Transformações na indústria de TI levam CIOs e empresas a se reinventarem

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Paulo Henrique Pichini

Será que já refletimos profundamente sobre as transformações que o mundo da tecnologia de informação vem sofrendo? Vale a pena nos indagarmos, especialmente, sobre os desafios que CIOs e suas empresas têm enfrentado para arquitetar serviços e potencializar o uso de TI nos negócios. Este questionamento tem sido uma constante entre os provedores de tecnologia e as empresas usuárias, independentemente de seu porte.

Tudo começou no exato momento em que os serviços tradicionais de comunicação – voz x dados x imagem – se digitalizaram, possibilitando integração e transporte em meio físico único, com tratamentos diferenciados. De lá (final dos anos 80) para cá, as transformações nas comunicações já são capazes de demonstrar um futuro (próximo) onde a informação digital mudou assustadoramente sua composição estrutural e suas formas de acesso.

Este fato está no cerne das mudanças vividas pela indústria e pelos usuários de TI. Neste quadro, o transportador IP é conhecido e padronizado. Nenhuma informação pega carona na rede se não for empacotada por ele e por suas vertentes. Os dados tradicionais continuam a imperar, mas estão agregados a uma montoeira de informações baseadas em vídeos e imagens. Quando nossos avós diziam que uma imagem vale mais do que mil de palavras, nós entendíamos o significado da frase, mas não sabíamos para que serviam as imagens… Afinal, as fontes de vídeo e imagens eram demasiadamente precárias, prematuras e caras.

O novo mundo chegou e as informações pessoais e corporativas passam a se confundir em um ambiente compartilhado que, se mal implementado, pode ser inseguro. Estes ambientes e aplicações hospedadas em cloud computing, acessados através de dispositivos híbridos e móveis, passam agora a contar com novos geradores de tráfego e informações riquíssimas. A Internet das Coisas (IoT) chegou como uma nova fonte de geração de tráfego que se viabiliza em ambiente onde infraestrutura e cloud computing são mandatórios. Os mais variados equipamentos corporativos e utensílios domésticos oferecem sinalização de seus sensores via IP, que são transportados aos grandes repositórios e bases de dados (big data).

Por um lado, as empresas do mercado corporativo têm convivido com estas mudanças, buscando provedores capazes de arquitetar, manter, operar e garantir níveis de serviços em soluções que considerem todas estas transformações de forma harmoniosa. É muito importante que estas mesmas empresas tenham pilares de soluções em seu portfólio que abranjam ambientes com ferramentas e consultores voltados a visão analitics.

Lembre-se que analitics já mostrou sua força – foi assim que a Alemanha ganhou a Copa do Mundo 2014. Mas, para chegar lá, temos de organizar as fontes de informação, sua qualidade e suas formas de geração. Feito isto, as empresas conseguem analisar e gerar dashboards e dados gerenciais capazes de tornar as decisões de negócios muito mais precisas e eficientes.

Do outro lado desta equação encontramos a indústria de provedores de serviços de ICT. Assistimos, hoje, à felizmente infindável competição deflagrada no inicio do milênio, quando as operadoras de telecomunicações passaram a se interessar pelos serviços de IT. A competição acontece porque o vice-versa também é verdade – integradores de serviços de IT (os tradicionais e seculares provedores de serviços de dados, imagem e impressão, entre outras ofertas) estão avançando para a área de telecomunicações.

Tudo isso faz parte de um quadro maior: lembremos que a informação teve seu perfil transformado, tanto na entrada quanto na saída, especialmente com as impressoras 3D. Nota-se claramente uma movimentação dos provedores de serviços de impressão ampliando seu portfólio e oferecendo serviços de IT. O resultado de toda essa evolução é que a empresa usuária encontra, agora, prestadores de serviços interessados no mesmo filão.

A oferta dos gigantes da indústria de provedores de serviços de ICT tem profunda relevância para as corporações usuárias. Trata-se de empresas que oferecem um menu completo de serviços, considerando  toda a estrutura de billing, gestão e operação do que está sendo apresentado ao mercado. A disputa entre os gigantes de serviços de ICT está cada vez mais acirrada e com número maior de players mundiais.

Os CIOs, figura estratégica neste quadro em mutação, já vêm trabalhando mudanças de seu perfil. Esse profissional está se transformando em um broker de serviços e soluções aderentes e de críticas ao sucesso do negócio final de suas corporações. São pessoas que trabalham de olhos bem abertos, entendendo este novo cenário… ou, pelo menos, deveriam. Seus prestadores de serviços estão mudando de nome e os processos de afunilamento de alternativas estão cada vez mais agressivos.

Paulo Henrique Pichini é CEO & President da Go2neXt Cloud Computing Builder & Integrator.

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