SEMINÁRIO ABQ QUALIDADE SÉCULO XXI

O tema Qualidade é de tal relevância que a Organização das Nações Unidas criou o Dia Mundial da Qualidade, comemorado na segunda quinta-feira do Mês de Novembro, que em 2014, será no dia 13, e este tema é a razão da existência da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ), organização não governamental, sem fins lucrativos e referência nacional sobre Qualidade e Excelência na Gestão, que congrega os principais expoentes da Qualidade dos mais diversos setores econômicos nos âmbitos público, privado e acadêmico.

Com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento do conhecimento da engenharia da Qualidade, da Gestão da Qualidade e da Excelência da Gestão, em benefício das organizações e de toda Sociedade Brasileira, a Academia Brasileira da Qualidade realizará nesta data emblemática o “SEMINÁRIO ABQ QUALIDADE SÉCULO XXI – Os desafios para a Competitividade Brasileira”, na FIESP, em São Paulo, SP.

O evento será exclusivo para convidados, porém, terá transmissão ao vivo pela internet.

Local: FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
Av. Paulista, 1313 – Bela Vista – Salão Nobre – 15º andar – São Paulo, SP

Sobre a Academia Brasileira da Qualidade (ABQ)

Organização não governamental e sem fins lucrativos, tendo como membros participantes pessoas experientes e de reconhecida competência profissional adquirida ao longo dos anos – nas universidades, nas empresas e em outras organizações privadas ou públicas – em atividades relacionadas à engenharia da qualidade, à gestão da qualidade e à excelência na gestão.

A administração da ABQ é realizada por um colegiado eleito entre os membros, de acordo com seu Estatuto. A condição de membro da Academia é obtida somente por meio de indicação de um ou mais dos Acadêmicos. Será considerado eleito o candidato que obtiver 2/3 (dois terços) de votos de aprovação de todos os Acadêmicos.

PROGRAMAÇÃO

08:15 – 09:00

Credenciamento e welcome coffee

09:00 – 09:30

Abertura Solene
João Mário Csillag, Presidente da ABQ
O Dia Mundial da Qualidade e a ABQ

09:30 – 10:00

Qualidade na Nova Economia
Palestrante: Ozires Silva

10:00 – 10:20

Sessão de Debates
Moderador: Marcio Migues

10:20 – 10:50

Intervalo para café

10:50 – 11:20

Qualidade e Sustentabilidade – O importante papel da ISO
Palestrante: Nigel Croft

11:20 – 11:40

Sessão de Debates.
Moderador: Basilio Vasconcellos Dagnino

11:40 – 12:10

Qualidade no Serviço Público Brasileiro: Importância da Governança
Palestrante: Jorge Gerdau Johannpeter

12:10 – 12:30

Sessão de Debates.
Moderador: Vicente Falconi

12:30 – 13:00

Conclusões do Seminário – o que Fazer?
Presidente João Mário Csillag

13:00 – 14:00

Confraternização

TEMAS COMENTADOS

Os temas foram selecionados para garantir atualização sobre os mais diversos cenários e previsões para o Brasil enfrentar os desafios da competitividade global, os quais serão apresentados por palestrantes convidados, Acadêmicos da ABQ e expoentes em suas áreas, tais como Ozires Silva, Nigel Croft e Jorge Gerdau Johannpeter, os quais poderão ser acompanhados presencialmente (convidados) ou via web, em tempo real.

Ozires Silva ressalta que o mundo mudou, e muito, todos sabem. “A globalização da produção e do consumo é hoje uma realidade. Produtos fabricados em todo o mundo são vendidos em todo o mundo. Por outro lado, numa quantidade de segmentos já se nota uma superprodução, isto é, há mais fabricantes do que consumidores. A entrada da China no mercado mundial, sob um patamar de produção amplo, alterou muito as condições da economia. As Nações Unidas indicam que mais da metade da população da Terra tenta sobreviver com menos de dois dólares por dia! Assim, o que se observa é que as políticas governamentais, em média – salvo algumas exceções – estão mantendo os níveis de pobreza ou até os aumentando. Se os sistemas políticos não se alterarem (e parece que não é essa tendência) a quantidade de consumidores não deverá crescer em prazos previsíveis”, diz.

Segundo ele, neste cenário, visto do ponto de vista da produção e das vendas dos produtos, os fabricantes têm de apelar a dois atributos para vencer no mercado mundial e fazerem seus empreendimentos florescerem. Ou seja, inovarem intensamente e produzir competitivamente com a melhor qualidade possível. Aqui a qualidade deve ser vista sob o ponto de vista global, via qualidade da manufatura e qualidade no desempenho (performance) ao longo da vida útil dos produtos.

Conforme ressalta Nigel Croft, para que uma organização possa buscar um verdadeiro desenvolvimento sustentável e leve em consideração questões econômicas, ambientais e sociais, é imprescindível que haja um método gerencial para disciplinar e aglutinar suas diversas iniciativas. Na sua experiência, um sistema de gestão implementado dentro dos parâmetros das diversas normas ISO fornece esta disciplina.

As normas de sistemas de gestão mais tradicionais da ISO (a série ISO 9000, para sistemas de gestão da qualidade), têm como objetivo principal gerar confiança na qualidade e na consistência dos produtos e serviços fornecidos pela organização. Sua implantação eficaz fornece uma vantagem competitiva para que as empresas demonstrem confiança aos seus clientes, clientes potenciais e outros, e também pode contribuir para a eficiência da empresa em alcançar seus resultados pretendidos, particularmente quando o sistema for implantado como parte de uma cultura e filosofia da qualidade, no sentido mais amplo. A mesma coisa se aplica à norma ISO 14001 (Gestão Ambiental), ISO 50001 (Gestão da Energia) a futura norma ISO 45001 (Gestão da Saúde e Segurança), e normas atualmente em vias de desenvolvimento como, por exemplo, a muito esperada ISO 37001 (para Gestão Anticorrupção ou Antipropina).

“Nos últimos anos, dentro da ISO e do International Accreditation Forum (IAF) tem existido a preocupação de evitar a percepção de que a ISO 9001 e as demais normas de sistemas de gestão só dizem respeito a documentos e burocracia. O objetivo deve ser implementar um sistema documentado (na medida certa para alcançar os objetivos) e não um sistema de documentos”.

Jorge Gerdau Johannpeter defende que as mudanças, que aconteceram na globalização, foram um processo muitas vezes não muito bem entendido. A real globalização provoca temor porque exige mudanças. Mas o mais interessante é que o grande fator de tecnologia fez a globalização acelerar. “No Brasil, não temos muitos centros de debates de ideias, a matéria não é muito trabalhada e tem outro tema que me preocupa mais: a distância entre o empresariado, mundo político e acadêmico. Quando a coisa é complicada, os três (empresariado, mundo político e acadêmico) têm de conversar. Tem preconceito de tudo que é lado. Nem sei quem tem mais, nem interessa. Solto minhas angústias pessoais e globais em relação ao país e ao Estado porque sinto a inteligência de ajustamento que as empresas têm de fazer com as mudanças.”

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