Estratégias para reduzir as queimadas no Brasil

Coletânea Série Sistema de Gestão Ambiental

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cerradoElas podem ser criminosas, planejadas ou acidentais. As queimadas não naturais são hoje um risco para o equilíbrio ambiental do país, mas também à saúde humana e à própria economia nacional. Nesta época do ano, auge do período de seca (agosto – outubro) no Cerrado – bioma que se estende por onze estados brasileiros e no qual vivem 20 milhões de pessoas, os focos de incêndio se alastram e ameaçam a biodiversidade e a população. Na luta contra o fogo, unidades de conservação têm investido com êxito em parcerias público-privadas, na geração de conhecimento para a população e em treinamentos de capacitação para funcionários e a comunidade de seus entornos.

Com área correspondente a 23,92% do território nacional, o Cerrado possui o maior índice de queimadas do país, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Neste ano, até agosto, foram registrados 73 mil focos de queimadas no Brasil, sendo 60% delas no Cerrado. O desafio da conservação do bioma, que garante qualidade de vida à população por meio dos serviços ambientais que presta, é uma verdadeira batalha contra o fogo.

Há quem pense que o problema das queimadas não naturais seja apenas ambiental. O impacto para a economia das cidades e a saúde das pessoas também é grande: diminuição da qualidade do ar, provocando doenças respiratórias; problemas com infraestrutura, como a queda no fornecimento de energia elétrica; perdas em propriedades rurais e péssima visibilidade em rodovias são alguns exemplos de como as queimadas afetam diretamente a população. “Os problemas relacionados ao fogo afetam as vidas das pessoas, estejam elas morando nas cidades ou em áreas rurais. Por isso, é importante entender que a ameaça vai além do impacto direto na natureza”, pontua o analista ambiental do Parque Nacional Chapada dos Veadeiros, Fernando Rebello.

A prática, comum no Cerrado, de utilização do fogo como manejo da terra, principalmente por agricultores e na época de seca, oferece grande risco à biodiversidade e às pessoas. “O uso do fogo é bastante perigoso, principalmente, se a utilização de manejo acontece próximo às áreas urbanas. Além da destruição ambiental, as queimadas podem se alastrar para áreas próximas, atingindo casas, áreas naturais e danificando as redes de transmissão elétrica”, explica Rebello.

Com cerca de 9.000 hectares e fazendo limite com diversas propriedades rurais, a Reserva Natural Serra do Tombador, em Cavalcante (GO), a 420 km de Brasília, é um exemplo de como o combate ao fogo depende da união de diversos setores da sociedade. Mantida pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a Reserva fica próxima ao Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e teve cerca de 60% de sua área queimada em 2011, por conta de um grande incêndio. “Diante desse cenário, passamos a investir fortemente em duas dimensões: especialização das estratégias de combate ao fogo e intensificação das ações de prevenção”, explica a diretora executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes, que completa: “em ambos os casos, a parceria com a comunidade do entorno e o poder público ampliaram nossos resultados”.

Em termos práticos, para o combate a possíveis focos de queimada foram construídos aceiros (retirada de vegetação rasteira em linhas para evitar a passagem do fogo durante um incêndio) e também houve a instalação de 11 caixas d’água em diversos pontos estratégicos da reserva, além de outras iniciativas. O investimento em prevenção aconteceu por meio da criação de uma brigada comunitária voluntária de combate a incêndio, em 2012. Apesar de ter como objetivo final o combate a incêndios já estabelecidos, o treinamento dos participantes incluía noções de uso correto do fogo, seus impactos para a biodiversidade entre outros temas relacionados à educação ambiental focada na problemática do fogo.

A brigada voluntária foi uma das soluções encontradas para ressaltar a importância da proteção dos ambientes naturais e compartilhar o conhecimento em relação ao fogo, com a comunidade do entorno da Reserva. “Oferecer capacitação de combate para a população é uma solução para que os moradores tenham conhecimento e saibam como agir de forma preventiva, além de identificarem as formas corretas de uso do fogo, bem como outras opções para manejo da terra”, explica Malu Nunes.

A brigada comunitária voluntária, como aponta Malu, contribuiu para diminuição dos índices de queimadas dentro da Reserva. O monitoramento realizado no local identificou que houve queda de aproximadamente 95% nos focos de incêndios entre 2011 e 2014. Além da capacitação, que serve como serviço de educação ambiental, os voluntários da comunidade, que integram as brigadas, recebem equipamentos básicos como bota, máscara, capacetes e até as bombas costais (utensílio utilizado para esguichar água, com capacidade de até 22 litros).

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