Aumentou o número de acidentes com energia elétrica

Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade de Acordo com a NR 10 – Básico

Esse curso é destinado a todos os profissionais que interagem com baixa tensão (até 1.000 volts em corrente alternada). Abrange temas fundamentais exigidos na nova norma e garante um treinamento multiplicador, que capacita o participante a aplicá-lo em sua equipe para que todos os envolvidos atendam aos requisitos da norma. A nova norma apresenta mudanças significativas em relação aos requisitos da versão anterior. Entre as mudanças existentes, destaca-se a obrigatoriedade do treinamento específico de todo empregado que trabalhe em instalações elétricas, energizadas com baixa tensão ou em suas proximidades, para garantir sua segurança durante a execução dos serviços. Esse treinamento e a autorização para que os trabalhos sejam realizados serão de responsabilidade da empresa empregadora. Informações, clique no link https://www.target.com.br/home.aspx?pp=1&c=639&cm=1

accidentConforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), o número de acidentes com energia elétrica aumentou em 2013. Nesse ano, a base de dados foi ampliada passando a computar informações transmitidas por meio de blogs e redes sociais, além dos portais de notícias. O resultado foi assustador: de uma média de 270 mortes por choque elétrico entre 2007 e 2012, chegou-se a 592 mortes em 2013 – quase duas mortes por choque elétrico por dia.

Os choques elétricos que não resultaram em morte, mas que geraram sérias sequelas somaram 173. Assim, o total de acidentes envolvendo choque elétrico foi de 765 ocorrências. As ocorrências de curto-circuito somaram 234, sendo que destes, 200 evoluíram para incêndios de diferentes proporções. No total, ocorreram 1.038 acidentes envolvendo eletricidade.

O número de acidentes na rede aérea ainda é grande, apesar das intensas campanhas que as concessionárias de energia elétrica têm feito visando não somente seus funcionários, terceirizados, mas também a população em geral, sendo que foram 170 ocorrências no total. Porém, o que se constata na pesquisa é que mais de 70% dos acidentes desta natureza são causados por imprudência de profissionais da construção civil, que fazem suas obras sem os cuidados necessários, ou mesmo com “eletricistas autônomos” que interferem na rede ou próximo dela sem nenhum critério de segurança ou sem autorização da distribuidora de energia elétrica, muitas vezes como produto de roubo.

Entretanto, o número que chama mais a atenção é do segundo colocado: 156 acidentes fatais envolvendo eletricidade dentro de casa. Este dado mostra claramente que as instalações elétricas residenciais precisam ser revisadas com urgência, e que ações são de extrema importância para esta redução. Outro dado que assusta ficou em terceiro lugar na divisão por localidade dos acidentes, que são os acidentes na área rural, onde a cerca elétrica feita através de gambiarra aparece em várias ocorrências. Como se pode ver, a maioria dos acidentes poderia ser evitada com pequenos cuidados e conhecimento mínimo, o que fazemos diariamente com nossas ações.

A faixa etária com maior incidência de morte por choque elétrico (recorrente em todas as regiões) se mantém entre os 21-30 anos com 171 mortes registradas. Mas, infelizmente, muitas crianças e adolescentes morrem devido a acidentes com eletricidade, na faixa etária entre 0-10 anos, tendo 45 mortes, e na faixa etária entre 11-15 anos foram 37 mortes. Se for estendida um pouco mais, entre os 16-20 anos, serão mais 44 mortes, ou seja, crianças e adolescentes somam 126 mortes em 2013. Um número absurdo que poderia ser reduzido à zero por simples cuidados, por um pouco mais de informação.

Dezembro é o mês com maior incidência de acidentes com morte, seguido do mês de março. Entretanto há uma distribuição equânime de acidentes entre os meses (cerca de 50 mortes por mês), sendo o mês de agosto o que apresenta média de menor incidência na maioria dos estados.

As mortes por choque elétrico apresentam destaque entre os profissionais do setor elétrico e da construção civil: foram 65 pedreiros/pintores, 71 eletricistas autônomos e 29 eletricistas profissionais/empresa, totalizando 165 profissionais que perderam a vida devido a um choque elétrico. Outro número de destaque fica para a categoria estudantes, que somaram 107 ocorrências, neste número está incluída a maioria das mortes de crianças e adolescentes em idade escolar.

Mas o número que mais se destaca é o da categoria outros, com um total de 230 ocorrências, neste número estão incluídos a maioria dos acidentes ocorridos dentro de casa com pessoas de profissões diversas como manicure, costureira, aposentados etc., o que reforça, novamente, a importância de se revisar as instalações elétricas dentro de casa e nos ambientes comerciais de pequeno porte.

Mesmo com dados tão assustadores, estes números representam ainda uma parcela do total de acidentes ocorridos com origem na eletricidade. O cenário real é muito mais complicado e, infelizmente, muito pouco divulgado pela mídia. Só um exemplo: inúmeras pessoas vêm a óbito devido a uma parada cardíaca causada por um choque elétrico, porém a causa da morte será oficializada como parada cardíaca e não choque elétrico. Somente neste exemplo já teríamos um aumento expressivo no número de mortes.

O choque elétrico é a reação do organismo à passagem da corrente elétrica. Eletricidade, por sua vez é o fluxo de elétrons de um átomo, através de um condutor, que vem a ser qualquer material que deixe a corrente elétrica passar facilmente (cobre, alumínio, água, etc.). Por outro lado, isolante é o material que não permite que a eletricidade passe através dele: vidro, plástico, borracha, etc.

Os riscos de acidentes dos empregados que trabalham com eletricidade, em qualquer das etapas de geração, transmissão, distribuição e consumo de energia elétrica, constam da Norma Regulamentadora 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade (NR 10) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Na verfdade, pode-se dizer que o progresso, no campo, está sempre associado à energia elétrica, que pode ser usada na casa (lâmpadas, geladeira, TV, chuveiro, etc.), no galpão (ordenhadeira mecânica, incubadora, picadeira, etc.), na conservação e transformação de alimentos (resfriadora de leite, estufa, freezer, etc.), no acionamento de máquinas e motores (para bombear água, na irrigação por aspersão, etc.) e em várias outras aplicações.

As fontes de eletricidade, na zona rural, se manifestam através dos seguintes equipamentos ou fenômenos: descargas atmosféricas (raios); ferramentas elétricas manuais; peixe-elétrico (o Poraquê da Amazônia); atrito (eletricidade estática); cerca elétrica (para animais); fios energizados (de postes ou no lar); baterias (alimentadas por cataventos); painéis fotovoltáicos (energia solar); turbinas (energia hidráulica); motores estacionários (geradores); e motores elétricos. A energia elétrica, apesar de útil, é muito perigosa e pode provocar graves acidentes, tais como: queimaduras (até de terceiro grau), coagulação do sangue, lesão nos nervos, contração muscular e uma reação nervosa de estremecimento (a sensação de choque) que pode ser perigosa, se ela provocar a queda do indivíduo (de uma escada, árvore, muro, etc.) ou o seu contato com equipamentos perigosos.

Os efeitos estimados da corrente elétrica contínua de 60 Hz, no organismo humano, podem ser resumidos na tabela abaixo:

CORRENTE

CONSEQUÊNCIA

1 mA

Apenas perceptível

10 mA

“Agarra” a mão

16 mA

Máxima tolerável

20 mA

Parada respiratória

100 mA

Ataque cardíaco

2 A

Parada cardíaca

3 A

Valor mortal

As lesões provocadas pelo choque elétrico podem ser de quatro naturezas: eletrocução (fatal); choque elétrico; queimaduras; e as quedas provocadas pelo choque. A eletrocução é a morte provocada pela exposição do corpo à uma dose letal de energia elétrica. Os raios e os fios de alta tensão (voltagem superior a 600 volts), costumam provocar esse tipo de acidente. Também pode ocorrer a eletrocução com baixa voltragem (V<600 volts), se houver a presença de: poças d’água, roupas molhadas, umidade elevada ou suor.

O choque elétrico é causado por uma corrente elétrica que passa através do corpo humano ou de um animal qualquer. O pior choque é aquele que se origina quando uma corrente elétrica entra pela mão da pessoa e sai pela outra. Nesse caso, atravessando o tórax, ela tem grande chance de afetar o coração e a respiração. Se fizerem parte do circuito elétrico o dedo polegar e o dedo indicador de uma mão, ou uma mão e um pé, o risco é menor. O valor mínimo de corrente que uma pessoa pode perceber é 1 mA. Com uma corrente de 10 mA, a pessoa perde o controle dos músculos, sendo difícil abrir as mãos para se livrar do contato. O valor mortal está compreendido entre 10 mA e 3 A.

Quanto às queimaduras, pode-se afirmar que a pele humana é um bom isolante e apresenta, quando seca, uma resistência à passagem da corrente elétrica de 100.000 ohms. Quando molhada, porém, essa resistência cai para apenas 1.000 ohms. A energia elétrica de alta tensão rapidamente rompe a pele, reduzindo a resistência do corpo para apenas 500 ohms: corpo seco: 120 volts/100000 ohms = 0,0012 A = 1,2 mA (o indivíduo leva apenas um leve choque); corpo molhado: 120 volts/1000 ohms = 0,12 A = 120 mA (suficiente para provocar um ataque cardíaco); e pele rompida: 1.000 volts/500 ohms = 2 A (parada cardíaca e sérios danos aos órgãos internos). Além da intensidade da corrente elétrica, o caminho percorrido pela eletricidade ao longo do corpo (do ponto onde entra até o ponto onde ela sai) e a duração do choque, são os responsáveis pela extensão e gravidade das lesões.

Os acidentes com eletricidade ocorrem de várias maneiras. Os riscos resultam de danos causados aos isolantes dos fios elétricos devido a roedores, envelhecimento, fiação imprópria, diâmetro ou material do fio inadequados, corrosão dos contatos, rompimento da linha por queda de galhos, falta de aterramento do equipamento elétrico, etc. As benfeitorias agrícolas estão sujeitas à poeira, umidade e ambientes corrosivos, tornando-as especialmente problemáticas ao uso da eletricidade.

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