A competitividade industrial brasileira está cada vez mais em baixa

NORMAS COMENTADAS

NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

Clique para visualizar a norma imediatamenteVisualizar já!

NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

Clique para visualizar a norma imediatamenteVisualizar já!

NBR ISO 9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

Clique para visualizar a norma imediatamenteVisualizar já!

Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), “Custo Brasil e taxa de câmbio na competitividade da indústria de transformação brasileira conforme intensidade tecnológica”, constatou que em 2012 o PIB do Brasil cresceu somente 0,9%, muito pouco em comparação com o PIB mundial (crescimento de 3,2%) e da América Latina (3,0%), e, principalmente, ante as economias em desenvolvimento, que cresceram 5,1%. Um dos determinantes do baixo crescimento econômico brasileiro tem sido a estagnação da indústria de transformação, culminando com a retração de 2,5% do PIB do setor em 2012.

Por outro lado, a expansão do consumo interno vem sendo atendida, predominantemente, por aumento das importações. Um bem manufaturado nacional é 34,2% mais caro que um similar importado dos principais parceiros comerciais, já contando com as alíquotas de importação vigentes, unicamente em função do Custo Brasil, isto é, as deficiências no ambiente de negócios do país, e devido a sobrevalorização do real em relação ao dólar.

O Custo Brasil e a sobrevalorização cambial têm efeitos mais perniciosos nos segmentos de maior intensidade tecnológica. Nesses segmentos, as barreiras naturais a importações são menores. Além disso, no segmento de alta tecnologia, a alíquota efetiva média de importação brasileira é significativamente menor que a já baixa alíquota média da indústria de transformação agregada.

A tributação interna também exemplifica perfeitamente as dificuldades enfrentadas pelas empresas que produzem no país. Tome-se o caso da alíquota de IPI, que é mais elevada nos segmentos de média-alta e alta tecnologia, o que desencoraja tais atividades no país. Esses fatores têm contribuído para um processo mais agudo de substituição da produção doméstica por estrangeira no segmento de alta tecnologia, expresso em aumento significativo do coeficiente de penetração de importações no último decênio.

Sem dúvida os investimentos em tecnologia são fundamentais para obtenção de incrementos de produtividade e aperfeiçoamento de portfólio de produto. Ocorre que as medidas de política adotadas pelo governo nos últimos anos têm sido neutralizadas pelas condições adversas do ambiente de negócios, com destaque para o Custo Brasil e sobrevalorização do real. As possibilidades de evolução virtuosa da estrutura industrial brasileira (leia-se, crescimento liderado pelas atividades de maior conteúdo tecnológico) são, assim, muito restringidas, e mesmo inviabilizadas, pelos fatores expostos.

Os diferenciais de preços quantificados no estudo devem ser o cerne de qualquer diagnóstico das causas do baixo nível de investimentos, pífio nível de atividade inovativa e reduzido crescimento econômico do Brasil. Mais do que isso, os resultados evidenciam que a retomada da competitividade brasileira pressupõe a adoção de políticas de Estado dirigidas a eliminação ou redução expressiva do Custo Brasil e da sobrevalorização do real. Parte das políticas requeridas para redução do Custo Brasil somente terão resultados no longo prazo. Portanto, há necessidade de políticas públicas emergenciais estruturantes e permanentes, que proporcionem um ambiente de negócios com previsibilidade a longo prazo, e com condições isonômicas de competição para o setor produtivo doméstico ante a produção estrangeira.

O estudo também mostrou que a produção industrial brasileira não tem acompanhado o rápido crescimento do consumo interno. Em 2012, enquanto o PIB da indústria de transformação recuou 2,5%, o volume de vendas do varejo ampliado cresceu 8,0%. O fraco desempenho da indústria de transformação brasileira pode ser atribuído fundamentalmente ao Custo Brasil e à sobrevalorização do real. (gráficos 1, 2, 3 e 4)

CLIQUE NAS FIGURAS PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

gráfico 1

gráfico 2

gráfico 3

gráfico 4

Assim, o Custo Brasil, associado à sobrevalorização do real, encarece os produtos da indústria brasileira em relação aos produtos importados internados no país. Esse diferencial de preços é de: 34,2% no agregado da indústria de transformação; 21,6% no grupo dos setores de baixa intensidade tecnológica; 39,6% no grupo dos setores de média-baixa intensidade tecnológica; 33,2% no grupo dos setores de média-alta intensidade tecnológica; e 36,0% no grupo dos setores de alta intensidade tecnológica.

Quanto aos imposto de importação, dentre os dados que subsidiaram a análise do custo de internação de produtos estrangeiros, deve ser ressaltado que, diferentemente do senso comum, a alíquota efetiva média de importação brasileira é bastante baixa em relação ao máximo de 35% acordado com a Organização Mundial do Comércio: 9,8% no agregado da indústria de transformação; 17,3% nos setores de baixa intensidade tecnológica; 7,4% nos setores de média-baixa intensidade tecnológica; 10,6% nos setores de média-alta intensidade tecnológica;e 7,4% nos setores de alta intensidade tecnológica.

Como conclusão, o estudo revelou que os investimentos em tecnologia são fundamentais para obtenção de incrementos de produtividade e aperfeiçoamento de portfólio de produto. Ocorre que as medidas de política adotadas pelo governo nos últimos anos têm sido neutralizadas pelas condições adversas do ambiente de negócios, com destaque para o Custo Brasil e sobrevalorização do real. Em outros termos, as possibilidades de evolução virtuosa da estrutura industrial brasileira (leia-se, crescimento liderado pelas atividades de maior conteúdo tecnológico) são, assim, muito restringidas, e mesmo inviabilizadas, pelos fatores expostos.

Dessa forma, os fatores discutidos no âmbito do Custo Brasil e sobrevalorização cambial são forte desincentivo a agregação de valor no território nacional, punindo a realização de atividades de maior conteúdo tecnológico com diferenciais de preço crescentes em relação a produção dos países competidores. A desvantagem da produção local somente é atenuada no segmento de baixa intensidade tecnológica, até pelos custos relativos de movimentação e outras limitações no comércio intrínsecas a determinadas atividades. A trajetória comumente observada em nações industrializadas tem sido a progressiva transição para atividades industriais de crescente conteúdo tecnológico. A repetição desse processo de evolução da estrutura industrial não ocorre no país, em função da barreira exercida pelo Custo Brasil e sobrevalorização cambial à agregação de valor nas cadeias produtivas.

Atualmente, as atividades de alta tecnologia correspondem a apenas 6,1% do PIB total da indústria de transformação. O trabalho apresenta quantificação do diferencial de preços internos de produtos da indústria de transformação brasileira ante importados, decorrente do Custo Brasil e da sobrevalorização do real, de acordo com o nível de intensidade tecnológica dos setores. Os resultados indicam que o Custo Brasil e sobrevalorização do real são bastante significativos na determinação do preço dos produtos industriais, constituindo-se na principal causa da perda de competitividade da indústria de transformação, independentemente do nível de intensidade tecnológica dos setores.

Os grupos de setores de média-baixa, média-alta e alta intensidade tecnológica são os mais afetados pelo Custo Brasil e sobrevalorização do real. Nesses grupos, o diferencial de preços entre produtos nacionais e importados é sempre igual ou superior a 33%. As alíquotas do imposto de importação são insuficientes para eliminar a desvantagem competitiva da indústria de transformação brasileira decorrente dos dois fatores em questão.

Isso ocorre, sobretudo, nos grupos de setores de média-baixa, média-alta e alta intensidade tecnológica, cujas alíquotas médias do imposto de importação são até 57% inferiores a alíquota média do grupo de baixa intensidade tecnológica. Os dados apresentados expressam o desincentivo existente no ambiente de negócios brasileiro à atividade inovativa e agregação de valor ao longo das cadeias produtivas domésticas, isto é, em geral, quanto mais a jusante o elo da cadeia em questão, maior tende a ser o Custo Brasil, e, portanto, a desvantagem da produção doméstica ante importações.

O Custo Brasil e a sobrevalorização cambial explicam o fraco desempenho da indústria de transformação, repercutindo em baixo nível de investimento e crescimento do PIB, muito aquém do necessário para o desenvolvimento da nação. Esses fatores também demonstram enorme limitação do ambiente de negócios doméstico ao avanço tecnológico da indústria de transformação. O Custo Brasil e a sobrevalorização cambial reforçam a importância da política de compras governamentais com margens de preferência para a produção doméstica que o governo tem tentando implementar. Por outro lado, as margens de preferência estabelecidas tendem a não compensar a desvantagem de preço da produção local, podendo implicar na ineficácia dessas políticas, especialmente na aquisição de bens com maior intensidade tecnológica.

A análise comprova que as deficiências do ambiente de negócios não podem ser compensadas por melhorias nas estratégias empresariais. Tanto a eliminação do Custo Brasil como a desvalorização cambial são condições fundamentais e não excludentes para a retomada da competitividade da indústria de transformação brasileira. A eliminação ou redução do Custo Brasil pressupõe políticas de Estado efetivas, coordenadas com uma política econômica que promova a produção doméstica pelo aumento continuado da competitividade.

Como criticar a atuação de um funcionário sem mudar o clima empresarial

GLOSSÁRIO TÉCNICO GRATUITO

Selecione o idioma que deseja ordenar os termos técnicos:

de Português para Inglês

de Português para Espanhol

de Inglês para Português

de Espanhol para Português

Acesse os termos no link https://www.target.com.br/produtossolucoes/glossariotecnico.aspx?ingles=0&indice=A&exibeOrientacao=true&palavra= 

Segundo uma recente pesquisa encomendada pela Dale Carnegie Training, 60% dos funcionários brasileiros não estão totalmente engajados com seus trabalhos. Esse número abre um espaço para que os gestores reavaliem as maneiras como estão lidando com seus colaboradores.

Isso porque 65% dos funcionários pouco engajados estão insatisfeitos com seus chefes diretos. E qual a maneira mais rápida de desmotivar ainda mais um trabalhador?  “Quando um superior dá um feedback de maneira a fazê-lo se sentir ofendido ou diminuído”, explica Sandra Oliveira, representante da Dale Carnegie no Brasil. Para evitar esse problema, ela dá algumas dicas sobre as melhores maneiras de informar o desempenho e os pontos críticos de um funcionário:

– Deixe o colaborador chegar às próprias conclusões

Quando um funcionário começa a mostrar sinais de que está lidando com os problemas de maneira errada, o gestor precisa mostrar a ele para onde redirecionar os esforços. Mas, mais acertado que ensinar o “caminho das pedras” a um colaborador é incentivá-lo a pensar em como ele mesmo pode melhorar seus erros (claro que com a orientação do supervisor). “Em vez de ensinar o funcionário a fazer, o gestor deve guia-lo por caminhos que o levem a entender qual a melhor forma de agir em determinadas situações. Assim, o colaborador sente que está criando um jeito próprio de resolver os problemas e fica mais propenso a tomar aquela linha de raciocínio para si e segui-la sempre que estiver em situações semelhantes”, explica Sandra.

– Elogie sempre e com frequência

Outra maneira de evitar que os funcionários se sintam extremamente criticados é elogiar as boas performances em vez de focar apenas nos erros dos colaboradores. Sandra acredita que essa é a melhor maneira de incentivar os funcionários a fazerem sempre a coisa certa: “se você só aponta os erros do colaborador, você passa a treiná-lo para esperar críticas toda vez que você vai falar com ele. Isso é muito desmotivante”.

– Quando estiver intercalando feedbacks, use “e” em vez de “mas”

Pesquisas mostram que é mais eficiente usar a palavra “e” em vez da palavra “mas”, quando se trata de feedbacks. Sandra explica: “Uma simples palavra pode mudar completamente a maneira como a mensagem é recebida. Se, por exemplo, você disser ‘Seu desempenho foi muito bom, mas precisamos melhorar os rendimentos em 10% no próximo mês’, a mensagem vai ser recebida de forma negativa, como se fosse uma crítica. Por outro lado, a frase ‘Seu desempenho foi muito bom e queremos que você continue procurando melhorar em 10% os rendimentos para o próximo mês’ é tida como um elogio e muito melhor assimilada”.

– Converse regularmente

Sandra explica que é um erro muito comum esperar para dar feedbacks anuais.  “Quando se tratam de feedbacks negativos, quanto antes, melhor. Assim, o colaborador pode entender onde está errando e se dedicar mais nessas áreas, antes que a situação se torne mais complicada”. Ela ainda recomenda que, nesses casos, o gestor chame o funcionário de lado para uma conversa mais particular e que foque apenas nos problemas de trabalho. “Em resumo, a conversa tem que ser pontual e direta. A crítica deve ser profissional e não pessoal.”

– Partilhe histórias pessoais

Compartilhar experiências é uma ótima maneira de dar um feedback sobre como um funcionário pode melhorar, sem causar uma situação incômoda. “Histórias pessoais aproximam as pessoas. Eu mesma sempre uso exemplos de como melhorei em determinadas situações para inspirar quem trabalha comigo a mudar também. Dessa maneira, quem está sendo criticado não se sente insultado e vê que é possível melhorar o desempenho.”, conclui Sandra.