Norma Regulamentadora n° 36: segurança e saúde nos frigoríficos (parte 2 – final)

O uso das máquinas e equipamentos são necessidades dos meios de produção e a grande preocupação é que eles sejam utilizados com grande excesso de confiança por parte dos profissionais que possuem uma certa habilidade há algum tempo. Essa habilidade do funcionário faz com que ele deixe muitas vezes de obedecer ou seguir esta ou aquela regra de segurança, por acharem que elas poderão ser substituídas pela habilidade ou pela atitude absurda que chamam de coragem. Justamente devido a toda essa habilidade adquirida surgem as conversas paralelas do cotidiano que são perceptivelmente desnecessárias e tudo isso ocorrendo enquanto as máquinas estão sendo operadas. É nesse momento que enquanto suas atenções lhes são retiradas a partir de então surge a propensão ao acidente.

Uma outra dificuldade se relaciona com a questão da limpeza no local de trabalho, com formações de poças de sangue enquanto as peças que são os dianteiros e traseiro do boi são retalhadas. Como o piso é todo em cerâmica, isso torna a movimentação no local um risco de que ocorra uma possível queda daquelas pessoas que ali trabalham seguida de lesões mais graves. A maneira de vestir-se também faz parte da segurança de quem trabalha e usar roupas e calçados inadequados em relação ao trabalho que se executa é por em prática um ato condenável, que muitas vezes expõem uma pessoa a riscos adicionais àqueles típicos de sua atividade.

Tomando por base o risco ergonômico, a forma como são transportadas as peças que são os dianteiros e traseiros é um outro tipo de ato inseguro, pois se o individuo não saber a maneira correta de levantar volumes poderá sofrer lesões na espinha dorsal, nos músculos lombares e abusando de sua capacidade física e tentar carregar peso excessivo incorrerá no mesmo risco. O ato inseguro independe do fato de ser o trabalho executado manualmente ou por meios mecânicos. Desde que seja efetuado de maneira perigosa, é ato inseguro. Instruções ao funcionário de como fazer o trabalho, treinamento para que consiga realizá-lo corretamente e disciplina para que seja feito de maneira correta são requisitos indispensáveis para a segurança dessa atividade.

Abordando a forma de como é distribuído o layout do ambiente de trabalho, pode-se dizer que existem passagens perigosas, que são locais de passagem obrigatórias, quando não providas das devidas medidas de segurança. É o caso do posicionamento da máquina de serrar que, normalmente, se encontra em um local onde há um fluxo considerável de funcionários, fato que não deve ocorrer, pois qualquer ação involuntária de alguém que passe possa resultar num contato físico com o operador da máquina fazendo com que ele possa perder o equilíbrio e submeter-se a um acidente de grandes proporções.

Por essas razões, a NR 36 determina que para o trabalho manual sentado ou em pé, as bancadas, esteiras, nórias, mesas ou máquinas devem proporcionar condições de boa postura, visualização e operação, atendendo, no mínimo: a altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento; características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados dos segmentos corporais isentas de amplitudes articulares excessivas, tanto para o trabalho na posição sentada quanto na posição em pé; área de trabalho dentro da zona de alcance manual permitindo o posicionamento adequado dos segmentos corporais; e ausência de quinas vivas ou rebarbas. As dimensões dos espaços de trabalho devem ser suficientes para que o trabalhador possa movimentar os segmentos corporais livremente, de forma segura, de maneira a facilitar o trabalho, reduzir o esforço do trabalhador e não exigir a adoção de posturas extremas ou nocivas.

Os estrados utilizados para adequação da altura do plano de trabalho ao trabalhador nas atividades realizadas em pé, devem ter dimensões, profundidade, largura e altura que permitam a movimentação segura do trabalhador. É vedado improvisar a adequação da altura do posto de trabalho ao trabalhador com materiais não destinados para este fim. As plataformas, escadas fixas e passarelas devem atender ao disposto na NR 12 (Segurança e Saúde no Trabalho em Máquinas e Equipamentos).

Caso seja tecnicamente inviável a colocação de guarda-corpo, tais como nas fases de evisceração e espostejamento de animais de grande e médio porte, em plataformas elevadas, devem ser adotadas medidas preventivas que garantam a segurança dos trabalhadores e o posicionamento adequado dos segmentos corporais. A altura, posicionamento e dimensões das plataformas devem ser adequadas às características da atividade, de maneira a facilitar a tarefa a ser exercida com segurança, sem uso excessivo de força e sem exigência de adoção de posturas extremas ou nocivas de trabalho.

Também, o manuseio de animais ou produtos não deve propiciar o uso de força muscular excessiva por parte dos trabalhadores, devendo ser atendidos, no mínimo, os seguintes requisitos: os elementos a serem manipulados, devem estar dispostos dentro da área de alcance principal para o trabalhador, tanto para a posição sentada como em pé; a altura das esteiras ou de outro mecanismo utilizado para depósito de produtos e de partes dos produtos manuseados, deve ser dimensionada de maneira a não propiciar extensões e/ou elevações excessivas dos braços e ombros; as caixas e outros continentes utilizados para depósito de produtos devem estar localizados de modo a facilitar a pega e não propiciar a adoção excessiva e continuada de torção e inclinações do tronco, elevação e/ou extensão dos braços e ombros.

No gerenciamento dos riscos, o empregador deve colocar em prática uma abordagem planejada, estruturada e global da prevenção, por meio do gerenciamento dos fatores de risco em Segurança e Saúde no Trabalho (SST), utilizando-se de todos os meios técnicos, organizacionais e administrativos para assegurar o bem estar dos trabalhadores e garantir que os ambientes e condições de trabalho sejam seguros e saudáveis. A estratégia de prevenção em SST e meio ambiente de trabalho deve: integrar as ações de prevenção às atividades de gestão e à dinâmica da produção, levando-se em consideração a competência e experiência dos trabalhadores e de um representante indicado pelo sindicato da categoria preponderante, a fim de aperfeiçoar de maneira contínua os níveis de proteção e desempenho no campo da segurança e saúde no trabalho; integrar a prevenção nas atividades de capacitação e treinamento dos trabalhadores, incluindo os níveis gerenciais.

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Estudo sobre a cadeia logística do setor automotivo

Cursos Target para o segundo semestre

Com o objetivo de atender os clientes e os usuários, a Target elaborou uma pauta de treinamentos estruturados que oferecem aos participantes os subsídios técnicos necessários para que todos possam estar seguros das melhores práticas existentes no âmbito da engenharia, saúde, segurança no trabalho e gestão empresarial atendendo a legislação vigente. Um corpo docente formado por especialistas reconhecidos em seus setores, garante aos alunos uma formação altamente eficaz e qualificada. O número reduzido de participantes por turma é outro fator que confere eficiência aos Cursos Target.

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Operações enxutas e resilientes: as cadeias de suprimentos devem responder cada vez mais rapidamente e estarem dispostas a enfrentar as mudanças produzidas pelo “efeito borboleta”

 455Um novo estudo feito pela DHL, empresa líder mundial de logística, estabelece considerações que evidenciam a necessidade de reavaliar o foco com que a indústria automotiva opera suas cadeias de suprimentos e processos logísticos. Isso motiva as empresas a se perguntarem “O que aconteceria se?” para prevenir potenciais crises futuras. As cadeias de suprimentos atuais necessitam ser cada vez mais resilientes e ágeis para sobreviver ao “efeito borboleta” – onde uma pequena mudança em algum ponto da cadeia de suprimentos pode gerar consequências impactantes no negócio, tais como perder clientes, afetar a reputação da marca e impactar a lucratividade em milhares de bilhões de dólares.

O novo híbrido da cadeia de suprimentos do setor automotivo: “Lean and Resilient” (Operações Enxutas e Resilientes) é um estudo desenvolvido por Lisa Harrington, presidente do Grupo lharrington LLC, preparado em colaboração com a DHL. Lisa também é Diretora Associada do Centro de Gestão de Cadeias de Suprimentos e professora de gestão logística da Faculdade de Negócios Robert H. Smith da Universidade de Maryland. Entrevistas com especialistas e análises de incidentes passados revelam como as empresas correm risco em assumir danos críticos nos seus negócios se não estão em condições de antecipar e responder a crescente incerteza e vulnerabilidade de suas cadeias de suprimentos diante de fatores como a volatilidade econômica, os desastres naturais e a instabilidade política.

O novo estudo mostra a evolução da indústria automotiva e detalha os benefícios de reavaliar e rever suas cadeias de suprimentos, buscando estabelecer novos modelos “híbridos” que sejam enxutos e resilientes, agregando elementos, tais como redundância controlada e planos de contingência para melhorar a sua resistência e protegê-las contra possíveis eventualidades. Mike White, vice-presidente sênior global da DHL Supply Chain para o setor automotivo, afirma que “a pesquisa ressalta a extrema importância de ter uma cadeia de suprimentos resiliente. Para que a indústria sobreviva e continue desenvolvendo cadeias de suprimentos mais enxutas e resilientes – antes de estabelecer o processo e definir a maneira correta de abordagem – se faz necessário realizar simulações de colaboração global e provar sua efetividade”.

Ao comentar a questão da resiliência, Lisa Harrington enfatiza que “o objetivo é construir uma cadeia de suprimentos resiliente que possa estar a frente das condições de volatilidade sistemática – caso sejam vantajosas ou não – que vão desde o ordinário ao imaginário. As empresas que adotam esta “nova normalidade” nas cadeias de suprimentos enfrentam de maneira contínua – e às vezes radical – fatores de volatilidade e risco, e estabelecem os processos e sistemas necessários para seu controle e gestão, geralmente estão a frente da sua concorrência. Já as que ignoram ou demoram para reconhecer os problemas que podem causar a volatilidade de suas cadeias de suprimentos acabam arriscando sua lucratividade e a confiança de seus acionistas”.

O estudo identificou quatro importantes tendências que estão moldando o setor automotivo.

– Crescimento global e mercados emergentes: Apesar dos efeitos da crise financeira do mercado europeu, a previsão é de que a produção automotiva global alcance níveis recordes, impulsionados pela China e Índia como mercados emergentes.

– Mega-plantas e plataformas múltiplas: As empresas automotivas estão ajustando seus processos de manufatura, de tal maneira que possam produzir vários modelos ou plataformas em uma só planta para ganhar flexibilidade, reduzir custos e utilizar melhor a infraestrutura de produção. Isso gera benefícios em termos de capacidade e ao mesmo tempo reduz a necessidade de ampliar as plantas com maior crescimento na China e México.

– Aproximando-se do cliente: Os fabricantes de equipamentos originais (OEMs – sigla em inglês) estão instalando suas novas plantas de manufatura, assim como suas bases de fornecedores, mais próximo dos mercados finais, migrando assim para um modelo de produção geograficamente regionalizado – fabricando perto ou no ponto de demanda.

Pressão constante por redução de custos: As operações logísticas representam entre 5% e 10% da renda de fabricação da indústria automotiva: a necessidade de aumentar a velocidade para satisfazer os mercados onde os consumidores estão cada vez mais exigentes, enquanto que, reduzir custos de logística, geram uma enorme pressão sobre as cadeias de suprimentos.

Para fazer o download do estudo completo, é necessário cadastro no link

http://supplychain.dhl.com/automotive-resilience-BR