Os Dez Mandamentos da excelência empresarial

TRAGÉDIAS, CRIMES E PRÁTICAS INFRATIVAS DECORRENTES DA NÃO OBSERVÂNCIA DE NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS – NBR

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Capa da publicação E1324

Essa publicação aborda, através da apresentação de casos reais, como o cumprimento das normas técnicas NBR – ABNT está diretamente ligado à segurança, à saúde e à qualidade de vida em nosso dia a dia.  O autor explica de forma prática, e infelizmente mostrando tragédias, como as normas técnicas estão presentes no nosso cotidiano. Elas devem ser levadas a sério quanto à sua observância obrigatória e o poder público precisa fazer gestão para fomentar esse cumprimento por parte da sociedade produtiva e de serviço.

Eduardo Moura

Os Dez Mandamentos da Excelência Empresarial foram escritos no estilo bíblico cunhado por Moisés, servo do Altíssimo, ao longo de 40 anos de peregrinação no deserto, vivendo ele e seus capitães em rústicas tendas, pela rebeldia da multidão que os seguia.

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I. Não servirás a gurus estranhos
Guarda-te dos falsos mestres que se travestem de cordeiros, mas que por dentro são lobos devoradores, servindo a seu próprio ventre. Não lhes prestarás culto, nem os servirás. Não terás vergonha de tua origem latina, e nem cultivarás um espírito de auto-comiseração, mas aprenderás a apreciar o jogo de cintura de que és dotado.
Examina tudo; retém o que é bom.

II. Pensarás sistemicamente
Ouve, ó executivo, e aprende que tua empresa, muito mais que um mero aglomerado de tendas, é um sistema complexo. Pensarás, decidirás e agirás, sempre, desde o ponto de vista sistêmico. Não privilegiarás o funcionamento das partes em detrimento do desempenho do todo, mas ao contrário, haverás de subordinar as partes ao todo. Saiba que o mercado não terá por inocente se agires de maneira adversa à que hoje te exorto.

III. Liderarás de todo teu coração
Lembra-te de que eu te designei por cabeça deste povo, para que o lideres, e uses de toda tua sabedoria para encaminhá-los à vitória, hoje e sempre. Haverás de liderar e capacitar teu povo para a ação conscienciosa e eficaz de cada dia. Haverás de compreender, em teu coração, que são as ações, tuas e de teu povo, as quais sacareis de vossa copiosa análise baseada em fatos e dados advindos de teus processos, sim, haverás de compreender que são as ações que levam aos números, e não os números às ações.

IV. Gerenciarás, de fato e em verdade
Portanto renunciarás solenemente e por completo à abominável doutrina de que gerenciar é impor e cobrar metas numéricas de teus subalternos. Mas cuidarás para que teu sistema de indicadores de desempenho possua estas duas virtudes que hoje te ordeno: 1) que oriente a teu povo, em cada tenda, quanto ao que fazer para o bem coletivo, ainda que com prejuízo das eficiências locais; 2) que direcione teus capitães de dez, teus capitães de cem, e teus capitães de mil a agirem sobre o que é mais crítico para o desenvolvimento global do sistema, em cada momento de sua vida fugaz debaixo do sol.

V. Não padecerás de miopia executiva
Não prenderás teu coração ao canto da sereia dos resultados imediatos, mas diligentemente validarás o impacto futuro de vossos atos e te assegurarás de extirpar preventivamente do teu meio todas as potenciais ramificações negativas das ações que vieres a implementar, visando a obtenção de resultados consistentes, hoje e sempre. Guarda-te de que teu coração venha a corromper-se com tua glória passageira, olvidando-te de onde vieste e deixando de avaliar o futuro que sobre ti há de vir. Lembra-te de que hoje colhes o que ontem semeaste.

VI. Não confundirás
Cuida para que tuas palavras e atos sejam coerentes diante daqueles cujos olhos estão postos em ti continuamente. Não suscitarás práticas desconexas e atabalhoadas no meio de teu povo, mas de antemão assegurarás o direcionamento harmônico das mesmas. Não mudarás de programa a cada ano, tal qual o néscio que não se enfada de buscar futilidades debaixo do sol.

VII. Respeitarás teu povo
Não provocarás teu povo à ira, ao descaso, ou ao desconsolo, engajando-te em práticas que bem sabes serem fúteis e desprovidas de bom senso. Não ofenderás a massa cinzenta que paira entre os dois ouvidos da tua gente. Erradicaras o medo que hoje habita no coração de teu povo, conforme já te advertia meu servo Deming, desde os tempos da antiguidade.

VIII. Não desperdiçarás
Não usarás teus escassos recursos em vão. Não minarás as energias de teu povo. Não perderás tempo, dinheiro e competitividade dando ouvidos a fábulas, e falsas doutrinas, e preceitos ultrapassados, tais como “custo do produto”, “ganho de inventário”, “custo de mão de obra por peça”, “lote econômico” e conceitos similares a estes, todos baseados na abominável distribuição de custos fixos. Mas a cada dia identificarás as restrições que hoje limitam o desempenho de tua organização e sobre elas certamente hás de empenhar teus recursos, e teu precioso tempo, e teu sofrido coração. Guarda-te também de desperdiçares montanhas de dinheiro em intrincados e rígidos ERPs cujos cronogramas de implementação parecem prorrogar-se continuamente até a eternidade. Não te meterás em tais aventuras sem uma cuidadosa análise de seleção e sem o prévio trabalho de padronização integrada de teus processos, definindo claramente a metodologia de trabalho e o fluxo interdepartamental de materiais e informações, ao mesmo tempo que eliminas todo tipo de desperdício que não agrega valor. Lembra-te, sempre, que computadores são apenas ferramentas, e não métodos.

IX. Não burocratizarás
Guarda-te de que te deixes seduzir pela falsa impressão de eficácia trazida pelas práticas burocratizantes, pois tal qual ardentes víboras do deserto, elas sutilmente injetarão em tuas entranhas o veneno letal da paralisia organizacional. Não criarás elefantes brancos no meio de teu povo, quer seja em regime de confinamento ou à solta, nas pastagens de teu rebanho. Não implementarás a norma pela norma.

X. Não imitarás
Não imitarás as empresas de sucesso ao teu redor, mas antes investigarás os princípios que norteiam seu êxito. Abominarás por completo as práticas decorrentes de princípios incompatíveis com teus valores fundamentais, por mais atrativas que sejam a teus olhos. Se um dia chegares à conclusão de que teus valores necessitam de mudança, de todo os revisarás e os realinharás, e diligentemente os inculcarás a teu povo, ao deitar-se e ao levantar-se, para que te vá bem.

Eduardo Moura é diretor da Qualiplus Excelência Empresarial – emoura@qualiplus.com.br

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Congresso RESAG_ENQUALAB

O Congresso 2014 RESAG_ENQUALAB, promovido e organizado pela Rede de Saneamento e Abastecimento de Água (Resag) em conjunto com a Rede Metrológica do Estado de São Paulo (Remesp), está organizado em três workshops: Saneamento e Abastecimento de Água, Redes do Sistema Brasileiro de Tecnologia – Sibratec: Serviços Tecnológicos em Apoio à Inovação e Extensão Tecnológica e Demanda Empresarial e Workshop Qualidade em Laboratórios. Ocorrerá de 29 a 31 de outubro na sede da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq): Av. Jabaquara, 2925 – Planalto Paulista – 04045-902 – São Paulo/SP.

Será um encontro de representantes da indústria, órgãos de governo, setores de regulamentação e de fiscalização, instituições de tecnologia e acadêmicas, e micro, pequena e média empresa, que apresentarão e discutirão ações em pesquisas e desenvolvimento tecnológico e necessidades da indústria em temas relacionados com a infraestrutura da qualidade, serviços tecnológicos e inovação, como relacionado a seguir. Participarão deste Congresso como conferencistas, coordenadores, moderadores e expositores profissionais do País reconhecidos mundialmente, líderes em suas áreas de atuação, e também especialistas de instituições internacionais de renome, como o National Institute of Standards and Technology – NIST/EUA e o Physikalisch-Technische Bundesanstalt – PTB/Alemanha, elementos que indubitavelmente conferem um expressivo valor a este encontro.

Mais informações: http://www.resag.org.br/congressoresagenqualab2014/index.php

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Vamos vender menos?

CURSOS TÉCNICOS DISPONÍVEIS PELA INTERNET

A Target preparou um programa especial de cursos pela Internet, contemplando as últimas tendências do mercado. Com o objetivo de facilitar a participação daqueles que possuem uma agenda de compromissos complexa, a Target criou a opção para que o cliente possa assistir aos cursos através da transmissão pela internet. Fique atento aos cursos que estão disponíveis. Clique aqui e veja um exemplo de como funciona o recurso. Garanta a seu desenvolvimento profissional adquirindo os cursos pela internet da Target: https://www.target.com.br/produtossolucoes/cursos/gravados.aspx

J.B. Vilhena, presidente do MVC, coordenador dos MBAs executivos de gestão estratégica de serviços, varejo e comercial na FGV, autor dos livros Negociação e influencia em vendas, manual das universidades corporativas

Tenho certeza que você achou o título deste artigo meio esquisito. Afinal o objetivo de toda empresa é vender cada vez mais e eu estou propondo que você pense em vender menos. Para entender o porquê da minha pergunta, gostaria de te contar uma história (com h, pois é absolutamente verdadeira).

Fui convidado pela associação de revendedores de uma importante indústria automobilística para fazer uma palestra para donos de concessionárias. O mote definido para o encontro era: não adianta estarmos vendendo cada vez mais se nossa rentabilidade está cada vez menor. Para subsidiar a minha fala recebi um conjunto de dados de pesquisa que demonstravam que realmente as vendas estavam aumentando significativamente (fruto de uma competente estratégia da montadora, baseada na oferta de novos e sedutores modelos), mas os resultados operacionais eram decrescentes, pois as despesas aumentavam em uma proporção maior que o aumento das receitas de vendas.

Falei durante 90 minutos sobre os riscos de vender cada vez mais e ganhar cada vez menos. As pessoas não gostaram nem um pouco de minhas afirmações e observações. Sabe por quê? Simplesmente porque preferem continuar acreditando que aumentar as vendas é a principal obrigação de todo o bom executivo. Eu discordo disso frontalmente.

Minha experiência de mais de 30 anos mostra que as empresas realmente feitas para durar não se contentam em simplesmente aumentar as vendas. Elas inclusive sabem que fazer isso de maneira impensada pode leva-las a falência. É verdade que volume de vendas é um indicador de resultados. Mas sozinho não quer dizer muita coisa. Existem pelo menos dois outros indicadores financeiros que jamais podem ser negligenciados: a lucratividade e a rentabilidade.

De maneira simplista, podemos afirmar que lucro é a diferença entre as receitas e as despesas. Se uma empresa faturou 100 e gastou 90, lucrou 10. Mantendo a mesma simplificação, podemos dizer que rentabilidade é a relação entre receita e despesa. Se uma empresa faturou 1.000 e gastou 990, lucrou os mesmos 10. Mas qual das duas foi mais eficiente na gestão dos recursos? É claro que foi a primeira, que conseguiu uma rentabilidade de 10% (a rentabilidade da segunda foi de apenas 1%).

Pensemos em uma transportadora, dona de um único caminhão, capaz de transportar 20 toneladas de carga. Graças aos esforços da área de vendas este caminhão trafega sempre com a lotação máxima. Seu custo operacional é de 50 dinheiros por frete médio. As receitas de vendas somam 45. O lucro bruto é de 5 dinheiros por frete. Um belo dia surge a possibilidade de atender a um novo cliente, com uma demanda garantida de 12 toneladas por frete. Será que vale a pena comprar um novo caminhão para atendê-lo? Vejamos.

Sem levar em consideração o custo de aquisição do novo caminhão, nós estaríamos gastando os mesmos 45 dinheiros para transportar 40% menos carga. Isso significa uma rentabilidade menor (faça as contas e verifique você mesmo como isso é verdadeiro). Em outras palavras, nesse caso, pensando unicamente na rentabilidade, o melhor é vender menos.

Você já fez esse tipo de análise na sua empresa? Caso a resposta seja não, sugiro que arregace as mangas e comece a calcular, pois pode estar perdendo um monte de dinheiro por ter clientes demais.

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