Empresas reclamadas

Segundo o Procon-SP, os produtos de consumo (aparelho celular, computadores, produtos de informática, móveis, eletrodomésticos, televisores, vestuário, etc.) foram os responsáveis por 30% das reclamações que compõem o Cadastro de Reclamações da Fundação Procon-SP de 2013, índice que se repete desde 2010. As reclamações envolvem problemas relacionados à entrega dos produtos (não entrega, entrega em desacordo com a oferta ou com o contratado) e defeitos de qualidade que não foram solucionados em fase preliminar, gerando a abertura de reclamação, para os fornecedores responsáveis do comércio (varejo convencional e online) e fabricantes. Deste universo, destacamos os produtos mais reclamados por defeitos de qualidade e os fornecedores responsáveis.

O aparelho celular, produto mais reclamado, ainda apresenta padrão de qualidade insatisfatório, com falhas de funcionamento e durabilidade abaixo das expectativas dos consumidores. O problema se agrava com suporte inadequado de pós-venda e com alegações frequentes e injustificadas de mau uso. A Samsung apresentou o maior índice de solução, enquanto a Motorola e a Nokia se destacaram, respectivamente, pelo número de reclamações e baixo índice de atendimento.

Na Linha Branca (geladeira, fogão, máquina de lavar roupa, etc.), segundo produto mais reclamado, mostra algumas empresas menos resistentes às reclamações e que buscaram solução para as demandas dos consumidores alcançando bom índice de atendimento, é o caso da Electrolux que, apesar de manter número expressivo de reclamações, melhorou seu índice de solução, passando a atender mais de 80% das demandas.

A grande competitividade entre as marcas e a equivalência tecnológica dos produtos, nos permite afirmar que preço e qualidade não são mais os únicos diferenciais na escolha do consumidor na hora da compra, que tende a considerar cada vez mais a qualidade dos serviços que acompanham a venda de um produto, como, entrega, assistência remota, help desk, serviços de atendimento ao consumidor etc. As reclamações intermediadas pelo Procon-SP revelam, em grande parte, despreparo e ineficiência das empresas nos serviços de pós-venda.

Economia digital: cinco teses para a cultura da inovação

CURSOS TÉCNICOS PELA INTERNET

A Target preparou um programa especial de cursos pela Internet, contemplando as últimas tendências do mercado. Com o objetivo de facilitar a participação daqueles que possuem uma agenda de compromissos complexa, a Target criou a opção para que o cliente possa assistir aos cursos através da transmissão pela Internet. Fique atento aos cursos que estão disponíveis. Clique aqui e veja um exemplo de como funciona o recurso. Garanta a seu desenvolvimento profissional adquirindo os cursos pela Internet da Target. Acesse o link https://www.target.com.br/produtossolucoes/cursos/gravados.aspx

Marco Santos

Talvez agora seja uma palavra de uso corriqueiro, porém, a inovação é e sempre foi uma “chave mestra”, ou seja, a porta para o sucesso do futuro. Nunca antes na história esta palavra fez tanto sentido como agora. Em plena economia digital e global, inovar consiste em criar algo que vá além de uma boa ideia. Agora, o cerne da questão trata-se de criatividade, coragem e resistência. A competição global está intensa e os ciclos de tecnologia estão se encurtando. Isso tem um impacto fundamental sobre os requisitos da gestão da inovação. A velocidade que se podem desenvolver novos modelos de negócio digital está evoluindo e é um fator predominante para o êxito. Há cinco teses sobre o que fazer para inovar.

A inovação requer uma nova forma de pensar e de uma cultura sem medo do fracasso – Para inovar, as pessoas precisam ser tolerantes com o que é pouco convencional, partilhar a ambição de entender o novo e usá-lo em proveito próprio. Quando as pessoas conseguem quebrar convenções e dão adeus às formas tradicionais de pensar, promovem oportunidades para alcançar algo genuinamente novo.

Nesta etapa, é comum encontrar resistência, por isso é necessário energia e uma maior determinação para convencer aos demais que a ideia está relacionada ao não ver o fracasso como uma derrota, mas sim como uma experiência. E isso nunca foi tão fácil, mais rápido ou mais barato do que é hoje. O melhor exemplo são os protótipos digitais. Graças ao softwares modernos, as coisas podem ser julgados em detalhes, simplesmente através de tentativa e erro, sem desperdiçar incontáveis ​​somas de soluções intermediárias recentemente desenvolvidos.

Manter o melhor do passado e dar um novo contexto – Embora a inovação signifique renovação, tradição e inovação não são necessariamente excludentes. Em todo caso, trata-se de preservar o melhor do que já foi testado e é confiável para movê-lo a um novo contexto, predominantemente tecnológico. Trata-se de conseguir que ideias ou soluções tradicionais traduzam-se em modelos de negócio digitais preparados para o futuro.

A renovação tecnológica leva a outra inovação, mudando o panorama – Muitas vezes as inovações são reconstruções engenhosas de melhorias técnicas já disponíveis no mercado. Como resultado, as inovações técnicas podem definir ondas reais de inovação. Em suma, desempenham um papel fundamental em todas as etapas da cadeia de valor digital e podem mudar o jogo para indústrias inteiras. A capacidade dos dispositivos móveis presentes em nossas vidas pessoais e profissionais é um bom exemplo de como a tecnologia pode mudar toda a cultura de comunicação em um tempo muito curto.

A co-inovação redefine ideias iniciais e tornam-se novos modelos de negócios – O pensamento unidimensional é tão estranho à própria natureza da inovação como a imobilidade inflexível. A inovação é muito mais do que as ideias que fluem sem restrição. O truque é passá-los através de um “funil” até que se tenha um produto utilizável. Envolver clientes ativamente no processo de inovação resulta em soluções que inspiram, ou seja, tecnologias que as pessoas identificam-se imediatamente. É importante que mais pessoas tornem-se defensores de uma ideia, já que a inovação tem o potencial de se expandir e ser comercializada.

Funcionários são fontes de inspiração, condutores e multiplicadores de inovação – Na busca por uma nova inspiração, as empresas tendem a esquecer que eles têm grandes reservas internas de conhecimentos e ideias: seus próprios funcionários. Quantos mais multidisciplinares forem os recursos humanos, maior o potencial que uma empresa tem para encontrar uma ideia brilhante. Integradas nos processos de maneira correta, essas pessoas podem ser verdadeiras incubadoras de inovação. Paralelo a isso, a expansão do uso das redes sociais têm fundido configurações pessoais e profissionais. Assim, os membros da equipe se tornaram multiplicadores importantes e confiáveis, portanto, ideais para transmitirem as mensagens apropriadas.

E para você, qual é o ponto de partida para a inovação? Pensar diferente, compartilhar opiniões ou deixar as coisas acontecerem? O ponto de partida é tudo isso.

Marco Santos é country managing director da GFT Brasil.