Transporte rodoviário de cargas

Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade de Acordo com a NR 10 – Básico – A partir de 3 x R$ 554,02 (56% de desconto)

Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a Revisão da Norma ABNT NBR 17505 – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

cargaA opção brasileira por transportar suas cargas por rodovia pode não ter sido a melhor solução. Uma pesquisa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP procurou fazer um levantamento sobre as dinâmicas e processos do transporte rodoviário de carga (TRC) no Brasil. A falta de informações dos caminhoneiros, a ausência de dados consistentes das atividades e as questões enfrentadas pelos empresários do setor são os principais problemas apontados no estudo.

O projeto buscou avaliar o transporte rodoviário de carga a partir de uma perspectiva geográfica, na qual foram analisados aspectos da organização das atividades e as transformações estruturais ocorridas após o processo de globalização. Para o autor da pesquisa, o geógrafo Daniel Monteiro Huertas, o tema TRC ainda é pouco explorado nos estudos acadêmicos. “Até o início do projeto, o TRC ainda não havia sido explorado de modo satisfatório pela geografia brasileira, sobretudo se levarmos em consideração a magnitude de sua presença no território nacional e os impactos espaciais decorrentes desta atividade”.

Durante a fase de análise do estudo, Huertas realizou pesquisas bibliográficas e documentais sobre o assunto paralelamente à realização de trabalhos de campo, com coleta de informações, entrevistas formais e informais e aplicação de questionários. “Foram 12 viagens que perfazem cerca de 27 mil quilômetros percorridos em ônibus, automóvel particular, carona em caminhão e barco, além de 7 trechos por via aérea”.

No total, foram realizadas 44 entrevistas em 31 cidades de 18 Estados, divididas entre empresas transportadoras, órgãos de representação patronal e de motoristas autônomos, terminal de carga, empresa de agenciamento de carga, órgão governamental, empresa de seguro e gerenciamento de risco, grande varejista e inúmeras abordagens informais a autônomos.

Dentre as principais respostas obtidas pelos levantamentos, o pesquisador destaca a centralização do estado paulista na tomada de decisões em todo o território nacional, os problemas com a falta do chamado frete-retorno, carga transportada na viagem de volta dos veículos, e a hiperexploração do caminhoneiro autônomo. “O trabalho deles, os autônomos, passa por um processo perverso de precarização e insegurança”.

Huertas acredita que o estudo abre portas para novas linhas de pesquisa relacionadas ao tema do transporte rodoviário. Para ele, do ponto de vista governamental, o estudo contribui para subsidiar políticas públicas e criar incrementos de normas e regulamentações relacionadas à temática. “Abrimos uma ampla agenda de pesquisas de âmbito acadêmico, permitindo a geração e extensão de conhecimento crítico e inovador sobre questões que atingem a pauta econômica e política do país, além de proporcionar uma leitura macroestrutural do território brasileiro”. O pesquisador aponta ainda a sensibilização da sociedade para as condições precárias de trabalho e geração de renda do amplo universo composto por motoristas empregados (com vínculo empregatício) e motoristas autônomos (aqueles que possuem o seu próprio veículo) como uma das principais contribuições do projeto.

Um outro problema com o modal rodoviário está relacionado com o roubo de cargas. Um balanço parcial da Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) aponta que, em 2013, foram registradas 15,2 mil ocorrências de roubo de cargas nas rodovias brasileiras. O número é 5% maior que o total de 2012, quando foram 14,4 mil casos, e o prejuízo financeiro deve totalizar R$ 1 bilhão, contra R$ 960 milhões do ano anterior.

A região Sudeste concentra a maior parte das ocorrências, com quase 82% dos roubos. Entre os estados, São Paulo lidera o ranking, com 52,4%. Os principais alvos dos criminosos são produtos alimentícios, cigarros, eletroeletrônicos e farmacêuticos.

Ainda segundo a NTC&Logística, 70% dos ataques de criminosos se concentram em áreas urbanas, durante coleta e entrega de mercadorias. Os outros 30% são em rodovias. Apesar disso, segundo o coronel Paulo Roberto de Souza, assessor de segurança da instituição, o prejuízo, no segundo caso, é maior devido à quantidade e ao valor das mercadorias. Ele explica também a forma de ação das quadrilhas: “nas áreas urbanas, os criminosos agem em semáforos, postos de entrega e invadindo depósitos de carga, que estão se transformando em verdadeiras fortalezas. Nas rodovias, eles implementam estratégias para paralisar os veículos, desde falsas barreiras policiais até abordagens em movimento e enfrentamento policial”.

O balanço aponta, também, que somente 21% dos caminhões roubados são recuperados. O levantamento foi apresentado durante o XIV Seminário Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas, realizado nessa quarta-feira (16), na Câmara dos Deputados. O evento foi promovido pela Comissão de Viação e Transportes da casa, em parceria com a NTC&Logística e com a Federação Interestadual das Empresas de Transportes de Cargas (Fenatac), com apoio da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Para se proteger das ações criminosas, empresas de transporte investem cada vez mais pesado em estratégias de segurança privada, como seguro para a mercadoria e para o caminhão, equipamento e pessoal para fazer o rastreamento e até escolta. Conforme o diretor técnico da NTC&Logística, Neuto Gonçalves dos Reis, o custo operacional do transporte tem um aumento médio de 7,7% quando não há escolta. Do contrário, o valor cresce cerca de 12,5%. A elevação é repassada para o preço final do frete e, como consequência, para o preço final das mercadorias. “A necessidade de gerenciamento de risco devido às condições precárias de segurança é grande, não tem como deixar de ser cobrado”, explica ele.

O coronel Paulo Roberto de Souza avalia que quatro medidas são consideradas essenciais para enfrentar o problema da criminalidade: “legislação adequada, estrutura de inteligência policial compatível com o tamanho do problema, prioridade no combate à receptação e gerenciamento de risco pelas empresas”. Segundo ele, o Congresso Nacional deve acelerar a apreciação de projetos de lei que já tramitam na Câmara e no Senado, e o Executivo precisa regulamentar a Lei Complementar 121/2006, considerada prioridade.

A lei, que cria o Sistema Nacional de Prevenção, Fiscalização e Repressão ao Furto e Roubo de Veículos e Cargas, foi aprovada há oito anos, mas ainda espera um posicionamento do governo federal. Outros projetos de lei que merecem atenção do legislativo buscam disciplinar o funcionamento de desmanches e agravar a punição por crimes de roubo e receptação, estabelecendo também a perda do CNPJ para estabelecimentos flagrados comercializando mercadorias roubadas.

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A magia do atendimento excelente

TRAGÉDIAS, CRIMES E PRÁTICAS INFRATIVAS DECORRENTES DA NÃO OBSERVÂNCIA DE NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS – NBR

R$ 63,90

Capa da publicação E1324
Essa publicação aborda, através da apresentação de casos reais, como o cumprimento de normas técnicas NBR – ABNT está diretamente ligado à segurança, à saúde e à qualidade de vida em nosso dia a dia. O autor explica de forma prática, e infelizmente mostrando tragédias, como as normas técnicas estão presentes no nosso cotidiano. Elas devem ser levadas a sério quanto à sua observância obrigatória e o poder público precisa fazer gestão para fomentar esse cumprimento por parte da sociedade produtiva e de serviço.

Como uma empresa pode alcançar resultados cativando os clientes

Alexandre Slivnik

Encantar. É isso que a Disney faz com o cliente. Nos parques, através dos filmes, em suas lojas, nos hotéis… Tudo que leva o nome Disney tem este encanto. A fidelidade é colossal: 90% das pessoas, que se hospedam nos hotéis da Disney, já se hospedaram lá antes; 70% das pessoas, que frequentam os parques da Disney, já estiveram lá antes. Como isso é capaz? Atitude. E todo empresário pode seguir este caminho.

Nos parques, os cast members (como são chamados os colaboradores da Disney) passam por uma rígida seleção e são escolhidos, não por suas aptidões, mas por sua atitude. Esse é um dos segredos para o sucesso corporativo: o engajamento da equipe é essencial. Se todos os colaboradores forem engajados, não apenas em sua função, mas na missão central da empresa, eles estarão prontos para exceder as expectativas dos clientes.

Um vendedor, não pode ser apenas um vendedor, deve ser a pessoa que auxilia uma pessoa a ter a melhor experiência naquele lugar. Uma pessoa responsável pela limpeza, não tem apenas a função de limpar o ambiente, ela tem o propósito de colaborar na realização da missão da entidade.

Se a equipe acredita em algo maior do que as atividades diárias, ela verá sentido e valor do trabalho que ele desenvolve, agregando valor ao negócio, surpreendendo os clientes e gerando, mais do que fidelidade: lealdade. Um cliente leal volta, acredita, indica e advoga a favor da marca.

Outro ponto a destacar é a resolução e antecipação dos problemas. Para isso, os colaboradores não podem ter medo de se deparar com um problema. Ele não é uma coisa ruim, mas uma oportunidade de conquistar o cliente, pois solucionando-o, o cliente vira fã, fica feliz com a empresa.

Antecipar um problema é prestar atenção em tudo ao seu redor e perceber o que pode ser um transtorno para o cliente e encontrar uma solução para isso, antes mesmo de ele pedir ajuda. Um colaborador que está sempre atento e disposto a ajudar, dentro e fora da organização, leva uma boa imagem para a empresa por onde passa, independentemente de estar ou não fazendo a coisa certa em nome dela.

Além disso, outra forma de se destacar no atendimento é criar empatia com o cliente. Reconhecer suas necessidades sem que ele precise informar a empresa sobre ela é uma maneira de aproxima-lo da marca. A empresa encontra a melhor maneira de atender o quando o colaborador se coloca no lugar do cliente e atende da forma que ele gostaria de ser atendido.

Ficar atento com a qualidade do atendimento, por fim, também é trabalhar para criar uma conexão emocional com o consumidor. Não se trata apenas de ter bons produtos ou serviços e atender de forma descente. Isso é o mínimo. Se conectar emocionalmente é se comunicar intimamente com o cliente e contar uma história emocionante, que fique guardada para o resto da vida. A conexão emocional é de extrema importância para que o cliente saia encantado com sua marca, para que ele acredite no que está adquirindo e possa propagar a mensagem.

Esses são os quatro pilares do atendimento ao cliente para alcançar resultados, estratégias que muitas empresas de sucesso já utilizam:  engajamento da equipe, resolver e antecipar os problemas dos clientes, ter empatia e fazer uma conexão emocional com eles. Agora é colocar em prática! Bons negócios!

Alexandre Slivnik iniciou carreira aos 16 anos na ABTD – Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento, onde tomou paixão pelo universo de treinamento e desenvolvimento. Neste período, formou-se em Educação Física pela Universidade Mackenzie, com ênfase em Qualidade de Vida Empresarial e aprendeu ainda mais sobre esta área desenvolvendo importantes projetos em treinamento.