Conforto térmico: as sensações de frio e calor do ser humano

conforO conforto térmico pode ser definido como a condição psicológica de um indivíduo que expressa satisfação com relação às condições térmicas do ambiente em que se encontra. Esse tipo de julgamento é um processo cognitivo envolvendo muitos parâmetros influenciados por processos físicos, fisiológicos, psicológicos e outros.

A consciência aparenta decidir sobre conforto e desconforto térmico com base em sensações diretas de temperatura e de umidade pela pele, em temperaturas sentidas no interior do corpo, e nos esforços necessários para regular a temperatura do corpo. Em geral, o conforto ocorre quando as temperaturas do corpo são mantidas em faixas estreitas, a umidade da pele é baixa e o esforço fisiológico de regulação é minimizado.

Do ponto de vista fisiológico, o conforto térmico ocorre quando há um equilíbrio térmico na ausência de suor regulatório durante a troca de calor entre o corpo de um indivíduo e o ambiente em que se encontra. Em termos de sensações corporais, o conforto térmico está relacionado às sensações de muito quente, quente, morno, neutro, fresco, frio e muito frio.

O conforto também depende de ações comportamentais que são iniciadas inconscientemente ou conscientemente e guiadas pelas sensações térmicas e de umidade para reduzir o desconforto. Algumas das ações possíveis para reduzir o desconforto são: alteração da vestimenta, alternação de atividades, mudanças de posturas ou localização, mudanças nos parâmetros operacionais de dispositivos de controle ambientais, aberturas e fechamento de passagens de ar, reclamação ou abandono do local.

As atividades metabólicas do corpo humano resultam quase que completamente em calor sendo continuamente dissipado e regulado para manter temperaturas normais no corpo. A perda insuficiente de calor leva ao sobreaquecimento, processo denominado hipertermia, e perda excessiva de calor resulta no resfriamento do corpo, processo denominado hipotermia.

O calor produzido por um adulto em repouso é da ordem de 100 W. Devido ao fato da maior parcela deste calor ser transferida para o ambiente através da pele, torna‐se conveniente caracterizar a atividade metabólica em termos da produção de calor por unidade de área da pele, unidade denominada met. Para um indivíduo em repouso, a unidade met corresponde a aproximadamente 50‐58 W/m2, dependendo do grupo étnico ou geográfico.

O hipotálamo, localizado no cérebro, é o órgão central que controla a temperatura do corpo. Contém sensores para temperaturas frias e quentes e é banhado por sangue arterial. Como a taxa de recirculação de sangue no corpo é rápida e o sangue que retorna é todo misturado no coração antes de retornar ao corpo, o sangue arterial é um indicativo da temperatura média do corpo. O hipotálamo também recebe informação térmica de sensores de temperatura localizados na pele e em outros órgãos (por exemplo, espinha dorsal, estômago, etc.).

CONFOR~1

A ISO 7730:2005 – Ergonomics of the thermal environment — Analytical determination and interpretation of thermal comfort using calculation of the PMV and PPD indices and local thermal comfort criteria apresenta os métodos para prever a sensação geral térmica e grau de desconforto (insatisfação térmica) de pessoas expostas em ambientes térmicos. Ela permite a determinação analítica e a interpretação de conforto térmico utilizando o cálculo do PMV (predicted mean vote) e do PPD (predicted percentage of dissatisfied) e do conforto térmico local, dando as condições ambientais consideradas aceitáveis ​​para conforto térmico em geral, bem como aqueles que representam o desconforto local.

Já a NBR 16401-2 de 08/2008 – Instalações de ar-condicionado – Sistemas centrais e unitários – Parte 2: Parâmetros de conforto térmico especifica os parâmetros do ambiente interno que proporcionem conforto térmico aos ocupantes de recintos providos de ar-condicionado. A sensação de conforto térmico é essencialmente subjetiva. Devido às grandes variações individuais, fisiológicas e psicológicas, não é possível determinar condições que possam proporcionar conforto para 100 % das pessoas.

Os parâmetros estipulados nesta parte definem um ambiente térmico em que uma maioria de 80% ou mais das pessoas, de um grupo homogêneo em termos de atividade física e tipo de roupa usada, é suscetível de expressar satisfação em relação ao conforto térmico. Esta parte se aplica a pessoas adultas, em boa saúde, que estejam no recinto há mais de 15 min.

Segundo a norma, os parâmetros ambientais que afetàm o conforto térmico são: a temperatura operativa; a velocidade do ar; e a umidade relativa do ar. Os valores destes parâmetros que definem as condições de conforto térmico dependem dos seguintes fatores pessoais: o tipo de roupa usado pelas pessoas, que determina a resistência térmica média à troca de calor do corpo com o ambiente, expressa em “clo” (1 clo = 0,155 m² K/W); o nível de atividade física das pessoas, que determina sua taxa de metabolismo, geralmente expressa em “met” (1 met = 58,2 W/m²). Admitindo uma superfície média de 1,8 m² para o corpo de um adulto, 1 met é equivalente a aproximadamente 105 W..

As sensações térmicas são avaliadas numericamente pela escala ASHRAE, em que 0 indica sensação neutra, + 1, + 2 e + 3 sensação de levemente quente a muito quente, e – 1, – 2 e – 3, sensação de levemente frio a muito frio. Avaliação entre – 0,5 e + 0,5 é considerada indicação aceitável de conforto térmico. Os estudos teóricos e pesquisas de laboratório permitem prever, em grupos homogêneos em termos de atividade física e tipo de roupa usada, a porcentagem das pessoas que expressaria determinada avaliação da sensação térmica em determinadas condições ambientais.

Assim, a NBR 16401 estipula os parâmetros ambientais suscetíveis de produzir sensação aceitável de conforto térmico em 80 % ou mais das pessoas. Os parâmetros estipulados nositens 6.1 e 6.2 são válidos para grupos homogêneos de pessoas, usando roupa típica da estação e em atividade sedentária ou leve (1,0 met a 1,2 met).

– Verão (roupa típica 0,5 clo)

Temperatura operativa e umidade relativa dentro da zona delimitada por:

22,5 °C a 25,5 °C e umidade relativa de 65 %;

23,0 °C a 26,0 °C e umidade relativa de 35 %.

A velocidade média do ar (não direcional) na zona de ocupação não deve ultrapassar: a 0,20 m/s para distribuição de ar convencional (grau de turbulência 30% a 50%); 0,25 m/s para distribuição de ar por sistema de fluxo de deslocamento (grau de turbulência inferior a 10 %).

– Inverno (roupa típica 0,9 clo)

Temperatura operativa e umidade relativa dentro da zona delimitada por:

21,0 °C a 23,5 °C e umidade relativa de 60 %;

21,5 °C a 24,0 °C e umidade relativa de 30 %.

A velocidade média do ar (não direcional) na zona de ocupàção não deve ultrapassar: a 0,15 m/s para distribuição de ar convencional (grau de turbulência 30 % a 50 % ); 0,20 m/s para distribuição de ar por sistema de fluxo de deslocamento (grau de turbulência inferior a 10 %).

A diferença entre as temperaturas num plano vertical entre 0,1 m e 1,1 m do solo (entre tornozelos e cabeça de pessoas sentadas) deve ser inferior a 3 K. A variação gradual e contínua da temperatura (passiva ou intencional) não deve ultrapassar a taxa de 0,5 K por hora, sendo que a temperatura final resultante não deve se distanciar dos limites de temperatura estipulados em 6.1 e 6.2 em mais de 0,5 K, nem permanecer neste nível por mais de 1 h. A assimetria da temperatura radiante admissivel deve ser inferior a: 5 K para forro quente; 14 K para forro frio; 23 K para parede quente; e 10 K para parede fria.

Osteopatia combate dor lombar no período menstrual

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Especialista explica como a técnica pode atuar no bom funcionamento do útero

O período menstrual é um período de mudanças do organismo que ocorre todos os meses. O fluxo de hormônios ligados aos ovários e útero aumenta bastante, por conta disso, ocorrem alterações teciduais, ampliação da retenção hídrica, distensão da parede uterina, dentre outras coisas. Os sintomas ligados ao período menstrual ou da ovulação mudam de mulher para mulher.

É bastante comum, no entanto, a queixa de lombalgia ou dor em membros inferiores ligados ao período menstrual. De acordo com o osteopata diretor da Ebefo (Escola de Osteopatia de Campinas), Leandro Sousa, “isso pode ser explicado pela distensão uterina e retração dos ligamentos que ligam o órgão à cintura pélvica”.

O que muitos não sabem, conta Sousa, é que a osteopatia – técnica manual que age na origem da dor -, através de técnicas uterinas específicas (internas e externas), devolve a motilidade ao órgão e aos tecidos que o rodeiam diminuindo e, muitas vezes, eliminado as queixas ligadas ao período. O osteopata afirma que a osteopatia é indicada em inúmeros casos. “As contraindicações apenas seriam para quadros agudos de inflamação/infecção do útero ou regiões próximas, câncer, etc.

O osteopata pode avaliar caso a caso e determinar o prognóstico do tratamento. Por isso, sempre que o período menstrual culminar com dores ou alterações importantes que incapacitem o bom funcionamento do organismo (sobretudo de músculos e articulações), a osteopatia é indicada e tem excelentes resultados”.

Para quem se interessar, o tratamento se baseia em uma avaliação de causas e efeitos (minuciosa). “Detectada a relação das queixas de dor com o período menstrual ou ovulatório, o osteopata analisará que tipo de intervenção é necessária. Por exemplo: o útero pode estar disfuncional em decorrência de uma cicatriz cesárea, por alterações hormonais, por problemas emocionais, etc. A anamnese ditará o tratamento e o prognóstico”, esclarece.

Segundo Leandro, as queixas melhoram muito no momento da aplicação das técnicas e tendem a perdurar conforme o tratamento avança. “Outros sintomas de melhora, além das dores lombares, podem ser sentidos, como a diminuição do edema, a ausência de dor durante a relação sexual e uma menor retenção de líquidos.

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