Planeta Terra: 7 bilhões de habitantes geram por ano, cerca de 1,4 bilhões de toneladas de resíduos urbanos

TRAGÉDIAS, CRIMES E PRÁTICAS INFRATIVAS DECORRENTES DA NÃO OBSERVÂNCIA DE NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS – NBR

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Capa da publicação E1324

Essa publicação aborda, através da apresentação de casos reais, como o cumprimento de normas técnicas NBR – ABNT estão diretamente ligadas à segurança, à saúde e à qualidade de vida em nosso dia a dia. O autor explica de forma prática, e infelizmente mostrando tragédias, como as normas técnicas estão presentes no nosso cotidiano. Elas devem ser levadas a sério quanto à sua observância obrigatória e o poder público precisa fazer gestão para fomentar esse cumprimento por parte da sociedade produtiva e de serviço. Para comprar clique no link https://www.target.com.br/livros/target/livro_2013.aspx

lixoUm relatório publicado pela International Solid Waste Association (Iswa) mostrou que os 7 bilhões de habitantes do mundo geram, por ano, cerca de 1,4 bilhão de toneladas de resíduos urbanos, mas só metade da população é atendida pela coleta desse lixo. Ou seja, metade da população do mundo, concentrada em países da África, do sudeste asiático e da América Latina não tem nenhum tipo de coleta de resíduos. Eles calculam que seria necessário um novo investimento de US$ 40 bilhões somente para conseguir resolver essa etapa. Isso sem contar reciclagem, compostagem e muitas outeas tecnologias relacionadas com o tratamento do lixo urbano.

E isso se for agora. Se o mundo continuar adiando ações nesse sentindo, a solução vai ficar mais complexa e mais cara. O trabalho calcula que em 2050, quando se estima que a população mundial chegará a 9 bilhões, o salto de produção de lixo será ainda maior, para 4 bilhões de toneladas de resíduos urbanos.

Para David Newman, presidente da Iswa, a produção de lixo está crescendo muito rapidamente, não só porque a população está crescendo, mas está se tornando mais rica. “Estamos consumindo mais”, afirma. “Fica claro que temos uma confusão. E ela está nos países mais pobres. A confusão é que muito do lixo que não está sendo coletado está indo para os rios, se acumula nas cidades, causa doenças, acaba nos mares. Dez milhões de toneladas de plástico vão para os oceanos todos os anos”.

Os US$ 40 bilhões conseguiriam resolver a coleta da 1,4 bilhão de toneladas de resíduos, o que significa que o custo pode triplicar em 40 anos, se nada for feito agora. Para o Brasil, que tem uma meta, estabelecida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, de até julho do ano que vem acabar com lixões, a conta aponta que são necessários R$ 6,7 bilhões em um ano para resolver a coleta e destinação dos nossos resíduos.

No caso do Brasil, foi instituída há dois anos a Política Nacional de Resíduos Sólidos que ainda está distante de produzir resultados concretos. A Lei estabeleceu alguns procedimentos e ações a serem seguidos e determinou prazos específicos para cumprimento de algumas delas. É o caso da apresentação de planos de gestão de resíduos sólidos pelos estados e municípios brasileiros, cujo prazo se encerra dia 2 de agosto, e cuja apresentação torna-se essencial àquelas administrações que pretendem pleitear recursos federais.

Levantamento elaborado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) confirma o cenário, ao constatar que 57% das cidades não terão concluídos seus planejamentos até o prazo indicado pela PNRS. Mais de 65% dos municípios das regiões Norte e Nordeste não conseguirão apresentar os seus planos após o prazo de dois anos concedido pela Lei. O levantamento aponta um cenário diferente na região Sul, onde 60% das cidades pretendem entregar em tempo seus planos de gestão de resíduos. Já nas regiões Centro-Oeste e Sudeste 59% e 54% dos municípios devem cumprir o prazo, respectivamente.

Carlos Silva Filho, diretor executivo da entidade, avalia que o tema encontra alguns entraves para evoluir, sendo que o principal deles é de que a questão ainda não é vista como prioridade nas agendas dos administradores municipais. “Os municípios ainda só se preocupam em lidar com as consequências relacionadas à gestão do lixo, e não com um planejamento que é fundamental para que as soluções adequadas e os objetivos da lei sejam plenamente atendidos. Além disso, notamos que muitos municípios não dispõem de pessoal qualificado e casos em que realmente ainda há um desconhecimento das obrigações trazidas pela Lei”, observa.

“O assunto não é novo, já que a Lei de Saneamento, de 2007, já previa um documento semelhante abrangendo a gestão dos resíduos sólidos. Ou seja, os municípios tiveram praticamente cinco anos para concluírem seus planos, prazo que é mais do que suficiente para atender tal determinação. A visão pontual e restrita que é empregada atualmente precisa ser substituída por um foco mais macro e transversal se quiserem avançar na forma como gerir os resíduos”, acrescenta.

Para isso, a entidade disponibilizou um Guia de Boas Práticas para a elaboração de Planos Municipais de Gestão de Resíduos (clique no link http://www.abrelpe.org.br/manual_envio.cfm?ano=2013, faça o cadastro e receba a publicação), que deve funcionar como uma importante ferramenta de apoio às cidades na condução de um processo participativo e eficiente que deve resultar num documento realista e sintonizado com as características e condições do local onde deve ser aplicado. “Na última década a população no Brasil cresceu 9,65% e a geração de resíduos, 21%. A projeção para 2042 é que teremos 230 milhões de habitantes, 15% a mais que hoje. Se o padrão de aumento da geração de resíduos se mantiver, ela vai crescer 30%. O dobro do crescimento da população”, comenta Silva.

O cálculo é importante nesse momento de discussão de um novo acordo em relação às emissões de gases estufas, que foi discutido ao longo das últimas duas semanas em Varsóvia, na Conferência do Clima da ONU. De 7 a 8% das emissões totais de gases no mundo são provenientes do setor de resíduos.

Newman afirma que a boa notícia é que a indústria de resíduos vem crescendo nos últimos três anos, em todo o mundo. Em 2012, o valor de novos projetos iniciados em várias atividades com resíduos, não só a coleta, que é o mais urgente, foi de US$ 10 bilhões. Neste ano são US$ 21 bilhões. E no próximo ano serão US$ 30 bilhões.

“Está claro que vai continuar a crescer e essa é a boa notícia, porque significa que estamos construindo sistemas de coleta, de reciclagem, incineradores, plantas de tratamento de lixo. Um setor especificamente vem mostrando esse crescimento, que é o de incineração. Em 2008, o dinheiro gasto com incineração era de US$ 1,5 bilhão. Hoje são US$ 11,5 bilhões”, explica Newman. “A má notícia é que ainda não é investimento suficiente para evitar que dobremos a quantidade de resíduos que haverá em 2030. Os investimentos estão crescendo rápido, mas a produção de resíduos cresce ainda mais rápido”.

Em relação aos desafios brasileiros, Newman afirmou que o país iniciou sua jornada para a mudança, mas alertou que ela é demorada e continuada. “Na Europa levou 30 anos, mas vocês não podem se dar ao luxo de levar tanto tempo.” Segundo ele, há questões que têm de ser incorporadas, como a nada simpática taxa de lixo. “Não adianta fingir que é barato e que não é responsabilidade de todo mundo. Precisa de dinheiro. Não se protege o ambiente e a saúde de graça”.

A cidade de São Paulo vai sediar o congresso da Iswa em 2014. É a principal associação internacional, não governamental e sem fins lucrativos, que atua exclusivo pelo interesse público de promover e desenvolver o setor de resíduos sólidos ao redor do mundo para uma sociedade sustentável. No Brasil, a associação é representada pela Abrelé.

“O Congresso da ISWA é o principal evento em âmbito global para discutir as práticas, desafios e tendências para a gestão de resíduos e será realizado pela primeira vez no Brasil em um momento bastante oportuno, já que o prazo determinado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos para o encerramento da destinação inadequada de resíduos se encerra em agosto de 2014”, assegura Silva Filho. O Congresso de 2013, que foi realizado em Viena, Áustria, concluiu pela necessidade de um “Plano Marshall” para obter recursos e resolver os problemas na gestão de resíduos em âmbito global. As ações já foram iniciadas para desenvolver esse plano e apresentar no Congresso do Brasil em 2014.

Composição média global dos resíduos

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Susana Falchi

O crescimento da massa salarial nos últimos anos vem acompanhado pela queda de produtividade e da dificuldade de as empresas conseguirem mão de obra qualificada e reter talentos. O quadro tende a se agravar em 2014 e nos anos que se seguem e não é nem um pouco pessimista alertarmos para um apagão de mão de obra no Brasil. Além das questões estruturais, é preciso lembrar que há questões comportamentais que agravam o problema, como o assédio moral e os problemas de desvio de conduta verificado em recente pesquisa. Todo esse cenário é bastante desafiador para os empresários.

A massa de rendimento médio real habitual dos brasileiros ocupados foi estimada em R$ 45,1 bilhões em outubro de 2013. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, representaria uma alta de 1,4%, segundo dados do IBGE.  De acordo com o Instituto, entre 2004 e 2012, a média de crescimento da massa salarial real foi de 5,2% ao ano. O comportamento dos salários está relacionado, em grande parte, à retração da taxa de desemprego, que encontrava-se ao redor de 10% em 2004 e hoje está em 5,2% (IBGE).

Em compensação, a realidade do empregador é bem diferente. Os dados da pesquisa “Falta de trabalhador qualificado reduz a competitividade da indústria”, publicada em outubro de 2013 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram que 65% das empresas consultadas enfrentam problemas com a falta de trabalhador qualificado. Metade das empresas que encontram dificuldade para qualificar seus colaboradores apontam a baixa qualidade da educação básica como o maior entrave. O levantamento abrange 1.761 empresas, sendo 607 pequenas, 692 médias e 462 grandes.

A pesquisa detalha que as indústrias enfrentam dificuldades para encontrar trabalhador qualificado em todos os níveis, porém o problema é mais abrangente com relação a operadores e técnicos na produção. Entre as empresas industriais em que a falta de trabalhador qualificado é um problema, 90% têm problemas com operadores e 80% com trabalhador de nível técnico. As áreas de pesquisa e desenvolvimento e gerencial são as que geram menos problemas para as empresas, ainda que os percentuais de empresas afetadas seja considerável: 59% para pesquisa e desenvolvimento e 60% para pessoal do nível gerencial.

No setor de serviços, que emprega o maior número de pessoas, a realidade não é diferente. Pesquisa encomendada ao Grupo Ipema pela Central Brasileira do Setor de Serviços – Cebrasse, mostrou que apenas 18,4% das pessoas que atuam nesse segmento têm curso superior completo. Desse total, somente 3,24% conta com pós-graduação. O mesmo mal afeta o setor: 86% apontam como seu maior problema de gestão a questão de atrair e reter bons profissionais. Assim, empresários desenvolvem ações internas de treinamento e capacitação, buscam novas fontes de recrutamento ou fazem parcerias com sindicatos dos trabalhadores para solucionar o problema.

Unindo as duas questões temos um grave problema: a mão de obra está mais cara e menos produtiva. Tal fato leva à perda de competitividade da indústria brasileira no mercado global.

A pesquisa da CNI mostra um quadro totalmente desafiador: dentre as três principais dificuldades decorrentes da falta de trabalhador qualificado, a busca pela eficiência ou a redução de desperdícios é a opção mais lembrada: 74% das empresas. Na comparação com a sondagem feita em 2011, verifica-se um crescimento de 5 pontos percentuais no número de respostas. Assim, não é de se estranhar o fato de que a produção industrial manteve-se praticamente estagnada entre janeiro de 2011 e abril de 2013.

Para aumentar o desafio, o empresário se depara com outro problema, que cresce geometricamente: quem trabalha está doente. Segundo o Ministério da Saúde, dez pessoas pedem afastamento do trabalho por hora por causa de depressão. Há inúmeros fatores que provocam isso, mas um fator prevalece: desvio de caráter de executivos. Uma amostragem realizada pela HSD com mais de 5.000 avaliações com pessoas ocupantes de cargos de comando mostrou que 20% dos avaliados possuem desvio de conduta, o que leva a diversos tipos de abusos, que chegam a afetar a saúde daqueles a quem comandam.

As corporações insistem em ignorar o perfil de caráter daqueles que contratam, principalmente, quando geram resultados econômicos. Isso cria um quadro grave, como mostra um estudo realizado pela revista The Week sobre as profissões que mais atraem psicopatas, que, definidos a grosso modo pela publicação, são pessoas que possuem emoções superficiais, estresse, falta de sensibilidade com o sentimento dos outros, irritabilidade, entre outras características.  Em primeiro lugar, estavam os CEOs.

Obviamente, isso passa pelos departamentos de RH, onde há pouco investimento na qualificação desses profissionais para que deem o suporte adequado à estratégia empresarial. Raro é o RH que está alinhado com a atividade fim da empresa, que tem capacidade – ou interesse – em analisar o mercado em que a corporação atua e suas tendências. Dessa forma, são poucos os profissionais da área que sabem algo sobre estratégia empresarial e que são capazes de traçar uma política de gestão de pessoas coerente com essa estratégia.

Num futuro próximo, não é difícil imaginar as empresas vivendo problemas de liderança. Levantamentos da HSD apontam que um quarto dos que atualmente ocupam funções de comando estará aposentado em cinco anos. Até 2025, serão 40%.

Simultaneamente, nota-se que 35% dos jovens não se interessam por cargos organizacionais o que, curiosamente, não parece alarmar os CEOs: 25% dos que ocupavam a função em empresas que faturam mais de US$ 10 milhões ao ano ignoram programas de atração e retenção de talentos. Somados os problemas sistêmicos do país, que resultam na baixa qualificação da mão de obra, baixa competitividade, o descompasso entre planejamento organizacional e o crescimento econômico nas empresas privadas, vemos um apagão de mão de obra surgindo no horizonte.

Susana Falchi é CEO da HSD Consultoria em Recursos Humanos. Com quase 20 anos de experiência na área, a executiva foi convidada a integrar o Comitê de RH do IBGC, após fazer o curso de formação para conselheiros.

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