Pesquisa: a qualidade e a produtividade no Brasil

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imam1O Grupo Imam fez uma pesquisa em abril de 2014 sobre os indicadores de qualidade e produtividade no Brasil. A pesquisa considerou uma base de mais de 10 mil empresas no Brasil, de onde foram recebidas 1.265 respostas, divididas em quatro áreas de abrangência: produtividade, qualidade, logística e organizacional.

Com isso, pode-se interpretar os resultados e fazer algumas análises, considerando também, não apenas os números consolidados, mas também a realidade das empresas que os profissionais da Imam Consultoria vivenciam em mais de 100 projetos anuais em todo o Brasil. A pesquisa apresentou os indicadores de desempenho a partir de uma média simples dos resultados de cada indicador. Embora a média não represente a realidade de cada setor ou empresa especificamente, foi interpretada como um referencial, que permitirá comparações e análises de tendências nos próximos anos.

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Tempo de Valor Agregado – 52% é o resultado alcançado deste quesito justificado pelas empresas que introduziram programas de melhoria

contínua baseados, por exemplo, na filosofia “Lean”, 6 Sigma, etc. O número só não foi maior, pois inúmeras empresas começaram recentemente a medir este tipo de indicador.

Custo Logístico Operacional Total – 8,3% é o percentual médio do custo total dedicado apenas às atividades logísticas. Estes valores são sensivelmente maiores quando se integra ao mesmo os custos da intralogística, mas isto demanda uma análise mais profunda dos processos organizacionais.

Produtividade da Mão de Obra – 29% foi a média consolidada deste indicador. Se for considerado o que tem ocorrido em muitas empresas no que diz respeito a serviços, a porcentagem da receita líquida destinada a cobrir os custos de mão de obra (direta + indireta) tem aumentado nos últimos anos, pois a empresa tem buscado, cada vez mais, entregar um diferencial nos seus produtos.

Investimento em P&D – Investir 8% em Pesquisa e Desenvolvimento reflete o elevado esforço das empresas em inovar seus produtos, serviços, processos e demais atividades. Deve-se lembra que o mercado hoje está muito mais competitivo e que é possível que este número venha até a aumentar nos próximos anos.

Quebras de Equipamentos – Se for analisada a atual complexidade de mix de produtos e serviços que as empresas oferecem ao mercado, pode-se entender que este número é até melhor do que se poderia esperar: 9%.

Setup de produção – 54 minutos reflete um esforço que as empresas têm feito para aumentar sua flexibilidade de atender as demanda em pequenos lotes. Lembrando que, neste caso, já existem muitos operando com tempos de setup inferior a 10 minutos.

Índice de Rejeição (PPM) – 6.960 PPM (partes por milhão) mostra que a qualidade já avançou muito no Brasil, mas a exigência do mercado continuará pressionando este índice para uma melhoria ainda maior.

Fator de Ocupação do Armazém – Assim como a ocupação da frota, a ocupação dos armazéns e centros de distribuição mostraram um número de 88%. Este número não considera a capacidade adicional de ocupação que pode ser obtida com mudança de estruturas de estocagem, equipamentos de movimentação, etc.

Retrabalho Interno – 2,9% é a média pois os serviços começaram a integrar este número e o grau de exigência para se melhorar os índices de qualidade para o cliente ficou maior.

Despesas com Assistência Técnica – A média é de 1,0%. Nos projetos de centros de distribuição desenvolvidos pela IMAM Consultoria detectou-se o grande desafio enfrentado pelas empresas para reduzir este índice.

Tamanho Médio dos Lotes Produzidos – Este número (3.570) é um dos indicadores com maior desvio padrão. Existem empresas trabalhando com lotes unitários, mas também existem as que estão operando em grandes lotes, mostrando que as estratégias são distintas de empresa para empresa e este é um número que podemos utilizar apenas como referência para anos futuros.

Giro de Inventário – O giro médio de inventário das empresas pesquisadas ficou em 19 dias de cobertura média de estoque. Este é um desafio que as empresas de todos os segmentos possuem.

Nível de Serviço – 85% é a média de atendimento de pedidos completamente no prazo em função da disponibilidade no estoque. Planejar é o que assegura disponibilidade e mínimo custo de capital de giro.

Desempenho das Entregas – 91% é o percentual de entregas realizadas no prazo. Um resultado que esbarra nas dificuldades logísticas brasileiras e que tende a melhorar na medida que se melhora o planejamento e a infraestrutura.

Acuracidade dos Estoques – Com a adoção de TI e processos consistentes, algumas empresas já trabalham com acuracidade na ordem de 99,99%. Porém, quando é feita a média, o resultado ainda mostra muita oportunidade de melhoria: 93%.

Fator de Ocupação da Frota – O resultado de 83% mostra que ainda existe espaço para aumentar a quantidade de produtos transportados sem incrementar a quantidade de veículos de transporte.

Acuracidade dos Pedidos – 96,2% é o percentual médio dos pedidos que são separados, embalados e expedidos corretamente.

Número de níveis hierárquicos – A pesquisa identificou a média de 4,6 níveis hierárquicos. Atualmente, a preparação dos níveis intermediários é a que demanda um maior esforço das organizações.

Melhorias Contínuas (Kaizen) – A pesquisa apura que 25% dos profissionais das organizações atualmente tem contribuído com ideias e kaizens para aumento do ganho ou redução dos custos.

Taxa de Turnover – O índice de turnover é de 3,4% , mostrando que um dos grandes desafios das empresas é reter talentos, evitando a perda do conhecimento adquirido.

Remuneração Variável ou Participação nos Resultados – Considerando o número médio de salários adicionais que os profissionais ganham por ano, identifica-se um número de 1,3 salários adicionais.

Dedicação ao Treinamento – Atualmente, 3,9% do tempo disponível dos profissionais das empresas pesquisadas é dedicado ao treinamento.

Investimento em Treinamento – Já quanto ao investimento realizado em treinamento, 2,5% do faturamento tem sido aplicado na capacitação das equipes.

Nos próximos anos, a evolução destes índices comprovará quanto eles contribuem para aumentar a competitividade das empresas no Brasil.

Que tipo de imbecil é você?

CURSOS PELA INTERNET

A Target preparou um programa especial de cursos pela Internet, contemplando as últimas tendências do mercado. Com o objetivo de facilitar a participação daqueles que possuem uma agenda de compromissos complexa, a Target criou a opção para que o cliente possa assistir aos cursos através da transmissão pela Internet. Fique atento aos cursos que estão disponíveis. Clique aqui e veja um exemplo de como funciona o recurso. Garanta a seu desenvolvimento profissional adquirindo os cursos pela Internet da Target: https://www.target.com.br/produtossolucoes/cursos/gravados.aspx

O fato é que em algum grau, seja ele menor ou maior, todos somos imbecis às vezes. Aceite isso e viva bem consigo mesmo

Gisele Meter

Sim! O título deste artigo é um pouco forte, mas o fato é que, em algum grau, seja ele menor ou maior, às vezes todos somos imbecis. Calma! Sugiro que antes de pensar qualquer coisa, termine de ler este artigo e tire suas próprias conclusões.

Comecei a olhar a palavra imbecil com outros olhos, depois que tive contato com a brilhante análise proposta por Fernando Savater em seu livro “Ética para meu filho”, da Editora Planeta (2005): “imbecil é uma pessoa que precisa de alguém em quem se apoiar, alguém que possa usar como muleta, que possa te auto afirmar e isto é algo muito pessoal e feito por cada um à sua maneira. Logo, acredito que podemos pensar na existência de vários tipos de imbecis e até na ‘imbecilidade personalizada’ – aquela, com um toque pessoal que lhe agrada”.

E não paramos por aí. A imbecilidade humana não atinge somente aspectos referentes a relacionamentos amorosos, ela está inserida também no ambiente de trabalho. Ser imbecil ao extremo significa ser dependente dos outros. Um profissional imbecil é aquele que a todo o momento precisa da aprovação alheia para se desenvolver, ou melhor, para sobreviver no mundo corporativo, porque não consegue dar um passo adiante sem precisar de alguém para lhe balançar a cabeça em sinal de aprovação.

Lembre-se: dependência é diferente de autonomia. Pode parecer extremamente óbvio, mas a reflexão que eu trago é a seguinte: nem sempre temos autonomia para desenvolver tudo o que gostaríamos no ambiente de trabalho, no entanto, não devemos ser dependentes da aprovação dos outros para nos desenvolvermos como profissionais. Para isso, é preciso ser independente.

É lógico que não somos autossuficientes e disto devemos ter plena consciência, mas, depender do outro para tudo, é se tornar um imbecil de marca maior, pois a dependência segura trava e impede que você perceba as suas potencialidades.

Para Jorge Bucay, em seu livro – “Quando me conheci”, da Editora Sextante (2011), existem três tipos de imbecis. Resolvi adaptar a teoria ao ambiente de trabalho e o resultado, você confere a seguir:

Os principais tipos de imbecis no ambiente de trabalho

O imbecil intelectual – É aquele que acredita não ser capaz, duvida de seus conhecimentos e até mesmo da própria inteligência. Vive perguntando aos colegas de trabalho: “Como sou? O que devo fazer? Para onde devo ir? O que você faria em meu lugar?”. É aquela pessoa que antes de tomar qualquer decisão, convoca a equipe de “especialistas” para que pense por ele. Como duvida secretamente de sua capacidade intelectual, acredita que não consegue pensar e deposita sua capacidade e baliza suas decisões na opinião alheia – o que pode ser muito perigoso para sua imagem profissional.

O imbecil afetivo – São aquelas pessoas que precisam a todo o momento serem amadas na empresa, querem que alguém lhes diga o tempo todo que é querida, adorada e o quanto são bons naquilo que fazem. Veja bem, todos fazemos isto em algum momento, mas existem pessoas que agem assim o tempo todo, esta é a grande diferença! Um imbecil afetivo normalmente faz tudo para agradar os outros e pode se tornar ou o palhaço ou o carregador de pianos da organização. E, por fim, acaba se esquecendo de si próprio por causa da dependência e aceitação dos que estão à sua volta.

O imbecil moral – O imbecil moral é aquele que precisa do outro para lhe dizer se está agindo de modo certo ou não. É alguém que precisa que lhe digam o que fazer como agir e como se comportar. Espelha-se demais no comportamento alheio e acaba virando uma caricatura piorada de si mesmo. Normalmente gruda em alguém para ser o seu guru e se a vítima do imbecil moral não perceber a tempo, pode estar tomando para si um grande problema. Meu conselho neste caso: se encontrar um imbecil moral à sua frente, fuja, pois no primeiro ato de frustração sua indignação volta-se justamente contra a pessoa que lhe deu a opinião.

Então, qual a melhor saída para não ser um imbecil corporativo? Acredito que todas as pessoas têm certo grau de dependência de outras pessoas, até porque se isto não fosse verdade não precisaríamos trabalhar em equipe, pois seriamos autossuficientes. Mas, devemos pensar que as outras pessoas também dependem de nós na mesma proporção, tornando, assim, o relacionamento com colegas interdependente. Ou seja: eu dependo de você na mesma medida em que você também depende de mim e, dessa forma, somos uma equipe que trabalha e se desenvolve em conjunto. Isto, no meu ponto de vista, torna as relações mais justas e equilibradas.

Gisele Meter é psicóloga, empresária, diretora executiva de Recursos Humanos, palestrante, consultora estratégica em gestão de pessoas e gestão de mudança organizacional.

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