Multivoting ou votação múltipla

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Um amigo me ligou e queria saber o que é a ferramenta multivoting. Conforme Nancy R. Tague, no livro The Quality Toolbox, Second Edition, ASQ Quality Press, 2004, pages 359-361, em tradução livre, a votação múltipla reduz uma grande lista de possibilidades para uma pequena lista das principais prioridades ou para uma seleção final. É uma ferramenta mais preferida do que o voto direto, pois permite que um item seja favorecido por todos, mas não a primeira escolha, de qualquer um, a subir para o topo.

Quando usar a votação múltipla: depois de analisar ou outra ferramenta de expansão foi usado para gerar uma lista de possibilidades;quando a lista deve ser reduzida; e quando a decisão deve ser tomada pelo grupo.

Procedimento de votação múltipla

Materiais necessários: flipchart ou quadro branco, canetas para marcar 5 a 10 pedaços de papel para cada indivíduo, caneta ou lápis para cada indivíduo.

  • Exibir a lista de opções. Combine os itens duplicados. Diagramas de afinidade podem ser úteis para organizar um grande número de ideias e eliminar a duplicação e sobreposição. A redução lista também pode ser útil.
  • Número (ou letra) todos os itens.
  • Decida quantos itens devem estar na lista de redução final. Decida também quantas escolhas cada membro vai votar. Normalmente, cinco opções são permitidas. Quanto mais longa a lista original, mais votos serão permitidos, até 10.
  • Trabalhando individualmente, cada membro escolhe os cinco itens (ou qualquer que seja o número de opções permitido), pensando ser o mais importante. Em seguida, cada membro ocupa as escolhas em ordem de prioridade, com o primeiro ranking da escolha maior. Por exemplo, se cada membro tem cinco votos, a melhor escolha seria classificado cinco, a próxima escolha de quatro, e assim por diante. Cada escolha é escrito em um papel separado, com o ranking sublinhado no canto inferior direito.
  • Recolher os papéis, embaralhe-os, em seguida, gravar em um flipchart ou quadro branco. A maneira mais fácil de gravar o voto é para o anotador escrever todos os rankings individuais ao lado de cada escolha. Para cada item, os rankings são totalizados ao lado dos rankings individuais.
  • Se a decisão é clara, pare aqui. Caso contrário, continue com uma breve discussão sobre o voto. O objetivo da discussão é olhar para as diferenças de voto dramáticos, como um item que recebeu tanto 5 e 1 votos, e evitar erros de informações incorretas ou entendimentos sobre o item. A discussão não deve resultar em pressão sobre qualquer pessoa a mudar seu voto.
  • Repita o processo de votação nas etapas 4 e 5. Se uma maior precisão de decisão se torna necessária, esta votação pode ser feito mediante a ponderação da importância relativa de cada escolha numa escala de 1 a 10, sendo 10 o mais importante.

Exemplo votação múltipla

A equipe teve que desenvolver uma lista de clientes chave para entrevista. Primeiro, os membros da equipe pensaram em uma lista de possíveis nomes. Uma vez que eles queriam a representação de clientes em três departamentos diferentes, eles dividiram a lista em três grupos. Dentro de cada grupo, eles usaram votação múltipla para identificar quatro entrevistados de primeira escolha. Este exemplo mostra a Votação Múltipla para um departamento.

15 dos nomes em brainstorming estavam nesse departamento. A cada membro da equipe foram permitidos cinco votos, dando cinco pontos para a melhor escolha, quatro para a segunda opção, e assim por diante até um ponto para o quinto escolha. Os votos e o ranking são mostrados na Figura 1. (Os nomes são fictícios e qualquer semelhança com pessoas reais é estritamente coincidência). Embora várias das opções surgem como favoritos acordados, diferenças significativas são indicadas pelo número de opções que têm rankings altas e baixas. A equipe irá discutir as opções para garantir que todos tenham a mesma informação, e, em seguida, votar novamente.

multivoting

Figura 1 – Votação Múltipla Exemplo

Enfim, a votação múltipla é um método de realização de uma votação com uma equipe para selecionar os itens mais importantes ou popular de uma lista com a discussão e dificuldade limitado. Deve-se usar essa metodologia para diminuir a lista de alguns itens de alta prioridade. Sua sessão requer um grupo de participantes e um tópico para discussão que vai gerar uma lista de ideias, questões ou problemas.

Os passos envolvidos na votação múltipla são:

Brainstorming itens

– Gerar Itens

– Peça ao grupo para gerar uma lista de itens utilizando a técnica de Brainstorming.

– Anote os itens (por exemplo, em um quadro branco, um negro, ou um flipchart). Certifique-se de que a lista completa de itens é visível para o grupo.

Comentários dos itens

– Reveja cada item para certificar-se de que todos no grupo entende.

– Combinar dois ou mais itens semelhantes, desde que o grupo concorda.

– Número de itens.

– Sequencialmente coloque o número de cada item na lista, escrevendo o número ao lado do item.

Voto para itens

– Decidir como votar. Há algumas variações na forma de voto.   Você pode selecionar o método de grupo nominal ou a Técnica Delphi, tanto através de um processo de votação ponderada. No entanto, a maneira mais comum de votar é decidir sobre o número de itens que os participantes irão votar. Esse número deve ser igual a um terço do número total de itens na lista (por exemplo, se houver 36 itens da lista, permitir que cada participante vote em 12 itens).

– Realizar o voto. Peça aos participantes para votar os itens que consideram mais importante. Cada participante anota os números que ele ou ela escolhe em um pedaço de papel.

– Contar os votos e discutir os resultados.

– Contagem dos votos

-Contar os votos depois que os participantes fizeram suas seleções. Se o sigilo não é necessário, chamar cada item da lista e pedir aos participantes para votar levantando as mãos. Se o sigilo é necessário, realizar a votação por escrutínio.

– Coloque uma marca de verificação ou um asterisco ao lado de um item para cada voto recebido.

– Reduzir a lista de itens. Reduzir a lista de itens riscando os itens com o menor número de votos. Uma regra de ouro é para tirar fora os itens com menos de três votos.

– Repita o processo

– Repita o processo de votação até que a lista é reduzida a alguns itens.

– Discutir os resultados

– Discutir e analisar os itens restantes com o grupo. Realizar uma discussão grupo para decidir qual o item que deve receber prioridade. Alternativamente, um voto final pode ser realizado e o item que recebe a maior parte dos votos é então o item de prioridade.

Na verdade, o objetivo da votação múltipla não é para realizar uma unanimidade ou maioria, uma vez que que ela visa chegar a um consenso, mesmo que os poucos itens finais não representem a primeira escolha de cada participante.

Exemplo

Usando a técnica de votação múltipla para selecionar os itens mais populares e que iria melhorar a eficácia das reuniões. Um grupo de cinco pessoas se reuniram para debater os itens sobre a forma de melhorar a eficácia das suas reuniões e para selecionar os itens mais populares.

O grupo, por meio do brainstorming, selecionou 15 itens que poderiam melhorar suas reuniões. Dos 15 itens gerados, cada participante podia votar por cinco itens (ou seja, um terço do número total de itens na lista). Uma marca de seleção foi colocado ao lado de um item para cada voto que recebeu. Os itens com o menor número de votos foram riscados (ou seja, os itens vão de menos de três votos). Como resultado da votação, o grupo decidiu concentrar seus esforços nos itens 1, 4 e 7 para melhorar suas reuniões.

1- Tenha uma agenda para a reunião Ö Ö Ö Ö Ö
2 – Reduzir o número de tópicos Ö
3- Informe os atendentes porque eles têm que participar Ö Ö
4- Notificar com antecedência sobre o tema Ö Ö Ö
5- Ter alguém para manter a reunião na sua meta Ö Ö
6- Inicie a reunião discutindo o seu tempo Ö
7- Tenha um objetivo claro da reunião Ö Ö Ö Ö Ö
8- Chegar preparado para a reunião
9- Atenha-se ao tempo previsto para a reunião
10- Limitar o número de atendentes
11- Fornecer material antes da reunião Ö Ö
12- Tenha uma confortável sala de reuniões
13- Certifique-se de equipamento está funcionando corretamente Ö
14- Atribuir a alguém a minuta de documentos Ö Ö
15 – Atribuir itens de ação Ö
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A indenização por danos morais (parte 1)

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Dentre os direitos fundamentais estabelecidos pela Constituição Federal, estão o respeito à dignidade da pessoa humana e sua intimidade, expressos no art. 5º, incisos, III, V e X além do art. 6º no que se refere o direito à saúde (mental) da referida Carta Maior.

Art. 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.

(…)

III – ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

(…)

V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

(…)

X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.

O dano moral caracteriza-se como a ofensa ou violação dos bens de ordem moral de uma pessoa, tais sejam o que se referem à sua liberdade, à sua honra, à sua saúde (mental ou física), à sua imagem. Deve-se notar que, quando são mencionados na legislação os termos intimidade, vida privada e honra, a referência é à vida particular do indivíduo (que somente a ele lhe diz respeito), e a ele é garantido o direito de tornar público ou não suas informações ou acontecimentos ocorridos. A oportunidade da reparação do prejuízo por dano moral é gerada na hipótese de o indivíduo entender que foi lesado a sua privacidade, pelo fato de suas informações ou acontecimentos terem sido tornadas públicas por conta de terceiros.

O Código Civil em seu art. 932, inciso III, dispõe que o empregador também é responsável pela reparação civil, por seus empregados, quando no exercício do trabalho que lhes competir ou em razão dele. Prevê também no art. 927 que aquele que comete ato ilícito (conforme art. 186 e 187 do CC) ficará obrigado a repará-lo, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

O principal interesse das relações estabelecidas por meio de contrato de trabalho é que sejam alcançadas pelas partes os seus objetivos, dentro do respeito aos dispositivos e procedimentos previstos em leis, convenções, acordos coletivos de trabalho, regulamentos internos e usos e costumes em geral e da própria empresa, constituída pelo empregador, seus prepostos e empregados. Caracteriza-se um dano moral quando a pessoa se sente prejudicada em seus valores subjetivos, de âmbito moral. A moral diz respeito à reputação do indivíduo em seu meio social, à boa fama, à dignidade, à sua privacidade, e estes conceitos são muito subjetivos, pois referem-se ao foro íntimo de cada pessoa. Quando se fala em dano moral geralmente considera-se que o empregador é o causador e o empregado é a vítima. No entanto, o empregado também pode ser causador de danos morais ao empregador e uma vez ocorrendo, poderá ser responsabilizado a indenizar o empregador pelo dano causado.

Da mesma forma que a honra, a boa fé, os valores subjetivos de âmbito moral sejam destinados à pessoa física, também à pessoa jurídica se aplicam tais valores no ponto em que estes valores são destinados à obtenção de crédito externo. Toda empresa busca consolidar uma imagem de integridade, de confiança e de respeito junto aos seus clientes ou consumidores. Se o empregado através de ações ou omissões lesar o empregador, de forma que esta imagem construída seja afetada negativamente perante seus clientes e consumidores, o empregado poderá responder e indenizar o empregador por danos morais.

O assédio moral ainda não faz parte do ordenamento jurídico brasileiro, ou seja, não há lei federal como no assédio sexual. No entanto, a Justiça do Trabalho tem se posicionado independentemente da existência de leis específicas. Caracteriza-se pela sequência de atos de violência psicológica a qual uma pessoa é submetida, seja pelo superior hierárquico, por colegas de trabalho ou até mesmo por subordinados. Já o assédio sexual é crime definido por Lei Federal 10.224/01 e se caracteriza pelo ato praticado pelo superior hierárquico, que usa de sua posição para obter favores sexuais dos subordinados. Esta lei introduziu no Código Penal o art. 216-A que dispõe:

“Assédio sexual – art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.” (AC)

Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos.”

Os processos que chegam à Justiça do Trabalho buscando reparação por danos causados pelo assédio moral revelam que há basicamente três tipos de reparação: rescisão indireta do contrato de trabalho (justa causa em favor do empregado); danos morais (que visa a proteção da dignidade do trabalhador); e danos materiais (casos em que os prejuízos psicológicos ao empregado tenham gerado gastos com remédios ou tratamentos). Tendo em vista que o dano moral é um fato real e concreto, é exigida uma posição cautelosa do empregador e de seus prepostos em relação aos subordinados, pois se extrapolarem no exercício regular de seu poder disciplinar poderá causar eventuais pagamentos referentes a título de indenização por dano moral. Normalmente alguns acontecimentos, que poderiam parecer improváveis, podem resultar em despesas judiciais, em perda de tempo e em outros fatos desagradáveis decorrentes de ações judiciais propostas por ex-empregados e empregados, mesmo que desprovidos de provas. Como exemplo, pode-se citar uma situação de um acidente do trabalho, procurar não se omitir, evitando assim, que do acidente resulte sequelas para o empregado ou até sua invalidez.

A emenda constitucional 45, art. 114 inciso VI, dispõe que cabe expressamente à Justiça do Trabalho a competência para processar e julgar ações envolvendo a indenização por prejuízos morais que tenham origem na relação de emprego. O novo texto tornou expressa uma atribuição que já vinha sendo reconhecida pela jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho. Dessa forma, segundo alguns juristas, os danos morais são aqueles que acabam por abalar a honra, a boa fé subjetiva ou a dignidade das pessoas físicas ou jurídicas.

A caracterização da ocorrência dos danos morais depende da prova do nexo de causalidade entre o fato gerador do dano e suas consequências nocivas à moral do ofendido. É importantíssimo, para a comprovação do dano, provar minuciosamente as condições nas quais ocorreram às ofensas à moral, boa-fé ou dignidade da vítima, as consequências do fato para sua vida pessoal, incluindo a repercussão do dano e todos os demais problemas gerados.

Planilhas para a gestão de processos

– Conjunto de 4 Cartas de CEP por atributo;
– Planejamento Mensal de Atividades – Diagrama de Gantt;
– Planilha – Controle de Instrumentos – Requisito 7.6 NBR ISO 9001/2008;
– Dashboard 2 – Avaliação de Fornecedores;
– Dashboard 1 – Estatísticas da Qualidade – índice porcentagem;
– Dashboard 5 – Indicador Mensal da Produção.

Preço: R$ 174,00

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