Prepare a sua organização para as mudanças climáticas

As alterações climáticas estão ligadas a eventos como furacões e chuvas torrenciais. O aumento da intensidade dessas catástrofes tem sido apontado como um dos efeitos do aquecimento global. Os cientistas não são unânimes nesse diagnóstico. Por via das dúvidas, as grandes corporações estão se preparando para um cenário ainda mais adverso.

É preciso ter em mente que as mudanças climáticas não podem ser facilmente ligadas a ocorrências de eventos extremos como tsunamis e furações. Para se fazer essa conexão é preciso um estudo mais profundo, usando inclusive modelos estatísticos, para mostrar a relação entre essas duas coisas. Baseia-se na gestão de riscos, já que o ambiente empresarial necessita ser entendido e mapeado, sendo apontadas as vulnerabilidades, as fragilidades e os controles analisados. As principais técnicas utilizadas para estes fins são entrevistas com gestores e executores, observações dos processos e atividades em campo, análise de dados operacionais, indicadores e incidentes.

Por exemplo, se a sua empresa fica perto de algum rio, por exemplo, deve adotar medidas para proteger suas instalações em relação a possíveis inundações ou mesmo falta d’água. Trata-se de uma maneira simples de se precaver de fenômenos que podem gerar perdas importantes.

E o que a gente leva em conta para fazer um diagnóstico e as possíveis soluções? Em primeiro lugar, a localização geográfica da empresa e a geologia da região. Algumas regiões do Brasil vão sofrer seca e outras chuvas intensas.

Igualmente, alguns pontos importantes. O clima do planeta está mudando constantemente ao longo do tempo geológico. A temperatura média global hoje é de cerca de 15ºC, mas as evidências geológicas sugerem que ela já foi muito maior ou muito menor em outras épocas no passado.

Entretanto, o atual período de aquecimento está ocorrendo de maneira mais rápida do que em muitas ocasiões no passado. Os cientistas estão preocupados de que a flutuação natural, ou variabilidade, está dando lugar a um aquecimento rápido induzido pela ação humana, com sérias consequências para a estabilidade do clima no planeta.

Assim, contribui para o efeito natural de estufa com gases emitidos pela indústria e pela agricultura, absorvendo mais energia e aumentando a temperatura. O mais importante desses gases no efeito estufa natural é o vapor de água, mas suas concentrações mostram pouca mudança. Outros gases do efeito estufa incluem dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, que são liberados pela queima de combustíveis fósseis. O desmatamento contribui para seu aumento ao eliminar florestas que absorvem carbono.

Desde o início da revolução industrial, em 1750, os níveis de dióxido de carbono (CO2) aumentaram mais de 30%, e os níveis de metano cresceram mais de 140%. A concentração de CO2 na atmosfera é agora maior do que em qualquer momento nos últimos 800 mil anos.

Os registros de temperatura, a partir do fim do século 19, mostram que a temperatura média da superfície da Terra aumentou cerca de 0,8ºC nos últimos cem anos. Cerca de 0,6ºC desse aquecimento ocorreu nas últimas três décadas.

Dados de satélites mostram um aumento médio nos níveis do mar de cerca de 3 milímetros por ano nas últimas décadas. Uma grande proporção da mudança nos níveis do mar se deve à expansão dos oceanos pelo aquecimento. Mas o derretimento das geleiras de montanhas e das camadas de gelo polar também contribui para isso.

A maioria das geleiras nas regiões temperadas do mundo e na Antártica está encolhendo. Desde 1979, registros de satélites mostram um declínio dramático na extensão do gelo no Ártico, a uma taxa anual de 4% por década. Em 2012, a extensão de gelo alcançou o menor nível já registrado, cerca de 50% menor do que a média do período entre 1979 e 2000.

O manto de gelo da Groenlândia verificou um derretimento recorde nos últimos anos. Se a camada inteira, de 2,8 milhões de quilômetros cúbicos, derretesse, haveria um aumento de 6 metros nos níveis dos mares. Dados de satélites mostram que a capa de gelo do oeste da Antártica também está perdendo massa, e um estudo recente indicou que o leste da Antártica, que não havia mostrado tendências claras de aquecimento ou resfriamento, também pode ter começado a perder massa nos últimos anos. Mas os cientistas não esperam mudanças dramáticas. Em alguns lugares, a massa de gelo pode aumentar, na verdade, com as temperaturas em alta provocando mais tempestades de neve. Está previsto um aumento da temperatura global entre 1,8ºC e 4ºC até 2100.

Mesmo que as emissões de gases do efeito estufa caiam dramaticamente, os cientistas dizem que os efeitos continuarão, porque partes do sistema climático, particularmente os grandes corpos de água e gelo, podem levar centenas de anos para responder a mudanças na temperatura. Também leva décadas para que os gases do efeito estufa sejam removidos da atmosfera.

A escala do impacto potencial é incerta. As mudanças podem levar à escassez de água potável, trazer mudanças grandes nas condições para a produção de alimentos e aumentar o número de mortes por inundações, tempestades, ondas de calor e secas. A sua empresa está preparada para tudo isso.

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De onde vem o medo de falar em público?

Sentir medo é algo comum – e até necessário – para o ser humano, afinal, ele pode funcionar muitas vezes como um mecanismo de defesa para o homem – você deixa de fazer algo perigoso, pois sabe as consequências que esse ato trará para você. Porém, esse é apenas um dos medos que sentimos.

Existe também o medo inibidor e paralisante, por exemplo, quando você gosta de alguém e não consegue começar uma conversa, afinal, ficar parado é a opção mais segura – porém, ao mesmo tempo, é a opção que faz com que você desperdice as oportunidades que aparecem no seu caminho. Segundo Michel Soares, especialista em oratória, o medo de falar em público funciona mais ou menos dessa forma inibidora. “Expor sua opinião ou ideias para o público – que pode ser desde três pessoas até uma sala com 300 alunos, por exemplo – é saber que você será analisado, interpretado e julgado por pessoas que não conhece. E é comum que isso gere insegurança,” comenta. O problema é quando esse medo impede a pessoa de seguir com a sua vida e simplesmente trava.

É comum encontrar pessoas que sentem vontade de expor suas opiniões, mas, ao mesmo tempo, o medo as impede disso. “E esse medo pode ser percebido até por meio do físico da pessoa: alguns suam frio, outros gaguejam, outros travam, outros tremem e sentem o coração bater acelerado, outros sentem que o raciocínio não consegue ser organizado de jeito nenhum”, aponta Soares.

Porém, o especialista sempre ressalta que não é feio e nem errado não conseguir falar em público. “Ninguém deve se culpar por isso. É preciso aceitar que o medo existe e então tratá-lo e passar por cima dele, assim como fazemos com todos os outros medos que sentimos e obstáculos que encontramos no meio do caminho”, exalta.

Soares, que é técnico de oratória há cinco anos, diz que existem várias técnicas que podem ser aplicadas para “passar por cima” desse medo – e cada pessoa se dá melhor com uma técnica. “Não é receita de bolo: não é porque uma técnica serve para uma pessoa que obrigatoriamente irá servir para outra. No meu trabalho eu estudo a pessoa e descobrimos juntos o que deve ser feito para eliminar esse medo”, ressalta.

Algumas técnicas utilizadas são manter a respiração estável (isso faz com que os sintomas físicos diminuam), manter o pensamento focado somente naquilo que será dito, estabelecer uma postura corporal confortável antes da exposição, levar uma “colinha” com você, caso precise, etc. Entretanto, independente do grau de medo e da técnica utilizada por cada um para superá-lo, o ponto mais importante na boa oratória é ter autoconfiança. “Resumidamente, superar o medo de falar em público é não se preocupar com a reação do outro diante das suas atitudes, falas e demais manifestações – e, para isso, o auxílio profissional pode ser um grande ponto de partida”, conclui Soares.