Higiene bucal: brasileiros ainda têm dificuldades para passar o fio dental

NORMAS COMENTADAS

NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

NBR ISO 9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

Marcelo Sarra Falsi

Apesar do grande número de informações acessíveis nos dias de hoje, ainda é possível se notar o quanto o uso do fio dental é “lembrado”, mas ainda abandonado nos hábitos de higiene oral dos brasileiros. Para a população, escovar os dentes é primordial, porém, se esquecem de que o fio dental na verdade é o maior aliado das cerdas das escovas – que neste caso, dificilmente atingem os diversos espaços localizados entre os dentes. É aí também onde menos enxergamos que se acumulam as placas, responsáveis pela enorme presença bacteriana causadora de cáries, gengivite, entre outros problemas bucais e no restante do corpo.

Em um estudo realizado em 2013, no Instituto CIOB – um centro de desenvolvimento de pesquisa aplicada – pudemos avaliar que a informação sobre o uso praticamente exclusivo da escova dental surgia automaticamente nas perguntas realizadas (anamnese), durante o processo de triagem de pacientes das classes C e D. Todos eram pacientes que procuraram a instituição para a reabilitação com implantes dentários. O tema nos direcionou também a fazer os mesmos questionamentos para pacientes em consultórios particulares, no entanto, estes pertencentes às classes A e B.

O resultado da pesquisa mostrou que, impressionantemente, o problema da desinformação sobre a necessidade do uso de fio dental, junto ao processo de higienização, aliado à escova de dente, atinge todos os níveis sociais cuja a separação dá-se por características bem diferentes. Em universo de 150 pacientes que pertencem às classes C e D, 60% não apresentavam condições financeiras de comprar o fio dental. Ainda, 38% deste público tinha o hábito de palitar os dentes; e 15% desconhecia o fio dental. Apenas 25% responderam que faziam uso diário, sendo que na grande maioria casos de forma incorreta.

Em clínica particular, num ambiente de 50 pacientes pertencentes às classes A e B, 60% relataram não possuir o hábito do uso diário do fio dental, além de utilizarem de forma inadequada o dispositivo de higiene bucal. O restante dos 40%, apesar do uso diário, pode-se observar na pesquisa que apenas 15% dos usuários sabiam utilizar o fio dental de forma correta – 80% procuram o atendimento clínico por questões preventivas e apenas 20% para reabilitações sobre implantes.

Apesar das boas condições financeiras alegaram que a falta de tempo, esquecimento e até o stress colaboraram para a queda do hábito. Por isso é importante salientar que além da escovação, o fio dental é um importante aliado na diminuição do acúmulo de placa bacteriana, esta inclusive altamente nociva para o organismo.

Estudos científicos apontam que a inexistência do hábito ou a queda dele faz com que o indivíduo deixe de realizar até 40% da sua escovação diária, permitindo um crescimento bacteriano silencioso. De forma cumulativa e crônica, não usar fio dental promove degenerações dos tecidos gengivais, resultando também em grandes perdas ósseas – estas, na maioria das vezes irreversíveis.

A conclusão é que tais evidências reacendem um importante alerta para a população menos favorecida, que acha normal perder um ou mais dentes e ainda, sobre como utilizar métodos preventivos de saúde bucal – tema este exaustivamente discutido e divulgado dentro da comunidade científica. Porém faltam ainda muitas informações, originária da grande falta da cultura preventiva que certamente poderá ser melhorada, também, através de programas comunitários. São eles que precisam gerar estas informações e acessibilidade aos produtos de higiene básicos, como é o caso do fio dental.

Marcelo Sarra Falsi é dentista e especialista em implantodontia. Pesquisador, é professor-coordenador do curso de implantodontia do Instituto CIOB.

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Desmatamento na Amazônia em 2013

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) concluiu o mapeamento e o cálculo da taxa de desmatamento na Amazônia Legal para o período agosto/2012 a julho/2013, atividades realizadas no âmbito do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes). O resultado final do estudo computou uma taxa de 5.891 km2/ano.

Este valor representa a segunda menor taxa de desmatamento registrado na Amazônia Legal desde que o Inpe começou a medi-la, em 1988. O Prodes computa como desmatamento as áreas maiores que 6,25 hectares onde ocorreu remoção completa da cobertura florestal – o corte raso.

O valor da taxa consolidada, obtida após o mapeamento de 216 cenas do satélite americano Landsat 8/OLI, é aproximadamente 1% acima do estimado pelo Inpe em dezembro de 2013, que foi de 5.843 km2, cálculo gerado com base em 86 imagens do mesmo satélite e que cobriram a área em que foram registrados mais de 90% do desmatamento no período anterior (agosto/2011 a julho/2012) e também os 43 municípios referidos no Decreto Federal 6.321/2007 e atualizado em 2009.

O resultado corrente aponta existir eficácia no combate ao desmatamento, particularmente a partir da criação, em 2004, do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e pela Casa Civil da Presidência da República, com uma redução de 79% desde 2004, conforme indica a série histórica apresentada a seguir.

A tabela abaixo apresenta a distribuição da taxa de desmatamento nos estados que compõem a Amazônia Legal:

ESTADO DESMATAMENTO (km2)
ACRE 221
AMAZONAS 583
AMAPÁ 23
MARANHÃO 403
MATO GROSSO 1.139
PARÁ 2.346
RONDÔNIA 932
RORAIMA 170
TOCANTINS 74
AMAZÔNIA LEGAL 5.891

Confira abaixo a evolução da taxa desde 2004 por estado e para toda Amazônia Legal:

desmatamento2

(Clique na imagem para visualizar a tabela em tamanho maior)

O gráfico abaixo mostra a evolução da série do Prodes para a Amazônia Legal desde 1988, quando iniciou a medição:

desmatamento

(a) Média entre 1977 e 1988, (b) Média entre 1993 e 1994

Não há nada para comemorar!

desmatamento

Desde que os portugueses aportaram na Amazônia, em 1550, e até 1970 o desmatamento não passava de 1% de toda a floresta. De lá para cá, em apenas 40 anos, foram desmatados cerca de 18% da Amazônia brasileira  – uma área equivalente aos territórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

A governança e a fiscalização deram alguns passos. Mas em boa parte da Amazônia, os limites das propriedades e seus respectivos donos ainda são uma incógnita. Isso pode mudar com a consolidação do Cadastro Ambiental Rural, ferramenta de regularização ambiental prevista no Código Florestal, mas que ainda está em processo de implementação. Os órgãos ambientais correm atrás de recursos para enquadrar os que ignoram a lei, mas o orçamento para a pasta não costuma ser generoso. O resultado, visto do alto, do solo ou das águas, é impactante, principalmente por meio dos satélites do Inpe.

O Greenpeace tem ideias interessantes sobre o problema:

– Desmatamento zero: Ao zerar o desmatamento na Amazônia até 2020, o Brasil estará fazendo sua parte para diminuir o ritmo do aquecimento global, assegurar a biodiversidade e o uso responsável deste patrimônio para beneficiar a população local. Atualmente, o Projeto de Lei de Iniciativa Popular pelo Desmatamento Zero no Brasil já conquistou o apoio de 1 milhão de brasileiros. Não é preciso derrubar mais florestas para que o país continue produzindo. Ações contra o desmatamento e alternativas econômicas que estimulem os habitantes da floresta a mantê-la de pé devem caminhar juntas.

– Áreas protegidas: Uma parte do bioma é protegida legalmente por unidades de conservação, terras indígenas ou áreas militares. Mas a falta de implementação das leis faz com que mesmo essas áreas continuem à mercê dos criminosos.

– Regularização fundiária: É a definição, pelo Estado, de quem tem direito à posse de terra. O primeiro passo é o mapeamento das propriedades privadas para possibilitar o monitoramento de novos desmatamentos e a responsabilização de toda a cadeia produtiva pelos crimes ambientais ocorridos.

– Governança: Para todas essas medidas se tornarem efetivas, o governo precisa estar na Amazônia, com recursos e infraestrutura para fazer valer as leis de preservação. A proteção da Amazônia e a criação de um modelo de desenvolvimento sustentável e justo para a região pode gerar oportunidades para os povos que dependem da floresta.

A arte de influenciar pessoas

CURSOS PELA INTERNET: 5 S

5 Sensos para multiplicadores – Disponível pela Internet – Ministrado em 11/07/2014

Permitir e compreender os 5 sensos trazendo os conceitos e exercícios práticos para as empresas alimentícias.

5S A Base para a Qualidade Total – Disponível pela Internet – Ministrado em 27/09/2013

As dicas para o sucesso do 5S em sua empresa.

Auditorias de 5S – Disponível pela Internet – Ministrado em 03/10/2013

Conheça o método eficaz para fazer auditorias de 5S em sua empresa.

Curso Básico de 5S – Disponível pela Internet – Ministrado em 27/09/2013

Conheça o método para a mudança cultural em uma empresa.

Claiton Fernandez

A literatura corporativa está repleta de livros que prometem revelar as “técnicas ocultas” utilizadas pelos grandes líderes para influenciar e mobilizar pessoas. O psicólogo norte-americano Howard Gardner, um dos renomados pesquisadores da Universidade de Harvard, elaborou, ao longo de uma década, uma espécie de raio-x dos cérebros mais influentes da história. Focalizando da primeira ministra britânica Margaret Thatcher ao superCEO Jack Welch, ele analisou como essas personalidades “mudaram a cabeça” de outros indivíduos.

O resultado da pesquisa deu origem ao livro Changing Minds – The Art and Science of Changing Our Own and Other People’s Minds (na tradução literal, Mudando Ideias – A Arte e Ciência de Mudar as Ideias Próprias e de Outras Pessoas). A obra comprova que, ao contrário do que se imaginava, a ciência da persuasão vai muito além dos exercícios de oratória ou das nuances da linguagem corporal.

Acreditava-se até então que influenciar pessoas era uma habilidade comportamental e não intelectual. Uma pesquisa bastante conhecida na área de Programação Neurolinguística, por exemplo, pregava que apenas 7% da comunicação interpessoal ocorre através das palavras. A entonação da voz responderia por 38% da mensagem, enquanto a postura corporal e as expressões do rosto transmitiriam nada menos do que 55% das informações captadas pelo cérebro humano.

Diziam que o cantor é mais importante do que a canção. Da mesma forma, quem fala é mais importante do que aquilo que está sendo falado. No entanto, descobriu-se que os líderes mais influentes do mundo expõem suas ideias de uma forma racional e sistemática – e com uma estrutura de argumentação envolvente. Resumindo, as palavras têm muito mais importância no discurso persuasivo do que se pensava.

Na verdade, a mente processa e arquiva informações de diversas formas. Cada ideia que temos é representada ou por uma imagem, ou por um som ou por outros tipos de signos mentais. Para mudar uma pessoa, ou suas opiniões, é necessário, portanto, remodelar essas roupagens que a mente dá a cada ideia. E isso pode ser feito de várias maneiras, inclusive conversando.

Não que a neurolinguística esteja ultrapassada, mas a pesquisa ajudou a desvendar, de quebra, por que algumas pessoas conseguem mover multidões com o dom da palavra. Hoje, provocar mudanças é uma habilidade obrigatória para qualquer líder. Na atual dinâmica da economia global, as empresas são obrigadas a estarem sempre em compasso de transição.

O problema é que raramente as pessoas estão preparadas para mudar na velocidade que o mundo dos negócios exige. Pelo contrário, por natureza, a mente humana prefere as mordomias da estabilidade às incertezas da mudança. Os indivíduos geralmente criam uma fixação pelos hábitos e comportamentos que se mostraram eficazes no passado.

A tendência à acomodação é uma verdadeira dor de cabeça para os gestores que tentam implantar novos paradigmas em suas empresas. Sem a devida preparação, dificilmente eles conseguem contornar as resistências e levar seus projetos adiante. Influenciar pessoas está cada vez mais difícil.

Claiton Fernandez é palestrante, consultor e educador. Autor dos livros “Caminhos de um Vencedor” e “Da Costela de Adão à Administradora Eficaz”. Site: www.claitonfernandez.com.br

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Cabos de aço oferecem riscos quando não cumprem as normas técnicas

O cabo de aço, na forma como é conhecido hoje, surgiu há 150 anos na Alemanha, sendo um cabo 3×4, ou seja, três pernas sem alma, denominado atualmente como compacto e quatro arames de 3,50 mm em cada perna. Era torcido lang, ou seja, os arames para o mesmo lado da perna. Era torcido à mão, em lances de 17 a 38 metros e foi usado como substituto para os cabos de cânhamo e correntes, principalmente no setor da mineração.

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Cabo de aço de três pernas a quatro arames cada

Hoje, os produtos são fabricados com arames de aço provenientes de fornos elétricos, sendo que o teor de carbono não é escolhido pelo comprador do cabo, mas sim pelo fabricante que, de acordo com suas instalações escolherá o mais apropriado. Outros componentes são o manganês, silício, fósforo, enxofre e em raros casos cobre como proteção adicional contra corrosão. Em caso de cabos de aço inoxidável as ligas mais usadas são as AISI 304 e 316.

Os arames normalmente são redondos e os diâmetros dos mesmos variam de 0,10 mm a 4,0 mm. São trefilados a seco ou via úmida e adquirem durante o processo de trefilação (o arame é esticado quando passa em matrizes chamadas fieiras) maior resistência à tração assim como boas propriedades de flexão (dobramento) e torção (enrolamento). O produto final é um fio com precisão de centésimos de milímetro perfeitamente capaz de ser transformado em cabo e este mais tarde ser tracionado, dobrado, empurrado, enfim submetido aos esforços normais.

Importante saber o que é resistência à tração. Um produto com 180/205 kg/mm²significa que cada milímetro quadrado de arame tem, no mínimo 180 e no máximo 205 kg de ruptura. Atualmente, a forma mais moderna de definir essa resistência é em Newtons por milímetro quadrado (N/mm²).

Os fabricantes são obrigados a cumprir as normas técnicas para evitar riscos de acidentes aos usuários, sob pena de ser processados. A NBR ISO 2408 de 01/2008 – Cabos de aço para uso geral – Requisitos mínimos que especifica os requisitos mínimos para a fabricação e ensaios de cabos de aço para uso geral, incluindo operações com equipamentos de elevação de carga, tais como guindastes e guinchos. Também são abrangidos cabos de aço para laços e apresentadas tabelas fornecendo as cargas de ruptura mínimas para os diâmetros, categorias de resistência e construções mais comuns de cabos de aço.

Se aplica a cabos de aço de camada simples, resistente a rotação e com pernas fechadas em paralelo feitos de arames sem acabamento (polidos), galvanizados e revestidos com liga de zinco em cabos de aço com diâmetros de até 60 mm, fornecidos a granel. Não se aplica a cabos de aço para mineração, comandos de aeronave, indústrias de petróleo e gás natural, teleféricos, funiculares, elevadores de passageiros, elevadores de pesca.

Já a NBR ISO 3108 de 08/1998 – Cabos de aço para uso geral – Determinação da carga de ruptura real especifica um método de ensaio de resistência à tração até a ruptura, para se determinar a carga de ruptura real de cabos de aço para uso geral e grande diâmetro, conforme a NBR ISO 2408. A primeira norma foi desenvolvida originariamente pela ISO em resposta a uma demanda mundial por uma especificação fornecendo os requisitos mfnimos para cabos de aço para uso geral. Como nas edições anteriores da ISO 2408, a edição atual especifica diâmetro e categorias de resistências de cabos de aço em medidas métricas para as classes de cabos de aço mais comuns.

Além disso, e para efeitos de comparação, nesta edição são fornecidas informações sobre diâmetros e categorias de resistências de cabos de aço em medidas imperiais, a fim de auxiliar no processo de seleção de cabos da aço e ajudar a assegurar que os níveis existentes de segurança sejam mantidos nos equipamentos orlginalmente projetados para operar com tais cabo s de aço. Nesses casos. recomenda-se que o projetista desses equipamentos ou o fabricante do cabo de aço (ou outra pessoa competente) seja consultado antes de se encomendar um cabo de aço substituto.

A norma não se restringe às classes abrangidas nas tabela s: outros tipos , tais como cabos de aço com pernas compactadas e cabos de aço compactados (martelados), podem também estar de acordo com esta norma. Ela é complementada pela ISO 17893, que contém definições, designações e classificações.

Antes da fabricação do cabo de aço, os arames devem atender aos requisitos especificados no Anexo A relativos ao diãmeíro, torção a, onde aplicável, revestimento. O Anexo A baseia-se na ISO 2232, mas com uma maior faixa de diâmetros e de categoria s de resistência à tração de arames. Para um determinado diâmetro e categoria de resistência à tração de arame, as propriedades de torção dos arames em A.2 da ISO 10425:2003 atendem ou excedem os valores apresentados no Anexo A desta norma. Para os cabos de aço em que uma categoria de resistência é aplicável, as categorias de resistência à tração dos arames estão sujeitas aos limites estabelecidos na Tabela 1.

tabela 1

Os valores de carga de ruptura mínima dos cabos de aço nas categorias 1 570, 1 770, 1 960 e 2 160, conforme definido nas Tabelas C.1 a C.14 (disponíveis na norma), são calculados com base na categoria de resistêncía dos cabos de aço e não nas categorias individuais de resistencia à tração dos arames. Todos os arames com o mesmo diâmetro nominal na mesma camada de arame devem pertencer à mesma categoria de resistência à tração. Os métodos de ensaio devem ser conforme a ISO 2232.

As almas de cabos de aço de camada simples devem ser normalmente de aço ou fibra, embora outras como as do tipo composto (por exemplo, aço com fibra ou aço com pollmero) ou de polímeros sólidos também possam ser fornecidas. Recomenda-se que o comprador especifique quaisquer requisitos específicosquanto ao tipo de alma. As almas de fibras para cabos de aço de camada simples devem atender à ISO 4345 e para cabos de aço de diâmetro igual ou superior a 8 mm, elas devem ser duplamente fechadas (isto é, com fio formando a perna e com perna formando a alma).

As almas de fibra natural devem ser tratadas com um composto impregnante para inibir o empodrecímento e decomposição. As almas de aço devem ser constituídas de um cabo de aço independente (MCI) ou de uma perna composta de arames (AA). As almas de aço para cabos de aço de camada simples com diâmetro maior que 12 mm devem ser um cabo de aço independente(AACI), a menos que especifiquem o contrário.

Todos os arames em uma perna devem ter o mesmo sentido de torção. A alma, com a exceção de cabos de aço compactados (martelados), deve ser projetada (aço) ou selecionada (fibra ) de maneira que em um cabo de aço novo sob tensão, na máquina de fechamento, haja uma folga entre as pernas externas. O cabo de aço pronto deve estar torcido de maneira uniforme e livre de arames frouxos, pernas distorcidas e outras irregularidades.

Quando desenrolado e sob nenhuma carga, o cabo de aço não deve apresentar ondulações. As pontas de cabos de aço sem acessórios devem, quando necessário, ser amarradas de maneira a manter a integridade do cabo de aço e impedir que ele se abra.

Enfim, um cabo de aço é um tipo de corda feita de vários arames de aço enrolados em forma de hélice. Quando foi inventado, era comum a utilização de ferro forjado na fabricação destes arames, porém nos dias de hoje o aço é o material utilizado para a fabricação deste produto.

Historicamente, o cabo de aço evoluiu das correntes de aço, uma vez que as mesmas apresentaram falhas para diversas utilizações. A flexibilidade do cabo de aço faz com que ele se torne peça essencial para a funcionalidade de guindates e elevadores, assim como seu uso em gruas, e principalmente em sistemas de elevação de cargas.

A torção do cabo de aço nada mais é do que o modo de dizer para qual lado os arames foram torcidos na fabricação do cabo de aço. Esquerda ou direita. Para determinar a torção do cabo de aço, basta olhar o cabo de uma certa distância e notar se os arames parecem estar sendo torcidos na direção que um relógio flui, e verá que é um cabo com torção à direita. Em caso contrário, será um cabo de aço com torção à esquerda.

Existe ainda as formas de torções: regular e lang. No cabo de aço de torção regular os arames que formam as pernas são torcidos em sentido oposto à torção das pernas. Por consequência se tornam mais manuseáveis e com boa resistência ao desgaste pela fricção das pernas internas. Já o cabo de aço de torção lang os arames que formam as pernas são torcidos no mesmo sentido da torção das pernas. Por consequência são mais flexíveis e resistentes à abrasão. Porém o cabo de aço de torção lang estão mais sujeitos à amassamentos

Além das pernas do cabo de aço, que são formadas por arames torcidos, existe a alma do cabo de aço, que é a parte central do cabo. Esta alma pode ser de fibra (natural ou sintética) chamada de AF quando de fibra natural e de AFA para alma de fibra sintética, ou de aço (formada também por arames) chamada de AA (alma de aço constituída por uma perna) ou AACI (alma constituída por um outro cabo independente). A alma de fibra dá uma maior flexibilidade ao cabo de aço, porém menor resistência à tração, enquanto a alma de aço dá uma maior resistência à tração, porém menor flexibilidade.

A especificação de um determinado tipo de cabo de aço – incluindo o número de arames por perna, o número de pernas, e a torção – possui um padrão normatizado. Este padrão foi criado para que seja possível a identificação de um cabo de aço.

Atualmente, existem oito tipos de construção das pernas de um cabo de aço (além de cordoalhas): 6×7, 6×19, 6×25, 6×36, 6×37, 6×41, 8×19 e 19×7. O primeiro número indica a quantidade de pernas, e o segundo a quantidade de arames que formam as pernas. Cada tipo é indicado para um trabalho em específico, pois cada um deles possui vantagens e disvantagens comparando-os uns contra os outros.

Os cabos de elevação devem ter uma construção adequada para seu uso. A carga total (carga máxima a ser levantada pelo equipamento mais o peso do moitão), dividida pelo número de linhas que suportam a carga, não deve ultrapassar 20% da carga de ruptura mínima efetiva do cabo de aço;

Quando o cabo estiver exposto a temperaturas que excedam 82C (180F), deve ser usado cabo com alma de aço independente (AACI), ou alma de aço formada por uma perna (AA). Para a substituição de um cabo de aço, deve ser usado o mesmo diâmetro, resistência e construção do cabo original fornecido pelo fabricante do equipamento, ou de um profissional qualificado.

Se a carga for suportada por mais de uma linha de cabo, a tensão entre as linhas deve estar equalizada. Os ganchos e manilhas devem atender às especificações do fabricante e não podem ser sobrecarregados. Se os ganchos forem do tipo giratório, eles devem girar livremente. Os ganchos devem possuir travas de segurança, a não ser em alguns usos específicos, onde a trava se torna impraticável ou desnecessária.

A trava deverá ser usada para evitar que os laços, correntes e outros acessórios escapem do gancho quando fora de trabalho. Quando, em condições normais de trabalho houver possibilidade que o cabo de elevação sofra batida ou atritos contra o equipamento, devem ser instalados protetores para se minimizar os danos ao cabo.

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Para vender muito, é preciso vender maus serviços?

CONGRESSO 2014 RESAB_ENQUALAB

resag_enqualab

Mais informações: http://www.resag.org.br/congressoresagenqualab2014/index.php

Carlos Thadeu C. de Oliveira, gerente técnico do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)

Os serviços no Brasil são caros e de má qualidade, mas isso é decorrente de uma escolha pelo lucro imediato e expansão acelerada de vendas em detrimento da assistência pós-venda, da fidelização pela qualidade e da boa informação ao consumidor

O título deste artigo sugere um paradoxo, um antípoda mesmo ao senso comum, que diz que quem vende muito oferece um bom serviço ou produto. Muito embora os preços de diversos serviços no Brasil estejam já bastante próximos daqueles praticados na Europa, Ásia e EUA, ainda não dispomos da qualidade que está presente nesses locais. Em relação aos produtos, é sabido que muitos preços daqui já são superiores.

Isso não ocorre apenas nos serviços privados, mas também nos serviços públicos. Essa foi uma das razões das manifestações que afloraram em junho/julho de 2013. A questão dos preços merece outro artigo, mas falemos da qualidade.

Não há país democrático do mundo em que os serviços privados sejam de boa qualidade sem que os públicos estejam em um patamar semelhante. Quando o padrão de qualidade mínima desaparece, a tendência é a queda geral.

Vários dos serviços que são objeto de queixas dos brasileiros são prestados por empresas privadas, mas são públicos e concedidos, ou ainda de interesse público, como a educação privada. Além disso, há os serviços chamados “suplementares”, como os planos de saúde que, por este nome, deveriam adicionar, somar (sim, é isso mesmo!) ao que é oferecido pelo SUS. E os serviços privados simplesmente.

Na maior parte dos casos, o papel do Estado é essencial para a manutenção da qualidade, seja porque ele presta serviço básico ou semelhante, seja porque ele pode e deve exigir o cumprimento de parâmetros e metas na prestação dos entes privados. Mas, não raro, o Estado não consegue fiscalizar de maneira eficaz a prestação dos mesmos e, tampouco ameaça retomar concessões quando há falha reiterada e grave.

O Estado, aqui, não é só o governo federal, evidentemente, mas um caso exemplar é o das agências reguladoras e das autarquias que tem sob sua tutela atividades como serviços financeiros, telecomunicações – incluindo aí o telefone celular, o fixo, a internet e a TV por assinatura – e assistência à saúde, para ficar apenas em três exemplos. Os órgãos federais encarregados de zelar pela boa prestação desses serviços estão bastante suscetíveis a influências do próprio setor regulado, muitas vezes, até, com a presença de pessoas ocupando cargos de direção e que estiveram recentemente nas empresas reguladas. Ou ainda, as agências pautam sua atividade regulatória e fiscalizadora por regras específicas do setor, esquecendo-se dos direitos do consumidor. Elas obedecem a dinâmica econômica do próprio setor regulado e não visam, necessariamente, a melhoria da qualidade dos serviços ao consumidor e ao cidadão.

Por exemplo: o Banco Central esquiva-se de punir e corrigir a má prática recorrente de bancos em relação ao consumidor, alegando que seu papel é apenas “zelar pela higidez do sistema financeiro”. Caberia perguntar por que razão ele mantém um índice de reclamações atualizado mensalmente em seu site. Se não é para agir, para que serve? Os exemplos poderiam se multiplicar e se estender a estados e municípios: lixo e transporte metropolitano, saneamento básico, segurança e educação.

Mas não é só o governo que falha. Uma sociedade madura tem que deixar de lado essa ladainha de culpar só o outro e esquecer do que pode fazer para melhorar. Se a lei for cumprida, por exemplo, já será uma grande coisa. Temos leis excelentes e outras nem tanto, mas nosso déficit não é legal ou normativo.

Inúmeras pesquisas do Idec fotografam práticas ruins de prestadores de serviços. Fazemos nossas pesquisas e testes sempre na perspectiva de um consumidor comum, isto é, sondamos aspectos básicos na oferta e prestação de serviços.

As empresas argumentam que as irregularidades encontradas decorrem de acidentes ou equívocos pontuais, mas sempre encontramos os mesmos problemas a cada vez que testamos os serviços, e isso ao longo de 27 anos de atividades do Idec! Bancos não entregam contratos e nem informam taxas e outros valores quando alguém contrata um empréstimo, impõem a venda casada de seguros e outros serviços, cobram tarifas diferentes das pactuadas inicialmente com seus clientes, enviam cartões de crédito sem solicitação do consumidor e por aí afora.

O mesmo pode ser dito das empresas de telefonia e de serviços de telecomunicações e entretenimento. Os planos ilimitados nunca são exatamente isso, os valores atraentes são sempre “promocionais” e duplicam em pouco tempo, as taxas por serviços adicionais são surpreendentemente altas e os pacotes são alterados segundo o desejo e conveniência das empresas – isso é bastante comum nos serviços de TV por assinatura. Para não falar na baixa qualidade propriamente dos serviços – a lentidão e a irregularidade da telefonia e da internet – e da omissão e inépcia na assistência pós-venda.

No setor de saúde suplementar – os planos de saúde – o padrão de qualidade é igualmente sofrível. Quando não se pode pagar um plano de elevadíssimo padrão, o que verificamos em 90% dos casos é a negativa de cobertura diante da necessidade de um tratamento, internação ou cirurgia, a exclusão de um profissional, hospital ou laboratório da lista dos credenciados e, finalmente, os aumentos muitas vezes superiores à inflação, que nos chegam todos os anos e a cada vez que ultrapassamos uma determinada idade.

Isso está estampado não apenas em nossas pesquisas e testes, mas nos milhões de queixas de consumidores nos Procons do país, nas redes sociais e páginas da internet, nos SACs das empresas, nas ouvidorias e nas agências reguladoras. São milhões de conflitos de consumo, mas ainda subdimensionados.

Temos, portanto, um déficit enorme de qualidade que está ligado a várias razões, mas certamente não é de incapacidade técnica dos prestadores e tampouco de falta de normas e leis. Não obstante nosso baixo nível educacional, as empresas atuantes no Brasil têm padrão técnico internacional – até porque muitas são transnacionais. Nossas leis, ao menos as mais importantes relativas a serviços, como o Código de Defesa do Consumidor, são excelentes. Esse déficit de qualidade está intimamente ligado a uma escolha pela maximização dos lucros a qualquer preço, por expandir mais e conservar menos, por informar pouco e faturar muito, por investir pesado em vendas e quase nada em assistência e suporte.

Sugiro refletirmos: o que importa mais para uma empresa, vender ou fidelizar? É impossível fazer os dois ao mesmo tempo? Para uma empresa ciosa de sua reputação é tão importante a venda como a pós-venda? O consumidor é rei só quando leva a mão ao bolso ou também quando precisa de alguma assistência após contratar o serviço? Promoções e ofertas podem obter sucesso sendo verdadeiras e prestando todas as informações relevantes ao consumidor? Com serviços cada vez mais intercambiáveis e reversíveis, deve-se buscar a fidelização do consumidor apenas por meio de multas e cláusulas contratuais?

Se a reflexão provocasse mudança real, talvez, empresas de telecomunicações não conseguissem vender milhões de pacotes, mas gerariam menos problemas aos seus clientes; operadoras de saúde teriam de lucrar menos, mas a saúde dos consumidores agradeceria por não correr riscos desavisadamente; cartões de crédito e empréstimos seriam usados com mais parcimônia, mas a inadimplência e o endividamento diminuiriam.

Qual escolha estamos fazendo? Quem a está fazendo? Muitos relatam a diferença de serviços e práticas existentes entre os EUA e o Brasil. Poderíamos, para certos serviços, ainda com mais razão, acrescentar a Europa e Ásia. Lá, dizem, podemos trocar de operadora de celular a qualquer hora, sem multa ou outra obrigação; pode-se mandar de volta um produto comprado pela internet ou mesmo devolver algo comprado numa loja sem precisar esclarecer o motivo; sabemos que o ônibus e o metrô passarão na hora informada; que terei a assistência à saúde necessária e adequada. Os exemplos são incontáveis.

Aqui, foi preciso baixar, em 2008, um decreto para estipular como os SACs devem atender seus clientes! E, mesmo assim, a coisa não anda bem… O governo baixou um decreto para regulamentar o comércio eletrônico. Há um cipoal de normas e resoluções em serviços financeiros, telecomunicações, saúde suplementar e outros temas, e sempre é preciso editar novas para detalhar o que já sabemos.

Nosso apego à letra e ao bacharelismo, como dizia Sérgio Buarque de Hollanda nos faz, no fundo, desprezarmos a prática e o espírito presentes na lei, mas nos apegarmos a suas vírgulas e lacunas. O Código de Defesa do Consumidor completa em 11 de setembro 24 anos de sua promulgação e não é exagero dizer que ele prevê em poucos artigos quase todas as situações aqui referidas. É uma das mais avançadas leis de proteção ao consumidor no mundo todo e um ótimo guia de boas práticas.

O desafio que vivemos neste momento de expansão de serviços é, portanto, de passarmos das melhores leis para as melhores práticas. Essa não é uma tarefa só dos governos, mas também das empresas. Isso não precisa esperar por mais e novas leis.

Energia elétrica: pesquisador desenvolve metodologia que leva em conta as variações do consumo

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elétricaUm estudo de mestrado desenvolvido pelo cientista de computação Mateus Neves Barreto, junto ao Departamento de Sistema Elétrico da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp, orientada pelo professor Takaaki Ohishi, fez “Uma abordagem para a previsão de carga crítica do Sistema Elétrico Brasileiro”. A energia elétrica que chega às residências, ao comércio e à indústria não tem demanda uniforme ao longo do dia e mesmo dos meses. A impossibilidade de estocá-la impõe que sua geração se dê na medida do consumo, que passa por mínimos e máximos que devem ser considerados pelas distribuidoras. Como prever e atender a essas variações de modo a evitar faltas ou desperdícios?

O Sistema Elétrico Brasileiro (SEB), constituído pelas geradoras, transmissoras e distribuidoras, atende cerca de 97% da demanda de energia elétrica nacional. Com hidrelétricas distantes do grande centro consumidor, o Sudeste, e necessidade de cobrir um extenso território, o sistema impõe transmissão de larga escala capaz de garantir segurança e economia.

Como a energia elétrica constitui um insumo não estocável, há necessidade de um grande planejamento para seu uso racional, pois a previsão de produção acima da demanda leva ao desperdício – prejuízo rateado entre os consumidores – e abaixo dela pode até causar apagões.  O Operador Nacional do Sistema Elétrico Brasileiro (ONS) – com sedes nas cinco regiões brasileiras – é o organismo governamental coordenador de todos os agentes de distribuição e produção de energia elétrica. Fazendo previsões de consumo para cada hora do dia, ou até para intervalos menores, o ONS determina a quantidade de energia que as geradoras devem entregar aos agentes distribuidores durante todos os intervalos dos dias ao longo do ano.

Esse estudo é feito com base nos dados históricos que o órgão possui e nas previsões de demanda que recebe com antecedência das distribuidoras. Estas estabelecem as previsões com base nas expectativas de consumo histórico de cada uma de suas subestações que atendem bairros ou regiões. Mas desses registros acumulados ao longo do tempo constam dados que, por questões de várias ordens, nem sempre são confiáveis e precisam ser escoimados.

Então há a necessidade de inicialmente tratar esse histórico fornecido pelas distribuidoras, o que não se revela um problema fácil devido ao grande número de subestações. Esta dificuldade é profundamente ampliada pelo fato de que essas variações de consumo devem ser determinadas em intervalos de até 15 minutos, de forma a representar com mais precisão a variação de demanda de energia elétrica. A manipulação dessa multiplicidade de dados, além de consumir muito tempo, dificulta previsões com precisão mais adequada.

A importância de prever a demanda de energia ao longo de dias e meses está totalmente ligada à escassez e à necessidade de geração. Com os reservatórios em nível baixo, o Brasil enfrenta atualmente um período de escassez.  Um planejamento de distribuição adequado à demanda é importante para que a perda seja mínima, mesmo porque no país a energia elétrica ainda é cara para o consumidor devido aos custos operacionais. O professor Takaaki esclarece que as distribuidoras compram das geradoras em leilões a energia elétrica de acordo com o consumo previsto e pagam, mesmo que não a utilizem, e é claro que esse custo é rateado entre os consumidores.

Para garantir segurança e economia de operação do SEB são analisadas as operações dos sistemas de geração e transmissão com alguns meses de antecedência. Estes estudos são realizados com base nas condições de cargas críticas, pois se supõem que ao suportar estas condições o sistema se mostrará capaz de apresentar nível adequado de segurança.

A ideia é preparar o sistema para suportar as condições mais severas de carga. Atualmente as previsões das curvas de cargas críticas são realizadas pelos agentes de distribuição e pelo ONS empiricamente, procedimentos que, além de demandar muito tempo de técnicos e engenheiros, estão mais sujeitos a erros. Esclareça-se: as cargas críticas devem ser determinadas em relação a cada barramento de carga, que é o ponto em que a energia chega das usinas às subestações que a distribui.

Os barramentos de carga são responsáveis pelo atendimento da demanda de energia de pequenas regiões como bairros, distritos industriais ou residenciais e locais menores. As várias agências distribuidoras brasileiras, como CPFL, Light etc., utilizam em torno de cinco mil barramentos, o que torna precário o processo manual de determinação de suas curvas críticas. Diante disso, é desejável automatizar esses processos através de metodologias que permitam previsões de curvas de cargas críticas com boa acurácia e aplicáveis a cada um dos barramentos das subestações. O estudo realizado por Mateus contribui para a simplificação do trabalho dos especialistas que passariam a ter a função de apenas validar as previsões.

Foi no desenvolvimento de uma metodologia mais funcional para esse fim que se concentrou o estudo realizado por Mateus Neves Barreto. O projeto objetivou o desenvolvimento de abordagens para a previsão mensal da curva crítica global e por barramento dos agentes do SEB. O pesquisador adianta que os erros médios absolutos próximos a 3%, decorrentes da aplicação das metodologias empregadas nas previsões das cargas críticas, podem ser considerados satisfatórios e compatíveis com procedimentos em vigor.

Takaaki lembra que até a década de 1990 não se fazia previsão em relação ao consumo por barramento. No início dos anos 2000 ele foi convidado a participar de um workshop promovido pelo ONS, no Rio, em que foram alinhados problemas que o órgão visualizava para os próximos anos. Um deles era a previsão do consumo por barramento. “Eu iniciei então os estudos nessa área e os primeiros trabalhos publicados foram desenvolvidos por Ricardo Menezes Salgado, na ocasião meu orientado de mestrado e doutorado, hoje docente da Universidade Federal de Alfenas. No mestrado ele mostrou como realizar em curto prazo a previsão de consumo de energia elétrica para o dia seguinte, hora a hora. Já com a utilização da carga crítica a preocupação foi com a previsão de consumo para meses. Essa é a grande diferença entre os trabalhos de Ricardo e Mateus, de quem Ricardo foi coorientador”.

No trabalho, Mateus apresenta metodologias que podem ser utilizadas para a determinação da carga crítica de 15 em 15 minutos e de hora em hora. Para tanto, se valeu de todos os consumos diários de um mês e utilizou as maiores e menores cargas utilizadas em dois períodos básicos do dia: a carga leve observada no período determinado entre a primeira e oitava hora do dia e as cargas médias e pesadas consumidas nas horas restantes. A curva da carga crítica resulta da combinação das curvas determinadas pelas cargas mínimas e máximas. O termo crítico decorre do fato de que erros na determinação das cargas máximas e mínimas levam a riscos. Um sistema preparado para operar nas faixas críticas estará apto a suportar quaisquer condições de carga nesse intervalo.

Embora os agentes distribuidores de energia elétrica forneçam previsões de consumo ao ONS em relação a cada barramento, como não assumem os prejuízos decorrentes do desperdício, cumprem simplesmente a obrigação e não investem em pesquisas com vistas à maior acurácia das previsões com base nas curvas de cargas criticas. “O nosso estudo visou então desenvolver metodologias com esse objetivo, já que apenas o ONS e os agentes distribuidores trabalham com cargas críticas. Como ninguém ainda tinha se dedicado a esse estudo no Brasil não tive como utilizar referências”, diz o pesquisador.

Como já foi mencionado, a partir de dados históricos de cada barramento, que os agentes distribuidores obrigatoriamente entregam ao ONS, devidamente escoimados de erros, o pesquisador gerou curvas de cargas críticas com base em três modelos: dois deles utilizam Redes Neurais Artificiais e um terceiro Suavização Exponencial de Holt-Winters.

A partir daí o autor partiu para a validação das metodologias.  Para cada barramento, com base no histórico de cinco anos, de 2007 a 2011, ele utilizou cada um dos métodos para determinar as curvas críticas de carga de quatro anos. Com base nelas, ele previu o que deveria ter acontecido no quinto ano, cujos dados reais também dispunha para estabelecer a comparação. Os métodos utilizados levaram a erros de no máximo 5% e nos melhores resultados eles foram menores que 3%. O ONS confirmou a validade das metodologias para a criação de curvas de carga crítica.

Para Mateus, trata-se de um estudo de capital importância para o Brasil que precisa dessa metodologia cada vez mais acurada e que, por isso, quanto mais estudos forem gerados em relação a ela maior a agilidade de avaliação para o ONS. Ele acredita que o método desenvolvido possa ser aplicado para quaisquer barramentos de quaisquer agentes distribuidores, bastando que os engenheiros insiram os dados para obtenção de uma previsão confiável. Atualmente os técnicos empregam tratamentos diferentes para barramentos diferentes. A propósito, ele considera que o tratamento de dados de forma genérica, a partir de problemas específicos, com vistas a atingir bons resultados, não é uma tarefa trivial.

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É preciso pensar como o dono da empresa – mas como fazer isso sem parecer arrogante?

Curso: Interpretação da Cadeia de Custódia FSC (FSC-STD-40-004)

O curso Interpretação da Cadeia de Custódia FSC (FSC-STD-40-004) apresenta uma interpretação da norma FSC-STD-40-004, referente à Cadeia de Custódia FSC, mencionando outras normas correlatas que complementam o contexto da cadeia de custódia, com abrangência para a maioria das atividades associadas com produtos de origem florestal. Na verdade, a certificação FSC – Forest Stewardship Council é a certificação florestal mais conhecida e utilizada internacionalmente. Existem dois tipos de certificação: manejo florestal e cadeia de custódia.

Sua empresa permite que você aja como empreendedor? Aceita sugestões e novidades? Pesquise sobre isso e realize o seu sonho

Você, como funcionário, já teve ter escutado alguém lhe falar que “é preciso pensar ou agir como se você fosse o dono da empresa”. Mas como fazer isso sem parecer arrogância da sua parte, e sim apenas comprometimento com o emprego? Madalena Feliciano, diretora de projetos da Outliers Careers, explica as melhores maneiras de pensar como o dono – e os benefícios que isso pode lhe trazer.

“Normalmente, ao dizerem que você precisa pensar como o dono, as pessoas estão se referindo a maneira com a qual você se preocupa com a empresa. Em tese, quando você pensa como o proprietário, suas preocupações, comprometimento e resultados aumentam – assim como o conhecimento sobre o local de trabalho e clientes”, resume a especialista.

Porém, será que os trabalhadores conseguem pensar na empresa em que trabalham como se fossem donos dela, em vez de meros empregados? O mundo atual prova que sim – prova disso são as instituições mais bem sucedidas do mundo procurarem por profissionais que pensem ‘fora da caixinha’. “Independente do cargo, os trabalhadores devem encarar qualquer desafio como se fossem os empresários responsáveis pelo setor, pensando como melhorar processos e economizar recursos dentro de sua área”, comenta Madalena.

Como você acha que os líderes chegaram onde estão? Muitos deles possuem essa característica em comum: a de agirem como empreendedores e estarem dispostos a errar. “O fundamental para o profissional atual é ter uma atitude empreendedora, independente do seu emprego e cargo. Quem não arrisca, não petisca”, lembra Madalena.

Quem empreende corre maiores riscos. É difícil acertar desde o começo – e os possíveis erros significam tempo e dinheiro que foram “jogados fora” na visão de muitas pessoas. Por isso, se você trabalha em uma empresa, garanta que ela apóie o seu empreendimento e possíveis falhas. Apresente bem as suas ideias e diga o que você espera alcançar com seu novo plano. “Praticamente todos os chefes gostam de ouvir novas ideias para sua empresa. Apresente-as formalmente, marcando uma reunião e estando disposto para possíveis críticas. Se não conseguir o apoio da primeira vez, não desista. Melhore o que foi pedido e peça opiniões para pessoas diferentes”, sugere a coach.

Em geral, os jovens dessa nova geração buscam ser empreendedores, as empresas, por outro lado, buscam reter os seus melhores e jovens talentos. Portanto, quando se é um bom profissional, ter o apoio da empresa é algo mais fácil para apostar em novidades. “Faça tudo bem feito e planejado. Essas preocupações antecipadas podem lhe dar uma imensa vantagem, afinal de contas, a liderança e o empreendimento são a arte de fazer as coisas simples – mas muito bem feitas”, conclui Madalena.

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