Cremes protetores são considerados Equipamentos de Proteção Individual (EPI)

cremeA pele humana tem diversas funções: tato, regulação térmica, proteção do corpo contra ataques mecânicos, físicos, químicos e biológicos. É formada por três camadas: epiderme, derme e hipoderme. Por estar em contato direto com o meio externo, está sujeita a sofrer todos os tipos de agressões: sol, contaminantes diversos, bactérias, insetos, entre tantas outras exposições.

Para garantir que a pele esteja protegida contra as exposições no ambiente de trabalho, é necessário a utilização correta nesse caso em específico, dos cremes ocupacionais. Existe uma grande variedade de cremes ocupacionais no mercado: protetor solar, repelentes, cremes para proteção contra químicos, entre outros. Para a escolha adequada do creme ocupacional é necessário saber o agente de exposição.

Dessa forma, os cremes para proteção da pele são produzidos com alguma substância que se aplica antes do trabalho para proteger a pele, formando uma espécie de barreira protetora entre a pele e os agentes agressores. E quando utilizar os cremes protetores da pele? Água: o contato prolongado com a água deixa a pele suscetível a rachaduras; substâncias oleosas: estes contaminantes possuem agentes irritantes e sensibilizantes podendo trazer riscos de alergias; solventes: removem a camada de gordura da pele, deixando-a suscetível a irritações; micro-organismos: presença de fungos e bactérias causam dermatoses, ou ainda um fator desencadeante de diversas doenças; sol (radiação UV): a ação dos raios ultravioletas pode ser percebida em alguma horas, ou ainda ter efeitos a longo prazo, como o câncer de pele.

Os cremes de proteção são fabricados em algumas classes: Grupo 1- água- resistentes: são aqueles que, quando aplicados à pele do usuário, não são facilmente removidos com água; Grupo 2- óleo- resistentes: são aqueles que, quando aplicados à pele do usuário, não são facilmente removíveis na presença de óleo; e Grupo 3- cremes especiais: são aqueles com indicações de uso definidos, especificados pelo fabricante.

Assim, substâncias como solventes (thinner, gasolina, querosene, xileno, tolueno, acetona e outros), óleos minerais e vegetais, tintas, resinas, ácidos, álcalis (cimento, cal, ácidos clorídrico, sulfúrico, nítrico), metais (cobalto, níquel, cromo), são irritantes da pele e, alguns, alérgenos, provocando dermatites de contato que vão desde o ressecamento até uma cronificação irreversível, incapacitando o trabalhador. Há também as dermatites provocadas por agentes físicos, como as radiações UVA e UVB, e agentes biológicos, como as bactérias, fungos, picadas de insetos.

Lembrando, ainda, que agentes químicos e biológicos são absorvidos pela pele, passando para a corrente sanguínea. As dermatites de contato dos trabalhadores, ou dermatoses ocupacionais, são a doença ocupacional que acomete grande número de trabalhadores no Brasil, principalmente nas áreas da construção civil, limpeza, mecânica e metalurgia.

No Brasil, os cremes protetores já eram utilizados por empresas multinacionais desde a década de 1960, entretanto a maioria das empresas brasileiras só passou a implantar o creme protetor depois que ele foi incluído no inciso II do item 6.3 da NR 6 entre os EPIs destinados a proteção dos membros superiores, por meio da Portaria nº 3 de 20/02/1992. Com o uso difundido do creme protetor, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, uso que não se limitava à proteção dos membros superiores, mas de todas as partes do corpo que entram em contato com o agente químico, como rosto, tórax, pernas e pés. A NBR 16276 de 03/2014 – Cremes protetores de segurança contra agentes químicos – Requisitos e métodos de ensaio estabelece os requisitos, métodos de ensaio para cremes protetores de segurança contra agentes químicos.

A pele tem diversas funções: tato, regulação térmica, proteção do corpo contra ataques mecânicos, físicos, químicos e biológicos. É formada por três camadas: epiderme, derme e hipoderme. Por estar em contato direto com o meio externo, está sujeita a sofrer todos os tipos de agressões: sol, contaminantes diversos, bactérias, insetos, entre tantas outras exposições.

Para garantir que a pele esteja protegida contra as exposições no ambiente de trabalho, é necessário a utilização correta nesse caso em específico, dos cremes ocupacionais. Existe uma grande variedade de cremes ocupacionais no mercado: protetor solar, repelentes, cremes para proteção contra químicos, entre outros. Para a escolha adequada do creme ocupacional é necessário saber o agente de exposição. Segundo a norma, o creme protetor é um equipamento de proteção individual (EPI) destinado à proteção da pele do trabalhador contra agentes químicos externos predefinidos. O creme protetor é classificado de acordo com os critérios da Agência Nacional de Vigilância Sanitária como produto Cosmético com registro Grau 2.

Os cremes protetores devem se enquadrar na categoria cosmético grau de risco 2: “Creme para as mãos com ação antisséptica, com ação fotoprotetora, com indicação de ação protetora individual para o trabalho como equipamento de proteção individual (EPI) e/ou com outras finalidades, além de hidratação e/ou refrescância”. A Anvisa é a responsável pelo registro dos cremes protetores como “Cosmético Grau 2”. Os cremes protetores devem ser desenvolvidos de forma que: nas condições de utilização previsíveis para as quais se destinam, o usuário possa desenvolver a atividade que lhe expõe a riscos, dispondo de uma barreira protetora adequada; nas condições de uso promovam a proteção da pele do usuário, desde que utilizados conforme a orientação do texto de rotulagem; não gerem efeitos colaterais, desde que o produto adquirido atenda à finalidade a que se destina; e seja observado o princípio da vinculação à rotulagem, ou seja, a finalidade do produto deve ser descrita no rótulo, e somente podem constar as aplicações comprovadas através dos ensaios de barreira.

Os materiais empregados para a fabricação dos cremes protetores devem ser controlados com relação aos seus lotes de produção para permitir rastreabilidade. Recomenda-se que o fabricante dos cremes protetores tenha a certificação do seu sistema de gestão da qualidade e que este esteja implantado e seja eficaz para a manutenção de seus processos internos. Durante a fabricação dos cremes protetores, convém que ensaios de rotina devem ser realizados em 100 % dos lotes: análise físico-química; e ensaio microbiológico. O texto de marcação deve estar escrito em português, de forma legível e indelével, por método apropriado, na embalagem do creme protetor. Além disso, a marcação deve conter as seguintes informações: identificação do nome do fabricante, do fornecedor e da marca comercial; identificação clara do nome do produto; número do lote da produção do fabricante, data de fabricação e data de validade; e número desta norma.

Os cremes protetores devem ser fornecidos em embalagens individuais que atendam o seguinte: os cremes protetores devem ser embalados de forma que suas características e níveis de proteção, em função da utilização adequada, não sofram alterações no decurso do armazenamento, do uso e do transporte; e o diâmetro da embalagem para vazão do creme protetor deve ser igual ou inferior a 20 mm. Os cremes protetores devem atender aos requisitos da Tabelas 1 e 2.

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Importante é que as instruções fornecidas pelo fabricante devem estar escritas em português, na embalagem individual do produto, de forma indelével. Devem ser incluídas orientações sobre o seguinte: a forma de aplicar o produto sobre a pele; os cuidados a serem tomados em regiões do corpo que não podem receber o produto; o tempo de ação do produto em condições normais de uso; a forma de remover o produto; e os cuidados no manuseio e armazenamento do produto.

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Como a sustentabilidade interfere na gestão de pessoas?

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A Target preparou um programa especial de cursos pela Internet, contemplando as últimas tendências do mercado. Com o objetivo de facilitar a participação daqueles que possuem uma agenda de compromissos complexa, a Target criou a opção para que o cliente possa assistir aos cursos através da transmissão pela Internet. Fique atento aos cursos que estão disponíveis. Clique aqui e veja um exemplo de como funciona o recurso. Garanta a seu desenvolvimento profissional adquirindo os cursos pela Internet da Target. Acesse o link e escolha o seu curso: https://www.target.com.br/produtossolucoes/cursos/gravados.aspx

Roberta Valença

O título também poderia ser “como a gestão de pessoas interfere na sustentabilidade?”. A verdade é que uma coisa depende da outra. Essa relação estreita se dá porque toda transformação organizacional necessária para as mudanças de impacto na estratégia empresarial dependerá do alinhamento dos objetivos da organização com cada um dos colaboradores.

É fato que o RH é protagonista nessa discussão estratégica. Mas, além disso, há a oportunidade de ter um olhar interno para as próprias práticas, como o cuidado com o ciclo que envolve a gestão de pessoas, desde a contratação até o desligamento ou aposentadoria, com propósitos bem maiores do que simplesmente preencher vagas de emprego.

Questões como “há alguma coisa que seja realmente importante em sua vida”, “tem capacidade de servir aos outros ou de servir um propósito mais elevado” ou ainda “deseja realmente contribuir para um mundo melhor” levam o gestor a observar a capacidade das pessoas de assumir compromissos na vida real e a avaliar a maturidade do colaborador. Quando ele já tem certo grau de experiência (e não me refiro à idade), sabe quais são as causas em que realmente acredita.

O ideal não é contratar pessoas que precisam de emprego e sim as que compartilham as mesmas causas da empresa. Elas fazem em prol do que acreditam. Os objetivos, metas e indicadores devem estar carregados de significado, crença e causa que geram o salto do patamar do planejamento para a ação.

Também é uma atribuição do RH desenvolver bem o papel do líder nesse contexto. Ele deve ser a conexão para transformar aptidões coletivas em desenvolvimento de inteligências e capacidades maiores do que a soma dos talentos individuais. É necessário tempo para conseguir pensar com calma, identificar necessidades mais prementes no grupo e, assim, iniciar um programa de incentivo com recompensas de valor para a equipe.

Trabalhar com o incentivo na visão de longo prazo é válido porque as pessoas estão no modo operandi e isso atrapalha a produtividade assertiva. Colaboradores no automático não enxergam razão no que fazem, não se envolvem e, consequentemente, produzem resultados medíocres.

Como facilitadora de projetos de melhoria da qualidade de vida dos colaboradores, a área também deveria inserir na agenda da empresa contribuições em temas como ecoeficiência no uso dos recursos e, principalmente, no âmbito da diversidade, com objetivo de diminuir a desigualdade nas organizações, sejam elas relacionados à etnia, orientação sexual ou gênero.

Os desafios são grandes e o RH tem pela frente a redefinição de seu próprio papel, ousando em camadas cada vez mais profundas e estratégicas para o core business da empresa. Vamos fazer a lição de casa?

Roberta Valença é CEO da Arator – roberta@aratorsustentabilidade.com.br

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