590 em 2012, ou seja, quase 100 municípios que se enquadraram, no período de um ano. Isso corresponde atualmente a 91,6% dos municípios. Outro ponto relevante, entre outros, é o que refere à evolução da quantidade de resíduos sólidos dispostos adequadamente, que passou de 84,7% do total gerado, em 2011, para 97,1%, em 2012.

“A substancial melhoria das condições ambientais obtida nesse período deve-se, em grande parte, às ações da Cetesb no tocante ao controle da poluição, assim como ao apoio e à orientação técnica prestada aos municípios, para o melhor desempenho de suas atribuições no que se refere à gestão dos resíduos sólidos. Merecem destaque, também, o desenvolvimento de políticas públicas de auxílio e o assessoramento aos municípios no âmbito das ações de governo e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, dentre as quais destacam-se o Programa de Aterros em Valas, o Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (FECOP), o Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO) e, ainda, o Programa Município Verde Azull e o Projeto Ambiental Estratégico Lixo Mínimo, que permitiram ações mais enérgicas e eficazes, obtendo-se, assim, melhorias significativas nos resultados almejados”, afirma com entusiasmo o engenheiro Otavio Okano, presidente da Companhia.

O gerente da Divisão de Apoio ao Controle de Fontes de Poluição, Cristiano Kenji Iwai, um dos coordenadores do inventário, lembra que a publicação desta 16ª edição do documento consolida as informações da nova metodologia de avaliação do Índice de Qualidade de Resíduos – IQR, contemplando o aprimoramento de critérios de pontuação e classificação dos locais de destinação, com base no conhecimento e experiência adquiridos ao longo dos anos pelos especialistas da Cetesb, ao mesmo tempo que tornam as informações mais alinhadas às preconizadas nas Políticas Nacional e Estadual de Resíduos Sólidos.

Estes novos critérios já haviam sido apresentados no inventário de 2011 e, entre outros aperfeiçoamentos, introduzem aspectos importantes do ponto de vista técnico e ambiental, dentre os quais o principal é o que diz respeito à estratificação da nota em duas categorias: Inadequada (de nota 0,0 a 7,0) e Adequada (7,1 a 10,0). Entre outras consequências, esse tipo de classificação resulta em notas mais baixas para aqueles municípios que se encontravam na faixa limítrofe entre Inadequado e Controlado (pelo critério anterior), exigindo dos agentes de controle a intensificação das ações e dos responsáveis pela gestão dos sistemas de destinação de resíduos, um maior acompanhamento das condições dos empreendimentos. Conforme frisa Cristiano, “o sucesso dessas ações resultará em benefícios ambientais à população do Estado”.

A engenheira Maria Heloísa Assumpção, também coordenadora do Inventário, lembra ainda que, se for se considerar os critérios anteriormente adotados e os respectivos números, o êxito acumulado ao longo dos anos é ainda mais evidente. Heloísa recorda que o número de municípios do Estado de São Paulo cujas instalações de disposição e tratamento de resíduos domiciliares haviam sido enquadradas em 2011, na condição Adequada, era superior a 15 vezes ao observado em 1997. Outro bom indicador, considerando-se também os registros feitos até o ano passado, é relativo ao IQR médio dos sistemas de disposição final de resíduos sólidos domiciliares em operação nos municípios, que havia passado de 4,0, em 1997, para 8,3, em 2011.

Finalmente, Heloísa destaca que, a despeito de o Inventário tratar especificamente dos aspectos relacionados ao tratamento e disposição final de resíduos sólidos urbanos e ficar evidenciada uma melhora dessa disposição, não podem ser esquecidas as ações voltadas a minimização, redução, reciclagem de resíduos preconizadas nas Políticas Nacional e Estadual de Resíduos Sólidos.

Para o diretor de Controle e Licenciamento Ambiental da Companhia, Geraldo do Amaral Filho, fica demonstrado que a Cetesb, “em prosseguimento às ações implementadas com o contínuo aprimoramento técnico necessário, cumpre o seu papel institucional, promovendo a melhoria da qualidade de vida da população do Estado, além de subsidiar a adoção de mecanismos eficazes de controle das condições ambientais e sanitárias dos municípios de todo o estado”.

Os resultados dos Índices de Qualidade de Aterro de Resíduos (IQR) obtidos em 2011 e 2012 demonstram um significativo esverdeamento do mapa do estado de São Paulo, com as informações de locais Adequados (verdes) tomando porções bastante visíveis, em substituição aos locais Inadequados (vermelhos), quando comparados os dois anos – lembrando que os mapas dos últimos anos já se apresentavam com a predominância do verde. É possível, neste mapa atual, distinguir-se perfeitamente avanços em todas as regiões, em especial no centro e lado leste do Estado. No restante do território paulista, com menos visibilidade, pode-se observar que manchas vermelhas deram lugar a pontinhos vermelhos. (ver figuras abaixo)

Excepcionalmente, no caso do extremo leste do Vale do Paraíba, chama a atenção um pontinho diferente (único em roxo), referente ao município de Bananal, que “exporta” seus resíduos para outro Estado, do Rio de Janeiro, mais precisamente para a cidade de Barra Mansa, do outro lado da fronteira entre os dois estados. De modo geral, destacam-se as melhorias por todas as regiões, ou UGRHIs (Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos) – 22 unidades pelas quais se dividem oficialmente as regiões do Estado de São Paulo e que também servem de referência espacial no inventário.

A UGHRI 3 (Litoral Norte), por exemplo, está toda verde. Nessa região, o destaque vai para São José dos Campos, que tirou nota 10,0, depois de ter conseguido 9,7 em 2011. A UGRHI 5 (Piracicaba/Capivari/Jundiaí) é outra unidade toda esverdeada. A Região Metropolitana de São Paulo (UGRHI 6), apesar de sua característica de intensa industrialização, é outra totalmente esverdeada em termos de seus cuidados com a destinação final de lixo. Destaques para a capital, com notas em torno de 9,0 (são dois locais – um em São Paulo e outro em Caieiras). Guarulhos, outro município importante, recebeu nota 9,8, e os municípios do ABC também fizeram suas lições de casa e receberam boas notas. Outras UGRHIs que ficaram todas verdes são a 1 (Mantiqueira), a 2 (Paraíba do Sul), a 9 (Mogi Guaçu) e 12 (Baixo Pardo/Grande). Os pontinhos vermelhos ficaram por conta de 54 municípios, de um total de 645 no Estado, ou 8,4% de todos os municípios paulistas, que no momento são alvo das ações de controle da Cetesb, para alcançar situações ambientais adequadas. Para acessar o relatório completo, clique no link http://www.Cetesb.sp.gov.br/userfiles/file/residuos-solidos/residuosSolidos2012.zip

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