Lâmpadas LED deverão ser certificadas obrigatoriamente

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ledO Inmetro publicará um Regulamento Técnico da Qualidade (RTQ) para as lâmpadas LED, visando à sua eficiência energética e segurança. As lâmpadas LED de base única com dispositivo de controle incorporado, ao contrário de outras lâmpadas que utilizam filamentos metálicos aquecidos ou descargas elétricas em gazes para produzir luz, produzem luz através do fenômeno conhecido por eletroluminescência, realizado na matéria, sendo por isto chamada de produção de luz em estado sólido.

A lâmpada LED de base única com dispositivo de controle incorporado pode ser dividida em quatro partes: a primeira, responsável pela transformação de energia elétrica em luz, pode ser composta por um ou mais LED (Light Emitter Diode), a segunda é composta de lentes ou difusores, a terceira parte é conhecida por dispositivo de controle, composto por circuitos eletrônicos responsáveis pelo fornecimento adequado da tensão e do controle da corrente elétrica que flui no LED e a quarta parte constituída de uma base responsável pelo contato entre a lâmpada e o circuito de fornecimento de energia elétrica.

Para efeitos deste RTQ as lâmpadas LED são as que possuem o dispositivo de controle incorporado à base constituindo uma peça única, não destacável, sendo destinadas para operação em rede de distribuição de corrente alternada de 60 Hz, para tensões nominais de 127 V e/ou 220 V, ou faixas de tensão que englobem as mesmas. Deverão atender aos índices mínimos de eficiência nas tensões de 127 V ou 220 V, e operar na frequência de 50/60 Hz ou em corrente contínua (DC ou CC).

Para as lâmpadas LED em corrente contínua, serão adotados os índices mínimos de eficiência energética definidos neste regulamento. As lâmpadas com LED coloridos, com lentes coloridas, que emitem luz colorida, RGB, que possuem invólucro coloridos e decorativas não estão abrangidas por este RTQ. Este regulamento não abrange lâmpadas de LED com dispositivo de controle incorporado que produzam intencionalmente luz colorida, nem OLED (Organic Light Emitting Diode).

O regulamento abrange as lâmpadas LED com dispositivo de controle incorporado e proteção contra surto, com tensão de alimentação até 250 V, previstas para uso doméstico e similar, tendo: potência nominal até 60 W; tensão nominal maior que 50 e até 250 VCA ou VCC com bases da lâmpada de acordo com IEC 62560 (B15d, B22d, E11, E12, E14, E17, E27, GU10, GZ10); e tensão nominal até 50 VCC com bases G4, GU4, GY4, GX5.3, GU5.3, G6.35, GY6.35, GU7 e G5.

Existe a ABNT IEC/PAS 62612:2013 – Lâmpadas LED com dispositivo de controle incorporado para serviços de iluminação geral – Requisitos de desempenho que especifica os requisitos de desempenho para lâmpadas LED com dispositivo de controle incorporado, com tensão de alimentação até 250 V, juntamente com os métodos de ensaio e condições requeridas, previstas para uso doméstico e iluminação geral similar, tendo:potência nominal de até 60 W; tensão nominal de até 250 V C.A. ou CC; bases da lâmpada de acordo com NBR IEC 62560. Os requisitos desta norma referem-se apenas aos ensaios de tipo. Não abrange lâmpadas de LED com dispositivo de controle incorporado que produzam intencionalmente luz colorida, nem OLED.

As recomendações para ensaios de produto completos ou ensaio de lote estão sob consideração. Estes requisitos de desempenho são adicionais aos requisitos da NBR IEC 62560 (padrão de segurança para lâmpadas de LED com dispositivo de controle incorporado). Quando operado em uma luminária, os dados de desempenho declarados podem desviar os valores estabelecidos através desta norma.

Já a NBR IEC 62560:2013 – Lâmpadas LED com dispositivo de controle incorporado para serviços de iluminação geral para tensão > 50 V — Especificações de segurança especifica os requisitos de segurança e intercambialidade, juntamente com os métodos de ensaio e condições necessárias para demonstrar a conformidade de lâmpadas LED, com meios integrados para um funcionamento pleno (lâmpadas LED com reator incorporado), previstas para uso doméstico e iluminação geral similar, tendo: potência nominal de até 60 W; tensão nominal de > 50 V até 250 V; bases de acordo com a Tabela 1, disponível na norma.

Os requisitos dessa norma referem-se apenas aos ensaios de tipo. As recomendações para o ensaio do produto ou ensaio de lote inteiro são idênticas às previstas no Anexo C da NBR IEC 62031. Sempre que nessa norma o termo “lâmpada(s)” for usado, é entendido como “lâmpada(s) LED com dispositivo de controle incorporado”, exceto onde é obviamente atribuído a outros tipos de lâmpadas.

Para a ABNT IEC/PAS 62612 de desempenho, os dados constantes no item 4.2 devem ser fornecidos visivelmente (além dos dados obrigatórios do ABNT NBR IEC 62560) pelo fabricante ou fornecedor responsável, e localizados. As dimensões da lâmpada LED devem satisfazer os requisitos indicados pelo fabricante ou fornecedor responsável. Os contornos da lâmpada LED não podem exceder os da lâmpada a ser substituída (ver também IEC 60630).

As condições de ensaio para as características elétricas e fotométricas, manutenção do fluxo luminoso e a vida são dadas no Anexo ª Todos os ensaios são realizados em “n” lâmpadas. O número “n” é declarado pelo fabricante ou pelo fornecedor responsável, mas deve ser um mínimo de 20 lâmpadas. As lâmpadas que se destinam a fins de retrofit devem ser equipadas com meios adequados de resfriamento. Quanto à temperatura de cor e reprodução de cor, é feita referência à IEC 60081, Anexo D: Coordenadas de cromaticidade. A temperatura de cor correlata (TCC) nominal de uma lâmpada deve ser de preferência um dos seguintes seis valores: 2 700 K, 3 000 K, 3 500 K, 4 000 K, 5 000 K ou 6 500 K.

A vida de uma lâmpada LED com dispositivo de controle incorporado (conforme definido em 3.7) é o resultado combinado do desempenho de manutenção do fluxo luminoso (ver 10.1) e a vida útil do dispositivo de controle eletrônico incorporado (ver 10.2) para o qual um ensaio de durabilidade é usado como uma indicação de sua confi abilidade e vida útil. Ambos os elementos são ensaiados. É feita referência às definições de 3.7 e 3.9, que descrevem a porcentagem indicada de lâmpadas ensaiadas de um lote total (B50 ou B10) que podem falhar aos requisitos de ensaio de 10.1 e 10.2.

Na sua introdução, a NBR IEC 62560 informa que existem no mercado produtos à base de LED que substituem as lâmpadas existentes, quer sejam lâmpadas incandescentes ou lâmpadas fluorescentes com reator incorporado à base, ou substituto para lâmpadas halógenas com fi lamento de tungstênio abaixo de 50 V. Essa norma abrange a faixa de tensão de alimentação de > 50 V até 250 V. Uma norma de segurança para lâmpadas LED com tensões ≤ 50 V será proposta posteriormente no tempo adequado.

As lâmpadas devem ser projetadas e construídas de forma que, em uso normal, funcionem de forma confiável e não causem qualquer perigo para o usuário ou arredores. Em geral, a conformidade é verificada através da realização de todos os ensaios especificados.

O consumidor precisa ficar atento para as marcações que necessitam obrigatoriamente constar na lâmpada ou na embalagem: mrca de origem (isto pode tomar a forma de uma marca, o nome do fabricante ou o nome do fornecedor responsável); tensão nominal ou faixa de tensão nominal (V ou volts); potência nominal (W ou watts); frequência nominal (“Hz”); corrente nominal (A ou Ampère‖). inspeção visual do dispositivo de proteção contra surto, quando aplicável; Fator de Potência (FP ou cos α); Fator de Potência, acompanhado opcionalmente da frase Alto FP, caso este seja maior ou igual a 0,92; para lâmpadas com peso significativamente maior do que o das lâmpadas que irão substituir deve-se prestar atenção ao fato de que o peso adicional pode reduzir a estabilidade mecânica de certas luminárias e porta-lâmpadas, e podem ser prejudicados o contato e a retenção da lâmpada‖; fluxo luminoso nominal da lâmpada LED, expresso em lúmen, também no caso das lâmpadas de luz dirigida para os quais normalmente é dada somente a intensidade luminosa em combinação com o ângulo do facho; vida útil nominal e o fator de manutenção do fluxo luminoso relacionado (L70) de acordo com o item 6.10; Selo de Conformidade do Produto; índice de reprodução de cor nominal; compatibilidade com dimerização, caso a lâmpada em questão não possa ser aplicada com dimmers deve conter um símbolo conforme NBR IEC 62560:2013; lâmpada que pode possuir partes em que a proteção contra choques é baseada na operação em extra baixa tensão de segurança (EBTS/SELV), deve ter a indicação ―EBTS (SELV); informações com tipo de letra de padrão mínimo ou equivalente aos tipos Arial pitch 11 ou Times New Roman pitch 12; informar na embalagem a informação ―Descarte em local apropriado‖ com tipo de letra de padrão mínimo ou equivalente aos tipos Arial pitch 11 ou Times New Roman pitch 12.

As incongruências da experimentação científica em animais

GESTÃO  DE ACERVOS

Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais.

As Normas de Sistemas da Qualidade – série ISO 9000, são rigorosas quanto aos critérios de controle, atualização e disponibilização de documentos corporativos aos seus usuários. Tanto os documentos de origem interna como externa, devem ser controlados para evitar a utilização de informações não-válidas e/ou obsoletas, cujo uso pode trazer sérios problemas aos sistemas, produtos e negócios da empresa.

É por isso que a Target Engenharia e Consultoria desenvolveu Sistemas que gerenciam e controlam estes documentos de forma rápida, ágil e segura, facilitando o acesso à informação e ajudando os seus clientes a garantirem suas certificações.


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Ricardo Laurino

Na maioria das vezes, o debate quanto à utilização ou não de animais em testes inicia antes mesmo de se discutir o assunto. De um lado, pessoas preocupadas em debater os rumos e limites do desenvolvimento através das ações humanas e, de outro, um grupo de estudiosos, detentores de técnicas e diplomas, que pretende estabelecer entre si quais são esses rumos e limites.

Com a invasão por parte de ativistas do Laboratório Royal, a discussão se acendeu em nosso país e, ao defender suas posições, pesquisadores tentam desqualificar a opinião de pessoas leigas quanto ao tema como se nada tivessem a acrescentar ao debate. Entretanto, pode ser que o grande público não conheça os detalhes da utilização de animais em pesquisas e muito menos seus obscuros resultados, mas não é preciso ser um especialista para opinar se é contra ou a favor do uso desses animais como meras ferramentas de trabalho, destituídas de interesses e desprovidas de sentimentos como a dor e o sofrimento. Desta forma deixo claro que o fato de não ser um experimentador não desqualifica qualquer pessoa a dar sua opinião quanto ao uso de animais em pesquisas.

Não é difícil questionar a eficácia dos experimentos científicos, já que as grandes catástrofes farmacológicas foram previamente testadas em animais. Técnicas medicinais com graves erros e irreversíveis, além de uma série de substâncias altamente tóxicas e prejudiciais à saúde humana, mas que somente daqui a alguns anos serão detectadas – perceba a quantidade de medicamentos que são retirados das prateleiras de tempos em tempos por problemas, muitas vezes fatais, não previstos – apontam esses testes como uma provável falácia científica para nosso moderno mundo do século XXI.

Para exemplificar, podemos citar o Dr. Albert Sabin, que declarou que as primeiras doses aplicadas a seres humanos da vacina contra a pólio matou as pessoas que as receberam, mas nada acontecera nos testes anteriores com animais. Além disso tudo nos leva a crer que diversas drogas que poderiam estar salvando seres humanos não tiveram seus estudos concluídos por conta de resultados negativos em pesquisas com animais.

Outro ponto muito questionável é que, mesmo entre humanos, as reações a determinadas substâncias são diversas por conta de inúmeros fatores biológicos característicos de cada indivíduo. Como o médico americano Dr. Ray Greek cita em seus artigos, a própria indústria farmacêutica já assumiu a eficácia média em 50% das pessoas de suas drogas, podendo ser maior ou menor em determinados casos, sendo uma exigência da Ciência médica a eficácia em 90% dos casos.

Entretanto mais importante do que isso é entendermos o fundamento da objeção pela experimentação animal, independentemente de seus resultados. Pois uma pergunta deve ser obrigatoriamente respondida para assumirmos uma ou outra posição: se para pesquisadores animais são semelhantes aos humanos em suas reações e sensações, não deveriam ter semelhantes considerações relativas aos seus interesses de não serem submetidos à dor, ao trauma físico e psicológico, à humilhação, ao temor, à morte com hora marcada, assim como se considera os interesses de seus “semelhantes” humanos? É difícil imaginar uma resposta a tal questão que defenda a pesquisa em animais sem que sejam usados argumentos que passam pela incoerência e a tendenciosidade.

Apesar disso a velha e antiquada filosofia médico-científica perpetua, através da pseudoautoridade do conhecimento, a ideia de que animais são “pequenos humanos” devido a essas semelhanças. Não são poucos os ativistas e pesquisadores contrários aos testes em animais que dizem: os testes em animais servem para evitar processos milionários que pesquisadores e empresas responderiam pelas reações adversas e muitas vezes irreversíveis e mortais aos seres humanos, quando do uso de seus produtos e técnicas pelos consumidores. É um “certificado de garantia”, tendo respaldo de seus protocolos e “códigos de ética” por eles mesmos criados, de terem sido previamente testados. Ou seja, “lavamos nossas mãos, pois fizemos nossa parte”.

Diante desse cenário, da incoerência e da resistência a novos conceitos, podemos observar a triste, mas real situação de adultos que quando crianças pediam a seus pais permissão para levar para suas casas um “vira lata” ou um gato abandonado por compaixão, porém hoje, através de uma cultura de continuismo e retrocesso alimentada por “mestres” e “doutores”, submetem ratos, gatos, porcos, sapos, cachorros, coelhos e outros animais a verdadeiras sessões de tortura – desde privações das necessidades básicas até mesmo órgãos abertos, fraturas, entre outras intervenções contra seres que nada têm a ver com suas práticas.

Quantos não são aqueles que, com extrema aptidão a profissões relacionadas à medicina, veterinária, entre outras, abandonam seus sonhos ao verem que para isso terão de abrir mão de sua sensibilidade e respeito para com os animais? Diversos são os estudos que demonstram como os próprios estudantes, quando expostos pela primeira vez a tais circunstâncias, sentem-se incomodados e contrariados, mas que por vergonha e medo de serem excluídos do grupo submetem-se ao processo “invisível” da dessensibilização ou abandonam seus cursos, sob desdém de muitos de seus colegas e professores. Talvez uma frase de Thomas Edison, famoso cientista americano, resuma por que cada vez mais pessoas desaprovarem a experimentação animal: “a não violência nos leva à mais alta ética, a qual é o objetivo de toda a evolução. Até pararmos de ferir outros seres vivos, seremos ainda selvagens”.

Ricardo Laurino é autor do livro O Último Teste. Lançado em setembro deste ano, é a primeira obra literária a abordar a experimentação científica em animais por meio de ficção policial.

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