O mercado do coco no Brasil

REGULAMENTOS TÉCNICOS

Os Regulamentos Técnicos, estabelecidos por órgãos oficiais nos níveis federal, estadual ou municipal, de acordo com as suas competências específicas, estabelecidas legalmente e que contém regras de observância obrigatórias às quais estabelecem requisitos técnicos, seja diretamente, seja pela referência a uma Norma Brasileira ou por incorporação do seu conteúdo, no todo ou em parte, também estão disponíveis aqui no Portal Target.

Estes regulamentos, em geral, visam assegurar aspectos relativos à saúde, à segurança, ao meio ambiente, ou à proteção do consumidor e da concorrência justa, além de, por vezes, estabelecer os requisitos técnicos para um produto, processo ou serviço, podendo assim também estabelecer procedimentos para a avaliação da conformidade ao regulamento, inclusive a certificação compulsória.

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cocoO coqueiro (Cocos nucifera L) é uma das frutíferas mais difundidas naturalmente no globo terrestre, ocorrendo em praticamente todos os continentes. Em virtude desta dispersão e adaptabilidade, seu cultivo e sua utilização se dão de forma expressiva em todo o mundo, com os mais variados produtos, tanto de forma in natura quanto industrializada.

O coqueiro é originário das ilhas de clima tropical e subtropical do Oceano Pacífico, tendo o Sudeste Asiático como sua principal referência de centro de origem e diversidade, seu cultivo se estendeu também a América Latina, Caribe e África Tropical. Atualmente, o coqueiro encontra-se em mais de 200 países diferentes, sendo encontrado em grandes plantios entre os paralelos 23°N e 23°S.

A exploração comercial do coqueiro se restringe aproximadamente a 90 países, onde encontra melhores condições de cultivo como solos arenosos, intensa radiação solar, umidade e boa precipitação. A evolução tecnológica e o avanço de técnicas de cultivo adequadas aos novos preceitos da sociedade vêm possibilitando principalmente em agroecossistemas frágeis, a inserção de pequenos produtores a melhores condições de vida em diversas regiões do mundo. Ressalte-se que cerca de 90% da produção de coco do mundo advêm de pequenos agricultores, com áreas de até 5 hectares, sendo que esta produção é praticamente consumida internamente nos países produtores. Situação que no Brasil se repete com cerca de 70% da exploração de coqueiro com propriedades de até 10 há.

Assim, a cultura do coco se destaca em muitos países não só pelos aspectos econômicos, mas também os sociais e ambientais. A gama de produtos que podem ser exploradas com esta frutífera a torna reconhecida como importante recurso vegetal para humanidade. Nos últimos anos, a intensificação de áreas de cultivo e de produção é percebida em várias partes do mundo. No Brasil, a situação não é diferente, o avanço da cultura ocorre não só pela evolução em patamares produtivos, que condicionam ao país lugar de destaque entre os maiores produtores mundiais, mas também, pela expansão da área cultivada em regiões não tradicionais de cultivo.

Atualmente, no município de Moju, a 110 quilômetros de Belém, foi implantada a primeira fazenda da Sococo no Pará, na área apontada como a mais apropriada para a cultura por suas condições edafoclimáticas. O plantio no Pará foi iniciado em 1981 em cerca de 800 hectares, destinados inicialmente à produção de coco seco. A iniciativa se mostrou acertada: hoje, 34 anos depois de implantar o cultivo em Moju, a empresa tem 1 milhão de pés, distribuídos por 6.000 dos 20.000 hectares da fazenda; os outros 14.000 hectares são de reserva ambiental.

Em 2012, foram colhidos na fazenda paraense 110 milhões de frutos, volume que deve alcançar entre 120 milhões e 150 milhões em 2013. Na fazenda são cultivadas variedades híbridas (obtidas do cruzamento entre as variedades gigante e anão). A opção pelos híbridos se deu em função das vantagens dessa espécie em alcançar maior rendimento por hectare.

Na verdade, os investimentos na produção de água refletem o bom desempenho das vendas desse segmento dentro e fora do Brasil. Segundo o Sindicato Nacional dos Produtores de Coco do Brasil (Sindcoco), o potencial desse mercado é extraordinário, por ser um produto natural, cujas vendas crescem mais que as de refrigerantes e de energéticos. O país consumiu em 2010 aproximadamente 60 milhões de litros de água de coco, o que colocou o consumo per capita no país em 0,32 litro por pessoa ao ano (para efeitos de comparação, o de refrigerante se situa em 2,79 litros por pessoa anuais). Em 2012, a estimativa do Sindcoco é que o mercado interno tenha consumido 90 milhões de litros de água de coco, elevando o consumo per capita para 0,47 litro.

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A produção de água, por sinal, tem incentivado novos plantios em todo o país, o que ajudou o Brasil a subir no ranking geral dos maiores produtores de coco do mundo. Saiu da décima posição, que ocupava em 1990, para o quarto lugar, em 2011, com uma safra estimada em 2,8 milhões de toneladas de coco, atrás apenas da Indonésia (que produz 19,5 milhões de toneladas), das Filipinas (que tem safra anual de 15,3 milhões) e da Índia (que colhe 10,8 milhões de toneladas de coco ao ano). Considerada apenas a produção de água de coco, o Brasil é líder mundial e movimenta R$ 450 milhões com esse negócio.

Com produção e consumo estimados em 35.000 toneladas no mercado interno, o Brasil importou no ano passado 10.000 toneladas de coco seco, principalmente da Indonésia e do Vietnã, que respondem por 50% das vendas para o país. Para o Sindicato, as importações são desnecessárias e prejudiciais à indústria nacional, que atende às exigências da Anvisa, enquanto as importações são feitas sem fiscalização sanitária. Essa é uma luta contra as compras fora do país.

Os coqueirais, tão típicos das paisagens tropicais, estão ameaçados pelo amarelecimento letal, a mais devastadora doença do coqueiro no planeta. Diante do risco de extermínio dessa espécie de palmáceas que são tão características da paisagem e da economia do Nordeste, a Aurantiaca, empresa baiana do ramo de agronegócios de coco, organizou uma missão técnica a Moçambique. Com os dados colhidos durante a visita, o Grupo pretende continuar as sinalizações para as autoridades brasileiras sobre a necessidade de ações preventivas para conter o perigo. Nesse país que acaba de ser visitado na África, calcula-se que 40 mil hectares de coqueirais já foram dizimados pela doença.

Por enquanto, o mal ainda não chegou ao Brasil, mas estima-se que esteja se deslocando a uma velocidade de 100 km por ano. Quando a praga se instala em uma localidade, a paisagem muda em poucos meses. Em vista dessa ameaça, a Aurantiaca já fez alertas ao Governo Federal e ao Governo do Estado da Bahia. O vice-presidente da Aurantiaca, Roberto Lessa, afirma que “o quadro é grave e demanda iniciativas preventivas. Sugerimos que o Governo estabeleça medidas contra o amarelecimento letal como prioridade estratégica”.

O executivo ressalta a importância de expor o risco da doença e suas consequências ao maior número possível de pessoas e instituições ligadas à cocoicultura. Ele lembra que, inclusive, no Brasil, a agricultura familiar predomina no segmento. Mais de 90% dos produtores brasileiros têm pequenas propriedades.

Imagens registradas em Moçambique pelos executivos da Aurantiaca revelam um cenário assustador. “A paisagem, com os coqueiros mortos, demonstra devastação e é muito triste. Os coqueirais assumem a aparência de um paliteiro. Não há folhas e o que resta dos coqueiros se assemelha a postes em um cenário de explosão”, relata Roberto Lessa.

Lessa, que é engenheiro agrônomo, explica que com o amarelecimento letal há uma queda dos frutos, abortamento de flores, amarelecimento e queda das folhas e morte do meristema apical, que é o tecido responsável pelo crescimento da planta. Ele relata que o índice de desemprego da região visitada em Moçambique é de 95%. “Existiam 26 indústrias na área vinculadas à cadeia produtiva do coco, além de uma grande quantidade de pessoas que trabalhavam nas lavouras de coco. O que vimos de pobreza, fome e desocupação nos permitem acreditar nesse número”, lamenta.

Na ida à Moçambique, a equipe da Aurantiaca confirmou o que verificou também em visitas anteriores a países como México e Jamaica. Antes da doença, a Jamaica tinha 10 milhões de plantas e o número foi reduzido a 3,3 milhões com o amarelecimento letal. “A velocidade entre a contaminação de uma planta e sua morte é de, no máximo, seis meses. Vimos plantas com três meses de contaminação que já estavam sem qualquer capacidade produtiva”, afirma o vice-presidente.

O amarelecimento letal é um assunto preocupante que pode gerar impactos para a Bahia. O estado é o maior produtor de coco do Brasil, com cerca de 500 milhões de frutos por ano e uma média de 77 mil hectares em área plantada. A produção de coco baiana atualmente gera cerca de 200 milhões de reais no Valor Bruto da Produção Agrícola (VBP), por ano.

A Aurantiaca está situada no Conde, no litoral Norte da Bahia, e é atualmente a maior empregadora da região. Além de ter instalado sua indústria e suas unidades agrícolas no município, a empresa tem atuado no sentido de contribuir com ações de desenvolvimento social, entre elas, destinando recursos para manter uma escola do município, através do Instituto Gente.

O município do Conde é o maior produtor de coco do mundo. Tem uma área de mais de 15 mil hectares plantados. Essa extensão de terras é superior às plantações de estados como Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Na Bahia, a produção de coco gera mais de 200 mil postos de trabalho. 88% dos produtores são proprietários, 60% não utilizam tecnologias e 74% comercializam sua produção por meio de intermediários.

A demanda de coco no Brasil e no mundo impulsiona a cadeia produtiva e a constante evolução técnica e tecnológica de maneira a propiciar a expansão de área de cultivo e, principalmente, ao incremento da produtividade aliados aos novos preceitos da sociedade no que diz respeito ao caráter social, econômico e ambiental da exploração da cultura. De uma maneira geral, a cocoicultura brasileira vem respondendo, mesmo que paulatinamente, a esta situação de avanço em termos produtivos, entretanto osproblemas que interferem nesta atividade transpassam o caráter tecnológico, acarretando na necessidade eminente do apoio governamental com medidas efetivas que visem ao aumento da competitividade do setor, principalmente dos pequenos produtores, que poderão sofrer ainda mais com o fim das cotas de importações de coco seco em 2012. A notória importância sócio-econômica e ambiental do coqueiro para o país é evidente, principalmente pela cultura se fazer presente em ecossistemas frágeis, que sofrem com a intensa especulação imobiliária litorânea e o avanço do cultivo da cana-de-açúcar e, sobretudo, por ser explorada fundamentalmente por pequenos agricultores de base familiar.

Quatro dicas para melhorar a prestação de serviços

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serviçoÉ cada vez mais evidente o avanço do setor de serviços na economia nacional e com ele também a importância do aprimoramento de sua rede estrutural de atendimento, uma vez que se o consumidor está mais habilitado para a contratação de serviços, também está cada vez mais seletivo e exigente em suas necessidades. A mão de obra especializada também atesta o aquecimento do setor, que junto com o de comércio foi o que mais criou postos de trabalho formal em 2012, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2012, divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Foram mais de 794 mil novas vagas, com destaque para os nichos médicos, odontológicos e veterinários (6,92%), administração técnica (6,72%) e ensino (5,67%). Neste sentido, o consultor e diretor executivo da V2 Consulting, Vladimir Valladares, aponta os caminhos da customização ou personalização de serviços para que as empresas ampliem o leque de suas ofertas e foquem nas especificidades dos seus clientes, que se tangilbizam em diferenciadas para a sua consolidação no mercado.

“A maioria das empresas de serviços precisa ter consciência de que elas não terão a chance de corrigir uma falha antes que o cliente perceba, e isso pode ser fatal”, explica ele. “Por isso, empreendedores, dirigentes e gestores devem buscar o total controle dos  principais vilões que influenciam negativamente a percepção dos clientes na prestação de serviços: as falhas no atendimento e no relacionamento com os clientes, no comportamento na presença do cliente, no conhecimento técnico na execução dos serviços, e na ausência de padrões e cuidados na execução dos serviços”.

E, para corrigir essas falhas, é preciso ouvir. Segundo o consultor é necessário saber o que o cliente achou dos serviços, se os considera melhor do que o de um concorrente e identificar onde é possível melhorar. “Vivemos em uma época em que alguns dirigentes e gestores ainda pautam suas decisões exclusivamente em competências técnicas, e elas são importantes, mas com consumidores cada vez mais exigentes, usando e abusando da conectividade e da interatividade, quem não se mantiver antenado, acompanhando suas necessidades e expectativas, poderá ter problemas com o negócio”, destaca. “As empresas que não possuem essa visão, precisam refletir rapidamente sobre o seu direcionamento. Mudanças nunca são fáceis, principalmente porque mexem com a cultura da empresa e exigem que funcionários, principalmente dirigentes e gestores, saiam da zona de conforto”.

Abaixo o consultor detalha alguns processos, com exemplos de aplicações para melhorar a prestação de serviços e enfrentar os vilões do setor. Confira:

Monitore – Tecnologias ajudam, aproveite: tenha o hábito de acompanhar um atendimento ou a realização do serviço ao lado do funcionário, ou, quando possível, fazê-lo de maneira que o colaborador não perceba. Muitas das falhas percebidas pelos clientes, também seriam percebidas por outra pessoa da empresa. Para atendimento por telefone, é muito indicado o uso de recursos de gravação dos contatos, uma tecnologia que está bastante acessível hoje, e que permitem analisar tanto o comportamento e a solução dada pelo funcionário, como identificar algumas sinalizações feitas pelos clientes que podem indicar uma nova oportunidade de negócio.

Pesquise: de tempos em tempos, entre em contato com alguns clientes, utilizando-se de um formulário estruturado para identificar se ele ficou satisfeito com todas as fases da prestação de serviços, desde quando contatou a empresa pela primeira vez, até o último contato finalizando a prestação de serviço, e observando não somente as questões diretamente relacionadas ao serviço contratado, mas também certos processos administrativos que também geram insatisfações, como pagamentos, cobranças, assistência técnica etc.

Defina e controle indicadores: estabeleça parâmetros e limites de desempenho para profissionais e equipes. Controle os números que indicam se tudo está fluindo conforme planejado. Mas atenção à máxima em gestão de negócios que diz que só se deve medir o que está definido, padronizado. Se você ainda não tem processos claramente definidos e uma única forma de fazer as coisas, quando medir, não saberá muito bem o que avaliar ou, então, poderá realizar análises incorretas e errar nas decisões.

Compartilhe e oriente: envolva cada vez mais seus funcionários sobre as metas e objetivos da empresa, explique como elas são calculadas e, principalmente, sobre como os resultados individuais são importantes para a empresa e para os próprios profissionais. Quanto mais conscientes e participativos para o alcance das metas, mais atentos eles ficarão às falhas que prejudicam a todos. Utilize-se de treinamentos e reuniões com frequência.

Mas não esqueça, é preciso disciplina, para que estes eventos gradualmente promovam as mudanças necessárias no comportamento dos colaboradores e na cultura da empresa. É a constância dos atos que promove mudanças e não os grandes eventos ocasionais.

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