Multitarefas, mães precisam de respaldo profissional

COLETÂNEAS DE NORMAS TÉCNICAS

Com cada vez mais espaço no mercado, as mulheres de hoje têm muitas outras preocupações e tarefas além das já conhecidas responsabilidades de mãe e dona de casa – que, aliás, não são poucas. Para dar conta de tudo, sem se esgotar emocionalmente e vivenciar com sucesso tanto o lado materno quanto o de esposa e profissional, a coach Bibianna Teodori afirma que é fundamental procurar ajuda especializada. “Há uma demanda tão grande nesta área que hoje já existe o mom coaching (coaching para mães). É uma ferramenta que contribui para o crescimento da mulher e para encontrar o equilíbrio, fundamental especialmente após a gestação”, explica.

A especialista ressalta que a mulher que se arrisca na aventura da maternidade encontra muitos desafios. “Desde o cuidado com o bebê para garantir uma vida saudável, a organização do tempo, o conciliar da vida profissional com a doméstica e também a qualidade do relacionamento com o parceiro. Isso sem falar na preocupação com a aparência e a recuperação da forma mantida antes da gravidez”.

Ainda segundo Bibianna, muitas mulheres – inclusive as gestantes – encontram nas sessões de coaching o apoio e o tempo que faltam, principalmente depois da chegada dos filhos. “O processo eleva a performance, potencializa o poder e o desenvolvimento pessoal, a autoestima e autoconfiança. Tudo isso com questionamentos e alinhamento de ideias”, diz.

A coach afirma que a gestação seria o momento ideal para recorrer a esse tipo de auxílio, mas a maioria busca as sessões durante a licença maternidade ou algum tempo depois, quando encontram dificuldades. “As principais questões trazidas são relativas a um reposicionamento diante da vida. As mães procuram alternativas para poder conciliar satisfação pessoal e profissional e melhorar o relacionamento entre familiares e colegas de trabalho. Até mesmo antigos desejos de empreender voltam à tona, pois parecem agora fazer ainda mais sentido.”

A conciliação de carreira e maternidade é sempre muito abordada nas sessões de coaching. “O que as mulheres trazem é uma vontade grande de ter uma ocupação que lhes dê prazer, que seja economicamente favorável para a família e que permita acompanhar o desenvolvimento de seus filhos”, afirma Bibianna.

De acordo com a especialista, trabalhar pode não ser algo necessário financeiramente para a mãe, mas, sim, imprescindível emocionalmente. “A mulher gosta de produzir, apesar de se sentir dividida e muitas vezes culpada ao constatar isso”.

Quando a decisão é abrir mão da carreira, ainda que temporariamente, para cuidar do filho pequeno, este processo tende a ser difícil. “Qualquer mudança iminente traz ansiedade, medo, confusão. Neste caso do trabalho, há uma pressão social para que a mulher siga rendendo e sendo a mesma que era antes da chegada dos filhos. Abandonar o emprego requer determinação, apoio, planejamento e muita disposição. Trata-se de um processo profundo de autoconhecimento para que a mulher tome decisões acertadas.”

Bibianna explica que no coaching é feita uma investigação para desenvolver as competências necessárias para que o cliente ocupe um novo lugar, mais confortável. “Através das sessões, a pessoa vai aumentando a consciência sobre o seu jeito de ser e construindo novas capacidades físicas, mentais, emocionais e interpessoais. Tudo isso para lidar com a realidade de uma maneira que a faça sentir mais realizada, o que vai gerar benefícios até para sua família”.

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Teste vocacional para que?

CURSOS TÉCNICOS PELA INTERNET

A Target preparou um programa especial de cursos pela Internet, contemplando as últimas tendências do mercado. Com o objetivo de facilitar a participação daqueles que possuem uma agenda de compromissos complexa, a Target criou a opção para que o cliente possa assistir aos cursos através da transmissão pela Internet. Fique atento aos cursos que estão disponíveis. Clique aqui e veja um exemplo de como funciona o recurso. Garanta a seu desenvolvimento profissional adquirindo os cursos pela Internet da Target: acesse o link https://www.target.com.br/produtossolucoes/cursos/gravados.aspx

Maurício Sampaio

Os testes vocacionais parecem ser unanimidade entre pais e alunos que estão na busca de uma solução para uma fase tão complicada: a escolha de uma futura profissão. Porém, também são comuns as dúvidas relativas à sua aplicação. Esta confusão não acontece só em nível familiar, mas também no âmbito acadêmico e profissional. Como em todo ponto de vista, ou em todo desenvolvimento científico, temos argumentos e contra-argumentos, o que, em minha concepção, é muito salutar.

Algumas correntes são contra a utilização de testes, alegam serem estes limitados e vazios. Podem contribuir muito pouco no processo de escolha de uma profissão e no desenho de um projeto de vida. Por outro lado, encontramos os profissionais adeptos aos testes e, que por sua vez, são presos aos mesmos como se encontrassem nestes o desenho ideal entre vocação e área de atuação, uma espécie de quebra-cabeça, encaixando a personalidade, a vocação, a uma profissão específica.

Só para tentar elucidar um pouquinho, vale aqui voltar na história da orientação vocacional. Inicialmente, a ideia era obter um encaixe entre mensurações de certas características de grupos de indivíduos com mensurações de grupos ocupacionais na indústria e no comércio. Assim, o orientador poderia determinar qual a melhor profissão para cada indivíduo. A preocupação nessa fase era direcionada para a questão da colocação no mercado de trabalho e não para um prognóstico de carreira educacional-profissional no futuro.

Depois, passou-se a uma fase caracterizada por criação de novos instrumentos de medida (testes, questionários, inventários) de aptidões, interesses, inteligência, raciocínio, atributos pessoais – intensa disseminação de informações sobre as diversas profissões e ocupações existentes no mercado de trabalho. Além da apresentação em forma diretiva, pelo orientador, de prognóstico sobre as profissões em que o orientando teria mais probabilidade de sucesso, baseado nos resultados dos instrumentos de medida aplicados ao cliente.

Mais recentemente, entrou-se em um período de crescente aperfeiçoamento da psicometria, dos instrumentos de medida de características individuais (testes, etc.) no que diz respeito a: a sua maior fidedignidade (reliability), padronização e validação, com maior capacidade de diferenciação e discriminação, aumentando assim suas qualidades diagnósticas e prognósticas; o surgimento de “baterias” de instrumentos psicométricos mais diferenciados, apoiados em estudos de análise fatorial, técnicas de correlação, métodos estatísticos, cálculo de probabilidades; muito maior atenção a outras variáveis causais ou intervenientes (além de inteligência, aptidões e interesses) tais como: aspirações, valores, motivação, critérios de- sucesso e/ou satisfação, estereótipos, autoconceito (self-concept) .

Por fim, o que se pretende hoje com a orientação vocacional e profissional é auxiliar o cliente, através de um processo sistêmico, com encontros periódicos, a conhecer sua realidade interior: autoconhecimento, valores, perfil de personalidade. E também seu exterior: interferências sociais e familiares, contexto sociocultural, mercados potenciais, ofertas educacionais. Com tudo isso, é possível analisar esses dados, avaliá-los e consequentemente escolher rumos profissionais com a maior probabilidade de adequação, buscando satisfação pessoal e profissional, e o sucesso em seu projeto de vida.

Maurício Sampaio tem mais de 30 anos de experiência na área pedagógica, é educador, palestrante, escritor, coach e fundador do InstitutoMS de Coaching.