As emissões veiculares em São Paulo

COLETÂNEAS DE NORMAS TÉCNICAS

emissãoA Cetesb publicou o Relatório de Emissões Veiculares do Estado de São Paulo que revelou: as emissões dos últimos quatro anos tem variado pouco. Em 2012, foram emitidas no estado 337 mil toneladas de monóxido de carbono (CO), 58 mil toneladas de hidrocarbonetos não metanos (NMHC), 1,4 mil toneladas de aldeídos (RCHO), 196 mil toneladas de óxidos de nitrogênio (NOx), 5 mil toneladas de material particulado (MP) e 15 mil toneladas de óxidos de enxofre (Sox).

Os seguintes compostos foram inventariados: monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx), hidrocarbonetos não metano (NMHC), metano (CH4), dióxido de enxofre (SO2), aldeídos (RCHO), óxido nitroso (N2O), dióxido de carbono (CO2) e material particulado (MP). Em 2012, a estimativa da frota circulante em São Paulo era de aproximadamente 14,3 milhões de veículos, sendo 9,4 milhões de automóveis, 1,7 milhões de comerciais leves, 600 mil ônibus e caminhões e 2,6 milhões de motocicletas.

O crescimento em relação a 2011 foi de 6% e a idade média foi de oito anos. Entretanto, mais de 4,4 milhões de veículos com mais de dez anos ainda circulam no estado.

Para demonstrar as emissões de gases do efeito estufa (GEE), foi apresentados os resultados em CO2eq. A emissão de CO2 dos biocombustíveis foi contabilizada separadamente, de acordo com os critérios adotados pela Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC) para combustíveis renováveis. Os veículos emitiram um total de 40 milhões de toneladas de CO2eq. A maior contribuição vem dos automóveis movidos a gasolina, cerca de 16 milhões de toneladas de CO2eq, seguido dos caminhões com cerca de 14 milhões de toneladas.

Foram emitidas em 2012 no estado 337 mil toneladas de CO, 58 mil toneladas de NMHC, 196 mil toneladas de NOx, 4,8 mil toneladas de MP, 14,8 mil toneladas de SO2 e 1,4 mil toneladas de aldeídos, todos poluentes tóxicos.

Em média, 60% dessa emissão está concentrada na macrometrópole paulista, aglomeração urbana que reúne as regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas, Baixada Santista e Vale do Paraíba, além de aglomerações urbanas importantes como Sorocaba, Jundiaí e Piracicaba. Os automóveis e as motocicletas foram os maiores emissores de CO e de NMHC. Os caminhões e ônibus os maiores emissores de MP e de NOx. O SO2 foi emitido por todas as categorias, já que sua formação está ligada ao consumo dos combustíveis fósseis, gasolina C e diesel, com forte presença de enxofre em sua composição.

Enfim, segundo a Cetesb, o impacto das emissões veiculares é sentido nas regiões em que a qualidade do ar apresenta elevados níveis de concentração por ozônio e por MP. Ainda que os fatores de emissão dos veículos novos estejam decrescendo, o aumento da frota de veículos e os congestionamentos das vias comprometem os avanços tecnológicos.

Além disso, a parcela com tecnologia defasada ainda é significativa. Os gráficos de evolução entre 2009 e 2012 mostram, de modo geral, a manutenção das emissões totais ao longo desse período. A emissão de GEE continua crescendo, em especial pela utilização da gasolina em substituição ao etanol em função do preço de venda no varejo. Para acessar o relatório completo, clique no link http://www.cetesb.sp.gov.br/userfiles/file/ar/emissoes/relatorio-2012.pdf

Emissoes_Veiculares

Sustentabilidade corporativa – Qual é a importância de indicadores de sustentabilidade na análise dos investidores?

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Keli Lemos

Em pauta no mundo corporativo, a sustentabilidade ainda é um assunto que não está totalmente evoluído e nem difundido entre as empresas e consumidores. Pouco se sabe efetivamente sobre a sua plenitude. Grande parte das corporações ainda acredita que se resume a atividades que visem o cuidado com o meio ambiente. Contudo, a sustentabilidade corporativa envolve muito mais do que essa preocupação, abrangendo todos os esforços necessários para que o resultado final seja a perpetuação do meio ambiente.

Isso envolve quatro conceitos essenciais: ética, governança corporativa, responsabilidade ambiental e pessoas sustentáveis. Sem a ética na condução dos negócios, sem a governança corporativa para propiciar uma formalização das ações e sem pessoas com visão sustentável, certamente, as ações de preservação do meio ambiente ficarão apenas no papel.

O que muito se discute atualmente é a participação das grandes empresas nos efeitos destruidores que o meio ambiente vem sofrendo.

Sob uma visão mais simplista, quanto maior é a indústria, maior é a destruição causada ao meio ambiente, em função de seu processo produtivo, dos recursos naturais utilizados, e porque não, do descaso com as coisas mais simples da natureza.

Contudo, não é o que se vê na prática. As empresas de grande porte têm investido fortemente na preservação do meio ambiente, seja criando fundações com o objetivo de protegê-lo, seja investindo em pesquisa de novos produtos ou embalagens sustentáveis.

Os empresários estão se conscientizando de que ações preventivas têm um custo menor do que ações corretivas. A mudança de sacolas tradicionais por sacolas biodegradáveis, por exemplo, é um marketing favorável para as empresas que fornecem essas sacolas. Imagine se grande quantidade de sacolas fosse jogada à natureza com a logomarca de uma grande rede de lojas. O efeito negativo à imagem dessa rede poderia ser grande, pois aos olhos dos ambientalistas, o plástico é um dos maiores destruidores da natureza.

Algumas empresas vêm divulgando em seus relatórios gerenciais indicadores de custo de utilização do meio ambiente, como por exemplo, recursos hídricos utilizados, desgaste do solo, poluição atmosférica, resíduos entre outros mensurados de acordo com a atividade específica da empresa.

Ainda é um tema inovador, e não há formas definidas e padronizadas de cálculo desse tipo de custo, que é denominado de externalidades nos balanços financeiros. Na prática, o que se nota é que tem havido um aumento no número de pedidos de inclusão dessas externalidades aos contadores das grandes empresas.

Há muito que se fazer em relação à visão que o mercado tem a respeito de indicadores de sustentabilidade. É necessário mudar crenças e fazer com que os investidores valorizem esses indicadores e os utilizem em suas decisões estratégicas. Dessa forma, as ações sustentáveis seriam integradas às rotinas corporativas e se tornariam mais efetivas.

Por fim, é importante que as empresas tenham consciência social também. “Salvar o mundo” não quer dizer apenas que o meio ambiente precisa ser salvo. Um mundo melhor inclui pessoas preparadas, com uma base educacional adequada, o que vai beneficiar tanto o crescimento sustentável quanto a igualdade no mundo. Sem uma base educacional forte as pessoas não terão noção de como suas atitudes podem ser maléficas ao meio ambiente.

Keli Lemos (klemos@msbrasil.com.br) é gerente de auditoria da Moore Stephens Auditores e Consultores. (http://www.msbrasil.com.br).

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