TDAH: tratar, medicar ou o que fazer?

REGULAMENTOS TÉCNICOS

Os Regulamentos Técnicos, estabelecidos por órgãos oficiais nos níveis federal, estadual ou municipal, de acordo com as suas competências específicas, estabelecidas legalmente e que contém regras de observância obrigatórias às quais estabelecem requisitos técnicos, seja diretamente, seja pela referência a uma Norma Brasileira ou por incorporação do seu conteúdo, no todo ou em parte, também estão disponíveis aqui no Portal Target.

Estes regulamentos, em geral, visam assegurar aspectos relativos à saúde, à segurança, ao meio ambiente, ou à proteção do consumidor e da concorrência justa, além de, por vezes, estabelecer os requisitos técnicos para um produto, processo ou serviço, podendo assim também estabelecer procedimentos para a avaliação da conformidade ao regulamento, inclusive a certificação compulsória.

Você pode realizar pesquisas selecionando o produto “Regulamentos Técnicos” e informando a(s) palavra(s) desejada(s). Clique no link https://www.target.com.br/produtossolucoes/regulamentos/regulamentos.aspx

Desatenção, inquietação e impulsividade viraram sinônimo de doença: transtorno de déficit de atenção e hiperatividade ou simplesmente TDAH. Há quem diga que não exista. Há quem afirme ser portador desse transtorno. O TDAH começou a ser identificado na primeira década do século XX e é um dos transtornos mais estudados em medicina. Seu diagnóstico é controverso e polêmico. Dependendo dos critérios diagnósticos adotados, da população estudada, do sexo, da faixa etária entre outros fatores, as taxas de prevalência de TDAH podem variar entre 1% a 20%. Os critérios diagnósticos mais utilizados são os da Associação Americana de Psiquiatria (DSM, atualmente em sua 5a edição) e da CID, da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Se o diagnóstico suscita debates acalorados, o tratamento do TDAH muito mais. Psiquiatras, psicólogos, educadores e pediatras nem sempre concordam com a prescrição de medicação – especialmente os psicoestimulantes à base de metilfenidato – o mais popular é a ritalina. Alguns profissionais alegam o risco de dependência e a criação de uma geração acrítica e obediente para embasar suas opiniões sobre o transtorno. Outros, a tábua de salvação. Informações sobre TDAH aparecem a toda hora na mídia. A preocupação dos pais é grande – tratar, medicar ou o que fazer? E dos profissionais também.

tdahO ambulatório de Psiquiatria e Psicologia Médica do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp recebe centenas de crianças e adolescentes todos os meses. Entre 40% a 50% das crianças e um terço dos adolescentes atendidos no ambulatório recebem o diagnóstico de TDAH, segundo a médica psiquiatra Eloisa Helena Rubello Valler Celeri. “Talvez, existam diagnósticos apressados e uso inadequado da medicação para tratar o TDAH. Mas, por outro lado, também existem crianças que não estão sendo diagnosticadas e tratadas. Dessa forma, todo o potencial criativo e desenvolvimento da criança estão sendo prejudicados, com consequências sérias para seu desenvolvimento social e afetivo”, explica.

Entre um atendimento clínico, aula para alunos de graduação e pós-graduação e a coordenação do Departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, Eloisa concedeu entrevista para falar sobre critérios de diagnóstico, prescrição de medicamento, efeitos colaterais, terapias alternativas e novos campos da ciência que irão auxiliar no entendimento de uma doença inquietante e polêmica.

O que é TDAH?

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é um transtorno de início precoce caracterizado por um padrão de comportamento que inclui desatenção, hiperatividade e impulsividade. As crianças, normalmente, são impulsivas, ativas, e desatentas. Quando esse padrão for suficientemente impactante e prejudicar o aprendizado da criança na escola, o convívio social e familiar, entendemos que isso pode ser um transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.

Como é feito o diagnóstico de TDAH?

O diagnóstico é feito a partir de uma avaliação clínica por um profissional experiente que conheça bem desenvolvimento e psicopatologia infantil. É preciso conhecer outras patologias, o histórico e as características da família onde essa criança vive, como é escola onde estuda e qual a expectativa da família em relação à criança. E isso demora. Não é um questionário de “sim ou não” ou a aplicação pura e simples dos critérios diagnósticos das classificações que irão dizer se uma criança tem ou não TDAH.

Quais são os parâmetros de classificação da doença?

Normalmente, existem crianças mais ou menos atentas, mais ou menos ativas e mais ou menos impulsivas. As classificações colocam uma linha de corte que nos ajudam a dizer aonde estaria o limite entre o normal e o patológico. Mas o julgamento é clínico, sendo de fundamental importância que o profissional tenha experiência suficiente para dizer se aquela criança necessita de algum tipo de intervenção terapêutica, medicamentosa, psicoterápica, psicopedagógica ou não.

Quais as intervenções ou tratamentos indicado no caso de TDAH?

TDAH não é igual a medicação à base de metilfenidato. Antes de prescrever o medicamento, o médico e a família devem avaliar bem os prós e os contras. Às vezes, uma orientação aos pais, uma ajuda pedagógica na escola ou terapia são suficientes para tratar a criança. O psicoestimulante – ritalina ou outros disponíveis no mercado brasileiro – é uma possibilidade, mas não necessariamente o único caminho para o tratamento.

A ritalina causa dependência ou efeitos colaterais?

Como toda medicação, pode ter efeitos colaterais. Ela pode aumentar a frequência cardíaca, causar hipertensão, dor de cabeça ou perda de peso e, eventualmente, levar a uma diminuição no crescimento. Porém, é uma medicação estudada há muito tempo e tem um perfil seguro. Em relação a causar dependência, os estudos têm demonstrado que, pelo contrário, o tratamento adequado, inclusive com psicoestimulantes, parece prevenir o uso de substâncias ilícitas.

O tratamento inibe a criatividade da criança?

Pelo contrário, o tratamento adequado e adaptado especialmente àquela criança vai possibilitar um melhor funcionamento social e escolar, favorecendo que toda sua potencialidade cognitiva e relacional possam se efetivar. Com um TDAH grave, a criança terá dificuldades para se relacionar com outras crianças e com a família; terá dificuldades em aceitar e seguir determinadas regras, podendo envolver-se em brigas, discussões, ser rejeitada por não conseguir parar quieta ou prestar atenção, ser considerada burra ou preguiçosa por não ter o desempenho escolar esperado, sofrer bullying e até ser expulsa da escola por mal comportamento. Ao ser tratada adequadamente, ela terá a possibilidade de desenvolver todo seu potencial e amadurecer de uma forma mais saudável e feliz.

O tratamento do TDAH é para a vida toda ou não?

Ele é compreendido como um transtorno do neurodesenvolvimento, portanto crônico. Parte dessas crianças, com o passar do tempo, vão encontrando formas de lidar com essas dificuldades e encontrarão o seu próprio caminho. Aquelas que não conseguem transpor essas dificuldades vão precisar de um acompanhamento e tratamento para o resto da vida.

O que pode comprometer o neurodesenvolvimento da criança e desencadear a doença?

Este é um transtorno onde aspectos genéticos e ambientais devem ser levados em consideração. Sabemos também que há uma maior prevalência de TDAH em crianças cujas mães utilizaram álcool.  Geralmente existe uma somatória de fatores de risco.

O que podemos esperar da ciência para atender melhor o TDAH?

Hoje, talvez estejamos chamando de TDAH um grupo de transtornos de causas múltiplas. Vemos crianças onde predominam a hiperatividade e a impulsividade e outras crianças onde predomina a desatenção. E colocamos tudo embaixo desse imenso guarda-chuva chamado TDAH. Um melhor conhecimento do funcionamento cerebral trazido pelas pesquisas em neurociências e neuropsicologia, pesquisas sobre fatores de risco ambientais entre outras auxiliarão, talvez, a encontrar biomarcadores ou testes mais precisos que nos auxiliarão no diagnóstico e tratamento deste transtorno. Entretanto, todo avanço científico nunca será capaz de substituir uma boa clínica, centrada no indivíduo, na família e nas condições sociais. Os avanços da ciência nos ajudarão em nossa avaliação clínica, mas não a substituirá.

Texto: Edimilson Montalti – ARP-FCM/Unicamp

Foto: Marcelo Oliveira – CCADCC-FCM/Unicamp

halitoseMau hálito

Segundo Sergio Amaury Scalon, diretor da Uniodonto, o mau hálito ou halitose é um fator de distanciamento e interfere bastante no relacionamento das pessoas entre casais. Por que ficamos com mau hálito ? Quais são as causas do mau hálito ? Existe uma diferença entre estar com mau hálito e ter mau hálito.

Podemos estar com halitose, por vários fatores; existem vários alimentos que alteram o hálito, mas, são alterações passageiras ou momentâneas. Ex. alho, cebola, bebida alcoólica , cigarro, medicamentos, boca seca, cáries, etc. Quando temos mau hálito, podemos dizer que alguma coisa está errada. A origem da halitose está 90% relacionado à cavidade oral e está inteiramente ligada  à higiene oral”, explica ele.

Fatores mais relevantes que ocasionam a halitose é a saburra lingual, uma massa formada por células do epitélio bucal , bactérias, muco da saliva e evidentemente restos de alimentos que aderem no dorso posterior da língua. Esta saburra elimina odores de gás sulfídrico que torna o hálito indesejável. Há também um fator relevante que são as doenças periodontais (doenças da gengiva), tártaros que se formam pela junção dos sais minerais da saliva com a placa bacteriana  que não foi removida durante a escovação.

Há também a chamada amigdalite caseosa. São grãos ou bolinhas brancas que se formam nas amígdalas e produzem um odor  fétido que são formadas por  restos alimentares putrificados. Existem odores metabólicos liberados pelos ar expelido pelos pulmões  como o hálito cetônico muito característico dos diabéticos. Pode ocorrer halitose proveniente de dentes cariados que deveriam ser tratados . Mas notadamente a  maioria das halitoses estão relacionadas com a cavidade oral.

E como descobrir se tem mau hálito, já que geralmente a própria pessoa não percebe o cheiro? “É uma situação delicada e que não faz parte da intimidade das pessoas, e que dificulta o convívio social, é preciso pedir a alguém que perceba para dizer. Conforme o tipo de halitose é possível perceber, fazendo um bochecho com água natural, no momento que jogamos a água fora percebemos o cheiro. A pessoa não percebe o mau hálito por habituar com o cheiro”.

Como evitar e como ele pode ser tratado? Scalon afirma que, em primeiro lugar se você esta com mau hálito procure ver a causa . Pode ser muito tempo sem se alimentar, a higiene da língua tem que ser feita todos os dias por duas vezes ao levantar e antes de dormir e existem instrumentos para isso, escovação perfeita, considerando que todas as pessoas escovam os dentes, mas não com perfeição. “Então digo sempre que a escovação não está eficiente, o uso do fio dental é importantíssimo, pois ele consegue atingir onde a escova não atinge, podendo assim remover restos alimentares depositados entre os dentes. Em segundo lugar se você tem mau hálito é preciso procurar um profissional da área . Visite o seu dentista e relate a sua situação. Em casos que se apresenta uma amigdalite caseosa procure seu otorrino para obter uma orientação. Os problemas periodontais devem ser acompanhados por um cirurgião-dentista especialista em periodontia. E mais, existem centro especializados em halitose que podem resolver seu problema . Mas só o profissional não resolve. A higiene tem que ser diária e perfeita”, conclui.

COP 19: rumo ao sem rumo?

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Confirmação pela Justiça Federal da Legitimidade das atividades realizadas pela Target Engenharia e Consultoria

geleira

Felipe Bottini

Estamos perto da Conferência Anual do Clima (COP19), promovida pela Convenção Climática da ONU,(UNFCCC – United Nations Framework Convention on Climate Change). Não só a sigla é difícil de ler e decorar a ponto de ter sido apelidada de “UNF triplo C”, mas todo o resto que a envolve parece também ser muito complicado.

Uma década atrás quem olhasse adiante as negociações internacionais e o gestante mercado de carbono, vislumbraria um futuro brilhante. Havia profissionais do maior gabarito técnico envolvidos no tema. Diplomatas e políticos determinados que promoveram um acordo global ímpar, o Protocolo de Quioto em 1998 – que trazia os principais emissores para um ambiente de promoção de desenvolvimento limpo e compromisso com o passivo de emissões, ao mesmo tempo que criava incentivos tentadores aos países em desenvolvimento ao reduzir emissões à medida que se industrializassem.

Pela primeira vez havia-se desenhado uma Convenção Quadro das Nações Unidas com um objetivo preventivo contra o aquecimento global. A palavra da vez era: “mitigação”. Vamos mitigar as emissões para evitar o aquecimento global e seus efeitos com potencial catastrófico! O objetivo era ambicioso, pois remetia à redução das emissões com base no que foi relatado em 1990 e já em 2002 as emissões do mundo tinham crescido muito. Mas o otimismo era preponderante.

O que não se percebeu é que, apesar de ter-se conquistado uma Convenção e Protocolos sofisticados, a natureza científica, diplomática e política dos seres humanos é a mesma e bastariam alguns ingredientes que surgissem no horizonte para mudar por completo o comportamento dessas e outras pessoas a ponto de tornar inviável continuar promovendo a redução das emissões conforme programado.

Houve um grande desenvolvimento nos principais países que há 20 anos eram tidos pela depreciadora alcunha de “terceiro mundo”. Somado a isso, a maior crise econômica global vista desde 1929, resultado de uma bolha provocada por um super estímulo monetário do governo americano no início dos anos 2000 e que se alojou no setor imobiliário da maior economia do mundo. A discussão dessa crise é tema de outra tese. Mas o que se vê é que o capital político mudou muito mundo afora e os países tradicionalmente ricos e prósperos, frente a enormes dificuldades de liquidez, começam a querer dividir o ônus histórico das emissões com os novos emissores, enquanto que estes novos emissores ainda se posicionam como vítimas de um desenvolvimento emissor. O acordo não veste mais a realidade e isso é um problema sério.

Do lado científico, aqueles que criaram toda a sistemática de projetos, metodologias, níveis-base, ferramentas de adicionalidade, mercado, corpos de avaliação de projetos que transacionam carbono para uma econômica de mercado de baixo carbono tendo a UNFCCC como central reguladora, fizeram um trabalho, na minha opinião, absolutamente brilhante, tão brilhante que fez muitos deles pensar ser donos da verdade. Nada além do que foi criado pode ser mais interessante do que o mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL). Os principais agentes da mudança deram sua contribuição, mas impedem com força vital novas formas de pensar, como se continuar construindo por cima ou mudar o rumo frente à nova realidade que se apresenta fosse invalidar todo o resto. Uma pena.

Em 2009, na conferência do clima de Copenhagen, esse sintoma era evidente, pessoas distribuíam adesivos, broches e até gravatas – eu tenho uma dessas – com o dizer “Eu amo o Protocolo de Quioto” que denuncia um saudosismo precoce e uma tentativa apaixonada que já não servia à realidade – eu também não sabia disso à época, mas acertar previsões retroativas eu consigo com mais assertividade que as de futuro.

Do lado diplomático, o tema chamou tanta atenção que fez do principal representante do Brasil nessas negociações, nada menos que o ministro das Relações Exteriores do atual governo. efeito parecido ocorreu com outros líderes diplomáticos do Brasil e outros países que acabaram por avançar na carreira diplomática e  em outras áreas que a climática. Assim vai acontecer com os próximos, mas com a diferença que os que por ora estão se movimentando, estavam no tema desde o início e tinham grande poder de negociar com os cientistas próprios da equipe e também das outras, deixando um enorme vácuo em uma negociação difícil, cheia de relações complexas.

Nossa sorte é que a equipe não foi totalmente fragmentada e eu poderia citar pelo menos três nomes que certamente ainda vão prestar grande serviço ao País e que ainda estão envolvidos nas negociações climáticas. Assim, o clima perdeu prioridade na agenda política global em virtude da crise econômica, os astros da ciência deixaram aquilo que criaram perder a conexão com a realidade e, por fim, a diplomacia, depois do fracasso da COP 15, sofreu de um desgaste multilateral que, na minha opinião, ainda não foi recuperado.

Hoje a palavra da vez não é mais mitigação. Já aceitamos que não soubemos mitigar emissões de gases de estufa e temos que tomar conta da “adaptação” que é a nova palavra de ordem. Some a esses ingredientes alguns cientistas que defendem a não evidência completa de que é resultado da ação humana o aquecimento global. Alegam que 95% de chance não é 100% – logo não se pode afirmar que é resultado da ação humana. Comentários além não se fazem necessários, mas esse é um ingrediente de desconstrução que é bastante forte. Esses são os ingredientes da receita que temos pra ir ao forno, ou melhor, ao freezer, já que é no inverno da Polônia a próxima Conferência climática em novembro desse ano.

O que vai acontecer? Acho que não muito – mas lembrem-se que sou melhor em previsão de coisas que aconteceram do que daquelas que vão acontecer. A negociação da Plataforma de Durban, novo acordo que deve estabelecer metas até 2015, que entrem em vigor até 2020 de forma a incluir países em desenvolvimento na distribuição de metas..e isso nem de longe é consenso, a tomar pelo ritmo histórico só deve sair respectivamente em 2018 e 2023.

Não é tampouco pra ninguém se desesperar com o prognóstico. Eu sou péssimo nessa arte. A razão para isso é que as variáveis são dinâmicas. Do fundo da alma espero que um acordo concreto saia o quanto antes e que seja pela mudança de relevância percebida na variável prevenção e não pelo ganho repentino da variável de remediação que virá com elevado custo e não muito distante.

Felipe Bottini é economista pela USP com especialização em Sustentabilidade por Harvard. Fundador da (www.greendomus.com.br) e da (www.neutralizecarbono.com.br) e consultor especial do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

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