Só use as eletrocalhas para cabos normalizadas

eletrocalhaUma eletrocalha é definida como um elemento de linha elétrica fechada e aparente, constituído por uma base com cobertura desmontável, destinado a envolver por completo os condutores elétricos providos de isolação, permitindo também a acomodação de certos equipamentos elétricos. Deve-se acrescentar que uma instalação elétrica segura e confiável, durante toda a sua vida útil, depende de uma infraestrutura bem feita. Somente com os leitos, eletrocalhas e perfilados ideais para cada tipo de instalação, os cabos estarão protegidos contra as solicitações que eles enfrentarão, e as equipes de manutenção terão acesso fácil a estes cabos para substitui-los ou acrescentar novos circuitos.

A especificação do bandejamento deve informar qual o material, a espessura da chapa, o tipo de galvanização, as dimensões e a existência ou não de perfuração. A ausência destas informações vai dificultar a cotação deste material pelo fabricante, levando em consideração que ele não poderá fornecer um material sem que este esteja completamente definido. Embora o bandejamento seja um dos elementos menos valorizados de um sistema elétrico, ele é o responsável pela proteção dos condutores e a sua instalação definirá todo o cronograma de uma obra.

É obrigatório cumprir a norma técnica. A NBR IEC 61537 de 07/2013 – Encaminhamento de cabos – Sistemas de eletrocalhas para cabos e sistemas de leitos para cabos especifica os requisitos e os ensaios para sistemas de eletrocalhas para cabos e sistemas de leitos para cabos destinados ao suporte e acomodação de cabos e possivelmente outros equipamentos elétricos em instalações de sistemas elétricos e/ou de comunicação. Onde necessário, sistemas de eletrocalhas para cabos e sistemas de leitos para cabos podem ser utilizados para a divisão ou disposição dos cabos em grupos. Não se aplica a sistemas de eletrodutos, sistemas de canaletas e de condutos perfilados ou a quaisquer partes que conduzam corrente.

Os sistemas de eletrocalhas para cabos e sistemas de leitos para cabos devem ser projetados e construídos para que, em utilização normal, quando instalados de acordo com as instruções do fabricante ou do fornecedor responsável, garantam o suporte seguro dos cabos ali contidos. Eles não podem impor qualquer risco injustificado ao usuário ou aos cabos. A conformidade é verificada através da realização de todos os ensaios pertinentes especificados nessa norma.

Os componentes do sistema devem ser projetados para suportar a ocorrência de prováveis pressões durante o transporte e armazenamento recomendados. Os sistemas de eletrocalhas para cabos e sistemas de leitos para cabos, de acordo com essa norma, não são destinados à utilização para suporte humano.

Os ensaios de acordo com essa norma são ensaios de tipo. A menos que especificado de outra forma, os ensaios devem ser realizados com os componentes do sistema de eletrocalhas para cabos ou com os componentes do sistema de leitos para cabos montados e instalados para utilização normal de acordo com as instruções do fabricante ou do fornecedor responsável.

Os ensaios em componentes não metálicos do sistema ou componentes compostos do sistema não podem começar antes de 168 h após a fabricação. A menos que especificado de outra forma, os ensaios devem ser realizados em temperatura ambiente de 20 °C + ― 5 °C.. A menos que especificado de outra forma, todos os ensaios são realizados em amostras novas.

Quando processos tóxicos ou perigosos forem utilizados, precauções devem ser tomadas para proteger a pessoa que estiver realizando o ensaio. A menos que especificado de outra forma, três amostras são submetidas aos ensaios e os requisitos serão satisfeitos se todos os ensaios forem atendidos.

Se apenas uma das amostras não satisfizer um ensaio devido a uma falha de montagem ou de produção, este ensaio e qualquer ensaio anterior que possa ter influenciado os resultados do ensaio devem ser repetidos, e também os ensaios seguintes devem ser realizados na sequência solicitada em qualquer outro conjunto completo de amostras, e todos devem atender aos requisitos. O solicitante, ao enviar um conjunto de amostras, também pode enviar um conjunto adicional de amostras que possa ser necessário, caso uma amostra seja reprovada.

O laboratório de ensaios irá, então, sem solicitações adicionais, ensaiar o conjunto adicional de amostras e apenas o rejeitará caso ocorra outra falha. Se o conjunto adicional de amostras não for enviado no mesmo momento, a falha de uma amostra implicará em rejeição.

Se a umidade relativa do ar apresentar um efeito significativo sobre as propriedades de classifi cação das amostras submetidas a ensaios, o fabricante ou o fornecedor responsável deve fornecer esta informação. Se um componente do sistema ou o sistema estiver revestido com tinta ou qualquer outra substância que possa afetar suas propriedades de classificação, então os ensaios pertinentes dessa norma devem ser realizados na amostra revestida.

Para o ensaio da CST especificado nas subseções de 10.2 a 10.8, as deflexões devem ser medidas por instrumentos com uma resolução de 0,5 mm, ou melhor, e uma precisão de 0,1 mm ou melhor, em toda a faixa de medição. A carga total aplicada para cada um dos ensaios de CST deve ter uma tolerância de 0 a + 3 %.

A classificação deve ser feita de acordo com o material: componente metálico do sistema, componente não metálico do sistema e componente composto do sistema. De acordo com a resistência à propagação da chama: componente propagador de chama do sistema, componente não propagador de chama do sistema. De acordo com as características de continuidade elétrica: sistema de eletrocalhas para cabos ou sistema de leitos para cabos sem características de continuidade elétrica, sistema de eletrocalhas para cabos ou sistema de leitos para cabos com características de continuidade elétrica. Para sistemas de eletrocalhas para cabos e sistemas de leitos para cabos com função de terra de proteção, ver Anexo C.

Ainda, classifica-se de acordo com a condutividade elétrica: componente do sistema eletricamente condutor, componente do sistema eletricamente não condutor. De acordo com a resistência à corrosão: se os componentes do sistema dentro do sistema de eletrocalhas para cabos ou do sistema de leitos para cabos possuírem classificações diferentes, então o fabricante ou o fornecedor responsável deve fornecer todas as classificações pertinentes.

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A importância do planejamento financeiro de curto prazo na pequena e média empresa (PME)

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Diego Simioni

Planejamento é um tema recorrente na pauta dos empreendedores, independente do tamanho da empresa, segmento de atuação e momento do ciclo de vida. Nas grandes empresas esse conceito já é amplamente difundido e o processo de planejamento e suas revisões é parte da rotina e do calendário anual. Os grandes negócios normalmente trabalham com três processos de planejamento integrados em maior ou menor grau: planejamento financeiro (budget ou orçamento), planejamento de marketing (plano de marketing) e planejamento estratégico (ou revisão ou refresh da estratégia).

Para difundir a importância do planejamento entre as pequenas e médias empresas, destaco a importância do planejamento financeiro de curto prazo que, normalmente, recebe significativo destaque uma vez que é nesse processo que será definido o montante de investimento futuro, objetivo de vendas, necessidades de capital, dentre outros. Fundamentalmente, essas metas de investimento terão peso significativo para definir a parte variável da remuneração dos executivos. Irão também nortear as ações diárias nas mais diversas áreas da empresa, uma vez que além da criatividade, a inovação e a conquista de novos mercados depende dos recursos financeiros que estão disponíveis.

Porém, o modelo de gestão de pequenas e médias empresas é diferente das grandes por uma razão óbvia: disponibilidade de recursos. Para os gestores de menor porte a pergunta mais básica é: o que eu ganho implementando um processo de planejamento financeiro na minha PME? A resposta é que o planejamento financeiro é tão importante que pode significar a diferença entre sobrevivência e morte empresarial.

A maioria dos administradores das pequenas empresas já deve ter enfrentado situações em que teve que atuar como bombeiro e correr atrás de fôlego para o capital de giro. O problema é que esse fogo pode se alastrar e alguns incidentes podem levar à quebra de uma empresa, atraso de recebimento de algum cliente importante, necessidade de compra de matéria-prima, conserto de equipamento, despesa trabalhista inesperada, etc.

Você provavelmente já captou a mensagem: implementar um fluxo de caixa futuro diário e dinâmico para curtíssimo prazo é prioridade zero. O capital de giro é o ABC do planejamento financeiro e a atualização diária desse caixa deve ser parte da rotina do departamento financeiro.

A importância do fluxo de caixa futuro é clara: você poderá gerenciar proativamente entradas e saídas e preparar uma reserva de capital. Dessa forma terá uma boa noção de onde estarão seus “furos de orçamento”. Aliás, gerenciar a reserva de caixa de acordo com o fluxo futuro de recebimentos e pagamentos é fundamental em empresas familiares, onde os sócios confundem a conta da empresa com a conta pessoal e acabam por retirar lucros em momentos inadequados.

Quando o negócio tem mais de um dono a importância se torna ainda maior. Regras claras devem ser criadas para retirada de lucro e definição de pró-labore – ou o dinheiro que deveria ser utilizado para pagar um fornecedor acaba virando a viagem da filha de um dos sócios para a Europa. Nada contra viajar, mas tudo tem hora certa. Planejar serve para isso.

Diego Simioni é administrador de empresas e sócio-fundador da Goakira.