Água São Lourenço e Toddyinho estão contaminados

Boneco do Toddynho

Foi encontrada a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa acima do limite permitido em um loteA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a distribuição e a comercialização, em todo o país, do lote 32966047S1 da água mineral da marca São Lourenço, produzida pela Nestlé. Segundo comunicado da agência, o lote, que possui validade até 23 de outubro de 2014, apontou “a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa acima do limite estabelecido na legislação sanitária”.

A amostra foi coletada pela Vigilância Sanitária de Campinas (SP) após denúncia de um consumidor que relatou gosto estranho do produto. A bactéria Pseudomonas aeruginosa causa alterações de odor e sabor nos alimentos, mas normalmente não representa risco preocupante à saúde. No entanto, em crianças, gestantes e pessoas com sistema imunológico fragilizado, a bactéria pode causar infecções, disse a Anvisa em comunicado.

A vigilância sanitária de Minas Gerais, onde está localizada a fábrica do produto, já foi acionada para adotar as medidas necessárias junto à empresa. A medida tem validade imediata. O lote em questão não pode ser comercializado e o recolhimento é de responsabilidade do fabricante.

Em relação a isso, a Nestlé informou que desde que recebeu o primeiro contato da autoridade sanitária, em fevereiro/14, informando sobre alteração de parâmetro no lote 32966047S1 da Água São Lourenço Natural Sem Gás 300 ml, produzido em outubro de 2013, tomou a decisão de suspender imediatamente a distribuição e comercialização do referido lote. A medida foi tomada ainda que controles internos, confirmados por análises realizadas em laboratório certificado pelo Inmetro, em diversas amostras do mesmo lote, não tivessem apontado nenhuma desconformidade com a legislação vigente.

Em nota, a Nestlé informou que “a segurança e a qualidade de seus produtos são prioridades inegociáveis, razão pela qual adota rígidos padrões e controles em todas as etapas dos processos de fabricação”. A fabricante também se dispôs a esclarecer dúvidas de consumidores por seu Serviço Nestlé ao Consumidor (site da companhia) e pelo telefone 0800 979 1819.

Quanto ao Toddyinho, a Pepsico anunciou o recolhimento de um lote desse achocolatado que está contaminado por bactéria. Segundo comunicado da empresa, o produto não passou no teste bacteriológico e foi direcionado para descarte. Contudo, uma falha ocorrida no centro de distribuição resultou no envio do produto para o varejo — especificamente no estado do Rio Grande do Sul.

O lote GRU L15 51 (intervalo de 23:04 a 23:46) foi fabricado em 2 de junho deste ano e tem validade até 29 de novembro. Segundo a Pepsico, os produtos apresentam sabor azedo, e sua ingestão pode causar desconforto gastrointestinal, vômito e diarreia. A empresa não informou qual bactéria foi responsável pela contaminação, mas os bacilos podem surgir, em geral, devido a condições inadequadas de resfriamento e armazenamento.

Segundo a empresa, cerca de dois mil produtos já foram localizados. Em nota, a Pepsico disse que os consumidores que tiverem adquirido o produto devem entrar em contato com o SAC da empresa para fazer a troca, sem qualquer custo, pelo número 0800 703 2222, das 8h00 às 20h00, ou pelo e-mail sactoddynho@pepsico.com. Em 2011, a Pepsi anunciou recall de 80 mil unidades de Toddyinho devido à presença de detergente na composição da bebida distribuída também no Rio Grande do Sul. Na época, a contaminação acarretou em 32 ocorrências de intoxicação.

Deve-se dizer que a intoxicação alimentar, ou gastrintestinal (gastroenterocolite aguda), é um problema de saúde causado pela ingestão de água ou alimentos contaminados por bactérias (Salmonella, Shigella, E.coli, Staphilococus, Clostridium), vírus (Rotavírus), ou por suas respectivas toxinas, ou ainda por fungos ou por componentes tóxicos encontrados em certos vegetais (comigo-ninguém-pode, mandioca brava) e produtos químicos. A contaminação pode ocorrer durante a manipulação, preparo, conservação e/ou armazenamento dos alimentos. Nas crianças e idosos, a intoxicação alimentar pode ser uma doença grave.

Na maioria dos casos, a infecção bacteriana é a principal causa de intoxicação alimentar. Os diferentes tipos de Salmonella e o Staphilococus aureus são os mais frequentes agentes da infecção, uma vez que são capazes de viver e multiplicar-se no interior dos intestinos.

A Salmonella é transmitida pela ingestão de alimentos, especialmente carne, ovos e leite, que foram contaminados ao entrar em contato com as fezes de animais infectados. No caso dos Staphilococus aureus, comumente encontrado na pele das pessoas sem causar danos, a intoxicação é provocada por uma toxina que a bactéria produz e contamina os alimentos no momento de seu preparo ou manuseio. Outra causa possível, embora menos comum, de intoxicação alimentar é a infecção por um dos tipos da bactéria Clostridium que, em vez do intestino, ataca o sistema nervoso.

Independentemente do microrganismo determinante, os efeitos da intoxicação alimentar aguda são todos  parecidos: náuseas, vômitos, diarreia, febre, dor abdominal, cólicas, mal-estar. Nos quadros mais graves, podem ocorrer desidratação, perda de peso e queda da pressão arterial.

Nos casos específicos de alimentos contaminados pelo Clostridium, quando a intoxicação é causada por uma das variedades da bactéria responsável pela doença chamada botulismo, além dos distúrbios gastrintestinais que nem sempre aparecem, os sintomas podem ser indicativos de alterações neurológicas, como visão dupla e dificuldade para focalizar objetos, falar e engolir.

Normalmente, o diagnóstico é clínico e leva em conta os sintomas da doença. É sempre importante verificar a existência de pessoas próximas com os mesmos sinais da infecção e identificar o tipo de micro-organismo presente no alimento suspeito de contaminação. Exames de laboratório de fezes ajudam a reconhecer o parasita que causou a infecção, um recurso importante para orientar o tratamento medicamentoso.

A prevenção das intoxicações alimentares está diretamente associada ao saneamento básico, aos cuidados no preparo dos alimentos e a medidas básicas de higiene, como lavar as mãos antes das refeições e depois de usar o banheiro. A grande dificuldade da prevenção é o fato de os alimentos contaminados não apresentarem sinais da presença do micro-organismo. Ao contrário, em geral, sua aparência, gosto e cheiro costumam ser absolutamente normais.

Um paciente com intoxicação alimentar deve fazer repouso e ingerir muito líquido. Nos casos de perda maior de líquidos e risco de desidratação, devem ser indicados medicamentos para controlar as náuseas e os vômitos, assim como ministrar a reposição de líquidos e sais por via endovenosa. O tratamento das infecções alimentares bacterianas inclui o uso de antibióticos específicos.

Os especialistas afirmam que, como os alimentos contaminados por certos parasitas são os grandes responsáveis das intoxicações alimentares, é indispensável estar atento na hora da compra, transporte, armazenamento e preparo das refeições. Portanto: lave bem as mãos antes das refeições ou de lidar com alimentos; embale adequadamente os alimentos antes de colocá-los na geladeira ou no freeser; lave os utensílios de cozinha, especialmente depois de ter lidado com alimentos crus; evite comer carne crua e mal passada qualquer que seja sua procedência; especialmente a carne e os miúdos de frango, assim como os ovos devem ser bem cozidos porque são os transmissores mais comuns da bactéria Salmonella; não se esqueça de que ovos crus são ingredientes de pratos como a maionese e certos doces; só tome leite fervido ou pasteurizado; mergulhe verduras e hortaliças que serão ingeridas cruas numa solução de água com hipoclorito de sódio ou preparada com uma colher de água sanitária para cada litro de água; e não se deve ingerir alimentos em conserva cujas embalagens estejam estufadas ou amassadas.

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Para o Idec, as metas de redução do sódio nos alimentos industrializados são brandas

O Ministério da Saúde afirma que a quantidade do mesmo ingrediente em macarrão instantâneo, pão de forma e bisnaguinhas foi reduzido, porém uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) apontou que 11% dos alimentos industrializados não cumpriram as metas estabelecidas pelos acordos voluntários entre 2012 e 2013

Conforme pesquisa realizada pelo Idec, os resultados da segunda fase do levantamento sobre a quantidade de sódio em alimentos processados revelaram que 11% dos itens avaliados não atingiram as metas para redução de sódio. Foram avaliadas todas as categorias que aderiram ao acordo voluntário para redução do sódio nos alimentos processados.

As categorias que mais descumpriram as metas de 2012 foram macarrão instantâneo, panificados e biscoitos. As metas de 2013 foram descumpridas nas categorias de cereal matinal e temperos prontos.

No entanto, a pesquisa do Ministério da Saúde aponta a redução do uso de sódio em três tipos de alimentos bastante populares no Brasil: macarrão instantâneo, pão de forma e bisnaguinhas. Um dos levantamentos analisou em laboratório amostras de 54 desses produtos, concluindo que em 40 deles (76%) foram atingidas as metas de redução do uso de sódio, substância que aumenta o risco de hipertensão e doenças cardiovasculares.

Porém, para a nutricionista do Idec, Ana Paula Bortoletto, os resultados do monitoramento divulgado pelo Ministério da Saúde indicam três fragilidades: as metas estabelecidas são altas, e por isso, a maior parte das empresas não precisa reduzir o teor de sódio do produto para cumprir o acordo, ou seja, o MS comemora algo fácil demais; a falta de transparência no processo, que inclui a divulgação das marcas que não cumpriram os acordos e qual é a participação de cada marca no volume de vendas da categoria, como, por exemplo, se a marca mais vendida de pão de forma já possui quantidade de sódio dentro da meta, a redução não vai ter o impacto necessário para melhorar a saúde da população; e estes acordos são frágeis por serem voluntários, por isso não prevêem nenhuma punição para as empresas que não reduzirem o sódio de seus produtos.

Há três anos foi assinado o primeiro termo de compromisso do acordo para a redução do teor de sódio em alimentos processados, pelo Ministério da Saúde, pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) e por outras associações empresariais que representam a indústria alimentícia. Ao todo, foram quatro termos de compromisso, o último firmado em novembro de 2013.

O Ministério da Saúde divulgou que estes acordos permitiram a redução de pelo menos 1.295 toneladas de sódio de pães de forma, bisnaguinhas e macarrões instantâneos entre 2011 e 2012 e que até o fim de 2014, a diminuição deverá ultrapassar 1.800 toneladas. A meta até 2020 é que 28 mil toneladas de sódio deixem de ser usadas.

O acordo do Ministério com a Abia cobre 16 categorias de alimentos, responsáveis por 90% do sódio usado em produtos industrializados no Brasil. Em 2008, a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do IBGE, indicou que o consumo diário de sal no país era, em média, de 12 gramas, mais que o dobro do recomendável, que é o consumo de 5 gramas de sal por dia. A meta do governo é que essa seja a média de consumo diário dos brasileiros – 5 gramas – em 2020.

Desde 2011, o Idec monitora o acordo e critica as metas estabelecidas por serem pouco ambiciosas. Quatro pesquisas realizadas pelo Instituto ao longo desse período constataram que grande parte dos produtos já possuía, antes do acordo, menos sódio do que o indicado nos termos de compromisso – os quais, vale lembrar, são voluntários.

Na primeira fase deste levantamento divulgada em julho, o Idec realizou nova análise, mas, desta vez, em vez de checar as informações nutricionais presentes no rótulo, enviou 291 produtos, de 90 marcas, a um laboratório, que verificou a real quantidade de sódio neles contida. Por isso, essa é a primeira vez que divulgamos a avaliação das marcas de todas as categorias de alimentos incluídas nos acordos.

No levantamento realizado em 2011, por exemplo, identificou-se que 93,7% das marcas de pão de forma avaliadas na ocasião já continham teor de sódio dentro dos valores fixados nos termos de compromisso para o ano seguinte. Agora, o teste aponta que 76,9% das marcas de pão já estão adequadas às metas fixadas para até o fim de 2014.

O teste também constatou que 100% das marcas de batata palha e de rocambole já atingem as metas estipuladas para este ano. “Os resultados reforçam as críticas que o Idec já vinha fazendo às metas estabelecidas no acordo. Ao mesmo tempo, o teste revela que, mesmo os valores sendo tão baixos, ainda há produtos de grandes marcas que não se adequaram a eles”, resume a nutricionista.

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