Componentes de direção automotiva têm que cumprir as normas técnicas

terminalOs fabricantes e importadores de componentes de direção automotiva precisam ficar atento para o final do prazo da Portaria Inmetro 268, de 28 de maio de 2013, que determina a certificação compulsória de terminais de direção, barras de direção, barras de ligação e terminais axiais comercializados no mercado de reposição. “Quem ainda não iniciou o processo de certificação precisa ficar atento, pois o prazo final é em novembro deste ano e, apesar de ainda haver quatro meses, é preciso iniciar o quanto antes, pois existe a necessidade de efetuar testes e avaliações laboratoriais que demandam tempo, e nem sempre os resultados satisfatórios são atingidos na primeira tentativa”, alerta Alexandre Xavier, gerente do Instituto da Qualidade Automotiva (IQA).

Fazem parte desta portaria terminais de direção, barras de direção, barras de ligação e terminais axiais utilizados em automóveis, camionetas, caminhonetes, veículos comerciais leves, caminhões, caminhões-tratores, ônibus e micro-ônibus, das categorias M e N e categorias G e O (quando aplicável), conforme descritos na norma ABNT NBR 13776. Estão isentos de certificação os componentes dos veículos da categoria “L” (veículo automotor com menos de quatro rodas), conforme descrito na norma ABNT NBR 13776, máquinas, implementos e equipamentos agrícolas. Diante da obrigatoriedade da certificação, os fabricantes e importadores ficam sujeitos à fiscalização, realizada pela Rede Brasileira de Metrologia e Qualidade, que promove ações de verificação da conformidade durante o ano.

Existem duas normas que os fabricantes precisam conhecer. A NBR16130 de 11/2012 – Veículos rodoviários automotores – Terminais de direção, barras de direção, barras de ligação e conjuntos de barras axiais – Requisitos e métodos de ensaio aplicados a veículoscategorias M e N e categorias G e O (quando aplicável) estabelece os padrões mínimos de desempenho para conjuntos de barras e terminais de direção para veículos rodoviários automotores, seus rebocados e combinados, aplicaçõesagrícolas e industriais (conforme NBR 6067 e NBR 13776), para fins de responsabilidadedo projeto e a NBR 16131 de 11/2012 – Veículos rodoviários automotores – Terminais de direção, barras de direção, barras de ligação e conjuntos de barras axiais – Terminologia que propõe terminologias padronizadas para as partes integrantes dos sistemas de direção, bem como seus componentes de transmissão e demais juntas, comumente utilizadas em projetos automotivos, utilizando-se de ilustrações e descrições com termos técnicos ligados ao assunto.

Os conjuntos e componentes ensaiados conforme esta norma devem atender aos requisitos e especificações para as condições de ensaios individuais. Os ensaios descritos em 6.3 a 6.3.8 devem contemplar um período de repouso inicial mínimo de 24 h e máximo de 240 h. Para o produto que não é conhecido o período de repouso, devem ser aplicados 12 ciclos de movimentação angular do pino esférico, retornando à posição central e aguardando período mínimo de repouso inicial de 24 h e máximo de 240 h para início dos ensaios.

Os torques de montagem das porcas e parafusos devem estar em conformidade com a classe de resistência dos elementos de fixação ou conforme especificação da montadora ou do fabricante do sistema de direção. As famílias de aplicação para terminais de direção e /ou barras de direção e/ou barras de ligação devem ser conforme diâmetro nominal da esfera do pino esférico (O).

Quando não especificado diretamente no ensaio de laboratório e/ou como critérios de aprovação complementares, seguir os seguintes critérios: trincas: não são permitidas antes nem após a realização dos ensaios; exceto micro trincas superficiais detectadas na camada do tratamento superficial e/ou termoquímico após a realização dos ensaios; marcas de batidas: não são permitidas marcas e batidas na peça antes do ensaio. A norma também inclui os ensaios que devem ser realizados nos componentes.

O termo usado em inglês é shimming, significando vibrações no guidão das motos, mas também é usado para descrever uma trepidação no volante dos carros. Geralmente aparece quando há defeitos nos terminais de direção, também chamados de ponteiras.

Os terminais de direção são pequenas peças que ligam o sistema de direção dos carros às rodas. Quando estão gastos, ficam com folga e provocam a trepidação da direção. Muitas pessoas confundem o treme-treme com balanceamento das rodas, já que a sensação para quem dirige é muito parecida.

Por isso, se você sentir uma trepidação no volante com o carro acelerado, o melhor é fazer uma revisão completa na suspensão antes de fazer o balanceamento nas rodas. Se houver folga nos terminais, a checagem irá apontar. Neste caso, as peças precisam ser trocadas imediatamente.

Além do incômodo para quem dirige, folgas nos terminais de direção trazem risco ao motorista e danos ao carro. Outras peças da suspensão podem ser danificadas, como buchas de balança e coxins. Mas o maior perigo é o rompimento do pino mestre do terminal (em casos graves de folga). Se isso ocorre, o motorista perderá o controle da direção.

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Maurício Sampaio

O segundo semestre começou. É hora de milhões de jovens definirem a escolha profissional. E tomar essa decisão de forma clara, sem hesitação, é o primeiro passo para o sucesso.

Pesquisas mostram que alunos que sabem ou ao menos estão mais tranquilos com a escolha profissional obtêm melhores resultados nos vestibulares. Isso acontece porque eles se sentem mais seguros e motivados e podem focar as atenções exclusivamente nos exames. E é isso mesmo. Quando sabemos o que realmente queremos, parece que nosso cérebro e corpo jogam a nosso favor.

Qual rumo profissional devo tomar? Qual a profissão devo escolher? O que vou cursar na universidade? Será que vou ganhar dinheiro? Certamente estas perguntas rondam a cabeça de um jovem às vésperas de concluir o ensino médio.

Escolher uma profissão, nos dia de hoje, não é uma missão tão simples. Tradicionais profissões dão espaço a novas opções e a novos caminhos. A chegada em massa da tecnologia não só transformou processos como criou eficazes canais de oportunidades.

Surge a cada dia, como num toque de mágica, uma variada gama de cursos: superiores, especializações, MBAs e outros. Cresce de forma vertiginosa o número de instituições de ensino. Aliás, nunca ficou tão fácil frequentar uma universidade. Bastam alguns cliques na internet e pronto! É só baixar o diploma no e-mail.

Outros complicadores também aparecem na hora da grande decisão e causam desconforto. Um deles é escolher entre o sucesso e a fama ou o prazer e a satisfação pessoal, o resultado financeiro ou a paixão pelo ofício. Aliás, gostaria de fazer um aparte a este tema “dinheiro”. Tenho atendido em meu escritório de orientação profissional muitos jovens que estão fazendo a escolha com base no resultado financeiro. Um grande erro!

Grana não passa de uma atividade meio, ou seja, ela virá desde que você se esforce em concretizar seus objetivos, cumpra suas metas, seja insistente, perseverante no seu sonho e crie um diferencial para o seu negócio ou para você mesmo! Uma espécie de DNA profissional. Não cabule a aula de biologia, vai fazer falta!

Pior ainda é lidar com a frustração de pais que projetam em seus filhos aquilo que queriam ser ou mesmo os induzem a dar sequência em suas atividades ou aos seus negócios. Em alguns casos, isto se torna natural e sadio: numa família de médicos, os filhos se tornam grandes médicos no futuro.

Mas cabe aqui colocar minha experiência e opinião pessoal. Falo especialmente para aqueles que forem fazer o mesmo que eu fiz, no que diz respeito à sucessão familiar, à tomar conta do negócio da família. Alguns alunos fazem esta opção não por vontade própria, mas sim como um caminho de fuga e comodismo.

Pois saibam que precisarão se dedicar muito, pois as cobranças virão em dobro. Além disso, você tem de se tornar mestre em administrar relacionamentos, pois estamos falando de convívio familiar.

Aqui vai mais uma dica: tão ou mais importante que escolher uma profissão, um curso superior, uma faculdade ou uma universidade é saber preparar um plano de vida, uma espécie de plano de voo. Analise suas possibilidades de forma holística. Você não deve achar que cursar Farmácia lhe dará somente o direito de ser farmacêutico ou Psicologia lhe possibilitará apenas montar mais uma clínica. Tenha em mente que sua escolha lhe abrirá um mar de oportunidades de mercado jamais pensadas.

Seja diferente, faça diferente, inove! Para isso, o importante é gastar mais tempo olhando para o seu interior. Descubra seus talentos, suas habilidades, sua vocação, seus traços de personalidade. Seja criativo e observador, analisando cada mudança em sua volta. Só então você será capaz de escolher o rumo certo de uma feliz e apaixonante profissão.

Maurício Sampaio é educador, orientador vocacional e profissional, palestrante, escritor, coach e fundador do InstitutoMS. www.mauriciosampaio.com.br

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