A documentação da qualidade

documentosO princípio para um bom sistema de qualidade baseado na norma NBR ISO 9001 está em sua documentação, pois um sistema de gestão da qualidade de uma organização deve ser documentado. A maioria das empresas se esquece de usar a ABNT ISO/TR10013 de 10/2002 – Diretrizes para a documentação de sistema de gestão da qualidade que fornece diretrizes para o desenvolvimento e a manutenção da documentação necessária para assegurar um efetivo sistema de gestão da qualidade, adaptado às necessidades específicas da organização.

O uso dessas diretrizes auxilia no estabelecimento de um sistema documentado como requerido pelas normas de sistema de gestão da qualidade aplicáveis. Pode ser usado para documentar sistemas de gestão da qualidade diferentes daqueles da família ISO 9000, como, por exemplo, sistemas de gestão do meio-ambiente e sistemas de gestão da segurança.

Este Relatório Técnico promove a adoção de uma visão abrangente dos processos envolvidos no desenvolvimento e implementação do sistema de gestão da qualidade, e na melhoria da sua eficácia. Para uma organização funcionar eficientemente, ela deve identificar e gerenciar várias atividades inter-relacionadas. Uma atividade que utiliza recursos, gerenciada de modo a permitir a transformação de entradas em saídas, pode ser considerada um processo. A saída de um dos processos frequentemente torna-se a entrada de um outro.

A aplicação de um sistema de processos em uma organização juntamente com a identificação e interação destes processos e a sua gestão pode ser referenciada como abordagem de processo. Uma das vantagens da abordagem de processo é permitir controle atualizado sobre a relação entre os processos individuais em um sistema de processos, assim como sobre sua combinação e interação.

Cada organização desenvolve individualmente a quantidade de documentação necessária para demonstrar o efetivo planejamento, operação, controle e melhoria contínua de seus sistemas de gestão da qualidade e seus processos. A documentação do sistema de gestão da qualidade pode estar relacionada às atividades gerais de uma organização, ou a uma parte selecionada dessas atividades; por exemplo, requisitos específicos que dependem da natureza dos produtos, processos, requisitos estatutários e regulamentares, ou da própria organização.

É importante que os requisitos e o conteúdo da documentação do sistema de gestão da qualidade sejam direcionados às normas da qualidade que estes pretendam seguir. As diretrizes deste Relatório Técnico pretendem auxiliar a organização na documentação de seu sistema de gestão da qualidade. Não se pretende que elas sejam usadas como requisitos para fins contratuais, regulamentares ou de certificação/registro.

Um dos aspectos do sistema de gestão da qualidade é o planejamento da qualidade. A documentação do planejamento da qualidade pode incluir planejamento gerencial e operacional, preparação para a implementação do sistema de gestão da qualidade, incluindo organização e programação de atividades, e um enfoque através do qual os objetivos da qualidade sejam alcançados.

Este Relatório Técnico fornece diretrizes para o desenvolvimento e a manutenção da documentação necessária para assegurar um efetivo sistema de gestão da qualidade, adaptado às necessidades específicas da organização. O uso dessas diretrizes auxilia no estabelecimento de um sistema documentado como requerido pelas normas de sistema de gestão da qualidade aplicáveis.

Ele pode ser usado para documentar sistemas de gestão da qualidade diferentes daqueles da família ISO 9000, como, por exemplo, sistemas de gestão do meio-ambiente e sistemas de gestão da segurança. Quando um procedimento é documentado, o termo “procedimento escrito” ou “procedimento documentado” é freqüentemente utilizado. A organização da documentação do sistema de gestão da qualidade segue tipicamente os processos da organização ou a estrutura da norma da qualidade aplicável, ou uma combinação de ambos. Quaisquer outros arranjos que satisfaçam as necessidades da organização também podem ser utilizados.

A estrutura da documentação utilizada no sistema de gestão da qualidade pode ser descrita de uma forma hierárquica. Essa estrutura facilita a distribuição, manutenção e entendimento da documentação. O anexo A ilustra uma hierarquia típica de documentação do sistema de gestão da qualidade. O desenvolvimento desta hierarquia depende das circunstâncias de cada organização.

A extensão da documentação do sistema de gestão da qualidade pode diferir de uma organização para outra, devido a: tamanho da organização e tipo de suas atividades, complexidade dos processos e suas interações, e a competência do pessoal. A documentação do sistema de gestão da qualidade pode incluir definições. Convém que o vocabulário utilizado esteja de acordo com as definições e termos padronizados referidos na NBR ISO 9001, ou em dicionário de uso geral.

A documentação do sistema de gestão da qualidade normalmente inclui o seguinte: política da qualidade e seus objetivos; manual da qualidade; procedimentos documentados; instruções de trabalho; formulários; planos da qualidade; especificações; documentos externos; registros. Pode ser apresentada em qualquer forma de mídia, tal como em papel ou em mídia eletrônica.

Os propósitos e benefícios de se possuir documentação de sistema de gestão da qualidade para uma organização, incluem, mas não estão limitados aos seguintes: descrever o sistema de gestão da qualidade da organização; prover informações a grupos com funções inter-relacionadas, para que possam melhor compreender as inter-relações; comunicar aos funcionários o comprometimento da gerência com a qualidade; auxiliar os funcionários no entendimento de seu papel na organização, dando a eles um aumento no entendimento do propósito e importância do seu trabalho; prover compreensão mútua entre os funcionários e a gerência; prover uma base de expectativas do desempenho do trabalho; estabelecer como as coisas devem ser feitas para alcançar requisitos especificados; prover evidências objetivas de que os requisitos especificados foram alcançados; prover uma estrutura operacional clara e eficiente; prover uma base para o treinamento de novos funcionários e retreinamento periódico de funcionários atuais; prover uma base de ordem e equilíbrio dentro da organização; prover consistência em operações baseadas em processos documentados; prover base para melhoria contínua; prover confiança ao cliente, baseada em sistemas documentados; demonstrar às partes interessadas as capacidades da organização; prover uma estrutura clara de requisitos para fornecedores; prover uma base para a auditoria do sistema de gestão da qualidade; prover uma base para avaliar a eficácia e adequação contínua do sistema de gestão da qualidade.

hierarquia

Exemplo de um texto de instruções de trabalho para a esterilização de instrumentos

Instruções de trabalho para a esterilização de instrumentos

Número: Ttv 2.6 Data: 15 de setembro de 1997 Revisão: 0

Instrumentos descartáveis

Colocar instrumentos descartáveis (por exemplo, seringas, agulhas, bisturi e instrumentos para remoção de pontos) em um recipiente especial. O recipiente deve ser destruído de acordo com o programa de descarte de lixo.

Instrumentos esterilizados a ar quente

Remover secreções usando papel descartável.

Mergulhar os instrumentos em solução clorídrica a 10% (1 dl de Krolilli líquido e 9 dl de água). O líquido deve ser substituído duas vezes por semana.

Deixar os instrumentos nesse líquido por no mínimo duas horas.

Lavar os instrumentos com uma escova utilizando luvas protetoras.

Enxaguar e secar os instrumentos.

Verificar se os instrumentos estão em boas condições. Os instrumentos danificados devem ser removidos da área de trabalho.

Esterilização em sacola:

– colocar os instrumentos em uma sacola resistente a ar quente;

– proteger as pontas afiadas com gaze;

– dobrar a extremidade da sacola várias vezes para obter uma selagem hermética;

– selar a sacola com fita resistente a ar quente;

– marcar a data e instale um indicador de ar quente na sacola;

– colocar a sacola no forno de ar quente e deixe-a por 30 min à temperatura de 180 °C.

Os instrumentos são utilizados um mês após esterilização, se acondicionados em uma sacola apropriadamente selada.

Esterilização em vasilhame metálico:

– colocar um pano resistente a ar quente na base do vasilhame para proteger os instrumentos;

– colocar os instrumentos no fundo do vasilhame;

– instalar um indicador de ar quente na sacola;

– deixar que o vasilhame fique 30 minutos à temperatura de 180°C.

Um dos dois vasilhames disponíveis será usado a cada dia.

Outros instrumentos (por exemplo, otoscópios)

Enxaguar os instrumentos após mergulhá-los por 2 h em solução clorídrica.

Mobilidade é a principal preocupação dos líderes de segurança das empresas

TRAGÉDIAS, CRIMES E PRÁTICAS INFRATIVAS DECORRENTES DA NÃO OBSERVÂNCIA DE NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS – NBR

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Capa da publicação E1324

Essa publicação aborda, através da apresentação de casos reais, como o cumprimento de normas técnicas NBR – ABNT estão diretamente ligadas à segurança, à saúde e à qualidade de vida em nosso dia a dia. O autor explica de forma prática, e infelizmente mostrando tragédias, como as normas técnicas estão presentes no nosso cotidiano. Elas devem ser levadas a sério quanto à sua observância obrigatória e o poder público precisa fazer gestão para fomentar esse cumprimento por parte da sociedade produtiva e de serviço. Mais informações no link  https://www.target.com.br/livros/target/livro_2013.aspx

Pesquisa também mostrou as melhores práticas e deficiências apontadas por mais de dois mil executivos da área

A IBM apresentou o estudo IBM Chief Information Security Officer Assessment 2013 (CISO), no qual entrevistou 2.012 executivos e buscou analisar as três principais áreas que impactam os líderes de segurança: a visão de negócios, a maturidade da tecnologia e suas capacidades de medição de resultados. A pesquisa utilizou o conhecimento de experientes líderes de segurança para delinear um conjunto de práticas que conduzem e ajudam a definir o papel desse profissional.

Com a adoção das novas tecnologias como cloud computing e mobilidade, o risco de vazamento de dados aumenta juntamente com as novas ameaças e ataques que são cada vez mais sofisticados. Assim, o papel do CISO está se tornando mais estratégico dentro das organizações. O profissional de hoje precisa ser um tecnólogo e líder de negócios com a capacidade de responder às preocupações da diretoria, bem como gerenciar tecnologias complexas.

O estudo revelou as práticas atuais e um conjunto de deficiências que até mesmo líderes de segurança maduros estão enfrentando. Uma análise em profundidade das três áreas aponta um novo caminho, que surge como um guia para os novos líderes:

• visão de negócios: O desafio para os líderes de segurança é o de gerir com sucesso as diversas preocupações em manter as informações da empresa protegidas. Os entrevistados ressaltaram a necessidade de uma forte visão de negócios, estratégia e políticas de gestão de risco global. Os profissionais mais maduros se encontram regularmente com a sua diretoria, melhorando assim suas relações. Quando se encontram, os principais tópicos que discutem são identificação e avaliação de riscos (59%), a resolução de questões orçamentárias (49%) e as novas implementações de tecnologia (44%).

• maturidade da tecnologia: A segurança para dispositivos móveis foi a tecnologia mais implementada no último ano de acordo com 25% dos líderes entrevistados. E apesar de privacidade e segurança em um ambiente de nuvem ainda serem pontos de preocupação, três quartos (76%) afirmam ter implantado algum tipo de serviço de segurança em nuvem, bem como gerenciamento de identidade e acesso (39%).

Enquanto a nuvem e os dispositivos móveis continuam a receber grande atenção dentro de muitas organizações, outras tecnologias que os CISOs estão se concentrando são gerenciamento de identidade e acesso (51%), prevenção de intrusão de rede e análise de vulnerabilidade (39%) e segurança de banco de dados (32%).

Menos de 40% das organizações têm implementado políticas específicas para dispositivos de propriedade pessoal ou uma estratégia Bring Your Own Device (BYOD). Esse será um dos principais itens de desenvolvimento no próximo ano. Segundo Roberto Engler, gerente de sistemas de segurança da IBM Brasil, o desafio primário para os líderes de segurança é avançar além dos primeiros passos, pensando menos em tecnologia e mais sobre a política e estratégia dentro das companhias. Fica evidente neste estudo que os líderes precisam se concentrar em encontrar o equilíbrio entre o desenvolvimento de uma estratégia de gestão de risco, segurança holística e a implementação de recursos mais avançados como a mobilidade e o BYOD.

O Centro IBM de Insights Aplicado, em colaboração com a IBM Security Systems e o IBM Security Services, realizaram entrevistas com líderes da área de segurança da informação de diversas indústrias e países. O objetivo das entrevistas foi identificar práticas e comportamentos que podem reforçar o papel e a influência dos líderes de segurança dentro da organização. Para manter a continuidade, os entrevistados foram recrutados a partir da última pesquisa – 80% dos 2.012 participantes já haviam participado no último ano. O estudo completo pode ser visualizado em: ftp://public.dhe.ibm.com/la/documents/imc/br/commons/CISO_Assessment_out_2013_PORT_CIW03087USEN.pdf

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