Dispositivos na nuvem ou uma nuvem de dispositivos?

NORMAS COMENTADAS

NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

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NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

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NBR ISO 9001 – COMENTADA (EM VÍDEO)
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

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Cesar Ricardo Bertini

No início dos anos 60, o Massachussets Institute of Technology (MIT) desenvolveu para a NASA o computador que permitiu ao homem chegar à Lua. O Apollo Guidance Computer operava com 64 kilobytes de memória a uma velocidade de 0.043MHz. Como o homem conseguiu fazer algo tão incrível, com menos tecnologia disponível do que temos hoje em um smartphone? A resposta é simples: maximizando o uso dos recursos disponíveis.

Vivemos em um período no qual a quantidade de recursos de tecnologia disponíveis parece ilimitada: redes com banda super larga, chips de múltiplos cores, memória de muitos milhões de bytes, telas com centenas de pixels por polegada, e tantas outras características técnicas, que estamos enfrentando dificuldades em saber se esta abundância de recursos é o que precisamos e se estamos utilizando-os da melhor forma possível.

Em mobilidade podemos avaliar o uso de recursos em cinco aspectos: processamento, armazenamento, comunicação (rede), disponibilidade e experiência do usuário. Analisemos dois cenários, típicos, parar verificar o melhor uso dos recursos.

No cenário 1 temos um smartphone acessando uma aplicação web. Na web, ou nuvem, a aplicação possui o processamento centralizado em servidores. O armazenamento dos dados está restrito a estes servidores. A comunicação é sobrecarregada pelo “overhead” necessário das páginas HTML. Quanto à disponibilidade, se os servidores falharem ou se a comunicação falhar, a aplicação no smartphone ficará indisponível. Por último, quanto à experiência do usuário, quaisquer instabilidades no servidor ou na rede de comunicação afetarão a usabilidade e a velocidade da aplicação, além de poderem causar falhas no funcionamento do próprio smartphone. Neste cenário, os smartphones operam análogos aos “terminais burros” dos anos 70, mesmo possuindo um poder de armazenamento e processamento infinitamente superior.

Agora, imaginemos o cenário 2, no qual temos uma aplicação instalada nos smartphones. A solução foi construída de tal forma que parte do processamento fica a cargo dos smartphones, já que o armazenamento de parte relevante dos dados são gerenciados e feitos nos próprios aparelhos móveis. A comunicação não possui “overhead”, pois só trafega os dados necessários para a aplicação. Caso os servidores ou a comunicação falhem, a aplicação continuará disponível, com as últimas informações que ela já possui, sendo que o impacto depende muito do tipo de aplicação. Finalmente, quanto à experiência do usuário, se ele pouco depender de rede ou dos servidores, a usabilidade e a velocidade estarão mais restritas ao bom funcionamento do smartphone.

Neste segundo cenário fica clara a utilização otimizada da infraestrutura (servidores e rede), por conta da distribuição da necessidade de processamento e armazenamento para os dispositivos. Esta computação distribuída aumenta a complexidade da arquitetura computacional, entretanto permite que o usuário receba a informação de forma confiável, utilizando a capacidade de processamento disponível em suas mãos, efetuando o intercâmbio de dados para que o sistema computacional geral obtenha as informações processadas de forma independente. Ou seja, a soma das partes individuais – poder de processamento de cada equipamento – é maior que a soma do todo. Esta utilização do poder de processamento dos equipamentos de forma distribuída pode ser entendida como uma única aplicação distribuída, ou “nuvem de dispositivos móveis”!

Ter alta disponibilidade de recursos não significa que temos que construir aplicações encarando os mesmos como infinitos! O desafio para os produtores de sofware não pode estar restrito a “entregar” a informação, mas sim a “entregar da melhor forma”! E a melhor forma, a mais produtiva, é aquela que utiliza os recursos disponíveis em sua plenitude, quer seja os 64kb do Apollo Guidance Computer, quer seja os múltiplos “cores” dos smartphones atuais. O uso otimizado de recursos computacionais incrementa a experiência do usuário, aumenta o retorno do investimento nos equipamentos e infraestrutura e barateia como um todo o acesso à informação relevante. Será que, se utilizássemos os recursos disponíveis atualmente, como os cientistas fizeram com seus recursos para ir à Lua, já estaríamos em Marte?

Cesar Ricardo Bertini é presidente da MC1.

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O poder da persistência: por que devemos tentar mais uma vez?

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Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Orlando Oda

Há 40 anos a praia que frequento no litoral norte de São Paulo era cheia de árvores e muitas sombras naturais. Não havia necessidade de levar guarda-sol. Bastava estender uma esteira e fazer o “hanami” (como os japoneses fazem para passar o dia se divertindo com os amigos e familiares).

Hoje, as árvores praticamente desapareceram das praias. Restam poucas. Todos os anos elas se esforçam para preservar a espécie. Produzem muitas frutas e sementes que são esparramadas pelo chão, brotando em grande quantidade nas areias. Alguns meses depois não há mais sobreviventes porque foram mortas, pisoteadas pelos banhistas.

Como não adianta reclamar (nem sei para quem reclamar), decidi fazer alguma coisa. Na primeira tentativa apanhei os frutos, esparramei em locais pouco frequentados. Muitas sementes brotaram. Mas não sobreviveram devido à inadequação do lugar. Outras também foram pisoteadas porque não havia uma sinalização adequada.

Na segunda tentativa cavei e levei as mudas das árvores com raízes. Plantei em locais protegidos pela sombra de arbustos nativos. Fiz uma boa sinalização para chamar a atenção. Mesmo assim, todas as mudas foram pisoteadas e mortas. No verão as pessoas estacionavam os carros na sombra, pisoteando tudo que encontravam pelo caminho – só para abrigar o automóvel.

Fiz a terceira tentativa motivado pelas notícias dos efeitos das mudanças climáticas, já bem visíveis na praia. Muitas árvores estavam tombadas devido à ação das ondas que invadiram as areias. A ideia foi plantar mudas bem mais altas, para serem fortes e visíveis. Imaginei que se fosse assim as pessoas iriam respeitar.

Levei muitas sementes para minha casa em São Paulo. Fiz um viveiro de mudas. Cuidei mais de um ano até atingirem uma boa altura. Fiz várias viagens para transportar as mudas com automóvel. Ida e volta são mais de 500 km. Cavei buracos bem fundos, sinalização bem visível com pedras e troncos de árvores.

Consegui acompanhar o crescimento por muito pouco tempo. Não são todas que conseguem sobreviver mesmo com raízes fortes. Locais distantes do mar tem pouca humidade. Bastou o primeiro feriadão para a decepção total. Os carros e as pessoas haviam pisoteado quase todas as mudas. Mais de 100 mudas e restavam pouco mais de meia dúzia.

Desisti. Não costumo fazer isso. Guardo uma frase para enfrentar as dificuldades: “a diferença entre o sucesso e insucesso está em tentar mais uma vez”. Desisti porque não consegui visualizar uma solução, uma outra forma de agir. A minha vã filosofia diz que errar uma vez é normal; errar pela segunda vez é teimosia; fracassar pela terceira vez é burrice.

Não fui mais à praia. A insensibilidade e a individualidade das pessoas me deixavam sem vontade. Os frequentadores daquela praia são na maioria jovens. Devem ser jovens com boa educação, bom poder aquisitivo e, suponho, bem informados. Incompreensível a atitude de pisotear as mudas ignorando a sinalização, só para estacionar o carro o mais próximo da praia, nas sombras, como se fossem inválidos ou idosos com dificuldade de locomoção.

Apesar do espírito solidário, são muito individualistas. São solidários e participativos depois que a casa cai. Deixam tudo para depois. Por isso, os políticos “deitam e rolam”. Não desenvolveram o senso do dever coletivo. Assim o que é de todos, acaba não sendo de ninguém. Fala, fala, cobra a responsabilidade das autoridades e da sociedade, mas falta iniciativa individual, assumir a responsabilidade, agir e fazer a sua parte.

Depois de quase dois anos, voltei à praia. Fui caminhar. Passei pelos locais onde havia plantado as mudas. Não tinha nenhuma expectativa. Uma grande surpresa! Duas ou três árvores ainda estavam vivas e cercadas. Alguém estava cuidando. Alguém plantou novamente as árvores praticamente nos mesmos locais, com cerquinhas.

Veio à memória a frase inspiradora do Thomas Edson: “Nossa maior fraqueza está em desistir. O caminho mais certo de vencer é tentar mais uma vez”. Alguém captou a mesma ideia. Está tentando preservar as árvores. Pode ser mesmo que Deus existe. Pode ser que esteja dizendo: “tente mais uma vez”. Que 2014 venha cheio de desafios, e que você consiga tentar quantas vezes forem necessárias!

Orlando Oda é administrador de empresas, mestrado em administração financeira pela FGV e presidente do Grupo AfixCode.