A mídia e o cidadão

NORMAS COMENTADAS

 NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

 NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

 NBR ISO 9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

Ruy Martins Altenfelder Silva

A Pesquisa Brasileira de Mídia, encomendada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República ao Ibope, traz algumas novidades, mas basicamente ajuda a confirmar e dimensionar tendências já detectadas aqui e no exterior. Suas conclusões certamente poderão balizar a comunicação mais eficiente do governo com a população, especialmente nas chamadas mídias eletrônicas (rádio, tv e internet), já que tanto as emissoras quanto os programas e sites oficiais são pouco lembrados e ainda menos assistidos.

De acordo com o levantamento, a televisão é a campeã inconteste de audiência em todo o país, pois 65% dos brasileiros se postam diariamente, por mais de três horas, diante da telinha. Esse percentual sobe para 82%, quando considerados aqueles que a assistem cinco ou seis dias por semana. Surpresa, pelo menos para quem não está muito familiarizado com estudos sobre a mídia, é a forte preferência declarada dos telespectadores por noticiários e outros programas de cunho jornalístico, que bate em 80%, deixando em segundo lugar as novelas, com 48%.

O rádio vem em segundo lugar, mas com um dado que desmente sua penetração nos estados com ocupação mais refeita. No Centro-Oeste, por exemplo, 52% da população nunca ouve rádio, o mesmo que acontece com 51% dos moradores da Região Norte. A maior audiência está no Rio Grande do Sul, com 72% dos gaúchos sintonizando suas emissoras preferidas pelo menos uma vez por semana. O último lugar fica com o Maranhão (9%). Não foi abordado na pesquisa o quesito programas mais ouvidos, o que daria mais clareza ao perfil dos ouvintes.

O terceiro lugar do ranking já pertence à internet, embora 53% da população nacional ainda não acessem esse meio de comunicação, enquanto 26% ficam ligados na web durante a semana, com uma média diária de mais de três horas e meia. Nenhuma surpresa: a internet é a campeã entre os jovens menores de 25 anos (77%) e a menos cotada entre os maiores de 65 anos (3%).

Com 68% das citações, as redes sociais aparecem com as mais acessadas, com prevalência do Facebook – uma tendência que estatísticas mais recentes sinalizam com já sendo abandonada pelos mais jovens. Aliás, o Facebook, com 38%, é o site mais procurado por quem está interessado em informação, seguida por portais essencialmente jornalísticos e ligados à mídia impressa, como o Globo.com, G1 e UOL. Entre os entrevistados, em respostas de múltipla escolha, o acesso à internet por celular registra sensível avanço, com 40% das citações, contra os 80% dos computadores.

Quando se chega à mídia impressa, é sensível a queda da leitura de jornais e revistas entre os hábitos dos brasileiros: 70% e 85%, respectivamente, nunca abrem um jornal ou uma revista – fato que vem confirmar as previsões de que esses meios de comunicação estão fadados ao desaparecimento. Já os mais otimistas alimentam a esperança de que, com esses tradicionais veículos de comunicação, aconteça o mesmo que ocorreu com o cinema, condenado à morte quando a televisão se popularizou.

Ou seja, que os jornais e revistas consigam sobreviver e até se fortalecer numa simbiose com os outros meios que ameaçam sua sobrevivência. Além disso, é bom não confundir o meio com a mensagem, pois o bom jornalismo pode ser exercido em outras mídias que não a impressa. E mais, como demonstra a preferência pelos programas noticiosos de TV, a fome pela informação não está desaparecendo entre as pessoas; ao contrário, só faz crescer.

Num importante quesito, entretanto, mídia impressa leva nítida vantagem. Quando está em jogo credibilidade, ou a confiança na notícia recebida, 53% dos leitores acreditam no leem nos jornais, enquanto apenas 28% dos usuários põem fé nas informações postadas nas redes sociais. Outro ponto a observar na pesquisa é o peso da oferta de serviços de interesse da população. Por exemplo, no amplo sistema de emissoras, programas e sites mantido e alimentado pelo governo federal, apenas dois sites receberam citações de acesso acima dos 10% e ambos com foco em assuntos de grande interesse: o do Ministério da Educação, com 12,6%, e o da Receita Federal, com 12,3%.

Na análise das várias segmentações estatísticas apresentadas pela Pesquisa Brasileira de Mídia, aparece um forte sinal. O acesso aos meios de comunicação  tem relação direta com dois indicadores sociais nos quais o Brasil não brilha, apesar de avanços recentes: a escolaridade e o nível de renda. Ou seja, quem tem mais anos de estudo e orçamento mais folgado, poderá ser um cidadão mais bem informado e com maior visão de mundo.

Será, por exemplo, um eleitor mais consciente na escolha de seus representantes; um melhor pai ou um melhor professor para as crianças e jovens; um indivíduo mais preparado para usufruir os direitos – e para cumprir os deveres – da cidadania; e assim por diante. Por tudo isso, para quem se interessa pelo tema, é sempre importante lembrar de aliar as pesquisas de mídia à qualidade do conteúdo que elas transmitem.

Ruy Martins Altenfelder Silva é presidente do Conselho Diretor do CIEE Nacional e da Academia Paulista de Letras Jurídicas.

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Alexandre Prates

A minha grande missão como coach é contribuir para que as pessoas consigam manter o foco necessário para alcançar os seus objetivos na carreira e na vida. Independentemente de aonde você quer chegar, uma coisa é certa: o foco é o único caminho para manter-se firme na conquista das suas metas. É preciso exercer o foco o tempo todo. Eu, por exemplo, sempre que vou a Niterói visitar a família da minha esposa, realizo uma atividade: correr do início da praia de Icaraí ao pé do Museu de Arte Contemporânea.

Após um período de sedentarismo, retomei a prática e, numa manhã de sábado, lá estava eu, no começo do percurso, olhando o museu ao longe. Meu pensamento era: “Acho que não vou conseguir chegar lá…”. Algo no meu interior me dizia que a meta estava longe de ser alcançada e, por alguns instantes, conformei-me em chegar o mais perto possível.

Mas, como coach, não posso permitir que o meu jogo interior comande as minhas decisões dessa forma. Foi então que comecei uma luta interna, eu comigo mesmo, jogo interior x jogo exterior, para driblar o pensamento conformista. Não existe negociação nessa hora, o jogo interior sempre vence. É preciso começar, dar o primeiro passo e lutar com o seu sistema o tempo todo. Vou dividir com vocês o que me ajudou naquele momento e espero que contribua com a sua caminhada de alguma forma.

1 – Não pense na meta, foque no próximo passo: eu parei de olhar para o Museu e mirei na próxima referência (o ponto de ônibus, a barraca de coco, a próxima curva…) e a cada nova etapa conquistada, a meta se aproximava. Então, eu ia pouco a pouco provando para o meu jogo interior que eu estava preparado.

2 – Esqueça o esforço, divirta-se no caminho: quanto mais eu pensava na dor que sentia na minha panturrilha, mais ela doía. Quanto mais eu olhava o cronômetro, menos o tempo passava. Quanto mais eu pensava no meu cansaço, mais cansado eu ficava. Então, parei de me preocupar com o demasiado esforço que estava fazendo e decidi olhar a paisagem, as pessoas, o mar, curtir a minha música, enfim, decidi me divertir. Sem diversão, não há foco.

3 – E o mais importante, jamais se contente com a meta alcançada: quando finalmente eu cheguei ao museu, parei por alguns segundos, olhei ao meu redor e o que fiz? Voltei! Foi então que percebi que o museu não importava tanto, tinha algo além, que me motivava a fazer aquele percurso. E mais, me dava energia para, da próxima vez, ir além do museu. Logo, o museu deixou de ser o alvo e agora eu quero chegar até o Forte de Gragoatá. E quando eu chegar lá, vou querer mais. E o que nos move para ir além? Eu garanto: não são as metas, mas sim aquilo que está além das metas, o seu propósito. Correr uma maratona, ganhar dinheiro e perder peso são metas, mas a pergunta que se faz necessária é: “Por que vale a pena alcançar essa meta?”. E a resposta é o combustível fundamental para garantir que você irá além (ou não).

No entanto, é preciso que o seu propósito esteja claro e, fundamentalmente, que a sua conquista dependa apenas de você. Quando alguém busca algo porque deseja reconhecimento, fama ou prestígio, corre o sério risco de se frustrar, pois está depositando a sua realização em fatores externos. E se eu não for reconhecido? E se a fama não vier? Tudo acabou? Nada mais vale a pena?

É preciso que o seu propósito dependa apenas de você. Portanto, perder peso para ter o corpo igual ao do outro, para receber elogios ou para impressionar alguém não depende você. Por sua vez, ter qualidade de vida e uma vida mais saudável, isso sim depende de você. O que vier além disso é consequência. E eu posso garantir: com o propósito claro e o foco naquilo que precisa ser feito hoje, o reconhecimento será inevitável.

Na vida, precisamos deixar um legado. Qual será o seu? Como você deseja ser lembrado? Como alguém que quase conseguiu? Como alguém que conseguiu, mas não foi além ou como aquele que jamais deixou de evoluir e conquistar os seus objetivos? Pense nisso e vá além!

Alexandre Prates é especialista em liderança, desenvolvimento humano e performance organizacional, é também master coach, palestrante, sócio-fundador do ICA (Instituto de Coaching Aplicado) e sócio do Grupo Alquimia.

Dez passos para se adequar à Lei Anticorrupção

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Especialistas orientam pequenas e médias empresas

Em vigor desde 29 de janeiro deste ano, a Lei Anticorrupção afeta não apenas grandes corporações, mas todas as pequenas e médias empresas, em especial aquelas que têm ou pretendem ter relações comerciais com o setor público. De acordo com a nova lei, se um funcionário for pego em atos de corrupção, a empresa é punida mesmo sem a comprovação de que tinha conhecimento do que estava acontecendo.

A punição prevê multa que pode chegar a até 20% do faturamento bruto do ano anterior, inclusão da empresa numa “lista negra” que a impede de firmar contratos e receber recursos financeiros de entidades públicas, suspensão e encerramento de atividades, prisão dos envolvidos, entre outras. Portanto, agora é hora de investir em prevenção. “A Lei Anticorrupção prevê tratamento diferenciado entre empresas negligentes no combate à corrupção e as que se esforçam para evitar e coibir ilícitos. Empresas que possuem políticas internas de auditoria, aplicação de códigos de ética e conduta e incentivos a denúncias de irregularidades poderão ter as penas atenuadas”, explica Murillo Onesti, do escritório Rodrigues Onesti & Lima Neto Advogados.

Dez Passos para se adequar à Lei Anticorrupção

1) Criação de uma política eficaz de combate à corrupção: a empresa deve criar uma política interna de combate à corrupção e garantir que todos os seus colaboradores estejam cientes da mesma, bem como dos riscos e sanções que a prática de ilícitos pode acarretar para si e para a companhia. Além do mais, a implantação e aplicação de tal pratica pode ser considerada um fator de atenuação da responsabilidade da empresa.

2) Formulação, aplicação e divulgação do planejamento estratégico: esta ferramenta, que deve conter a missão, visão e valores da empresa, é bastante útil e deve ser compartilhada entre todos os funcionários, mesmo aqueles que não têm contato direto com autoridades públicas, pois auxilia na formação e manutenção da cultura corporativa.

3) Criação e adoção de manuais de conduta e códigos de ética: a companhia deve criar o seu próprio código, de acordo com a sua realidade. “Não se deve utilizar modelos aplicados em outras companhias, pois isso não funciona e ainda pode causar problemas”, adverte o advogado, José de Souza Lima Neto.

4) Realização de atualizações, treinamentos e cursos: não basta criar as regras, é preciso disseminá-las e reforçá-las periodicamente.

5) Criação de um canal de comunicação aberto com os colaboradores: para Onesti, esta é uma das principais ferramentas a serem implantadas nas empresas. “É preciso que haja esta abertura para que se possa apurar os fatos e atuar rapidamente, evitando problemas jurídicos”.

6) Adoção de práticas contábeis de acordo com a legislação: a precisão dos diários, livros, registros e contas é fundamental a todas as transações e despesas (nacionais e estrangeiras) das empresas. Segundo Lima Neto, pagamentos incomuns, contas sem registro, faturas ou notas inexistentes devem ser abolidas, bem como supressão de livros e registros.

7) Acompanhamento periódico da legislação: para os advogados, é fundamental acompanhar as constantes mudanças legislativas, pois muitas vezes as novas regras não são devidamente divulgadas e a empresa pode ter uma conduta indevida sem ter conhecimento.

8) Realização periódica de auditorias: internas e externas, elas são importantes ferramentas de controle e gestão de riscos, aplicando transparência e eficácia na condução dos negócios da empresa. “As auditorias, aliadas a programas de Compliance, formam mecanismos eficazes de atendimento à nova legislação, podendo oferecer a segurança necessária diante de uma eventual fraude ou processo administrativo ou judicial”, afirma Onesti.

9) Apoio e orientação de um departamento jurídico (interno ou terceirizado): nesta nova realidade, uma equipe jurídica torna-se imprescindível na aplicação, atualização e desenvolvimento das politicas de combate à corrupção.

10) Rigidez e eficácia no manuseio e guarda de documentos e informações: a lei anticorrupção prevê a possibilidade de uma empresa suspeita celebrar junto ao governo um acordo de leniência, que tem como objetivo identificar os envolvidos, a obtenção rápida de documentos, informações, etc. “Este é mais um reforço para a necessidade de guarda e manutenção de documentos, informações e registros de atividades físicos e eletrônicos”, finaliza Lima Neto.

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Metrologia e sustentabilidade

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Luiz Fernando Mirault Pinto

O conceito de desenvolvimento sustentável se refere a uma forma de desenvolvimento capaz de garantir o bem-estar das gerações atuais sem prejuízo das que virão. Essa conceituação é ampla, complexa, difusa, e dependente de muitos fatores ou influências de difícil definição e controle, e por isso mesmo é sempre se reduzida a uma orientação para ações políticas no reconhecimento das limitações do uso dos recursos ambientais (matéria e energia) ou simplesmente às causas que ameaçam nosso ecossistema.

Em termos práticos, o conceito vislumbra a adoção de um modelo de desenvolvimento que privilegia um modo de vida justo e saudável, o acesso democrático aos gêneros e bens necessários, a idealização de políticas públicas que se harmonizem e atendam os anseios da sociedade, quase uma utopia. O bom desempenho sócio-político-econômico e tecnológico frente ao desenvolvimento desordenado e a consequente correção das atitudes deletérias do homem em relação ao equilíbrio e harmonia do planeta exige cada vez mais dos controles permanentes das ações sustentáveis, de acordo com os dados obtidos de medições das mais diversas grandezas, métodos diferenciados, e procedimentos metrológicos que garantam a confiabilidade das informações de base, necessárias às tomadas de decisão.

Quando as medições se referirem às medidas fundamentadas na obtenção de informações voltadas às gestões de sustentabilidade elas se definem como metrologia da sustentabilidade. Ela inclui indicadores, parâmetros, índices e outras formas de obtenção de informações. Esses índices definem qualitativamente parâmetros gerais indicativos da evolução de ocorrências (pobreza, desigualdades, agricultura, segurança alimentar, no progresso da saúde e os aspectos socioeconômicos). Definem também o bem – estar e a qualidade de vida das populações em relação às concentrações urbanas, as taxas de crescimento populacional, a democratização dos serviços de assistência governamental e a avaliação das políticas públicas que privilegiam a preservação do planeta, sempre em analises até em bases ditas, “não muito concretas”.

Diferentemente, uma metrologia sustentável é aquela cujas ações próprias se desenvolvem em torno de objetivos metrológicos definidos e mensuráveis e que se coadunam com as práticas relacionadas à gestão da sustentabilidade. Sua finalidade não é definir ou estabelecer parâmetros subjetivos sobre assuntos gerais influenciados por diversas variáveis como a fome, por exemplo, que tem diversas causas que vão desde os interesses econômicos e políticos, aos limites geográficos, ou mesmo as características meteorológicas e sim oferecer com objetividade e confiabilidade métodos e medições definidas.

Quando pela simplificação conceitual de sustentabilidade, aquela que se relaciona prioritariamente e exclusivamente ao meio ambiente e a conservação de ecossistemas, consideramos a metrologia ambiental, que é uma ciência transdisciplinar com interfaces nas disciplinas técnicas integrantes das chamadas ciências naturais, aplicada ao meio ambiente. Todavia, a diversidade das áreas de atuação, as grandes extensões a serem cobertas pelos controles ambientais, as prioridades em regiões caracterizadas como zona de risco, o atendimento ao princípio de precaução, o respeito aos acordos e tratados internacionais ainda impedem seu desenvolvimento adequadamente.

Ela carece também de informações específicas das ciências humanas e sociais para sua ação, sob o risco de apresentar resultados não adequados para o estabelecimento e suporte das políticas públicas (saúde pública e bem estar social), seus envolvimentos (educação, alimentação e transportes), e os setores estratégicos (energia, abastecimento, comunicações) em relação ao meio ambiente. Essas dificuldades ainda não muito bem definidas tornam-se preocupações quanto à confiabilidade dos resultados, a calibração dos instrumentos e a rastreabilidade aos padrões, que configuram a metrologia ambiental.

Salienta-se que todos os ramos da metrologia têm aspectos voltados para a sustentabilidade. No entanto aquela que mais se aproxima e que dependemos cotidianamente, é a que nos assegura medidas corretas utilizadas em atividades conhecidas e têm exigências definidas legalmente: a Metrologia Legal. Ela explicita as necessidades de controle, supervisão e das medições nos segmentos econômicos afetados ou influenciados pelo desenvolvimento tecnológico e industrial, e cujas medições são parâmetros utilizados para minimizar os efeitos adversos, por vezes nocivos ao equilibro do sistema ecológico, garantindo os elementos necessários para nossa sobrevivência.

Atividades metrológicas interferentes à sustentabilidade

Segurança, meio ambiente

Na fiscalização do trânsito e na aplicação da legislação em vigor como forma de garantir a segurança nas rodovias são utilizados equipamentos de controle de redução da velocidade. Com eles a medição correta em níveis confiáveis resulta nos objetivos propostos dentro dos limites de velocidade previstos. O controle da velocidade ideal e legal permitida nas vias de tráfego terrestre tem objetivos relacionados à sustentabilidade como a segurança rodoviária, a economia de combustível (energia), a redução da poluição [1] em função da emissão de CO e CO2, NO e NO2, partículas e hidrocarbonetos, e seus efeitos tóxicos ao meio ambiente e a saúde.

O excesso de velocidade e a conseqüente queima de combustível influem na qualidade do ar, do mesmo modo que os pneus inflados inadequadamente também aumentam o consumo de combustível e, por conseguinte resultam nas emissões de gases nocivos na atmosfera contribuindo com a poluição e agravamento do efeito estufa. O controle de equipamentos como os radares, odômetros, tacófragos, e os instrumentos de detecção da emissão dos gases veiculares se justifica pela abrangência de suas aplicações difusas na proteção do meio ambiente, na saúde, e na segurança social [2], atividades próprias da Metrologia Legal.

Saúde

Especificamente na área de saúde alguns materiais, equipamentos e instrumentos como as seringas médicas, os termômetros clínicos, eletro-encefalógrafos, esfigmomanômetros têm sido submetidos às verificações metrológicas de modo a oferecer a confiabilidade necessária dos resultados de medição e ao emprego correto.

Instrumentos

Outros instrumentos têm seus controles metrológicos de acordo com a necessidade em áreas distintas de atuação como laboratorial ou industrial, nos campos da química ou farmacêutica, como no caso das vidrarias aferidas, dos padrões volumétricos e de massa, de soluções e substâncias de referência, medidores de Ph, barômetros, espectrômetros de absorção atômica, refratômetros, dentre outros.

Medidas

Inúmeras medidas são obtidas dinamicamente com instrumentos diversos nos diferentes setores da economia, com objetivos distintos tais como o controle gravimétrico dos veículos rodoviários ou ferroviários com as básculas automáticas, o abastecimento e distribuição de produtos líquidos com os sistemas de medidores padrões volumétricos de líquidos, os hidrômetros. As medições contínuas de SO2 em emissões de fontes estacionarias, assim como as variações de temperaturas e pressões continuamente supervisionadas nos processos de produção industrial também são ações consideradas como da Metrologia Legal.

Metrologia da sobrevivência

O tripé da sustentabilidade, isto é da nossa expectativa de sobrevivência, se baseia nas estimativas sobre escassez de água, de alimentos, e de energia e que atualmente colocam em risco os parâmetros de sustentabilidade e cada vez mais se torna importante que os controles sejam oriundos de uma metrologia de sobrevivência[3], aplicada, prática, constante, confiável e oficial.  Previsões indicam metade da população mundial em breve terá dificuldades ao acesso de água potável devido ao desperdício, ao descaso e a contaminação resultando na escassez com base nas reservas de água doce (2,5%) do total concentrada em lagos, rios, aquíferos subterrâneos e nas áreas glaciais. Aliada a essa expectativa negativa a produção de energia (aquecimento, iluminação, abastecimento), e a fabricação dos bens materiais, alimentos, e a agricultura necessitam de quantidades crescentes de água [4]. Gestões na redução de custos operacionais (tratamento, distribuição e abastecimento) exigem eficiência para equilibrar o consumo racional e evitar a captação desnecessária de águas na natureza.

A medição é a ferramenta chave para o gerenciamento capaz de proporcionar o controle de perdas e do consumo de água com base em resultados confiáveis, de instrumentos (hidrômetros) verificados, instalados corretamente, dentro das tolerâncias estudadas e estabelecidas. O mercado de gêneros alimentícios depende da quantificação na produção e na avaliação as políticas agrícolas, os objetivos propostos, identificação das perdas e definição dos elementos de controle na correção das etapas da produção de grãos [5]. Um processo envolvendo pesagens com as balanças simples, automáticas, de plataforma, básculas, correias transportadoras, elevadores, utilizadas nas fazendas, cerealistas, silos, armazenagem, indústrias de beneficiamento, nas rodovias, ferrovias, portos, alfândegas, entrepostos, acondicionadores, misturadoras, incluindo produtores de ração animal, de alimentos a base de grãos deve ser implementado.

Essas atividades por vezes e aleatoriamente vêm sendo realizadas pela Metrologia Legal embora devessem pertencer a um programa oficial sugerindo o uso adequado dos instrumentos, equipamentos, sistemas de medição, garantindo a qualidade e a confiabilidade dos processos agrícolas em toda cadeia de produção, o que refletirá no estabelecimento dos preços justos das mercadorias. A captação de energia no mundo se resume ao petróleo, o carvão mineral e o gás natural e a matriz energética se caracteriza pelos combustíveis fósseis, a energia nuclear e a energia hidrelétrica. Todas não renováveis e poluidoras, e dependentes de grande quantidade de água para a produção, que de outro modo sua manutenção exige um maior consumo de energia.

A exploração desordenada desses recursos, a pesquisa insipiente sobre as energias limpas e renováveis mais as demandas mundiais cobrando um nível menor de emissões de poluentes (CO2), aumenta as preocupações quanto à escassez, e, por conseguinte a necessidade do controle quantitativo efetivo sobre a produção e o consumo e na continuidade do equilíbrio sustentável por meio de medidores de energia (wattímetros) calibrados e verificados de acordo com os padrões metrológicos de laboratório. [6] Assim, a metrologia é única, a mesma ciência da medição, apesar de a literatura estabelecer diferenciações [7] entre as categorias metrológicas em função da sua estruturação, divisão de tarefas, ou das atribuições quanto à precisão ou nível de hierarquização dos padrões empregados (rastreabilidade), ou mesmo pelo tipo de atividade desempenhada, seja em laboratórios, no comércio e ou na indústria, designando-as de científica, legal e industrial.

Dos diversos ramos da metrologia cada qual com seus objetivos voltados para sustentabilidade, sendo alguns mais específicos como o desenvolvimento tecnológico e econômico, outros, industriais e relacionados aos recursos naturais, ou ao progresso cientifico. Dentre todos os que mais se assemelham às necessidades do ser humano, sua maneira de agir e de se relacionar com um mundo sustentável são os que caracterizam a Metrologia Legal.

Ela permite assegurar em serviço, medidas justas e precisas para determinados instrumentos de medição utilizados em atividades como as transações comerciais e na aplicação das regulamentações técnicas, definindo as exigências que devem ser satisfeitas.  Seu controle quando voltado para a fabricação de produtos se desenvolve desde a produção, até a utilização dos mesmos. Ainda conta com a participação de diversos organismos credenciados, que em nome do poder público e de acordo com a legislação, tem como objetivo garantir a qualidade. Seu amplo campo de aplicação engloba as medidas nos mais diversos setores da economia, e sendo amparada legalmente ela é capaz de subsidiar as políticas públicas de interesse social, e ambiental.

A sustentabilidade necessita da imparcialidade no reconhecimento dos direitos individuais e da equivalência de modo a proporcionar condições de equilíbrio das relações. Isto significa que depende de normas que assegurem a convivência pacífica e o bem estar dos indivíduos. Do mesmo modo, a Metrologia Legal em sua atuação baseia-se em regras que constituem direitos e obrigações dos indivíduos. Elas permitem regular as condutas e os valores sociais da sociedade (justiça, confiabilidade, tradição) zelando pelos comportamentos e ações dos indivíduos de acordo com princípios definidos e moralmente aceitos, garantindo assim a harmonia, a convivência e a sobrevivência destes e o entorno. Portanto, por constituição, definição e conceituação, as ações da Metrologia Legal permitem naquilo que lhe é próprio, como as medições, os meios necessários para a sustentabilidade e a conservação do planeta, sendo aquela que representa a metrologia da sobrevivência necessária à harmonia dos povos.

Referência

[1] Luneau,G; Virga J., « Impact de la reduction de vitesse sur la polluition par l’ozone » http://www.atmopaca.org/files/et/101025_AtmoPACA_Impact_reduction_vitesse_ozone.pdf

[2] West, L.; “Keeping Your Tires Inflated Could Help Save the Planet, and Your Life”, in http://environment.about.com/od/greenlivingdesign/a/tire_pressure.htm

[3] Pinto, L. F. M.; Barbato, A. R., “Metrologia Social”, Anais – VI Congresso Brasileiro de Metrologia, Natal – RGN, setembro (2011)

[4] Hoekstra A. Y., Chapagain A. K.; “Water footprints of nations: Water use by people as a function of their consumption pattern”; Springer Science Business Media B.V. (2006), in http://www.waterfootprint.org

[5] Pinto, L. F. M.; Barbato, A. R.; “Metrologia dos Grãos”, Revista Metrologia e Instrumentação , BQ 244, p. 87-94, set (2012); disponível em http://www.banasmetrologia.com.br.

[6] ORGANISATION INTERNATIONALE DE MÉTROLOGIE LÉGALE, « Planification de laboratoires de métrologie et d’essais », OIML P. 7. Edition 1989 (E).

[7] CONMETRO – COMITÊ BRASILEIRO DE METROLOGIA – CBM- “Diretrizes Estratégicas para a Metrologia Brasileira (2008 – 2012) in http://www.inmetro.gov.br

Luiz Fernando Mirault Pinto é pesquisador de metrologia e qualidade do Inmetro – lufer.mirault@gmail.com

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Os tipos de reações das pessoas às mudanças

COLETÂNEAS DE NORMAS TÉCNICAS

MODELO~1

Eduardo Moura

Deve-se conhecer os diferentes tipos de reação que as pessoas apresentam diante de um processo de mudança. Aprendi isto com o então gerente geral de uma fábrica de chicotes elétricos pertencente a uma corporação multinacional, localizada em Rio Claro, SP. Ele havia sido convidado para dar uma palestra no Mestrado em Qualidade na Universidade de Campinas, por volta de 1992. Seu nome era Leo (já não me lembro do sobrenome, mas sei que era um profissional brilhante, que deixou marca em sua passagem pelo MIT).

Ele ensinou que há quatro categorias de pessoas que normalmente encontramos ao deflagrar um processo de mudança. O primeiro tipo concorda ativamente com a mudança proposta: é o Aliado. São aquelas pessoas que captam rapidamente os novos conceitos propostos, acreditam na coisa, vislumbram a melhoria e se engajam ativamente na mudança. Infelizmente são uma minoria, mas cada um deles vale por cem. O segundo tipo é aquele que concorda passivamente com a mudança: é o Seguidor. São aquelas pessoas que seguem a onda do momento: uma vez criado o movimento inicial, elas vão junto, sem opor resistência, e acabam colaborando e dando peso ao processo de mudança. Esta categoria normalmente envolve a maioria das pessoas.

O terceiro tipo discorda passivamente com processo de mudança: é o Cínico. São aquelas pessoas que não manifestam abertamente sua discordância, mas atuam de maneira sutil nos bastidores, procurando fazer o que estiver a seu alcance para corroer as bases da mudança. Por sorte os cínicos são minoria. Quando ocupam posição operacional, acabam sendo naturalmente isolados e até mesmo “expurgados” pela própria equipe de trabalho. Mas quando ocupam alguma posição de comando podem causar estragos consideráveis. Lamentavelmente, quando o cínico é detectado já não existe outra alternativa a não sugerir que busque outro caminho.

E, finalmente, o quarto tipo discorda ativamente com a proposta de mudança: é o Rebelde. São aqueles que se opõem de maneira aberta e enérgica, e com isto nos dão uma dor de cabeça considerável, pois nos fazem pensar para responder a seus argumentos contrários. Porém, nunca despreze e nem procure isolar os rebeldes.

Ouça-os, procure entender seus argumentos, esclareça-lhes os fundamentos e a finalidade da mudança, e devolva-lhes a pergunta mágica: “o quê vocês sugerem?”. Porque quando um rebelde finalmente se convence, passa rapidamente para a categoria de Aliado, e dos bons! Resumindo: apóie-se nos aliados, conquiste os rebeldes, engaje os seguidores e (se for o caso) identifique e isole os cínicos.

Eduardo Moura é diretor da Qualiplus – emoura@qualiplus.com.br

Motivação: o motor que faz a vida avançar

CURSOS TÉCNICOS GRAVADOS PELA INTERNET

A Target preparou um programa especial de cursos pela Internet, contemplando as últimas tendências do mercado. Com o objetivo de facilitar a participação daqueles que possuem uma agenda de compromissos complexa, a Target criou a opção para que o cliente possa assistir aos cursos através da transmissão pela Internet. Fique atento aos cursos que estão disponíveis. Clique aqui e veja um exemplo de como funciona o recurso.  Garanta a seu desenvolvimento profissional adquirindo os cursos pela Internet da Target. Acesse o link https://www.target.com.br/produtossolucoes/cursos/gravados.aspx

Especialista fala sobre a importância de manter-se motivado na vida pessoal e profissional – e como fazer isso.

A motivação é como uma tomada de decisão importante e pessoal: ninguém pode fazer por você. É você quem precisa assumir as rédeas da sua vida e tomar decisões que impactarão no seu futuro. “Muitas pessoas simplesmente não sabem o que fazer da vida. Algumas fazem cursos excelentes, mas, ao pegar o diploma, não tem ideia do que fazer com ele, e logo a vida volta a ser como era antes. Falta motivação e tomada de decisão – e ninguém pode fazer isso por você”, explica João Alexandre Borba, psicólogo e coach.

Sabendo da importância que a motivação exerce na vida das pessoas, Borba fala sobre algumas atitudes que podem ser tomadas para alcançar – ou manter – ela em dia. “A chave do sucesso está em você, em como você encontra força para manter-se motivado e lida com situações que podem acabar com sua paciência e equilíbrio. Uma das atitudes que eu sempre digo para as pessoas fazerem é condicionar a própria mente, ou seja, concentrar-se nos pensamentos positivos e evitar os negativos. Esse pequeno ato já pode transformar o dia”, exalta.

Além da mente, é preciso condicionar o corpo também, afinal, “saco vazio não para em pé”. Por isso, mantenha suas metas de alimentação e exercícios físicos em dia e as siga da mesma forma como você seguiria um plano de negócios.

Traçar metas é algo importante para manter a motivação. “Grandes coisas simplesmente não acontecem automaticamente, é preciso planejamento”, ressalta Borba. Para isso, escolha objetivos que você pode atingir e pesquise muito sobre como alcançá-los, ou seja, tire todas as dúvidas que possam existir pelo caminho. 

É importante também conhecer as pessoas que caminham ao seu lado. “Pessoas negativas desperdiçam tanto o tempo delas quanto o seu, portanto, permanecer junto a elas é o mesmo que atirar no próprio pé. O ideal é ficar perto de pessoas motivadas, que passarão energias positivas para você e, consequentemente, você se sentirá mais motivado”, comenta.

Assuma a responsabilidade – e os créditos – pelos seus próprios resultados. Evite culpar a sorte, o destino ou o divino. Tanto os erros quanto os acertos foram seus: aceite-os, mas não se acomode – aprenda com os erros e persista no caminho dos acertos. Corra riscos, só assim você aprende coisas novas – e isso vale também para a vida pessoal. Pisar em um território desconhecido pode ser assustador, mas, ao mesmo tempo, completamente motivador. Viajar e conhecer lugares novos é o melhor exemplo disso.

Outra dica importante é ser confiante e não esperar a perfeição em tudo o que faz: “busque a excelência, e não o perfeito” diz Borba. Entenda que permanecer parado e não agir é o único erro real que existe na vida, afinal, você não adquire experiência, não conhece pessoas e, além disso, é mais fácil de visualizar as possibilidades quando você está em movimento.

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Luiz Gonzaga Bertelli

A educação à distância (EaD) veio para ficar. Em pouco tempo, a modalidade que teve início em 1996, já supera um milhão de matrículas em cursos de graduação no Brasil e o crescimento é exponencial a cada ano.  Caiu no gosto dos alunos que por falta de tempo ou dificuldade de acesso estavam longe dos bancos escolares. Em um país continental, onde as distâncias dificultam a mobilidade, a EaD oferece flexibilidade e custos mais acessíveis.

Pode parecer mais fácil cursar a graduação sem precisar frequentar todos os dias a sala de aula. Mas, na verdade, não é isso que os especialista apontam. Segundo eles, para alcançar bons resultados e uma formação satisfatória, os alunos de EaD precisam encontrar um método eficiente e sistemático para os estudos. A modalidade, portanto, exige autonomia, disciplina, organização, leitura e também o domínio da tecnologia.

As universidades que oferecem o novo conceito em estudo trabalham para o desenvolvimento das técnicas de aprendizagem virtual. Isso tudo para atender a demanda crescente. Entre 2011 e 2012, o ensino a distância cresceu mais do que a educação presencial: 12,2% ante 3,1%. A EaD já representa 15,8% das matrículas em cursos superiores no país. Dessas, 83,7% está na rede privada. Os cursos mais procurados são os de administração, direito, pedagogia, ciências contábeis e enfermagem.

Apesar dos dados favoráveis, ainda existe preconceito velado do mercado com os profissionais formados em cursos à distância. De acordo com os especialistas em educação, essa situação ocorre por falta de conhecimento sobre a qualidade da certificação. No entanto, estudantes de EaD, no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), vêm obtendo resultados melhores do que os alunos da rede presencial.

O CIEE também desenvolve um programa gratuito de educação à distância, visando melhorar a formação e capacitação dos jovens para o mercado de trabalho. Atualmente são 37 cursos oferecidos no portal CIEE para os jovens cadastrados. Os cursos do CIEE já ultrapassaram a marca de 2,3 milhões de matrículas.

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.