Hoshin Kanri

NORMAS COMENTADAS

NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

NBR ISO 9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

Cristiano Bertulucci Silveira

Hoshin Kanri é uma abordagem sistemática que objetiva ampliar a qualidade no planejamento, execução, monitoramento e gerenciamento de visões e estratégias corporativas de negócios. Como uma bússola que é necessária para uma viagem ao Pólo Norte, o Hoshin Kanri fornece a direção e o rumo em uma organização a partir do princípio orientador de sua missão e visão. É uma ferramenta que tem a seguinte premissa: Na execução de suas tarefas diárias, todos os  trabalhadores de uma empresa oscilam em altos e baixos. Sendo assim, é necessário prover uma direção suportada por metas mensais, anuais e estratégias de longo prazo para que todos atinjam um objetivo comum.

Em japonês, Hoshin significa “bússola” ou “apontando para a direção” e Kanri significa “gestão” ou “controle”. O nome sugere que o planejamento tem a função de alinhar a organização para um caminho fundamentado nos objetivos desejados. Esta metodologia de planejamento estratégico foi concebida e popularizada no Japão em 1950 pelo professor Kaoru Ishikawa. Kaoru compartilhava do princípio de que cada pessoa é especialista em seu próprio trabalho e o controle de qualidade total deve utilizar o poder de pensamento coletivo dos funcionários a fim de construir uma organização melhor. Esse é o principio fundamental do Hoshin Kanri.

Qualquer empresa que deseje atender as expectativas do cliente e do mercado, precisa de um plano estratégico de longo alcance. Todo bom plano deve contemplar um futuro ambicioso e ter um objetivo bem definido, mas tão importante quanto a formulação do objetivo é que ele possa ser realizável. Uma vez constatado que é possível colocar o plano em prática, é preciso traçar o caminho, acompanhar, melhorar e gerenciar os processos para que o resultado seja alcançado.

O Hoshin Kanri foi desenvolvido para capturar e firmar objetivos fundamentais e estratégicos de longo alcance da empresa e a partir disto desenvolver os meios para alcançá-los na realidade. Tem como premissa assegurar o entendimento dos objetivos da empresa pelos funcionários para que assim eles trabalhem em função de fazer do plano uma realidade. O planejamento Hoshin garante que a organização esteja trabalhando para o mesmo fim e desenvolva a filosofia da Gestão da Qualidade Total.

A disciplina do Hoshin Kanri se destina a ajudar a organização a:

  • Focar nas metas comuns;
  • Comunicar as metas para todos os funcionários envolvidos;
  • Envolver todos os líderes no planejamento e metas;
  • Fazer com que cada participante conclua sua parte no plano.

Como funciona o planejamento Hoshin Kanri

No planejamento Hoshin, a gestão definida no topo deve ser refletida com clareza para todos os funcionários. Para tanto as pessoas de todos os níveis hierárquicos devem atuar continuamente sobre os planos e avaliar, estudar e fornecer resultados de feedback como parte de um processo de melhoria contínua. Em empresas que utilizam o Hoshin, todo mundo está ciente dos fatores críticos de sucesso da administração e dos indicadores chave de desempenho (KPIs). Os departamentos destas empresas não competem uns com os outros e os projetos são desenvolvidos em conjunto. Neste caso a empresa é vista como um conjunto de processos coordenados. Veja na figura abaixo como é um esquemático do Hoshin Kanri:

hoshin

Figura 1 – Hoshin Kanri – Ferramenta de planejamento organizacional

Como podemos ver na figura, no início do processo Hoshing, a presidência e o conselho (representados pelo corporativo) definem os objetivos para a organização baseados na visão global, elaborando o planejamento anual e as metas para a empresa. Imediatamente a diretoria deve definir seus objetivos alinhados com as iniciativas corporativas. Com os objetivos da diretoria definidos, serão geradas iniciativas que vão descer a hierarquia e então envolver a participação das equipes de funcionários na definição dos objetivos e metas necessárias para que o objetivo corporativo seja alcançado. Isto deve ser repetido até que a equipe executora e as atividades específicas entrem no processo. Cada nível hierárquico aplica o PDCA para estabelecer ações, planejar, definir, controlar e agir no intuito de monitorar a execução dos objetivos e metas.

O monitoramento é fundamental para garantir o alinhamento de toda a organização. Assim, é necessário avaliar o progresso das medidas tomadas e se necessário, desenvolver contramedidas para garantir o resultado. Como podemos analisar, o planejamento Hoshin Kanri sistematiza o planejamento estratégico e garante maior efetividade por ser multifuncional, promovendo a cooperação ao longo da cadeia de valor, dentro e entre as funções do negócio.

De maneira geral, na elaboração de um planejamento Hoshin Kanri os seguintes passos são seguidos:

  1. Identificação das chaves de negócio da organização;
  2. Estabelecimento de objetivos de negócios mensuráveis que abordam estas questões;
  3. Definição da visão geral e das metas;
  4. Desenvolvimento de estratégias de apoio para suportar os objetivos. Na organização Lean, esta estratégia inclui o uso de métodos e técnicas Lean;
  5. Determinação de táticas e objetivos que facilitam alcançar cada estratégia;
  6. Implementação de medidas de desempenho para cada processo do negócio;
  7. Mensuração dos fundamentos do negócio.

O planejamento Hoshin Kanri assegura que:

  • Os planos sejam desenvolvidos de forma mais sistemática;
  • O monitoramento dos planos seja realizado;
  • As alteração dos planos sejam feitas quando necessário;
  • Objetivos revolucionários sejam atingidos;
  • A padronização do próprio processo de planejamento;
  • A melhoria do processo de planejamento;
  • Contínua aprendizagem organizacional.

Como benefício adicional, o acompanhamento e a revisão do planejamento Hoshin podem ajudar a identificar áreas de oportunidade para o futuro. Estas oportunidades podem ser usadas ou não para modificar as estratégias e os objetivos a serem perseguidos ao longo do processo. Sendo assim, a organização aprende em todos os níveis.

O planejamento Hoshin é cíclico e segue o processo de melhoria contínua do PDCA. Na revisão do planejamento, que geralmente é realizado uma vez por ano, o  objetivo e todas as ações que suportam as estratégias são analisados e as metas são mensuradas. A revisão do planejamento servirá então de base para o plano do próximo ano. Este é um momento importante para avaliar quais ações ofereceram resultados e aquelas que precisam ser trabalhadas.

Cristiano Bertulucci Silveira é engenheiro eletricista pela Unesp com MBA em Gestão de Projetos pela FVG e certificado pelo PMI. Atuou em gestão de ativos e gestão de projetos em grandes empresas como CBA-Votorantim Metais, Siemens e Votorantim Cimentos. Atualmente é diretor de projetos da Citisystems – cristiano@citisystems.com.br – Skype: cristianociti

Qual a lâmpada mais indicada para cada aplicação?

COLETÂNEA DE NORMAS TÉCNICAS

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Saiba Mais…

A Santil conta com grande experiência quando o assunto é a variedade e a eficiência das lâmpadas disponíveis no mercado, tanto para uso residencial, comercial, industrial ou público. Com o fim da comercialização das lâmpadas incandescentes – mais tradicionais, baratas e confortáveis, porém menos econômicas – uma das principais dúvidas dos consumidores na hora de escolher o modelo mais indicado é a correspondência desses produtos com as novas tecnologias, para que a iluminação não se torne um incômodo no ambiente onde está sendo utilizada.

Embora pareça simples, a tarefa de comprar uma lâmpada envolve vários aspectos técnicos dados o número de modelos e as características de cada um deles. Os modelos de LED (sigla para diodo emissor de luz, em português), por serem mais recentes no mercado, são os que mais geram dúvidas, mas as fluorescentes compactas também podem confundir os consumidores no momento da compra.

As lâmpadas de LED são as mais caras, mas prometem durabilidade de 50 mil horas e consumo de energia elétrica até 90% menor do que as convencionais. As fluorescentes compactas, que podem representar uma economia de 75%, ainda são mais caras dos que as incandescentes, mas estão se tornando mais acessíveis e uma opção eficiente para diferentes aplicações, pois emitem tanto luz branca como amarela e não esquentam.

A questão econômica, tanto em relação ao preço de aquisição como ao consumo, tem muita relevância nessa escolha, mas o conforto visual é outro aspecto preponderante. Mais clara ou mais escura, amarelada ou branca (tecnicamente, chamada de temperatura de cor, medida em graus Kelvin), a iluminação faz toda a diferença nos ambientes.

A tonalidade amarela, mais indicada para salas e dormitórios, ainda é o ponto forte das antigas incandescentes, pois geram uma sensação de aconchego –  temperatura de cor deve ficar em torno dos 3.000 K. Em geral, grandes áreas, escritórios, cozinhas e banheiros precisam de uma iluminação branca, que é mais estimulante, com temperatura de cor em torno de 6.000 K. Quartos que são utilizados como escritório, por exemplo, podem combinar lâmpadas dos dois tipos.

Na troca de tecnologia, entretanto, recomenda-se que o consumidor encontre a lâmpada com reprodução de cor equivalente àquela que utiliza costumeiramente. Para isso, deve-se atentar para a equivalência entre os principais tipos de lâmpadas, informação apresentada, geralmente, na embalagem do produto. Em média, a correspondência dá-se da seguinte forma:

 

LED
FLUORESCENTE COMPACTA
INCANDESCENTE
3W
9W
40W
5W
11W
50W
7W
15W
60W
10W
20W
75W
12W
25W
120W