A falta de qualidade no Brasil

guaragnaEduardo V. C. Guaragna

Muito se tem dito que a qualidade é algo do passado. Que foi o impulso do Japão após a II Grande Guerra, mas que agora é uma commodity, ou seja, não é diferencial no mundo de hoje que demanda por maior sofisticação para competir no mercado, etc. Uma forma bem simples de mostrar esse engano está no fato de que todo o dia percebemos uma serie de problemas, absurdos, e não os enxergamos sob a ótica da qualidade.

Vamos a alguns exemplos nossos, aqui da nossa terra: nesta época do ano a neblina impede a decolagem e a aterrissagem no aeroporto Salgado Filho, ou provoca atrasos com consequências em uma série de atividades e na própria economia. O que isso tem a ver com qualidade? Tudo.

Aqui, a primeira falha está na não prevenção do problema. Qualidade começa na prevenção. O que fazer para prevenir? Investir em tecnologias que permitem minimizar ou até mesmo solucionar de vez o problema da neblina e, é claro, treinar as pessoas para o melhor uso do sistema. Simples mas importante.

Há algum tempo atrás tivemos o problema da adulteração do leite. Foi por falta de prevenção? Não necessariamente, pois há normas, padrões, etc. que definem os parâmetros aceitáveis no leite. Com certeza, houve falha na avaliação, no controle sobre o produto, na rastreabilidade da cadeia do leite.

Então, a avaliação ou inspeção também é parte da qualidade. Isso poderia ter prevenido a má intenção dos infratores. O pior é que sempre há desdobramentos posteriores, ou seja, a falta de prevenção e avaliação tende a se refletir em perdas reais que podem ser internas à organização ou a seus clientes, sociedade e outras partes envolvidas.

Educação, tema complexo, mas fundamental. Quando uma escola ensina seus alunos é esperado que os mesmos demonstrem ter aprendido. Durante todo um ano recursos humanos, materiais e financeiros são colocados a serviço deste objetivo. Mas o que acontece quando há evasão ou a não aprendizagem? Há perdas que se costuma dizer por falha interna, ou seja, algo no processo de aprendizagem (nesse caso) não funcionou de acordo.

Mais uma vez os desdobramentos de uma falha interna podem se traduzir em perdas para a sociedade. É tão importante isso que a Toyota há mais de 40 anos definiu que qualquer operador de fábrica possa parar a linha de produção caso observe a existência de uma falha no processo produtivo do automóvel, no momento de sua fabricação. Isso visa impedir a propagação da falha.

Por fim temos situações em que a prevenção, a avaliação e a falha interna não foram percebidas e o problema se manifesta diretamente na sociedade, no cliente, na comunidade. É a chamada falha externa. Exemplo típico são os recalls de automóveis.

Imaginem o que custa um recall. Muitas vezes mais do que qualquer investimento na melhoria da prevenção. É a falta de qualidade por excelência. Bem, então o que podemos fazer? Fala-se tanto no padrão FIFA, não é? Padrão, esta é a palavra-chave. Muitas vezes vista como uma forma de engessamento ou de burocracia. Não, padrões inteligentes possibilitam fazer mais com menos, repetir o bom desempenho, melhorar o desempenho para níveis superiores e, no nível de maior maturidade, alavancar a inovação pelo domínio do conhecimento adquirido com sua prática, criando outro padrão, se for ocaso.

Um bom padrão se preocupa com prevenção e avaliação nos pontos críticos de forma a minimizar as falhas, além de orientar a correta execução do que precisa ser feito. A qualidade está em tudo. Infelizmente a temos percebido quando da sua falta. Precisamos mais do que nunca de qualidade no Brasil. Mais do que imaginamos. Pense nisso.

Eduardo V. C. Guaragna é engenheiro, mestre em administração, diretor do PGQP e membro da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ).

e-bookOs conceitos dos custos da qualidade

O e-book The executive guide to understanding and implementing quality cost programs, de autoria de Douglas C. Wood, tenta compreender o custo de qualidade (os custos globais de produção para a qualidade do produto), sendo um dos métodos mais antigos de negócios de qualidade. Suas raízes remontam a 1951 , quando o primeiro livro de Controle de Qualidade do Dr. JM Juran fez a analogia do “ouro na mina”. Ou seja, muitas vezes há custos ocultos que não podemos ver, mas que podem ser recuperados. Outras publicações também buscaram compreender os custos de qualidade incluindo o Dr. AV Feigenbaum no livro Controle da Qualidade Total.

Como tornar o ambiente de trabalho mais prazeroso?

SOLUÇÕES PARA A GESTÃO DE ACERVOS

Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais.

As Normas de Sistemas da Qualidade – série ISO 9000, são rigorosas quanto aos critérios de controle, atualização e disponibilização de documentos corporativos aos seus usuários. Tanto os documentos de origem interna como externa, devem ser controlados para evitar a utilização de informações não-válidas e/ou obsoletas, cujo uso pode trazer sérios problemas aos sistemas, produtos e negócios da empresa.

É por isso que a Target Engenharia e Consultoria desenvolveu Sistemas que gerenciam e controlam estes documentos de forma rápida, ágil e segura, facilitando o acesso à informação e ajudando os seus clientes a garantirem suas certificações.

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Adriana Ghani

Pessoas felizes trabalham melhor. Conscientes disso, algumas empresas vêm apostando em ações diferenciadas para criar um clima organizacional positivo. Investindo em qualidade de vida e bem estar, integração entre funcionários e um ambiente descontraído, elas buscam reinventar o conceito de trabalho.

Um estudo realizado pela Towers Watson, intitulado de Estudo Global sobre Força de Trabalho, apontou que apenas 28% dos profissionais brasileiros estão altamente engajados no trabalho. Entre os demais, 30% estão desengajados, 26% se sentem sem suporte por parte das empresas e 16% estão desvinculados de suas companhias. Para se chegar a esse resultado, a empresa utilizou três conceitos: engajamento, suporte organizacional e bem-estar (físico, emocional e interpessoal). 

O ritmo do dia a dia é intenso: prazos curtos, metas ousadas, clientes exigentes, mercado competitivo, inovação e mudanças rápidas. Tudo isso pode fazer com que o colaborador tenha uma queda significativa em seu rendimento. A pressão e o estresse são queixas constantes entre muitos profissionais. Desenvolver soluções criativas é uma boa alternativa para driblar estes fatores adversos e aumentar o nível de felicidade no trabalho, fazendo com que as pessoas estejam “de bem” com aquilo que fazem e aumentando assim seu desempenho profissional.

Passamos a maior parte do tempo no trabalho. Por isso o ambiente é algo fundamental para o clima organizacional. Algumas empresas tem adotado o conceito de escritório aberto, abolindo as divisórias e salas que antes separavam departamentos e hierarquias, facilitando a comunicação e a interação entre todos os funcionários.

Outros elementos como espaços para conversas informais, descanso e até mesmo salas de jogos podem ser incorporados ao ambiente para trazer bom humor e equilíbrio no cotidiano. Um bom exemplo é a estrutura da SOU, empresa focada em serviços de educação corporativa para o desenvolvimento de pessoas, que conta com uma sala de brainstorming, decorada com móveis coloridos, sofá, pufes e dois videogames. Lá é possível realizar reuniões rápidas, jogar nas horas livres e até mesmo buscar a inspiração que faltava para um projeto.

Pequenas paradas durante o trabalho podem ser benéficas para quebrar os efeitos da pressão do dia a dia. Muitas empresas encontraram na ginástica laboral uma grande aliada para estes momentos de pausa. São poucos minutos que, além de prevenir lesões e melhorar o condicionamento físico, proporcionam descontração e integração entre as pessoas.

Eventos também são ótimos para intensificar o espírito de equipe. Desde confraternizações promovidas pela empresa até happyhours e encontros organizados pelo próprio pessoal. A SOU realiza anualmente uma corrida de Kart e campeonatos de videogame, com direito a pódio e troféus aos vencedores. Além disso, grupos de funcionários organizam partidas de futebol, o “FutSOU” e até banda de rock, o “Rock ‘n SOU”.

Existem centenas de iniciativas que fazem a diferença no clima organizacional. Cabe às empresas verificarem quais se adequam melhor à sua cultura e ao perfil de seus colaboradores. Basta pensar fora da caixa e tratar a felicidade no trabalho como ferramenta estratégica para a gestão de pessoas.

Adriana Ghani é pós graduanda em gestão estratégica de pessoas e analista de recursos humanos na SOU Educação Corporativa.

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