Programa 5 S nas empresas, conceito, implantação e auditoria

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5 S – A Base para a Qualidade Total – Disponível pela Internet – Ministrado em 27/09/2013

As dicas para o sucesso do 5S em sua Empresa

Auditorias de 5 S – Disponível pela Internet – Ministrado em 03/10/2013

Conheça o método eficaz para fazer auditorias de 5S em sua empresa

Curso Básico de 5 S – Disponível pela Internet – Ministrado em 27/09/2013

Conheça o método para a mudança Cultural em uma empresa.

Cristiano Bertulucci Silveira

5 S é uma das ferramentas do pensamento Lean que nos ajuda a criar a cultura da disciplina, identificar problemas e gerar oportunidades para melhorias. A proposta do 5s (assim como algumas outras ferramentas lean) é reduzir o desperdício de recursos e espaço de forma a aumentar a eficiência operacional.

5s Conceito Implantacao Auditoria

5 S – Cadeiras projetadas debaixo da mesa para otimizar o espaço

O aprendizado e a prática do 5 S proporciona a melhoria da qualidade de vida pessoal e profissional. Em meio a tantos recursos disponíveis na vida ou mesmo nas organizações, é preciso aprendermos a utilizar destes recursos. É necessário ordená-los, limpá-los, conservá-los ou mesmo jogar fora ou reciclar estes recursos quando chegar o momento. O 5 S funciona a partir do momento que o indivíduo internaliza este conceito e o coloca em prática. O colaborador o recebe como uma filosofia de vida pessoal e é da natureza pessoal que a organizacional se beneficia. A citação “Dever é escola primária, compreender é universidade” se encaixa muito bem na filosofia do 5 S pois ele deve ser manifestado como um comportamento natural e não como um dever.

Nas organizações, a metodologia dos 5s permite desenvolver uma melhoria contínua na destinação dos materiais. Esta metodologia melhora o clima organizacional, a produtividade e consequentemente a motivação dos funcionários e é dividida em cinco palavras de origem japonesa: Seiri, Seiton, Seiso, Seiketsu e Shitsuke. Cada uma destas palavras busca despertar a atenção para um senso de responsabilidade.

Seiri – Senso de Utilização

O “S” Seiri representa o senso de utilização dos recursos. Assim como a folha de uma planta descarta a folha seca e sem utilidade, o mesmo deve acontecer com os recursos e materiais  desnecessários ou inúteis para o processo produtivo da empresa. Procure pela empresa ítens fora do lugar ou sem utilidade como:

  • Materiais
  • Ferramentas
  • Peças de reposição
  • Documentos
  • Informativos

Nesta fase, um questionamento que deve ser feito é: “Nós precisamos disso?” A resposta irá ajudar muito a tomada de decisão e caso o indivíduo não seja capaz de responder esta pergunta, é recomendável marcar o ítem de alguma maneira para outra pessoa ir lá e conferir posteriormente. Esta marcação pode ser feita através de uma etiqueta amarela ou vermelha, pois assim o ítem ficará destacado e os responsáveis poderão analisar com cuidado posteriormente. Na etiqueta, poderá constar a data da inspeção ou mesmo uma descrição apontando a dúvida anterior. Como cada empresa é complexa em diferentes aspectos, o melhor padrão é aquele criado levando em consideração as singularidades do local e da maneira de trabalhar.

Seiton – Senso de Organização ( Ordem )

Nutrientes são destinados de maneira natural para as diferentes regiões do corpo humano que destes necessitam. Na empresa, este raciocício não é diferente. O senso de organização estimula a colocar tudo que é necessário em locais predeterminados dentro do processo produtivo e da organização dos departamentos. Para começar, é preciso colocar cada ítem em seu devido lugar. Após, é interessante colocar ao alcance das mãos o que é mais usado no dia-a-dia. A premissa do Seiton é: “o que não está classificado não está organizado”.

Seiso – Senso de Limpeza

O senso de limpeza desperta atenção tanto para o aspecto pessoal,  da aparência, quanto do ambiente de trabalho e também dos processos. Quanto menos sujeira no ambiente de trabalho e quanto mais atenção a melhorar o que já está limpo, melhor. No mundo utópico do senso de limpeza, o banheiro ficará mais limpo ao indivíduo sair dele. As pessoas que deixam rastro de sujeira por onde passam estão na contra-mão do senso de limpeza. Um bom exemplo de como o senso de limpeza pode influenciar as pessoas é olharmos para o metrô de São Paulo. Embora todos os dias passem milhares de pessoas por lá, o local é limpo e muitas pessoas falam: “no metrô não se pode jogar papel no chão” (como se outros lugares pudessem!). No início das atividades do metrô, os dirigentes foram rígidos com relação a pintura de paredes pichadas e descascadas e também com relação a limpeza. Esta iniciativa impactou fortemente na cultura de milhares de pessoas que usam deste meio público.

Na fase de implantação do Seiso, é interessante não só limpar, mas também questionar alguns pontos. São eles:

  • Quanta limpeza é necessária para a segurança dos trabalhadores de forma a facilitar o uso e a manutenção dos equipamentos?
  • Quanto de limpeza é necessária para uma qualidade de vida no trabalho?
  • Como a limpeza contribui para melhorar a qualidade do produto?
  • Ao limpar, é notado algum problema na manutenção que deverá ser posteriormente abordado?

É importante após a implementação do Seiso tirar uma foto do ambiente e fixar ela em um local visível para informar a todos o novo padrão de limpeza que deverá ser seguido.

Seiketsu – Senso de normalização

Após a faxina (implementação do Seiri, Seiton e Seisu), é preciso “tornar comum” na cultura da empresa alguns valores e normas de comportamento. Geralmente, são criadas regras e normas para manter o que foi conquistado e a organização investe na conscientização destas normas. Não é simples manter os níveis atingidos, pois conforme mencionado antes: “Dever é escola primária, compreender é universidade”.  No mundo perfeito dos 5s, as regras e normas não são necessárias pois é da natureza do funcionário manter o padrão conquistado. Nesta fase também é levantado as fontes de sujeira e as soluções para minimizar o impacto. Geralmente é atribuído a cada funcionário alguma função que contribua para a limpeza como rotinas programadas com periodicidades semanais, quinzenais e mensais e fica por responsabilidade da gerência acompanhar se o mesmo está sendo praticado. Nesta fase é muito importante tornar estas rotinas e atribuições de tarefas viáveis e realizáveis.

Shitsuke – Senso de disciplina

O “S” Shitsuke valoriza a necessidade de atenção e autogestão. Nesta fase são implantados programas que funcionam como um método pedagógico no intuito de ensinar os novos funcionários e reciclar os funcionários anteriores. O objetivo é monitorar, controlar e manter a disciplina para que todos os 5s sejam aplicados continuamente. Os responsávies pelo Shitsuke não devem ser encarados como fiscais e sim como facilitadores pois se o 5s for encarado como um dever, o resultado será somente para aquele momento do programa. Por outro lado, se for compreendido como uma filosofia de vida e de trabalho, o 5s oferecerá resultados a médio e longo prazo e beneficiará a qualidade de vida de todos os envolvidos melhorando os resultados da organização.

Alguns benefícios dos 5 S

  • Maior segurança no desenvolvimento das atividades
  • Melhoria do ambiente de trabalho
  • Menos falhas humanas durante o trabalho
  • Maior facilidade para encontrar problemas
  • Diminuição do desperdício de tempo na busca por ítens
  • Aumento da confiança da equipe

Dicas para a implantação do 5 S

Além de angariar o envolvimento e participação de todos os funcionários, é necessário de que as pessoas estejam convencidas de que o 5 S realmente trará benefícios tanto na vida profissional quanto pessoal. Abaixo seguem algumas dicas para melhorar o processo de implantação:

1 – Escolha um departamento para começar.

O 5 S requer a utilização de recursos. Por este motivo é interessante maximizar a atenção onde o  retorno será mais rápido e visível.

2 – Faça a implantação por etapas

Cada “S” deve ser implantado no seu devido tempo. Geralmente, segue-se a sequência em que foram apresentados neste artigo. O tempo de duração de cada fase deve ser o suficiente para que as pessoas envolvidas absorvam os conceitos e adotem os mesmos como rotina no seu dia a dia. A aplicação de avaliações periódicas e utilização de quadros de gestão a vista ajudam a avaliar se a metodologia está sendo abosorvida pela organização de forma adequada.

3 – Treinamentos e cursos

Ofereça treinamentos para todos os funcionários, desde aqueles que estão no chão de fábrica até gerentes e diretores.

4 – Equipes multidisciplinares

Crie equipes multi-disciplinares e aloque as mesmas em diferentes áreas. Estas equipes irão mapear os problemas, os desperdícios e os riscos criando planos de ação e procedimentos para manter o 5 S em um ciclo de melhoria contínua.

5 – Seja consistente e realista.

Tire fotos do novo padrão estabelecido, crie rotinas de limpeza, organização e principalmente: seja consistente e realista às metas e padrões estabelecidos. Cada organização funciona de uma forma diferente e é fundamental que os conceitos aplicados sejam adequados a forma de trabalho.

Cristiano Bertulucci Silveira é engenheiro eletricista pela Unesp com MBA em Gestão de Projetos pela FVG e certificado pelo PMI. Atuou em gestão de ativos e gestão de projetos em grandes empresas como CBA-Votorantim Metais, Siemens e Votorantim Cimentos. Atualmente é diretor de projetos da Citisystems – cristiano@citisystems.com.br – Skype: cristianociti

Como cumprir as promessas de ano novo?

SOLUÇÕES PARA A GESTÃO DE ACERVOS

Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais.

As Normas de Sistemas da Qualidade – série ISO 9000, são rigorosas quanto aos critérios de controle, atualização e disponibilização de documentos corporativos aos seus usuários. Tanto os documentos de origem interna como externa, devem ser controlados para evitar a utilização de informações não-válidas e/ou obsoletas, cujo uso pode trazer sérios problemas aos sistemas, produtos e negócios da empresa.

É por isso que a Target Engenharia e Consultoria desenvolveu Sistemas que gerenciam e controlam estes documentos de forma rápida, ágil e segura, facilitando o acesso à informação e ajudando os seus clientes a garantirem suas certificações.

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Orlando Oda

Ainda bem que existem ciclos: dia e noite, mês, ano. A cada novo ciclo, novo ânimo, nova promessa. Mas, o que fazer para materializar as novas metas? Se não mudar a forma de agir, o resultado será o mesmo de sempre. Tecnicamente a causa apontada é a falta de foco, ou seja, falta de ação direcionada para concretizar o objetivo. O que mudar? Que providências tomar para cumprir as promessas este ano?

É fundamental entender como está estruturado e como funciona o mundo que vivemos. Sem entender a estrutura funcional, desperdiçamos nossas forças porque utilizamos no lugar errado, na hora errada, de forma errada. É fácil entender a estrutura, agir corretamente e obter resultados positivos.

O mundo está estruturado em centro e subcentros. Sem um centro que comanda tudo fica desorganizado, nada funciona direito. A Terra segue o Sol. Se o Sol caminhar para o lado errado estamos “fritos” ou “gelados”. Os pequenos seres humanos que habitam a superfície de uma bolinha azul no universo nada podem fazer.

A primeira providência é mudar a sua atitude em relação a coisas que não pode alterar. Existem coisas que não podemos mudar; coisas que podemos interferir e coisas que somos responsáveis diretos. Considere as coisas que não podemos mudar ou só interferir como cenários da vida. Faz de conta que é um ator e precisa encenar utilizando os cenários disponíveis.

Um grande ator nunca perde tempo reclamando do cenário. Procura fazer o melhor dentro do espaço e tempo disponível. Fica focado no trabalho a realizar. Não adianta ficar perdendo tempo querendo mudar o cenário. Ficar reclamando que está quente ou frio, se está claro ou escuro só faz perder o foco. Saber distinguir o que é cenário é fundamental para não perder tempo, energia e foco.

A segunda providência é manter a distância certa para não entrar em rota de colisão, não criar desarmonia. Na Via Láctea com mais de 100 bilhões de bolinhas não acontecem colisões. Em São Paulo, com 7,5 milhões de veículos há centenas de batidas diariamente. Os planetas não se chocam porque mantém a distância equilibrada: não se afastam e não se aproximam demais. A desarmonia leva a resultados destrutivos e à perda de tempo e energia para arrumar a encrenca.  Assim, a regra é: “custe o que custar mantenha a harmonia, o equilíbrio”.

A terceira providência é seguir o centro. A Terra segue o Sol. O Sol gira em torno do eixo central da Via Láctea. Deve existir uma razão de ser assim. Sem um centro tudo fica desorganizado, nada funciona direito. Tudo se organiza em torno de um centro. As pessoas sem um lar, uma família, sem a figura de um centro ficam perdidas.  Dê um jeito de encontrar um centro de equilíbrio espiritual, encontrar o foco no “Eu”.

A quarta providência e a mais importante é comandar a si, não dispersar a energia em coisas inúteis. Fatos e acontecimentos são como ondas que se formam quando atira uma pedra na lagoa. O tamanho da pedra define o tipo da onda que se forma: calmo, agitado, construtivo ou destrutivo. O mundo exterior é reflexo do mundo interior. O mundo interior é formado pelos pensamentos gravados. Pensamentos são formados de palavras. Não há como visualizar a cor azul, sem usar a palavra “azul”, falada, escrita ou pensada.

A palavra cria. As pessoas em geral desconhecem ou desprezam o poder criador da palavra, por isso falam inutilidades e criam fatos e acontecimentos inúteis. Não há ação sem pensamento. Não há pensamento sem o uso da palavra. O uso da palavra correta leva ao resultado correto. Sem pensamento, sem ação, sem resultado. Pensamento errado, ação errada, resultado indesejável. Palavra certa, pensamento correto, ação direcionada, resultado positivo.

Os pensamentos ou palavras gravados ao longo dos anos formam a consciência central que comanda o ser humano de dentro, de forma invisível. Essa consciência atua como um macro modelo e cria o roteiro dos fatos e acontecimentos do seu mundo. Por exemplo, se o conceito do mundo for de lutas (bem x mal, forte x fraco, etc), o enredo principal na vida pessoal, familiar e profissional será de conflitos e brigas.

A citação bíblica diz “Haja luz e houve luz”, ou seja, a palavra cria fatos e acontecimentos. Também diz: “Eu sou, o que sou”. A segunda parte “o que sou” é a palavra  que você usa. Você escolhe a palavra que usa. É o livre arbítrio.  Acreditando ou não acreditando se, por exemplo, usar: “burro”, está se definindo “eu sou burro” e as pessoas ao redor passarão a te tratar como “burro”.

O erro de não conseguir realizar as promessas é porque costuma falar só besteira ou usar palavras sem decisão e determinação tipo: “eu quero…”, “eu pretendo…”, “eu gostaria…”, “eu desejo…”. São palavras sem força cujas ações não têm direcionamento. foco. Este tipo de palavra é anulada pelo “mas” oculto que se segue. Por exemplo: “Eu quero… (mas é muito difícil)”.

A forma de comandar a si é pela utilização de palavras corretas diariamente. É uma batalha de longa duração, mas se quiser cumprir a promessa, é a mudança a fazer. Criar novos hábitos, regravar, substituir tudo que foi gravado ao longo de vários anos exige decisão, determinação e dedicação. Que tal iniciar com: “Eu sou saudável, eu sou forte, eu sou capaz de realizar qualquer coisa com êxito e perfeição”? Certamente, as suas chances de cumprir promessas e realizar sonhos será muito maior em 2014.

Orlando Oda é administrador de empresas, mestrado em administração financeira pela FGV e presidente do Grupo AfixCode.

Mangueiras de incêndio precisam cumprir a norma técnica

mangueirasDefinidas como um equipamento de combate a incêndio, constituído essencialmente por um duto flexível dotado de uniões, as mangueiras de incêndio são consideradas como uma ferramenta indispensável a um sistema de combate a incêndio. Elas estão em constante evolução, ultrapassando as etapas de produção, normalização do seu uso até chegar a certificação dos produtos que estabelece padrões para sua utilização. Tal processo de crescimento, que começou devido à necessidade de suprir a escassez de meios eficazes para se transportar água até o local atingido, nas operações de combate, evidencia a força e importância deste equipamento no mercado, desde o seu surgimento.

Os primeiros produtos eram feitos de couro costurado com grampos de metal, o que, comprovadamente, tornava o trabalho dos bombeiros muito mais difícil, uma vez que boa parte da água armazenada nela se perdia pelo caminho, decorrente de vazamentos. A necessidade de executar o trabalho com perfeição, de salvar o máximo de vidas possíveis e evitar que patrimônios inteiros se perdessem, impulsionaram a mangueira à evoluir ao que ela é hoje. A mangueira atual é construída de um duto flexível dotado de uniões e destinada a conduzir água sobre pressão. No revestimento interno desse duto está presente um tubo de borracha vulcanizada diretamente no tecido externo, o que impermeabiliza a mangueira e evita que a água escorra do seu interior.

A capa desse duto flexível é composta por uma lona, produzida a partir de fibras sintéticas, para permitir que a mangueira suporte altas pressões de trabalho e de resistência a abrasão. As uniões storz (que você já deve ter visto por aqui) são conexões de engate rápido, usadas de acordo com os padrões do Corpo de Bombeiros. Nas mangueiras, essas peças metálicas são fixadas nas suas extremidades, com o propósito de unir lances entre si ou ligá-los a outros equipamentos hidráulicos. Já a fixação sob pressão da união de engate rápido no duto recebe o nome de empatação de mangueira. E o mais importante de tudo: precisam ser fabricadas conforme a norma técnica.

A NBR 11861 de 10/1998 – Mangueira de incêndio – Requisitos e métodos de ensaio fixa condições mínimas exigíveis para mangueiras de incêndio nos diâmetros nominais de 40 mm a 65 mm e no comprimento de 15 m. É aplicável a mangueiras de fibras sintéticas utilizadas em combate a incêndio e também para comprimentos superiores ao descrito acima, no caso de exigência específica do consumidor.

A primeira fase da elaboração dessa norma abrangeu o primeiro texto base que foi editado por volta de 1990 sob a especificação EB 2161. Em 1992, essa codificação foi transformada em NBR 11861, tendo sua validade até setembro de 1998. Readequando-se às necessidades do mercado, passou por uma revisão, que foi publicada em outubro de 1998.

Nessa revisão uma das principais mudanças foi a obrigatoriedade, por parte dos fabricantes, em comercializar mangueiras de incêndio com união. Essa mudança causou uma grande evolução para o mercado, principalmente para as duas pontas da cadeia produtiva. Por um lado o fabricante, que ao comercializar o produto com união obteve uma diminuição considerável de reclamações provenientes de clientes que ao utilizar a mangueira, percebia vazamentos próximos a união ou até mesmo desempatamento da mangueira, por outro lado o consumidor, com um ganho de qualidade e uma maior confiabilidade no produto adquirido.

Uma segunda mudança trazida com a revisão da norma foi a inclusão de um ensaio que estabeleceu critérios mínimos de resistência a à abrasão, proporcionando ao produto uma maior durabilidade. Sendo assim, foi definido como mangueira de incêndio: “Equipamento de combate a incêndio, constituído essencialmente por um duto flexível dotado de uniões.”

Por meio da evolução proporcionada pela revisão de 1998, foi possível estabelecer um processo de certificação sustentável. A partir deste momento, o setor ganhou maior credibilidade, possuindo um produto tecnicamente confiável. Na prática, ofereceu aos consumidores maior confiança no combate aos incêndios.

Com o objetivo de proporcionar ao usuário maior facilidade na hora de comprar mangueiras de combate a incêndio, essas devem ser identificadas nas duas extremidades com: o nome ou a marca do fabricante; o número da norma (NBR 11861); o tipo de mangueira; e o mês e o ano de fabricação. É de extrema importância que, ao comprar ou inspecionar mangueiras, o consumidor verifique a presença desta identificação nas duas extremidades. No momento da inspeção, se for constatada uma identificação em desacordo com estabelecido na norma NBR 11861, o consumidor deve alertar as autoridades competentes, pois esse produto pode ter sofrido adulteração.

A escolha correta do tipo de mangueira garante um desempenho adequado e uma maior durabilidade da mangueira. Essa escolha deve obedecer à alguns critérios tais como, local destinado ao uso da mangueira; pressão máxima de trabalho a que será submetida; e as condições de abrasividade.

O Tipo 1 destina-se a edifícios de ocupação residencial, com pressão de trabalho de 980 kPa (10 kgf/cm² ). O Tipo 2 destina-se a edifícios comerciais e industriais ou Corpo de Bombeiros, com pressão de trabalho de 1 370 kPa (14 kgf/cm²). O Tipo 3 destina-se à área naval e industrial ou Corpo de Bombeiros, onde é desejável uma maior resistência à abrasão e pressão de trabalho de 1 470 kPa (15 kgf/cm²). O Tipo 4 destina-se à área industrial, onde é desejável uma maior resistência à abrasão e pressão de trabalho de 1 370 kPa (14 kgf/cm²). O Tipo 5 destina-se à área industrial, onde é desejável uma alta resistência à abrasão e a superfícies quentes e pressão de trabalho de 1 370 kPa (14 kgf/cm²).

A NBR 11861 estabelece os seguintes ensaios:

– Ensaio hidrostático: alongamento, flexão, nº de voltas por 15 m e dobramento.

– Ensaio de perda de carga.

– Ensaio de ruptura.

– Ensaio de resistência à abrasão.

– Ensaio de diâmetro interno.

– Ensaio de aderência.

– Ensaio do tubo interno: tensão de ruptura, alongamento de ruptura, deformação permanente, variação máxima da tensão de ruptura após envelhecimento acelerado e variação máxima do alongamento de ruptura após envelhecimento acelerado.

– Ensaio de envelhecimento do reforço têxtil.

– Ensaio de resistência à superfície quente.

– Ensaio de envelhecimento acelerado da mangueira tipo 5.

As pressões para os diversos tipos de mangueira estão estabelecidas na tabela 1. No caso de necessidade específica do consumidor, para pressões de trabalho superiores às estabelecidas na tabela 1, as seguintes recomendações devem ser observadas: a pressão de prova deve ser, no mínimo, duas vezes a pressão de trabalho específica do consumidor; a pressão de ruptura deve ser, no mínimo, três vezes a pressão de trabalho específica do consumidor; a pressão de prova em dobramento deve ser , no mínimo, uma vez e meia a pressão de trabalho específica do consumidor; a pressão de trabalho específica do consumidor deve ser, no mínimo, 10% acima da maior pressão de utilização esperada.

tabela1

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