PALESTRA GRATUITA: A CULTURA PELA NORMALIZAÇÃO TÉCNICA

palestraEstamos oferecendo às faculdades, universidades, associações e até para as empresas uma palestra técnica totalmente gratuita sobre a importância da normalização técnica. A palestra, apresentada pelo engenheiro Cristiano Ferraz de Paiva, enfatiza que as normas técnicas geram economia: reduzindo a crescente variedade de produtos e procedimentos; facilitam a comunicação: proporcionando meios mais eficientes na troca de informação entre o fabricante e o cliente e melhorando a confiabilidade das relações comerciais e de serviços; proporcionam segurança a partir da proteção da vida humana e da saúde; protegem o consumidor, provendo a sociedade de meios eficazes para aferir a qualidade dos produtos e serviços; eliminam as barreiras técnicas e comerciais, evitando a existência de regulamentos conflitantes sobre produtos e serviços em diferentes países facilitando, portanto, o intercâmbio comercial.

Todos os brasileiros precisam entender que os acidentes de consumo, desde que o produtos ou serviços não cumpram os princípios de fabricação de acordo com uma norma técnica, são de responsabilidade dos produtores, bastando o consumidor acionar os órgãos de defesa do consumidor ou diretamente o Ministério Público. Quem não cumpre as normas técnicas está cometendo um ato ilegal, pode ser implicado em sanção, punição, perda e gravame. E as consequências desse descumprimento vão desde indenização, no Código Civil, até um processo por homicídio culposo ou doloso.

Ou seja, quando se descumpre uma norma técnica, assume-se, de imediato, um risco, o que significa dizer que o risco foi assumido ou seja se está consciente do resultado lesivo. A consciência do resultado lesivo implica em uma conduta criminosa, passível de punição pelo Código Penal. E o palestrante descreve vários casos que foram e estão sendo julgados nos tribunais brasileiros, mostrando que já existe uma jurisprudência muito bem fundamentada no Brasil sobre a responsabilidade de quem não cumpre as normas técnicas.

Para agendar a palestra, entre em contato com Hayrton Rodrigues do Prado Filho, hayrton@uol.com.br ou (11) 99105-5304.

Requisitos para os interessados: auditório ou um local para a realização do evento, projetor ou data show.

Comércio online faz varejista tradicional rever estratégias

CURSO TÉCNICO PELA INTERNET

Metodologia para Identificação e Classificação de Aspectos e Impactos Ambientais, Conforme a NBR ISO 14001 – Disponível pela Internet – Ministrado em 07/02/2014

Possibilitar ao participante a identificação dos aspectos e impactos ambientais, e elaborar o LAIA – Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais de sua organização conforme a norma NBR ISO 14001.

Luiz Fernando Foresti

Está funcionando assim: o consumidor vai comprar um produto e usa sites de comparação de preços para saber quem tem a melhor oferta. Depois corre para uma loja no shopping ou perto de casa para fazer a compra porque não quer esperar a entrega. Em muitos casos ele usa a pesquisa para barganhar preço menor e provoca o varejista a cobrir a oferta. Isto vem acontecendo muito.

Um amigo necessitou comprar um remédio que custa R$ 170,00  já com desconto previsto nas tabelas dos laboratórios. Pesquisou na Internet e encontrou o medicamento por R$ 155,00 em uma conhecida loja online – e com frete grátis – de uma grande rede de drogarias e com opção de parcelamento no cartão de crédito. Como não podia esperar pela entrega, foi à farmácia vizinha, que cobrava os mesmos R$ 170,00 e conseguiu que ela cobrisse a oferta da loja online e com parcelamento no cartão.

Para o consumidor o comércio online trouxe muitos benefícios e para o varejista tradicional a necessidade de rever suas estratégias de negócios. Muitos varejistas ganharam mesmo é um problema a resolver. O poder de barganha que o comércio eletrônico deu ao consumidor é muito grande e os seus estoques não permitem acompanhar este ritmo.

É verdade que muitos produtos são ofertados a preços muito abaixo do real porque são importados de maneira duvidosa e sem as mesmas garantias que uma rede de revendas oficial e legalizada pode oferecer, mas o impacto é muito grande.

Assim, o varejista foi obrigado a adicionar em sua lista de preocupações a criação de estratégias inovadoras para acompanhar esta evolução, tendo que investir em melhores campanhas de marketing e vendas, além de adotar melhores sistemas de gestão, com capacidade de acompanhar as constantes mudanças do mundo dos negócios.

Para se ter uma ideia do impacto do crescimento do comércio online sobre o mercado tradicional, basta analisar um recente estudo da e-Bit que sinaliza que, enquanto o comércio varejista tradicional tem uma expectativa de crescimento anual em torno de 4,5%, o e-commerce deve ter aumento em 25%. A diferença é muito grande.

Assim como o online também criou novas oportunidades para o varejo tradicional, dando-lhe um novo canal de vendas, o novo recurso lhe demanda novas posturas e também investimentos na melhoria do atendimento ao cliente, logística, controle de estoque e de preços.

Os gigantes do comercio eletrônico se tornaram referência e os demais magazines trataram de entrar na dança. E quem não soube entrar nesta roda, dançou. Perdeu a oportunidade ou teve que se contentar com a perda de clientes.

Investimento na qualificação de suas equipes também entrou para a lista de tarefas. Porque não basta criar uma loja online e não saber como lidar com a nova realidade. O pessoal de TI também foi obrigado a buscar melhorias para a gestão dos processos internos. Os fornecedores de sistemas de gestão também foram obrigados a dar uma resposta ao novo cenário. Projetos de integração de sistemas e de processos de negócios ganham cada vez mais destaque, uma vez que integrar a loja virtual com o ERP (sistema de gestão) é vital para garantir a agilidade dos negócios.

A tendência é que o comércio eletrônico continue a promover mudanças, inovações, além de fazer com que muitas lojas físicas fechem as portas na rua para colocar suas vitrines na Web. O que não vai mudar é a necessidade do varejista ter que investir na melhoria de seus processos de negócios.

Luiz Fernando Foresti é gerente de vendas para o varejo da Sispro.