Siderurgia brasileira pode ser mais competitiva se emissões forem levadas em conta

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Roberto Kishinami, diretor da NRG, empresa de consultoria em energia e meio ambiente
A preocupação crescente de governos e sociedade civil, por todo mundo, volta-se para as medidas de redução das emissões de gases de efeito estufa em todas as atividades humanas. Dentre essas atividades, destaca-se a indústria de transformação – produtora de aço, cimento, químicos básicos, etc. – que responde por aproximadamente 17% de todas as emissões de CO2 no planeta.

As emissões industriais de gases de efeito estufa no Brasil, como na maior parte do mundo, estão fortemente vinculadas ao crescimento da produção industrial. Isso significa que as emissões crescerão junto com o PIB industrial, a menos que políticas públicas eficazes e de longa duração sejam colocadas em prática desde agora. Além disso, tais políticas não podem ser isoladas do conjunto da política econômica e devem conduzir a atividade industrial em direção à produção de baixo carbono. Entre as medidas de curto prazo, está a adoção da intensidade de carbono, medida em tCO2 por unidade de produto – tonelada de aço, cimento, produto químico, papel, etc. – como critério de compras públicas e como objeto de metas setoriais de redução de emissões de gases de efeito estufa.

A intensidade das emissões, juntamente à emissão total bruta, permite uma análise mais apurada da eficiência com que as matérias primas e energia são utilizadas pela indústria de transformação. Numa economia, como a brasileira, em que a produção industrial tem de crescer para atender necessidades básicas como a moradia, alimentação, saneamento e tantos déficits sociais, importa analisar tanto o crescimento das emissões brutas, dentro do limite que vier a ser assumido pelo Brasil na COP 21 em Paris, como a parcela destas emissões que pode ser evitada por meios mais eficientes de transformar matérias primas em produtos, consumindo energéticos que resultam em gases de efeito estufa, através da queima.

Nessa análise, o SEEG é uma ferramenta essencial, por apresentar as estimativas de emissões de gases de efeito estufa de 1990 a 2012, por todas as atividades econômicas no Brasil. Como essas emissões foram calculadas segundo a metodologia do IPCC de 1996, revisada em 2006 e  que é usada pelos governos para fazerem seus relatórios de emissão dos países (sob o nome de Comunicação Nacional, para a Convenção Quadro das Nações Unidas para a Mudança do Clima),  ela pode ser comparada aos dados oficiais. Além disso, como dá acesso à base de dados, ela pode ser manipulada diretamente pelo usuário, para fazer suas próprias análises setoriais ou gerais.

A intensidade, medida em toneladas de CO2 equivalente por tonelada de aço bruto, por exemplo, é bastante sensível ao nível de ocupação ou ociosidade das plantas siderúrgicas e cresce quando há uma queda acentuada na produção, como ocorreu após a crise econômica de 2008 na Europa e nos Estados Unidos. Isso fica visível quando se analisa em detalhes os dados contidos no SEEG. Ao mesmo tempo, é igualmente visível que durante todo esse período há uma queda tendencial da intensidade de emissões de 2003 (1,65 tCO2/ t aço) a 2012 (1,33 tCO2/ t aço), que é resultado, principalmente, de medidas de aumento da eficiência energética nas plantas industriais.

O mesmo ocorre com o cimento, de maneira mais acentuada, com a introdução do coprocessamento de produtos como a escória da siderurgia e pneus inservíveis, que reduz significativamente essa intensidade de 0,84 tCO2/t cimento em 2004 para 0,57 tCO2/t cimento em 2012. A intensidade de carbono das siderúrgicas brasileiras é baixa quando comparada à média mundial, de 1,9 tCO2 / t aço (em 2009) contra uma média brasileira de 1,5 tCO2 / t aço em 2009, pela predominância do uso do coque de carvão mineral no resto do mundo. No Brasil, o uso do carvão vegetal e da sucata de aço, essa segunda ainda em volumes incipientes, fazem do aço produzido localmente um dos melhores nesse índice entre os grandes produtores de aço.

Apesar da vantagem comparativa, ela não é levada em conta em termos de competitividade. Basicamente porque faltam políticas publicas que coloquem a intensidade de carbono como critério de diferenciação entre os aços produzidos pelas diferentes plantas siderúrgicas, ou mesmo do aço importado, atualmente consumido em larga escala no Brasil.

A análise do Observatório do Clima ressalta um conjunto de políticas que podem ser implementadas a curto prazo que, entre outras vantagens, trariam real competitividade à indústria brasileira. Abrindo caminho para que a produção industrial local possa inserir-se na competição internacional, onde o conteúdo de carbono dos produtos industrializados será um critério de compra utilizado tanto pelos consumidores, como pelos governos. Esse texto foi elaborado a partir da Análise do Panorama Atual de Emissões Brasileiras – Tendências e Desafios, do Observatório do Clima: http://www.oc.org.br/index.php/page/96-An%25C3%25A1lise-do-Panorama-Atual-de-Emiss%25C3%25B5es-Brasileiras—Tend%25C3%25AAncias-e-Desafios%250A

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