A certificação de produtos

No Brasil, existem dois tipos de certificação, dentro do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC): certificações voluntárias ou compulsórias. As voluntárias são aquelas em que a empresa define se deve ou não certificar o seu produto, e acordo com o disposto em uma norma técnica, partir dos benefícios que identifique que essa certificação pode trazer ao seu negócio. As compulsórias são aquelas em que um regulamento determina que a empresa só pode produzir/comercializar um produto depois que ele estiver certificado.

Nesse caso das compulsórias, uma portaria do Inmetro define os requisitos obrigatórios a serem seguidos por todas as empresas que produzam um determinado produto, bem como os prazos que a empresa terá para se adequar ao regulamento. O primeiro passo, então, é descobrir se há uma certificação aplicável ao seu produto, e se esta certificação é compulsória ou voluntária. A lista de produtos abrangidos por Programa de Avaliação da Conformidade pode ser consultada no link: http://www.inmetro.gov.br/qualidade/prodCompulsorios.asp

Foi publicada pelo BSI uma norma internacional sobre o assunto: a BS EN ISO/IEC 17067:2013 – Conformity assessment. Fundamentals of product certification and guidelines for product certification schemes, editada em 2013 pelo BSI, trata da avaliação de conformidade, ou seja, dos fundamentos da certificação do produto e orientações para os sistemas de certificação de produtos. Como os produtos são concebidos, produzidos, distribuídos, utilizados e, finalmente, eliminados, podem dar origem a preocupações com compradores, usuários e sociedade em geral. Tais preocupações podem se relacionar com a segurança, a saúde ou ambientais impactos, durabilidade, compatibilidade, adequação para os fins pretendidos ou para condições estabelecidas.

Geralmente, estas preocupações são dirigidas, especificando os atributos do produto requeridas em um documento normativo, tais como um padrão. O fornecedor do produto, em seguida, tem a tarefa de demonstrar que o produto está em conformidade com os requisitos do documento normativo.

Ele pode ser suficiente para o fornecedor para avaliar e declarar a conformidade do seu produto, mas em outros casos o usuário ou uma entidade reguladora pode exigir que a conformidade ser avaliada por um terceiro competente e imparcial. Avaliação e terceiro atestado imparcial partido que o cumprimento dos requisitos especificados foi demonstrado para o produto é chamado de certificação do produto.

A BS EN ISO/IEC 17067:2013 descreve os fundamentos de certificação de produtos e fornece orientações para os sistemas de certificação de produtos. Tem como objetivo oferecer orientação sobre a compreensão, desenvolvimento, operação ou manutenção de sistemas de certificação para produtos, processos e serviços.

É destinada ao uso por todos com interesse em certificação de produtos e, principalmente, por proprietários de esquema de certificação. A norma descreve como esquemas de certificação de produto pode ser estruturado e gerenciado. Ele identifica as técnicas de avaliação comuns que são usados ​​como base para a certificação de produtos, tais como testes de produtos, inspeção e auditoria.

Destina-se ao uso por aqueles que estão envolvidos com a certificação de produtos, especialmente aqueles que estão pensando em se tornar proprietários de esquema de certificação de produtos. Estes podem incluir os organismos de certificação de produtos, governo e órgãos reguladores, agências de compra, organizações não governamentais, associações industriais e as organizações de consumidores.

Conteúdo

  1. Escopo
  2. Referências normativas
  3. Termos e definições
  4. Certificação de produtos
  5. Esquemas de certificação de produtos
  6. Desenvolvimento e operação de um sistema de certificação de produtos
  7. Bibliografia

Os fabricantes nacionais, depois de confirmar que existe um programa de certificação para o seu produto, e de descobrir se ela é compulsória ou voluntária, o próximo passo é avaliar se sua empresa cumpre os requisitos necessários para solicitar a certificação, através da leitura da norma ou do regulamento correspondente. Após essa avaliação, a empresa deve procurar um Organismo de Certificação de Produto (OCP) acreditado pelo Inmetro para realizar o processo de certificação referente ao seu produto. Para descobrir quais são os OCP acreditados para conduzir a certificação de um determinado produto, a empresa deve consultar o site do Inmetro, no link: http://www.inmetro.gov.br/organismos/consulta.asp

O OCP que você escolher estará sempre pronto a esclarecer suas dúvidas. Cada regulamento (ou norma) estabelece quais os procedimentos para a certificação do produto. Geralmente, os processos de certificação são compostos por análise de documentos e por ensaios nos produtos. Após a realização dessas etapas, e da realização de possíveis ações corretivas que sejam necessárias, o OCP emite um certificado para o produto, declarando a conformidade deste com o regulamento ou norma, e registra esse certificado junto ao Inmetro. Quanto aos regulamentos técnicos elaborados pelo Inmetro, estão disponíveis gratuitamente no endereço eletrônico: www.inmetro.gov.br/legislacao

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O perfil dos executivos brasileiros

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Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a Revisão da Norma ABNT NBR 17505 – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

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Os executivos brasileiros consideram a ética e a capacidade de inovação como as características mais importantes para quem assume o cargo de liderança. Também têm uma visão tranquila em relação às oportunidades de emprego e tendem a escolher empresas que oferecem, acima de tudo, oportunidade de ascensão profissional e bom ambiente de trabalho, com benefícios. É o que revela uma pesquisa da Wyser, divisão de média gerência do Gi Group, multinacional italiana de recursos humanos.
A pesquisa, realizada entre 1.450 gerentes, avalia o perfil e a visão do mercado de trabalho dos profissionais de seis países: três do Brics (China, Índia e Brasil) e três da Europa (Itália, Bulgária e Sérvia). No Brasil, foram entrevistados 150 executivos, em sua maioria do sexo masculino (53,30%), na faixa etária de 31 e 50 anos, com nível de instrução médio alto e mais de 15 anos de experiência profissional. A maior parte dos pesquisados atua em empresas de pequeno porte, em setores de serviços (26%), indústria (21,30%) e comércio (15,30%).

Segundo o relatório da Wyser, cerca de 38% dos entrevistados brasileiros citaram a ética como o requisito mais importante para um gerente. Em seguida, vem a autonomia e responsabilidade, apontada por 34% dos entrevistados. De todos os países pesquisados, o Brasil é o que mais valoriza profissionais inovadores. Enquanto que na Itália e na Índia se sobressaíram outras características, como a forte capacidade de comunicação e de se relacionar com as pessoas. Já na China, o gestor ideal deve ser responsável (36,3%) e executor com visão estratégica de alta diretoria (34,7%); e, na Bulgária, a capacidade de lidar com diversidades está entre as características mais emergentes (34%).

A pesquisa da Wyser avaliou ainda o comportamento dos executivos na hora de buscar recolocação no mercado e o que os leva a permanecer no emprego. As redes sociais, como Linkedin, e outros networking para profissionais são pouco utilizados praticamente em todos os países consultados. De um modo geral, os gerentes preferem se candidatar ao cargo em sites de emprego ou buscar colocação entre os colegas de profissão, além de contatos nas entidades de classe e empresas especializadas em recursos humanos.

Os países do Brics foram os que apresentaram uma visão mais tranquila em relação ao mercado de trabalho. Os executivos brasileiros, assim como os indianos, estimam que seriam necessários cinco meses e meio para conseguir um novo emprego. Entretanto, os mais otimistas são os chineses, que acreditam que conseguiriam uma recolocação em apenas três meses. E os europeus, especialmente os sérvios e italianos, apresentam uma visão mais pessimista, e estimam que levariam de 14 a 16 meses para encontrar uma nova oportunidade de trabalho. Os executivos brasileiros, assim como os do Brics, tendem a optar e permanecer em empresas que ofereçam bom ambiente de trabalho e remuneração fixa com benefícios (auxílio para alimentação, transporte, assistência médica, etc.) e possibilidade de ascensão profissional.

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