Como manter a saúde dos pés dos diabéticos

COLETÂNEAS DE NORMAS TÉCNICAS

imageIdosos portadores da doença merecem o máximo de cuidado

Cuidar da saúde dos pés há muito tempo deixou de ser apenas um assunto de estética. Para quem tem diabetes, então, é uma indicação rotineira. Em conseqüência da doença, um machucado no pé de uma pessoa com diabetes pode se tornar um problema muito grave. As altas taxas de açúcar no sangue afetam a capacidade do organismo em combater uma infecção ou cicatrizar um ferimento.

Em se tratando dos idosos, os pés exigem maior atenção. De acordo com a enfermeira Magda Tiemi Yamamoto, do Hospital Albert Einstein e educadora em diabetes, é necessário que o portador da doença avalie seus pés diariamente, apalpando-os para observar se eles apresentam pontos avermelhados, bolhas, descamações ou rachaduras. “Caso os pés já apresentem ferimentos ou se note a iminência de surgimento, recomenda-se que sejam lavados com soro fisiológico, uma vez que a água pode introduzir patógenos indesejáveis no organismo”, alerta.

Os pés dos diabéticos, em especial os idosos, vêm ganhando maior espaço na podologia. Ao tratar de uma pessoa portadora da doença, o profissional não pode fazer nenhum corte, nem retirar a cutícula, evitando ferimentos que demorem a cicatrizar. A educadora adverte que tantos os portadores da doença, quanto os idosos, devem rotineiramente procurar o tratamento junto a um podiatra. “A podiatria clínica atua na prevenção, detecção precoce, tratamento e reabilitação dos pacientes com diversas doenças desse tipo”, enfatiza.

Outro alerta é com relação aos sapatos, a dica é evitar usar o mesmo sapato por vários dias para prevenir o aparecimento de micoses. O calçado não pode estar apertado, nem machucando os pés. “Deve-se dar preferência em comprar os sapatos no período da tarde, quando os pés já estarão inchados, possibilitando uma melhor adequação nestas condições; ao usar um sapato pela primeira vez, não permaneça mais que 2 horas continuamente e ao retirá-los avalie se há formação de bolhas, áreas demasiadamente avermelhadas ou feridas; antes de calçar os sapatos, vire-os para garantir que não tenha nenhum objeto dentro e não ande descalço”, são as recomendações da educadora.

A educadora salienta, ainda, que cuidados ao comprar as meias também são importantes. “Dê preferência para o uso de meias claras, pois, no caso de surgimento de algum ferimento indolor será mais fácil identificá-lo através de uma possível mancha.  Use meias anti-bolhas ou, se usar as normais, use-as ao avesso deixando a costura para fora”.

A preocupação com o cuidado dos pés, ainda vai mais além. Para Aline Lopes, psicóloga da Associação Brasileira de Apoio aos Aposentados, Pensionistas e Servidores Públicos, muitos idosos que têm diabetes estão ativos, levando suas vidas com saúde e um sorriso no rosto. No entanto, é importante entender que mesmo com essa leveza, o envelhecimento chega acompanhado de certas mudanças que, na maioria das vezes, são deixadas de lado.

“Muitas idosos se preocupam com o declínio cognitivo e ossos mais fracos, mas há outras preocupações menos conhecidas que merecem atenção, como é o caso do tratamento dos pés com diabetes. Alguns segurados da associação, que passam por essa situação vêm conversar comigo a respeito, contam seus casos e dilemas, mas eu sempre os estímulo. É importante estarmos cientes dessas mudanças para poder encontrar as melhores formas de contorná-las ou preveni-las, incentivando sempre o envelhecimento saudável” conta.

A enfermeira Magda Yamoto, enfatiza a importância dos portadores de diabetes ou pessoas com maior risco de contrair a doença passarem em consultas periódicas com médicos especialistas. “A prevenção é o melhor caminho. Devemos lembrar que a diabetes não atinge somente aos idosos. Em razão de maus hábitos alimentares e falta de atividade física, vem se constatando o contínuo crescimento estatístico do número de crianças e adultos obesos; na mesma proporção, o risco de se contrair a doença também. Histórico desta doença na família também é considerado dentre os fatores de risco. O melhor é sempre passar em consulta com seu médico de confiança, principalmente, em se tratando de diabetes, com o endocrinologista, geriatra, pediatra e nutrólogo”, finaliza.

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