A coleta dos resíduos de serviços de saúde deve ser feita de forma normalizada

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TPM para Operadores – Disponível pela Internet – Ministrado em 04/10/2013

Como Conscientizar e Habilitar operador a entender a praticar o TPM

coletaSão definidos como geradores de resíduos dos serviços de saúde todos os relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal, inclusive os serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo; laboratórios analíticos de produtos para a saúde; necrotérios, funerárias e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento, serviços de medicina legal, drogarias e farmácias inclusive as de manipulação; estabelecimentos de ensino e pesquisa na área da saúde, centro de controle de zoonoses; distribuidores de produtos farmacêuticos, importadores, distribuidores produtores de materiais e controles para diagnóstico in vitro, unidades móveis de atendimento à saúde; serviços de acupuntura, serviços de tatuagem, dentre outros similares.

Podem ser classificados:

Grupo A – engloba os componentes com possível presença de agentes biológicos que, por suas características de maior virulência ou concentração, podem apresentar risco de infecção. Exemplos: placas e lâminas de laboratório, carcaças, peças anatômicas (membros), tecidos, bolsas transfusionais contendo sangue, dentre outras.

Grupo B – contém substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade. Ex: medicamentos apreendidos, reagentes de laboratório, resíduos contendo metais pesados, dentre outros.

Grupo C – quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de eliminação especificados nas normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), como, por exemplo, serviços de medicina nuclear e radioterapia, etc.

Grupo D – não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares. Ex: sobras de alimentos e do preparo de alimentos, resíduos das áreas administrativas, etc.

Grupo E – materiais perfuro-cortantes ou escarificantes, tais como lâminas de barbear, agulhas, ampolas de vidro, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas, espátulas e outros similares.

Na avaliação dos riscos potenciais desses, deve-se considerar que os estabelecimentos de saúde vêm sofrendo umaenorme evolução no que diz respeito ao desenvolvimento da ciência médica, com o incremento de novas tecnologias incorporadas aos métodos de diagnósticos e tratamento. O resultado deste processo é a geração de novos materiais, substâncias e equipamentos, com presença de componentes mais complexos e muitas vezes mais perigosos para o homem que os manuseia, e ao meio ambiente que os recebe.

Assim, os resíduos do serviço de saúde ocupam um lugar de destaque pois merecem atenção especial em todas as suas fases de manejo (segregação, condicionamento, armazenamento, coleta, transporte, tratamento e disposição final) em decorrência dos imediatos e graves riscos que podem oferecer, por apresentarem componentes químicos, biológicos e radioativos. Dentre os componentes químicos destacam-se as substâncias ou preparados químicos: tóxicos, corrosivos, inflamáveis, reativos, genotóxicos, mutagênicos; produtos mantidos sob pressão – gases, quimioterápicos, pesticidas, solventes, ácido crômico; limpeza de vidros de laboratórios, mercúrio de termômetros, substâncias para revelação de radiografias, baterias usadas, óleos, lubrificantes usados, etc. Dentre os componentes biológicos destacam-se os que contêm agentes patogênicos que possam causar doença e dentre os componentes radioativos utilizados em procedimentos de diagnóstico e terapia, os que contêm materiais emissores de radiação ionizante.

Quanto à coleta desse tipo de resíduo, a NBR 12810 de 01/1993 – Coleta de resíduos de serviços de saúde fixa os procedimentos exigíveis para coleta interna e externa dos resíduos de serviços de saúde, sob condições de higiene e segurança. A coleta interna de resíduos é a operação de transferência dos recipientes, do local de geração, para o local de armazenamento interno, normalmente localizado na mesma unidade de geração, no mesmo piso ou próximo, ou deste para o abrigo de resíduos ou armazenamento externo, geralmente fora do estabelecimento, ou ainda diretamente para o local de tratamento. Em pequenas instalações ou determinados casos, essas etapas reduzem-se a uma única.

A coleta interna é aquela realizada dentro da unidade, e consiste no recolhimento dos resíduos das lixeiras, fechamento do saco e seu transporte até a sala de resíduos ou expurgo. A coleta externa consiste no recolhimento dos resíduos de serviços de saúde armazenados nas unidades a serem transportados para o tratamento ou disposição final.

A coleta de resíduos de serviços de saúde deve ser exclusiva e a intervalos não superiores a 24 h. Esta coleta pode ser realizada em dias alternados, desde que os recipientes contendo resíduo do tipo A e restos de preparo de alimento sejam armazenados à temperatura máxima de 4°C.

A guarnição deve receber treinamento adequado e ser submetida a exames médicos pré-admissionais e periódicos, de acordo com o estabelecido na Portaria 3.214/78 do Ministério do Trabalho. A empresa e/ou municipalidade responsável pela coleta externa dos resíduos de serviços de saúde devem possuir um serviço de apoio que proporcione aos seus funcionários as seguintes condições: higienização e manutenção dos veículos; lavagem e desinfecção dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI); e higienização corporal.

Os (EPI) especificados devem ser os mais adequados para lidarem com resíduos de serviços de saúde e devem ser utilizados de acordo com as recomendações dessa norma. Por exemplo, o uniforme deve ser composto por calça comprida e camisa com manga, no mínimo de 3/4, de tecido resistente e de cor clara, específico para o uso do funcionário do serviço, de forma a identificá-lo de acordo com a sua função.

As luvas devem ser de PVC, impermeáveis, resistentes, de cor clara, preferencialmente branca, antiderrapantes e de cano longo. Para os serviços de coleta interna I, pode ser admitido o uso de luvas de borracha, mais flexíveis, com as demais características anteriores. As botas devem ser de PVC, impermeáveis, resistentes, de cor clara, preferencialmente branca, com cano 3/4 e solado antiderrapante. Para os funcionários da coleta interna I, admite- se o uso de sapatos impermeáveis e resistentes, ou botas de cano curto, com as demais características já descritas.

O gorro deve ser de cor branca, e de forma a proteger os cabelos. A máscara deve ser respiratória, tipo semifacial e impermeável. Os óculos deve ter lente panorâmica, incolor, ser de plástico resistente, com armação em plástico flexível, com proteção lateral e válvulas para ventilação. O avental deve ser de PVC, impermeável e de médio comprimento.

Todos os EPI utilizados por pessoas que lidam com resíduos de serviços de saúde têm que ser lavados e desinfetados diariamente; sempre que ocorrer contaminação por contato com material infectante devem ser substituídos imediatamente e enviados para lavagem e higienização. As características recomendadas para os EPI devem atender às normas do Ministério do Trabalho.

Quanto ao carro de coleta interna, deve atender ao seguinte: ser estanque, constituído de material rígido, lavável e impermeável de forma a não permitir vazamento de líquido, com cantos arredondados e dotado de tampa; identificação pelo símbolo de “substância infectante”; uso exclusivo para a coleta de resíduos; o volume máximo de transporte: carro de coleta interna I – até 100 L e carro de coleta interna II – até 500 L.

Os equipamentos de coleta externa devem ser: um uniforme, composto por calça comprida e camisa com manga, no mínimo de 3/4, de tecido resistente e de cor clara, específico para o uso do funcionário do serviço, de forma a identificá-lo de acordo com a sua função; luvas que devem ser de PVC, impermeáveis, resistentes, de cor clara, preferencialmente branca, antiderrapantes e de cano longo.

Quanto ao veículo coletor, deve atender ao seguinte: ter superfícies internas lisas, de cantos arredondados e de forma a facilitar a higienização; não permitir vazamento de líquido, e ser provido de ventilação adequada; sempre que a forma de carregamento for manual, a altura de carga deve ser inferior a 1,20 m; quando possuir sistema de carga e descarga, este deve operar de forma a não permitir o rompimento dos recipientes; quando forem utilizados contêineres, o veículo deve ser dotado de equipamento hidráulico de basculamento; para veículo com capacidade superior a 1,0 t, a descarga deve ser mecânica; para veículo com capacidade inferior a 1 t, a descarga pode ser mecânica ou manual; o veículo coletor deve contar com os seguintes equipamentos auxiliares: pá, rodo, saco plástico (ver NBR 9190) de reserva, solução desinfetante; devem constar em local visível o nome da municipalidade, o nome da empresa coletora (endereço e telefone), a especificação dos resíduos transportáveis, com o número ou código estabelecido na NBR 10004, e o número do veículo coletor; ser de cor branca; ostentar a simbologia para o transporte rodoviário (ver NBR 7500), procedendo-se de acordo com a NBR 8286.

Em caso de acidente de pequenas proporções, a própria guarnição deve retirar os resíduos do local atingido, efetuando a limpeza e desinfecção simultânea, mediante o uso dos equipamentos auxiliares. Em caso de acidente de grandes proporções, a empresa e/ou administração responsável pela execução da coleta externa deve notificar imediatamente os órgãos municipais e estaduais de controle ambiental e de saúde pública.

Os 3 Ds mais importantes para o sucesso

BOLETIM TÉCNICO
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Orlando Oda

O professor Karl Anders Ericsson, da Universidade da Flórida, conduziu uma pesquisa que ganhou grande repercussão atráves do livro “Outliers”, de Malcolm Gladwell. A conclusão mostra que os gênios não possuem um QI altíssimo. Isso quer dizer que qualquer pessoa normal pode alcançar feitos extraordinários. Então, quais são os fatores fundamentais para alcançar o sucesso?

Há dois anos resolvi me matricular num curso de língua japonesa. Tomar a decisão foi a primeira coisa a fazer. Isso influi diretamente nos fatos e acontecimentos felizes ou infelizes, sucesso ou insucesso. Podemos afirmar que cada um constrói o seu futuro por meio das decisões tomadas hoje.

Estou na sala de aula porque decidi e determinei que iria aprender a língua japonesa, saber usar corretamente a linguagem formal, informal, ler pelo menos mil “Kanjis” para me comunicar corretamente no Japão. A decisão é importante, é o primeiro passo. Mas precisamos continuar caminhando. A determinação é o que faz você continuar rumo ao objetivo da decisão.

Ela é o segundo fator mais importante para o sucesso. Tomar uma decisão é fundamental, mas isso não basta. Frequentar as aulas todos os dias após um dia de trabalho, estudar e fazer as lições de casa todos os dias é cansativo. Dá vontade de desistir. É preciso determinação para continuar frequentando o curso.

Determinar é construir o seu castelo, tijolo por tijolo, dia após dia, não durante uma semana, um mês, um ano, mas durante anos. Determinar é persistir, é perseverar um objetivo no longo prazo, para isso é preciso ter paixão, preparo físico e mental.

A corrida para o sucesso profissional ou empresarial não é uma corrida de curta distância, não é uma competição de 100 metros. A corrida da vida é sempre uma maratona. Determinação é viver a maratona da vida dia após dia, por anos seguidos sem nunca desistir.

Buscar o conhecimento é o primeiro passo para realizar qualquer coisa, porém é preciso transformar o conhecimento em habilidade. No meu caso estou fazendo o curso de língua japonesa e não basta só frequentar a aula. É preciso estudar, fazer lição de casa, ouvir, ler, praticar para poder comunicar corretamente no Japão, sem cometer gafes.

O terceiro fator mais importante para o sucesso é a dedicação. Para conseguir realizar qualquer coisa é necessário dedicar tempo. Todas as pessoas bem sucedidas, todos os campões mundiais souberam superar as dificuldades, para isso se esforçaram muito treinando, treinando, treinando. Repetiram os exercícios centenas, milhares de vezes para se aperfeiçoarem.

Os fatores fundamentais para alcançar o sucesso são: decisão, determinação e dedicação. Os Beatles fizeram aproximadamente mil e duzentos shows em clubes de strippers e bares de pouca expressão em Hamburgo e Liverpool durante cinco anos (entre 1957 a 1962) até conseguir o primeiro sucesso. Isto não ocorrreu só com eles. Podemos citar: Thomas Edison, Roger Federer, Sebastian Vetel, etc.

No livro de biografia do Roger Federer há o depoimento do primeiro preparador físico. Perguntado se na época imaginava que ele se tornaria num dos maiores tenistas a resposta foi: “obviamente que não. Eu nunca imaginei que tinha sob o meu comando o futuro “ás” do tênis mundial”, dizia. Já Federer, aos 17 anos já dizia que queria se tornar o número um do mundo. Estava decidido, mesmo não tendo nenhum ponto na classificação.

Perguntado também sobre o segredo do sucesso do Federer a resposta foi: “Não existe sucesso sem trabalho. Ele investiu muitas horas de preparo na coordenação, na força e em suas condições físicas. Na quadra ele parece bem rápido porque possui uma coordenação espetacular. Mesmo que alguém já nasça com talento, isso não seria suficiente para tornar um campeão”.

Dos exemplos podemos concluir que o sucesso depende só da própria pessoa: da sua decisão, da determinação e dedicação. Como afirmou Thomas Edison: “Nossa maior fraqueza é a desistência. O caminho mais certeiro para o sucesso é sempre tentar apenas uma vez mais”  Ainda falta um ano para concluir o curso e pelo menos mais três anos para chegar nos mil “Kanjis”. Para isso preciso ir novamente na aula de hoje…

Orlando Oda é administrador de empresas, mestrado em administração financeira pela FGV e presidente do Grupo AfixCode.