Liquidificadores, secadores e aspiradores precisam obrigatoriamente cumprir as normas técnicas de ruído

eletrodomésticosLiquidificadores, secadores de cabelo e aspiradores de pó são muito barulhentos, mas deveriam ser fabricados e importados cumprindo as normas técnicas em relação ao ruído que emitem. A NBR 13910-1 de 07/1997 – Diretrizes de ensaios para a determinação de ruído acústico de aparelhos eletrodomésticos e similares – Parte 1: Requisitos gerais refere a métodos de engenharia (grau 2 de acordo com a ISO 2204) para a determinação de níveis de potência sonora LW, expressos em decibels (dB) com referência a uma potência sonora de 1 picowatt (1pW), de ruído acústico de condução aérea dentro da faixa de freqüências de interesse, incluindo as bandas de oitava entre 125 a 8 000 hetz (Hz) (este intervalo sendo, por razões práticas, mais estreito que a faixa de freqüência dos sons audíveis).

A NBR 13910-2-2 de 07/1998 – Diretrizes de ensaios para a determinação de ruído acústico de aparelhos eletrodomésticos e similares – Parte 2: Requisitos particulares para secadores de cabelo é aplicável a secadores de cabelo do tipo manual para uso doméstico ou similar, com e sem acessórios, tais como difusores e concentradores, com aquecimento ou não. Os requisitos para a declaração dos valores de nível de ruído não estão no objetivo desta norma.

A NBR 13910-2-3 de 07/1998 – Diretrizes de ensaios para a determinação de ruído acústico de aparelhos eletrodomésticos e similares – Parte 2: Requisitos particulares para liquidificadores descreve as condições de medição especificadas que simulam o mais próximo possível a utilização prática de liquidificadores, levando em conta a estabilidade do ruído emitido e a reprodutibilidade em diferentes laboratórios. É recomendado considerar dados de ruído como parte dos dados de desempenho. Aplica-se a liquidificadores de uso doméstico e similar. O objetivo destas diretrizes de ensaio é descrever o procedimento para a medição do ruído emitido por liquidificadores simples ou liquidificadores integrados a aparelhos de múltiplas funções. Os requisitos para a declaração dos valores de nível de ruído não estão no objetivo desta norma.

Baseado nessas normas e em outras internacionais, como a ISO 3741: 2010 – Acoustics – Determination of sound power levels and sound energy levels of noise sources using sound pressure – Precision methods for reverberation test rooms; ISO 3743: 2010 – Acoustics – Determination of sound power levels and sound energy levels of noise sources using sound pressure – Engineering methods for small movable sources in reverberant fields- Part 1: Comparison method for a hard-walled test room; ISO 3744: 2010 – Acoustics – Determination of sound power levels and sound energy levels of noise sources using sound pressure – Engineering methods for an essentially free field over a reflecting plane; ISO 3745: 2012 – Acoustics – Determination of sound power levels and sound energy levels of noise sources using sound pressure – Precision methods for anechoic rooms and hemi-anechoic rooms; e IEC 60704-2-1/2000 – Household and similar electrical appliances – Test code for the determination of airborne acoustical noise – Part 2-1: Particular requirements for vacuum cleaners, o Inmetro determinou que, a partir de 20 de fevereiro de 2014, os produtos: secador de cabelo, liquidificador e aspirador de pó deverão ser fabricados e importados somente em conformidade com os Requisitos de Avaliação da Conformidade da Potência Sonora de Produtos Eletrodomésticos. Assim, todos esses produtos deverão ter o Selo de Identificação da Conformidade que deve ser de forma adesiva ou impressa em sua embalagem, de forma clara, de acordo com o formato abaixo.

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Assim, liquidificadores, aspiradores de pó e secadores de cabelo passarão a ser avaliados, além da segurança elétrica, pelo nível de emissão de ruído. É o que determina a Portaria nº 388/2013 doInmetro, que inclui a classificação de potência sonora no Selo Ruído. Dessa forma, os três produtos deverão ser fabricados e importados somente de acordo com as novas regras. O instituto controlará as importações e impedirá a entrada de mercadorias irregulares. Para o comércio, o prazo de adaptação vai até 20 de agosto de 2016.

O Selo Ruído, parceria entre o Inmetro e o Ibama, foi instituído pela Resolução Conama 20/1994. A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Educação e Controle da Poluição Sonora – Silêncio, que tem como objetivo combater a poluição sonora do país, orientar o consumidor na hora de escolher eletrodomésticos mais silenciosos, estimular os fabricantes a produzirem produtos com níveis de ruídos cada vez menores e proporcionar mais conforto ao cidadão.

O objetivo é diminuir o excesso de ruído emitido pelos eletrodomésticos e estimular a indústria a fabricar aparelhos mais silenciosos. O novo selo colorido, que terá a marca do Inmetro e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), vai classificar os decibéis de 1 (mais silencioso) a 5 (menos silencioso) e deverá estar colado na embalagem para informar ao consumidor a potência sonora do produto. O selo indica de forma simples o nível de ruído para que o consumidor possa escolher os aparelhos mais silenciosos.

Segundo o Inmetro, esta é uma nova maneira de apresentar o selo, que já existe e indica apenas o número de decibéis emitidos, o que não é muito bem compreendido pelos consumidores. É uma nova forma de apresentar de modo mais didático e útil a informação para o consumidor, que poderá fazer uma compra mais consciente. A ideia também é incentivar a indústria a produzir aparelhos mais silenciosos sem que percam a potência. Segundo o instituto, os aparelhos estão atualmente dentro dos níveis aceitáveis de barulho e não fazem mal à saúde. A nova medida visa a trazer mais conforto ao cidadão.

O Inmetro vai fiscalizar os fabricantes e as importações, impedindo a entrada de mercadorias irregulares no país. A empresa que descumprir a regra será punida por meio de multa e apreensão da mercadoria. Em breve, os produtos com o novo selo chegarão às lojas.

O estoque antigo poderá ser mantido no mercado até agosto de 2016. Nos próximos dois anos, o Inmetro, em parceria com o Ibama, vai estudar a implantação da classificação sonora para máquinas de lavar e aparelhos de ar condicionado. O instituto destaca que o consumidor tem importante papel nas regulamentações, enviando sugestões e relatos, por meio da Ouvidoria (0800 285 1818) ou do site do Inmetro, quando estiver incomodado com o ruído ou com a segurança de qualquer produto.

Como se robotizar em uma entrevista de emprego

CURSOS TÉCNICOS PELA INTERNET

5S – A Base para a Qualidade Total – Disponível pela Internet – Ministrado em 27/09/2013

As dicas para o sucesso do 5S em sua Empresa

A Manutenção Autônoma – Disponível pela Internet – Ministrado em 11/10/2013

Como conscientizar e habilitar o operador a cuidar adequadamente do equipamento.

A Manutenção Produtiva Total – Disponível pela Internet – Ministrado em 02/10/2013

Como maximizar a produtividade na empresa.

Gisele Meter

Estamos contratando pessoas ou robôs? Como se comportar em uma entrevista? Qual a roupa adequada para conquistar o emprego dos seus sonhos? Quais as perguntas mais frequentes na hora da contratação?

É muito comum ver artigos com títulos semelhantes a estes na internet, basta digitar, em um site de busca qualquer um dos títulos sugeridos acima para ter, em frações de segundos, uma infinidade de material à disposição. Isto acontece porque as entrevistas de emprego ainda são muito semelhantes entre si.

Você provavelmente já deve ter passado por entrevistas de emprego com script parecido que, normalmente, funciona da seguinte forma: alguém sentado em uma mesa analisa seu currículo e faz algumas perguntas sobre sua formação, experiências em empregos anteriores e algumas competências. Logo em seguida é a vez das perguntas “criativas” cujos recrutadores saem bombardeando os candidatos com questionamentos do tipo: “qual sua maior qualidade?” ou “por que gostaria de trabalhar conosco?”. Há ainda aquelas mais estranhas, como: “se você fosse um animal, qual seria?”

A situação fica ainda pior quando a seleção é feita de forma coletiva, colocando candidatos para realizar dinâmicas sem sentido, expondo pessoas que parecem desesperadas para conquistar a tal vaga. Para a minha vergonha alheia, já presenciei alguns processos seletivos deste tipo, algo mais parecido com um campo de batalha ou, pior ainda, com um circo de horrores protagonizando cenas pitorescas que nada se parecem com uma seleção comprometida em buscar bons profissionais.

A área de recrutamento e seleção de pessoas evoluiu bastante, isso não podemos negar, mas, o que percebo, é que alguns aspectos infelizmente permanecem os mesmos. Não estou generalizando, pois acredito que existem empresas que realmente fazem a diferença, mas posso afirmar, seguramente, que elas não são a maioria. Se de um lado temos empresas que usam sempre a mesma dinâmica nas entrevistas de seleção, do lado dos candidatos é possível ver uma grande busca por artigos que ajudem com dicas para ensinar como melhor se comportar em uma entrevista de emprego, o que falar e o que não falar, o que vestir, evitando, assim, ser eliminado.

O que se percebe claramente é uma automatização na forma com que os recrutadores selecionam e também uma tentativa de adequação da demanda por parte dos candidatos, que se “robotizam” para atender as solicitações das empresas. É um tanto divergente querer contratar pessoas diferentes se é feito tudo sempre igual. Mais incongruente ainda é o fato de tolhermos a oportunidade de saber quem realmente se apresenta para a vaga. Ou seja, candidatos e recrutadores vão atrás da “resposta certa”, um querendo rapidamente preencher a vaga disponível e o outro querendo desesperadamente aquele emprego.

É preocupante pensar que algumas pessoas foram contratadas justamente porque deram as respostas certas, se vestiram de maneira correta e se comportaram exatamente como deveriam se comportar, de forma mecânica e totalmente artificial. Precisamos entender que, enquanto existir este tipo de entrevistas nas empresas, mais artigos denominados “como se comportar em uma entrevista de emprego” será possível encontrar por aí.

Não falo isso aleatoriamente, eu mesma já escrevi artigos do gênero com um grande número de acessos, o que pode comprovar o que penso. Estes artigos só têm visibilidade porque existe, por parte das empresas, um processo muito semelhante no momento da entrevista e, se soubermos qual a roupa certa, o comportamento certo e as respostas certas, não precisaremos mais nos preocupar em apresentar grandes competências para se destacar, pelo menos não no momento da entrevista de emprego.

Se continuarmos assim, prevejo um futuro não muito distante onde máquinas poderão facilmente fazer todo o processo seletivo, analisando, inclusive, o tom de voz e as expressões corporais dos candidatos, para então dar o diagnóstico final de aprovado ou reprovado, assim como é feito com máquinas em períodos de experimentação.

Fazer uma entrevista de emprego mais subjetiva, singular e humanizada é de fato mais trabalhosa, mas, se queremos contratar pessoas, devemos assumir esta dinâmica. Caso contrário, ao invés de “gente”, são os “robôs” que serão configurados com um sistema organizacional “adequado”.

Gisele Meter é psicóloga, empresária, diretora executiva de Recursos Humanos, palestrante, consultora estratégica em gestão de pessoas e gestão de mudança organizacional.

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