Planeje antes de empreender

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Para iniciar um novo negócio e entrar para os time das startups brasileiras, não basta ter uma boa ideia. A intuição do empreendedor é importante, mas ela deve estar aliada a um planejamento minimamente estruturado. A premissa é de Maximiliano Tozzini Bavaresco, sócio-fundador da Sonne Branding, que dá dicas essenciais para quem deseja empreender:

– Organize as ideias e comece a estruturar um plano de negócios. Colocar as ideias no papel, mesmo que seja em uma página do Word, com base em uma estrutura que pode seguir modelos já disponibilizados na Internet por fontes seguras, como Sebrae e universidades, é a primeira etapa de um novo negócio. Além de ser a base de um planejamento minimamente estruturado, esta tarefa ajudará o empreendedor a controlar a ansiedade e o ímpeto de colocar um negócio em prática. Em linhas gerais, o planejamento deve definir o modelo do negócio, seu propósito, além do que e como o produto e/ou serviço vai ser oferecido ao mercado.

– Contemple o orçamento. Ao pensar no novo negócio e no planejamento para colocá-lo em prática, uma pergunta que não pode faltar é: “quanto vou investir?”. Segundo Bavaresco, em geral, os negócios começam a dar resultados em uma velocidade menor do que a prevista pelo empreendedor. Em decorrência do fluxo de caixa, apesar de ser, de fato, inovador, diferente e de atender uma demanda de mercado, o negócio pode não conseguir se manter. “Ou seja, sem dinheiro em caixa, o empreendedor não tem fôlego para levar o negócio adiante e persistir até que ele atinja o ponto em que passa a ser lucrativo”, destaca.

– Estabeleça grandes objetivos. Faz parte deste processo estabelecer objetivos com foco no curto, médio e longo prazos. Estes objetivos devem incluir desde o break even do negócio até questões mais ambiciosas para o período de três a cinco anos de operação. Para cada objetivo, é importante que o empreendedor detalhe um conjunto de metas, que serão os indicativos de que o negócio está evoluindo. As metas podem incluir dados quantitativos, como faturamento, lucratividade, número de unidades vendidas, percentual de custos proporcionais com pessoal, ocupação etc, e qualitativos, como a satisfação dos clientes. “As metas são indicadores de performance do negócio que também auxiliam no desenvolvimento da cultura organizacional e na percepção que os clientes internos e externos têm ou terão da marca”, afirma.

Segundo Bavaresco, para definir quais serão esses indicadores de performance, o empreendedor pode buscar referências em fontes de informações confiáveis no mercado e também nas empresas concorrentes e consolidadas. “O importante é ter claro que todo planejamento e seus objetivos devem ser acompanhados e ajustados periodicamente. Não são informações ou previsões estáticas. O empreendedor precisa avaliar sempre o que superdimensionou ou superestimou em suas premissas iniciais”, ressalta. 

– Defina o público-alvo. A definição do perfil de cliente é fundamental para que o modelo de negócio seja aderente às demandas e expectativas daquele grupo de pessoas. “A partir da premissa de que as pessoas são diferentes e têm distintas formas de se comportar e se expressar, é fácil compreender que não será possível atender todos os bolsos e gostos”, afirma o executivo. Segundo ele, quanto mais alinhado o negócio estiver ao perfil do cliente, maiores as chances de um determinado grupo de consumidores perceber valor e passar a se relacionar com aquela determinada marca. É este alinhamento que impulsiona um dos principais – se não o maior – fator de sucesso de qualquer negócio: “o boca a boca”. 

– Pense na marca. Desde a fase de planejamento e concepção do negócio, a marca e seu posicionamento mercadológico devem ser motivo de atenção dos empreendedores. O papel da marca é expressar o propósito, os valores e a cultura da organização. Assim, cumprindo este papel, a marca é capaz de auxiliar e alavancar o potencial dos bons negócios. “É comum que alguns empreendedores não dêem a atenção devida às questões relacionadas à marca ou as coloquem num plano secundário, muitas vezes tratando-as de forma menos profissional. Muitos imaginam que este investimento só precisa ser feito em um estágio futuro da empresa. Porém, neste caso, perde-se a oportunidade de ter a marca justamente como um impulsionador do negócio”, ressalta Bavaresco.

– Estruture a comunicação. Pensar na comunicação não envolve apenas ações de propaganda e divulgação. Estruturar a comunicação significa considerar todos os pontos de contato que a empresa terá com os seus diferentes públicos. A comunicação acontece por meio de diversas mídias, veículos, canais, inclusive, fortemente, por meio do boca a boca. Segundo o especialista em Branding, um dos maiores equívocos cometidos por diversas empresas, de startups a multinacionais, é atribuir à comunicação a responsabilidade, quase que exclusiva, pelo sucesso ou insucesso de um negócio.

Em linhas gerais, de acordo com o executivo, muitas empresas e empreendedores dedicam energia e recursos em ações de comunicação que poderiam e deveriam estar canalizados no planejamento ou desenvolvimento do próprio negócio. “O alinhamento fundamental é ter o que comunicar de forma verdadeira, é garantir que os clientes vivenciem uma boa experiência de marca em todos os seus pontos de contato. Para criar uma marca de sucesso, é preciso criar uma organização de sucesso. Afinal, a marca é reflexo da organização”, reitera.

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Luiz Gonzaga Bertelli

Qual a maior diferença entre o Brasil e Coreia? Se a pergunta fosse feita há 40 anos, alguém mais bem humorado poderia dizer que aqui as pessoas não nascem com os olhos puxados. As duas nações ostentavam índices de produtividade e inovação muito parecidos. Ou seja, tanto aqui quanto lá um trabalhador apresentava mais ou menos a mesma produção, da mesma forma que os números de patentes se equivaliam. Hoje, o engraçadinho não teria tanto motivo para rir: o Brasil perde  – e feio – nos dois quesitos.

O concorrente asiático tem produção quatro vezes maior que a brasileira e está disparado no topo da lista de países mais inovadores, enquanto o Brasil amarga a 55ª posição. Os dados têm impactos diretos na economia brasileira cujo crescimento dá sinais de começar a perder vigor. Praticamente toda mão de obra qualificada está empregada e as organizações precisam descobrir novos meios para gerar mais divisas, continuando competitivas. 

Uma solução possível para curto prazo é estimular a criatividade e atenção concentrada nos jovens que chegam agora ao mercado de trabalho. A geração Y já se provou capaz de surpreender, dependendo apenas de treinamento e orientação de profissionais experientes. Nesse sentido, os programas de estágio e aprendizagem – bem como os vários cursos de educação à distância gratuitos que o CIEE oferece pelo site www.ciee.org.br – valem como um diferencial a toda modalidade de formação profissional.

A longo prazo há outras opções para a criação desses talentos. Na capital paulista, por exemplo, o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) – uma faculdade pioneira no país – está na reta final para receber e formar engenheiros focados no aumento de eficiência e na criação de novos produtos que possam garantir posições melhores para o Brasil no mercado internacional. Esse caminho, entretanto, ainda demorará a surtir efeito: os primeiros graduandos sairão dentro de quatro ou cinco anos.

A decisão de mudar a atual maneira de encarar a produtividade e a inovação não pode esperar tanto; assim é preciso adotar novas medidas nesse sentido para resultados também a curto prazo. A posição de liderança que o Brasil almeja no futuro depende dela.

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.