Trabalho: fisioterapeuta alerta sobre o adoecimento a longo prazo

TRAGÉDIAS, CRIMES E PRÁTICAS INFRATIVAS DECORRENTES DA NÃO OBSERVÂNCIA DE NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS – NBR

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Capa da publicação E1324
Essa publicação aborda, através da apresentação de casos reais, como o cumprimento de normas técnicas NBR – ABNT está diretamente ligado à segurança, à saúde e à qualidade de vida em nosso dia a dia. O autor explica de forma prática, e infelizmente mostrando tragédias, como as normas técnicas estão presentes no nosso cotidiano. Elas devem ser levadas a sério quanto à sua observância obrigatória e o poder público precisa fazer gestão para fomentar esse cumprimento por parte da sociedade produtiva e de serviço. Mais informações: https://www.target.com.br/livros/target/livro_2013.aspx

Falta de prevenção de lesões pode ocasionar degenerações e até incapacitações, nos casos mais graves

As dorsalgias (doenças nas costas) e as Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho (DORT) são as principais responsáveis por afastamentos do trabalho atualmente, sobretudo, na administração pública. Em 2012, o Brasil registrou 705 mil acidentes de trabalho, sendo 15 mil relacionados às doenças ocupacionais, segundo a Previdência Social. No mesmo período, foram emitidos 840 mil benefícios acidentários (aposentadoria por invalidez, pensão por morte, auxílio-doença e auxílio-acidente), que resultou em mais de 8 bilhões aos cofres públicos. A fisioterapeuta Angela Lepesqueur, diretora do Instituto da Coluna Vertebral (ITC Vertebral) de Brasília e representante da Associação Brasileira de Reabilitação da Coluna (ABR Coluna) no Distrito Federal, especialista em coluna vertebral, defende mais conscientização e maior empenho dos poderes público e privado na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais.

Dentre os 50 códigos de CID com maior incidência nos acidentes de trabalho, segundo dados de 2012, a dorsalgia ocupa o terceiro lugar com 5,02% do total de acidentes, atrás do ferimento do punho e da mão (9,84%) e fratura ao nível do punho ou da mão (6,99%). Nas doenças ocupacionais, os CIDs mais incidentes são lesões no ombro (21,08%), sinovite (13,85%), tenossinovite (6,93%) e dorsalgia. As principais consequências dos acidentes de trabalho foram incapacidades temporárias com menos e mais de 15 dias, com participações que atingiram 43,5% e 39,1% do total, respectivamente. Só em 2013, as LER/DORT provocaram 2.191 afastamentos em decorrência de danos ao sistema osteomuscular e tecido conjuntivo.

Angela Lepesqueur explica que os tipos mais comuns de doenças laborais são tendinites, sinovites e compressões de nervos periféricos. Ela alerta que sobrecargas das estruturas musculoesqueléticas causadas por posturas mantidas por longos períodos de tempo e/ou esforços excessivos das estruturas podem gerar incapacitações e degenerações nos casos mais graves. “Todas as vezes que mantemos posturas por mais de 50 minutos a 1 hora, devemos ficar atentos, pois pode ocorrer deformidades nas fibras musculares que geram processos compensatórios nas articulações e estes processos podem levar a degenerações. Outro ponto alarmante é a presença de dores relacionadas aos esforços ou as posturas prolongadas.”, comenta.

Ela recomenda a procura de profissionais da saúde desde os primeiros sintomas das doenças, como dores, inchaços, contraturas musculares e processos inflamatórios. “Nosso organismo vai se defendendo da maneira como pode, gerando compensações, mecanismos de proteção, etc. até que um dia o corpo não consegue mais compensar e o problema fica mais grave. Neste ponto normalmente ocorre o aparecimento de dores mais contínuas e com maior intensidade, e ocorre a perda da função. Somente neste ponto é que a maioria das pessoas que procuram ajuda e, infelizmente, nem sempre a ajuda é eficaz.”

Pesquisa recente da Previdência Social aponta que as dorsalgias foram as principais causadoras dos mais de 2,7 milhões de afastamentos acidentários entre 2000 e 20011. Motivadas por fatores de riscos ergonômicos (como má postura e esforços repetitivos) e sobrecarga mental, as dorsalgias e os distúrbios osteomusculares superaram os casos traumáticos em número de afastamentos. “Enquanto as primeiras, responsáveis pelos afastamentos por doenças do trabalho, alcançaram peso de 20,76% de todos os afastamentos, aquelas do grupo traumático, responsáveis pelos acidentes típicos, representaram 19,43% do total. Juntas elas respondem por 40,25% de todo o universo previdenciário.”, afirma o estudo.

De acordo dados de 2013 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), 2,02 milhões de pessoas morrem a cada ano devido a enfermidades relacionadas com o trabalho; 321 mil por consequência de acidentes no trabalho; 160 milhões sofrem de doenças não letais relacionadas com o trabalho. Também aponta que 317 milhões de acidentes laborais nãos mortais ocorrem a cada ano. A cada 15 segundos, um trabalhador morre de acidente ou doença relacionada ao trabalho; e a cada 15 segundos, 115 trabalhadores sofrem um acidente laboral. Segundo estes dados, o Brasil ocupa o quarto colocado no ranking mundial de acidentes fatais de trabalho.

Segundo Angela Lepesqueur, medidas simples como adoção de mobiliários ergonômicos, alternância de posturas e práticas de exercícios ocupacionais podem fazer grande diferença para trabalhadores, empresários, sociedade (contribuintes do INSS) e governo. “A nossa sociedade infelizmente não possui a mentalidade preventiva, pois na maioria das vezes, não temos uma visão de longo prazo da longevidade dos nossos trabalhadores. O sistema econômico que vivemos não favorece um tempo de trabalho muito longo para os funcionários, com exceção dos cargos em que há maior estabilidade, como os empregos públicos. Temos que conscientizar tanto o governo quanto a iniciativa privada de que é muito mais barato prevenir lesões do que tratá-las, fora a questão moral que envolve o assunto.”, opina.

Conselhos a um jovem profissional

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Gisele Meter

Iniciar uma carreira profissional tem os seus desafios. Não bastasse todo o cenário enfrentado – que, muitas vezes, pode fazer com que se sinta “remando contra a maré”, existe ainda os fatores internos, psicológicos (emocionais e comportamentais) que podem até nos fazer recuar em determinados momentos.

Lembro que certa vez, em um rompante de crise existencial eu mesma já me perguntei: será que dou conta disso? Sou mesmo capaz de atingir estes resultados? Apesar de serem pensamentos negativos, e saber que devemos focar na solução e não no problema, eu simplesmente não conseguia afastá-los da minha cabeça. Todas estas ideias não só me enfraqueciam, mas também trouxeram bastante angústia e desânimo: não tinha vontade de dar continuidade aos meus projetos, achando inclusive que aquilo era demais para mim.

Foi, então, que um dia, conversando com um grande amigo que eu não via há algum tempo, que percebi o quando eu acreditava em mim mesma, apesar de muitas vezes não me dar conta disso. Em uma conversa rápida de um reencontro casual ele me disse: E, você, guerreira, continua com a mesma energia de sempre? Sempre soube que você ia longe! Aquelas palavras me encheram de esperança e fizeram a diferença para que eu pudesse compreender que era hora de retomar o mesmo espírito e pensar diferente.

E foi por isso que resolvi falar a você, jovem profissional, o que gostaria que tivessem dito a mim quando iniciei minha carreira. São dicas e conselhos que espero que possam contribuir para seu desenvolvimento, mas acima de tudo para o seu fortalecimento pessoal:

1 – Comporte-se como um vencedor: Seja audacioso! Por mais ousado que possa parecer, comporte-se como uma vencedora, a postura que adotamos é responsável pelo estado de espírito que influência diretamente o pensamento. Acredite que pode realizar o que deseja, sem arrogância, mas de forma sincera e verdadeira, projete o seu futuro, sem a possibilidade de sonhar, não existe chance de realização, por isso também sonhe, sonhe, sonhe…

2 – É preciso sonhar e também realizar: O sonho para ser bom deve trazer a motivação e a vontade de realizar. É aquilo que te move e te leva a ter vontade de fazer acontecer! Encontre uma forma de tornar seu sonho realidade, inicie escrevendo sobre ele. Faça um bom plano de ação, verifique as possibilidades e oportunidades viáveis, insista, mude a rota, refaça a estratégia e não desanime! Se isso acontecer, lembre-se dos motivos que o fizeram chegar até onde chegou.

3 – Seja ousado: Reforço o conselho, porque acredito que pessoas que se realizaram em suas carreiras, não conseguiram isto sendo coadjuvantes da própria história. Muitos podem dizer que construir uma carreira é difícil e que talvez possam trazer consigo o medo de fracassar. Um conselho: esquece a segunda parte! Por mais difícil que seja, quando lutamos por algo em que acreditamos os desafios tornam-se medalhas de nossa conquista.

4 – Insista e encontre novos caminhos: Existem muitas maneiras de atingir um objetivo, pense comigo: quais são os caminhos para chegar até sua casa? Na certa não existe só um. Pode ser que alguns deles levem mais tempo que o outro, mas o resultado final é o mesmo. Portanto saiba, não é porque você não conseguiu de um jeito que vai deixar tudo como está. Encontre uma forma, busque um meio, use a criatividade, mude a direção, mas não recue jamais!

5 – Acredite em você: Ninguém vai acreditar em seu potencial, se você não fizer isso primeiro. Se leve a sério, mostre aos outros o profissional que você é. Não se menospreze, nem se minimize. Defenda suas ideias, lute por seus ideais. Bata o pé se for preciso. E acima de tudo, se posicione como gostaria de ser vista. Sempre me lembro de uma frase escrita por uma professora na primeira folha do meu caderno, quando eu tinha uns 10 anos de idade e acredito que cabe muito bem aqui: “Brilhe muito hoje pequena luz, quem ama as estrelas, um dia se torna uma delas”.

6 – Não se angustie com o futuro: Tudo bem que você não tem garantias, vou lhe contar um segredo… Ninguém tem! O que hoje pode parecer certo, amanhã pode não ser nada disso. Enfrente seus medos, projete seu destino, somente desta forma você poderá crescer como pessoa e como profissional. E se cair, levante e tente de novo, uma hora a vida cansa de te dar rasteiras.

7 – Esteja preparada: Estar preparada não significa que você deve estar 100% pronta, isso nunca vai acontecer! Apesar de parecer a mesma coisa, quando pensamos em posturas profissionais, há uma sutil diferença, isto acontece porque estamos sempre em desenvolvimento, sempre aprendendo algo novo. Somos seres inacabados. No meu ponto de vista, estar preparada indica que você tem disposição, foco e energia para seguir em frente e assim, buscar conhecimento, aceitar críticas e ser forte para então ir se aperfeiçoando a cada desafio, ao passo que pensar em estar pronta, implica em um perfeccionismo exagerado, o que, consequentemente, promove a insegurança do “ainda me falta alguma coisa”.

8 – Seja otimista: Não pense que isso é um “clichê”, nem se incomode com o que os outros vão pensar. O mundo já está cheio de pessimismo e negatividade que sinceramente, ainda não encontrei melhor forma de ver as coisas, se não com otimismo! Isto realmente muda nosso prisma diante das situações. Seja otimista, não boba ou inocente. Seja também realista, mas acredite sempre que tudo pode ter uma solução positiva.

9 – Aprenda com seus erros: Pouco aprendemos com o sucesso. Crescemos mesmo é nas adversidades. Eis aí outro pensamento que faz os perfeccionistas virar os olhos e bufar pesadamente. Mas, o fato é que isto é uma verdade, tudo bem, pode não ser uma grande maravilha errar, mas já que isto aconteceu, porque não tirar proveito também desta situação? Procure tirar boas experiências de seus erros, encontre uma forma de se superar com os ensinamentos de falhas cometidas. Não se abata, siga em frente, mas não esqueça o que passou.

10 – Não existe idade para ser uma inspiração: Independente da sua idade busque parcerias, encontre pessoas que possam te ajudar, mas não se esqueça de também ser o apoio de alguém. Inspire outras pessoas, seja o exemplo, não se preocupe em pensar que é “muito novo para isto”, não existe uma idade certa para ser inspiração de alguém. Como diz Içami Tiba: “quem ensina, também aprende”. E eu acrescento: “quem inspira também é inspirado”.

E por fim, toda informação é válida. Abra sua mente, pois o que você aprende agora poderá lhe ser útil futuramente, se tiver criatividade. Pense fora da caixinha e saiba que tudo depende do momento e dos resultados que se quer atingir. Aprenda tudo o que puder e também procure dar lógica ao seu aprendizado, sem lógica o conhecimento fica solto e acaba se perdendo.

Não siga tudo o que os outros falam, analise o contexto, a situação, confie em sua intuição e também em sua razão, dependendo do momento. Quem faz as escolhas de sua vida é você. Conhecimento é importante, mas não é tudo! Cuide de sua saúde e também da aparência. Aprenda a falar em público e pense estrategicamente. Quanto ao dinheiro, lógico que isto é importante e você deve encontrar uma forma de ganhá-lo, mas não viva somente para ele. Desejo a você muito foco e disposição, mas acima de tudo vontade de vencer! Faça sua história e não recue, eu acredito em você!

Gisele Meter é psicóloga, empresária, diretora executiva de Recursos Humanos, palestrante, consultora estratégica em gestão de pessoas e gestão de mudança organizacional.

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