Exportar pode fazer sua empresa crescer!

REGULAMENTOS TÉCNICOS

Os Regulamentos Técnicos, estabelecidos por órgãos oficiais nos níveis federal, estadual ou municipal, de acordo com as suas competências específicas, estabelecidas legalmente e que contém regras de observância obrigatórias às quais estabelecem requisitos técnicos, seja diretamente, seja pela referência a uma Norma Brasileira ou por incorporação do seu conteúdo, no todo ou em parte, também estão disponíveis aqui no Portal Target.

Estes regulamentos, em geral, visam assegurar aspectos relativos à saúde, à segurança, ao meio ambiente, ou à proteção do consumidor e da concorrência justa, além de, por vezes, estabelecer os requisitos técnicos para um produto, processo ou serviço, podendo assim também estabelecer procedimentos para a avaliação da conformidade ao regulamento, inclusive a certificação compulsória.

Você pode realizar pesquisas selecionando o produto “Regulamentos Técnicos” e informando a(s) palavra(s) desejada(s). Clique no link https://www.target.com.br/produtossolucoes/regulamentos/regulamentos.aspx

Paulo Sergio de Moraes Sarmento

O Brasil cresceu 2,9% na média dos últimos 15 anos. Como é média, vale lembrar que tivemos alguns picos, assim como alguns abismos. Por outro lado, O Banco Mundial prevê para nós, brasileiros, em 2018 um crescimento de 3,5%.

Ora, se pegarmos o crescimento de 2,9% e compararmos com os 3,5% projetados, teremos apenas uma evolução de 0,6%! Se quisermos ser otimistas vamos dizer que estamos crescendo e isso é uma boa notícia. Se formos mais prudentes vamos comparar esse dado com as projeções das demais economias do mundo e então vamos perceber que continuaremos do mesmo tamanho nos próximos anos. Quando chegarmos em 2018 e calcularmos a média dos últimos 20 anos, veremos que nem nos 3% chegamos!

Na minha visão, já que não somos a China, que terá o seu crescimento previsto pelo mesmo Banco Mundial de 9,5% em 2018, sugiro que aceitemos os fatos sem conformismos. É possível haver uma reação dependendo do plano de negócio e da postura que uma empresa venha a ter, não aceitando assim o futuro que mostram as estatísticas e as previsões. É assim que surgem as oportunidades: do inconformismo e do espírito de luta contra aquilo que não nos agrada, com o que nos ameaça! Esse é o raciocínio que deve existir no empresário. Observar o conjunto e separar o particular – um olho no peixe, outro no gato.

O Brasil poderá estar melhor ou pior que outros países, mas precisamos entender é como cada um de nós está nesse panorama. A gangorra da economia faz com que as posições se alterem por diversos fatores e o que é bom para alguns pode não ser para outros. Portanto, tudo é relativo e não há nada para se ficar empolgado! Atento, sim. Trabalhar duro, planejar sempre para evitar surpresas e aproveitar as oportunidades. Ambas existem!

Penso sempre nas oportunidades e vejo que muitas delas se encontram em outros mercados: exportar pode fazer muitas empresas crescerem. A exportação amplia os horizontes comerciais, expande as parcerias, fortalece a empresa, melhora o seu fluxo de caixa, exige melhores padrões de qualidade, aumenta a credibilidade e diminui a dependência do mercado interno. Além do que a empresa passa a valer mais.

Já foi mais complicado para uma empresa pensar em exportar. Hoje há facilidades, incentivos fiscais e menos burocracia para que ela faça parte do comércio exterior. No fundo, mais que as questões da variação cambial, ou da competição dos asiáticos, tudo é uma questão de mentalidade e atitude do empresário enxergar oportunidade na exportação e adequar o seu negócio.

No Estado de São Paulo, por exemplo, que tem a maioria das pequenas e médias empresas (PMEs) do país, temos apenas 1,6% delas exportando. Há vários casos de sucesso entre elas que passaram a ter uma importante rede de clientes no exterior e um significado acréscimo no seu faturamento e receita. As oportunidades são muitas, mas é importante que se observe alguns procedimentos para se tornar um exportador de fato: planejamento estratégico; identificação de mercados atraentes; inteirar-se da burocracia brasileira; atendimento às exigências dos mercados e adequação dos seus produtos; preciso cálculo de custos e preços; manter a continuidade dos negócios para que não fique apenas no primeiro embarque; serviços de marketing; suporte à logística de exportação; possibilidades de fusões e parcerias com empresas estrangeiras; e ações para agregar valor tanto aos produtos como para a própria empresa.

É uma grande oportunidade para o desenvolvimento e crescimento das empresas que podem saltar para um novo estágio, tornando-as mais competitivas, mais lucrativas e com maior valor. Exportar é complexo porque necessita especialidade, mas é possível, viável e pode ser um ótimo negócio. Os mercados cada vez estão mais próximos e o mundo cada vez menor.

Paulo Sérgio de Moraes Sarmento é economista e sócio da VSW Soluções Empresariais.

Exportação brasileira

A Coordenação-Geral de Articulação Internacional (Caint) tem como negócio prover os exportadores brasileiros de informações e soluções articuladas para superação de barreiras técnicas ao comércio, por meio de negociações e acordos de Cooperação Técnica Internacional e regional, visando ao acesso a mercados e à facilitação do comércio exterior. A presença do Inmetro nos mais importantes organismos mundiais nas áreas de metrologia, avaliação da conformidade e acreditação, e o conseqüente reconhecimento internacional de suas atividades, têm favorecido a abertura do mercado exterior às empresas brasileiras. O Inmetro também é responsável pela Coordenação Nacional do SGT Nº3 do Mercosul, a qual compete harmonizar Regulamentos Técnicos e Procedimentos de Avaliação da Conformidade no âmbito do Mercosul.

Serviços Disponíveis para o Exportador

 

Alerta Exportador!

 

Estudos de Barreiras Técnicas por País

 

Barreiras Técnicas na OMC

 

Relatório de Atividades do Ponto Focal

 

Denuncie Barreiras Técnicas!

 

Perguntas mais Freqüentes - FAQ

 

Exigências Técnicas (Países x Produtos)

Estudo de Atividade do Ponto Focal (Inmetro - Nist)

Estudo Setorial entre Brasil e Estados Unidos

Estudo Setorial entre Brasil e Estados Unidos

Lealdade: ela existe no mundo corporativo?

COLETÂNEAS DE NORMAS TÉCNICAS

Coletânea Série Líquidos Inflamáveis

Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc, relacionadas à Líquidos Inflamáveis!
Saiba Mais…

Coletânea Série Resíduos Sólidos

Orlando Oda

Akio Morita, um dos fundadores da Sony no seu livro “Made in Japan” mostra as diferenças entre a cultura e a gestão de uma empresa japonesa e uma americana. Numa destas passagens ele conta como ficou chocado diante da atitude de um gerente distrital de vendas americano, que lhe parecia bom, com futuro promissor, e que ele havia investido muito em cursos, treinamentos tendo inclusive enviado-o ao Japão.

“Certo dia, entrou em meu escritório, sem preâmbulos e nenhum aviso disse: Sr Morita, muito obrigado por tudo, estou indo embora da companhia. Eu não podia acreditar no que ouvia, mas ele não estava brincando… Meses depois, fui a uma feira eletrônica em Nova York e lá encontrei num dos estantes, o tal traidor. Achei que era bom evitá-lo, mas ele, ao invés de se esconder de mim, veio correndo ao meu encontro, com cumprimentos efusivos e muito papo, como se não houvesse nenhuma razão para se envergonhar…”

Ao longo da minha vida também passei algumas vezes por situações semelhantes. Toda vez que alguém procede com deslealdade, lembro-me dos mangás que lia quando criança. Geralmente eram histórias de samurais e o enredo era com respeito ao “Bushi-dô”: a lealdade suprema dos samurais que davam a própria vida pelo seu senhor.

“Bushi-dô” é um código de conduta não escrito, um radar interior que conduz o modo de vida dos guerreiros. Um samurai não tem que “dar a sua palavra”, não tem que “prometer”, ele só tem ouvidos para um único juiz, a sua consciência.  Com relação à honestidade e justiça, só existe o certo ou o errado, não existem justificativas. Fato é fato e ponto final.

Para Akio Morita, o fato era que aquele gerente comercial tinha saído da Sony de posse de todas as informações comerciais, de marketing e de outros segredos da casa. Morita percebeu que para o gerente americano não tinha nada de errado sair de uma companhia e levar todo aquele conhecimento.

É o ponto que eu concordo: o conhecimento dos segredos tecnológicos e comerciais de uma empresa não são pessoais. É fácil entender isto: prejudica não só a ex-empresa, mas todos os seus ex-colegas de trabalho. Está certo fazer isso? Sair de uma empresa, utilizar os conhecimentos adquiridos para beneficiar outra empresa concorrente e prejudicar ex-colegas?

Os samurais quando ficavam sem o seu amo, ficavam perambulando, andando perdidos, sem caminho a seguir. Isto está correto?  Qualquer roteiro da vida que seja só uma única linha vertical leva a um beco sem saída. É como trem que descarrilha porque tem que andar em cima de dois trilhos. Porém, se você não guiar a vida profissional por alguns princípios, você se torna uma mercadoria que se vende por dinheiro.

Toda pessoa que se vende por dinheiro é pior que uma prostituta. A prostituta vende o seu corpo, mas não vende a alma. Toda pessoa que se vende perde a essência da vida, que é a liberdade. Liberdade de poder olhar “olho no olho” sem nada a temer, sem nada a esconder. Por mais caro que se venda, no fundo é um escravo, uma mercadoria que pode ser transacionada. E o escravo não é livre!

Lealdade significa ser leal, ser verdadeiro consigo mesmo. Fidelidade é ser leal, ser verdadeiro com as pessoas que relacionamos. A fidelidade pode ser justificada: “eu ganho pouco”, “vou cuidar da minha vida”, “todo mundo faz isso”, etc. A lealdade não pode ser justificada.

O “bushi-dô” de um samurai não se limitava a apenas na lealdade ao senhor. A lealdade era também em relação àqueles que estão sob seus cuidados, à família e às pessoas que o ajudaram. Em outras palavras tinham que ter fidelidade também.  Em termos de gestão de pessoal temos que ser leais para com a empresa e com as pessoas que convivemos profissionalmente, sejam superiores ou subordinados.

Jesus ensinou que não podemos servir a dois senhores. Quem pode ser senhor da minha vida? Eu próprio. Eu sou o senhor da minha vida. Eu preciso ser leal comigo mesmo. No contexto bíblico o dinheiro é considerado o outro senhor. O outro senhor não pode ser os meus interesses materiais. Não posso servir a duas empresas por interesses materiais, por interesses pessoais, prejudicando outras pessoas.

A nossa missão, a razão de estarmos neste mundo é para vivificarmos um ao outro. Este mundo é o mundo de ajuda mútua. Precisamos ser útil, necessário às pessoas e ao mundo. Significa que se fizer qualquer coisa que não ajuda o outro, que prejudica outras pessoas, o meu propósito de vida não está correto. Creio eu, na minha modesta opinião, que esta é a lealdade que preciso ter comigo mesmo, o meu radar interior, o meu “bushi-dô”.

Orlando Oda é administrador de empresas, mestrado em administração financeira pela FGV e presidente do Grupo AfixCode.