Vestimentas antichamas

antichamasAs vestimentas de proteção resistente a chamas são indicadas para a proteção do risco secundário, reduzindo a possibilidade de queimaduras de segundo e terceiro graus, resultantes de um arco elétrico ou de fogo repentino. Quando especificadas corretamente para cada categoria de risco de arco elétrico e utilizadas de forma adequada, oferecem proteção de acordo com as normas NFPA 70E, NFPA 2112 e NFPA 1977. deve-se utilizar sempre vestimentas com um nível de proteção ATPV (valor de desempenho térmico do arco elétrico) maior que o grau de risco estabelecido pela análise.

A utilização de vestimenta resistente a chamas deve estar condicionada a um programa de segurança adequado, em conformidade com os procedimentos de segurança industrial. Para melhor proteção, o colarinho, mangas e punhos devem estar fechados corretamente. De acordo com a exposição de riscos potenciais existentes, devem ser utilizados equipamentos de proteção adicionais. É importante salientar que, as vestimentas não oferecem proteção contra descargas elétricas e oferece pouca ou nenhuma proteção contra riscos sonoros, ondas de choque, projeção de fragmentos e riscos respiratórios originados por um arco elétrico.

A característica ignífuga da vestimenta é garantida por toda a sua vida útil, desde que se atenda aos procedimentos de conservação e lavagem. As vestimentas devem ser inspecionadas no ato do recebimento e após cada lavagem, durante toda a sua vida útil. Zíper, costuras, botão e velcro devem ser examinados minuciosamente e caso seja constatado qualquer avaria, a mesma deve ser reparada de forma a manter ativa a propriedade de proteção da vestimenta.

Pequenos reparos como: recolocar botões, fazer a bainha da calça, reforço de costuras e pequenos ajustes, podem ser feitos domesticamente ou através de lavanderia industrial, com a utilização de linha comum. Entretanto, em caso de rasgo ou descostura da peça, recomendamos encaminhar a vestimenta ao fabricante para avaliação do eventual reparo. Não use vestimentas danificadas que deverão ser inutilizadas cortando- se as pernas ou as mangas, de forma a impedir o seu uso.

A NBR 16121 de 10/2012 – Vestimentas de proteção – Proteção contra calor e chamas – Método de ensaio para a propagação limitada de chama (ISO 15025:2000, MOO) especifica os métodos para a medição das propriedades de propagação limitada da chamados tecidos e produtos industriais, orientados verticalmente, na forma de tecidos de uma única camada ou multicomponentes (revestidos, acolchoados, multicamadas, construções sanduíche, e combinações similares), quando submetidos a uma pequena chama definida. Este método não é apropriado para os materiais que demonstrem derretimento extensivo ou encolhimento.

Além disso, o uso de linhas inadequadas para a costura de peças de vestuário de proteção ao calor e ao fogo pode comprometer a função desses produtos. Ao observar certas peças disponíveis no mercado, a engenheira têxtil Sandra Monteiro de Albuquerque (sandramdealbuquerque@gmail.com) notou que algumas delas possuíam costuras que não se enquadram nas normas e padrões de segurança exigidos para esse tipo de roupa. “Não só o tecido, mas a linha correta também deve ser a retardante de chama”, explica.

Em pesquisa de mestrado desenvolvida na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, ela investigou o comportamento de uma série de combinações de tecidos anti-inflamáveis e diferentes tipos de linha ao serem submetidas a testes de inflamabilidade. “Simulei algumas costuras com a linha recomendada e outros com linha comum, de poliéster”, comenta a pesquisadora. Sandra reproduziu, com retalhos de tecidos anti-inflamáveis, costuras similares às observadas nas vestimentas encontradas, submetendo-as a simulações de propagação de fogo. Foram testadas, ao todo, quatro combinações de linha em quatro tecidos especializados. O trabalho Estudo comparativo do comportamento da costura em tecido que retarda a chama submetida ao calor e à chama foi orientado pela professora Regina Aparecida Sanches.

Os experimentos que continham a linha específica para a vestimenta antichamas, de fibra de meta-aramida, foram, como esperado, os de melhor resultado, com autoextinção da chama, bem como sem derretimento ou gotejamento do material. “Se colocamos fogo, a linha queima e se apaga, não continua queimando, não dá continuidade ao fogo”, relata.

Por sua vez, nos testes com costuras que continham fibra de poliéster na composição combinadas a tecidos 100% de algodão com acabamento retardante de chama, as linhas apresentaram derretimento e foi desfeita a amarração do ponto de costura, embora também tenham atendido ao quesito de autoextinção da chama. No entanto, o pior resultado, segundo Sandra, foi o obtido a partir da combinação de tecido de meta-aramida com linhas de poliéster. “Apesar de o tecido não propagar a chama, nesse caso o calor se propagou na costura e a linha pegou fogo”, conta.

A pesquisadora também fez testes com bordados feitos com linhas inadequadas nas roupas. Os resultados mostram que, com a costura inadequada, o bordado também mantém a chama, apresentando ainda o agravante de possuir maior concentração de linha, favorecendo a continuidade do fogo, mesmo após a remoção da fonte de calor.

“Isso é algo que não pode acontecer em vestimentas usadas para proteger de acidentes”, diz a pesquisadora. “Não se pode concentrar apenas na pesquisa e compra do tecido e negligenciar o momento da costura”. No Brasil, a comercialização das roupas de proteção ao calor e ao fogo é permitida a empresas que contem com uma licença e certificado obtidos após rigídos testes, alguns inclusive no exterior, em suas peças. No entanto, o controle do cumprimento das normas pode ser dificultado pela maneira como é distribuída a cadeia de produção no país. “No Brasil, a prática da terceirização da confecção é bastante acentuada. Se não houver um bom controle sobre o terceirizado, para que sejam cumpridas todas as normas, o produto pode ser colocado a perder”, comenta Sandra.

Os clientes são o principal ativo de valor das empresas, mas quem é o responsável por essa gestão?

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Daniel Domeneghetti

Atualmente, na maioria das companhias, não há ninguém realmente de olho no dilema acima porque “todo mundo está de olho”, não é verdade? E sabe por que isso acontece?  Para entender, acompanhe o raciocínio a seguir, detectado durante a fase de pesquisas para o livro “Feitas para o Cliente: As Verdadeiras Lições das Empresas Feitas para Vencer e Durar no Brasil”, de minha autoria juntamente com o Roberto Meir, um dos principais especialistas em relações de consumo no Brasil.

Quando o cliente envaidecido resolve se converter de prospect para cliente e efetua sua compra, portanto seu cadastro, comete “a maior burrada de sua vida”. Como assim? Isso mesmo! Na maioria das empresas, o cliente prospect, se podemos definir assim, é gerenciado pelo marketing, mas o cliente de verdade, e não o potencial, aquele que injeta recursos na companhia comprando e recomprando produtos e serviços, é gerenciado por diversos outros núcleos, como a Área de Clientes (especialmente em empresas de alto volume de transações para bases grandes, como operadoras de telefonia e seguradoras) ou pela a Área de Operações (na maioria das empresas). E o que acontece, então? O cliente se torna um log, um código, um número numa massa de números.

Sim, o cliente, antes ativo e atraente, se torna passivo e indesejável, objeto com a tarja de custo colada em si, algo intrinsecamente ruim, que deve ser minimizado. Para piorar pensa que tem direitos que não deveria ter… mesmo sendo amparado pela Constituição – como Código de Defesa do Consumidor, por exemplo. Quem disse que o cliente pode causar alvoroços e incômodos no dia a dia da empresa, mandando e-mail, esperando resposta, ligando no call center e aumentando o custo de atendimento? Outra questão: O cliente pode reclamar, criticar, demandar o pós-vendas e a assistência técnica, usar as garantias e esclarecer dúvidas? Será que ele não percebe que isso tudo dá trabalho, faz perder tempo, custa caro e não traz dinheiro?

É por isso que o atendimento é tão ruim e os investimentos em relacionamento são pífios com canais insuficientes e mal estruturados. Não é à toa que muitos programas de fidelidade são descontinuados, já que custam caro para manter. É por isso que as promoções para os não clientes são sempre mais atraentes do que as promoções e condições para os atuais clientes. É tudo conta: custo de carregamento, custo de retenção, custo de transação, lucratividade média, ticket médio, etc.

Vejam se isso não se configura como uma inequação absurda. Pare e pense: não é verdade que o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) fica em Operações em grande parte das companhias? Pense nos planos de renovação, nas promoções que você (cliente) não pode usufruir, mas sua esposa, que não é cliente ativa, poderá. Pense na ilogicidade de você, cliente há mais tempo, pagar mensalidades mais caras do que clientes novos (ora, a fidelidade e o “tempo de casa” deveriam se traduzir em descontos, não?). Pense quantos clientes cancelam assinaturas ou planos para aderirem novas assinaturas e planos, mais baratos, exatamente do mesmo produto ou serviço, na mesma empresa. É muito estranho. As empresas não fazem esse tipo de conta.

Claro, há sempre aqueles que olham para possibilidade de vendas cruzadas (cross-sell) ou de fazer com que o cliente suba de categoria do produto (up-sell). Quem são esses? O marketing, ué! Nesse momento, o marketing volta com tudo, como se nada tivesse acontecido, tentando “aumentar” o wallet share do cliente. Na prática, ele já é um passivo gerencial, a menos que ele vá reclamar na mídia ou nas redes sociais – ou se manifeste formalmente em sites de reclamação – mas essa é uma história que ainda está em desenvolvimento.

Consequentemente, as empresas vêm gastando horrores com os custos de retenção porque no ciclo de vida a retenção entra quando o cliente vai embora para a concorrência. E qual a receita da empresa para reter o cliente desgostoso e enfurecido? Descontos, brindes, cancelamento de dívidas, renovações gratuitas. Ou seja, mais dinheiro perdido para a companhia, que negligenciou encantar, satisfazer e fidelizar e agora corre atrás para recuperar, manter o cliente. Mas isso é obrigação de quem?

Daniel Domeghetti é CEO da DOM Strategy Partners.