O Inmetro analisou 12 marcas de apontadores a laser

aberturaPara assistir aos conteúdos do Seminário ABQ Qualidade Século XXI – Os Desafios para a Competitividade Brasileira, realizado no Salão Nobre da FIESP no dia 13/11 – Dia Mundial da Qualidade, acesse o link www.abqeventos.org.br

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– Evento na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=4ElnsRXSwvY

– Abertura: https://www.youtube.com/watch?v=pwH7CcXh8kk

– 1ª Palestra: https://www.youtube.com/watch?v=8IfxZi0g4lw

– 2ª Palestra: https://www.youtube.com/watch?v=8MEGKRIQs5g

– 3ª Palestra: https://www.youtube.com/watch?v=2ftfvlVMwyY

– Manifesto: https://www.youtube.com/watch?v=PJ-dx7igRhk

Caneta-laserBianca Reis

Os ensaios avaliaram a potência de radiação emitida, o comprimento de onda e a rotulagem do produto. Uma em cada quatro amostras apresentou uma radiação superior ao estabelecido pela norma e metade dos produtos analisados não tinha as informações necessárias na embalagem, expondo a saúde e a segurança da sociedade aos riscos que o produto pode oferecer.

Amplamente utilizados em apresentações, para chamar a atenção ou em slides ou em projeções, os apontadores a laser, também conhecidos como “laser pointers” ou “canetas a laser”, têm um feixe de luz vermelha e, além de sua finalidade principal, podem agregar outras funções, podendo ainda ser usados como pen-drive, dispositivo para passar slides em apresentações, caneta esferográfica e lanterna. Além disso, é possível encontrar apontadores para uso em espetáculos de luzes, nas cores amarela, azul, violeta e verde.

Os lasers produzem um feixe de luz intenso e altamente direcionado. O corpo humano é vulnerável a certos lasers, que podem gerar danos à pele e, principalmente, aos olhos, que são mais sensíveis à exposição. Por essa razão, os apontadores a laser não devem ser apontados para os olhos de alguém.

Mais recentemente, também tem sido comum o mau uso dos lasers, como em estádios de futebol, quando torcedores apontam o feixe de luz na direção dos olhos dos jogadores do time adversário, em particular os goleiros, e contra aeronaves. Em ambos os casos, ainda que os lasers sejam de alta potência, quando apontados para alvos a longas distâncias, a sua intensidade é reduzida, porém provocam o ofuscamento da visão.

De acordo com dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), em 2013, foram 1763 registros de ocorrências com laser em aeroportos, e no 1º semestre de 2014, 638. Essa atitude tem sido tão frequente, que passou a ser considerada criminosa, e passível de ser enquadrada no Código Penal Brasileiro.

Diante desse cenário, o Inmetro optou por analisar os apontadores a laser, de feixe vermelho ou verde, no que tange aos seus requisitos de segurança e sua rotulagem e buscando prestar esclarecimentos ao consumidor, sobre os riscos envolvidos na utilização inadequada. Foram analisadas as seguintes marcas: Multilaser, ForceLine, Targus, Logitech , Kensington, XConcept, Key Ring, Comtac, Feel Eectronics e JDRay (laser verde). Cabe destacar que dois apontadores a laser não tinham identificação de marca.

O primeiro ensaio mediu o comprimento de onda dos apontadores, que determina a maior ou a menor penetração do laser no tecido humano, quanto maior for o comprimento de onda, mais profunda é a penetração e vice-versa. Em seguida, foi verificada a potência óptica que, assim como as lâmpadas residenciais, é identificada em Watt.

Para ser considerado conforme o produto poderia apresentar uma potência menor ou igual a 5 mW na faixa espectral (comprimento de onda) de 400 nm a 700nm. Das 12 marcas analisadas, três foram consideradas não conformes. São elas: Comtac, Feel Eletronics e JDRay (laser verde).

Estas três marcas apresentaram potência maior que 5 mW e, além disso, a marca JDRay apresentou comprimento de onda maior 700 nm. Cabe ainda destacar que esta marca teve um resultado muito acima do máximo permitido, apresentando uma emissão de potência óptica total de 48,6 mW.

A análise da rotulagem verificou se havia informações no produto identificando o nome do fabricante, o limite superior de potência e o comprimento de onda emitido – comparandose os valores declarados correspondiam aos obtidos no ensaio -,a classificação e orientações quanto ao uso seguro. Ademais, os produtos das Classes 2, 2M, 3R, 3B e 4deveriam ter uma etiqueta de aviso de perigo e, os que apresentassem emissões fora da faixa do visível, deveriam conter rótuloscom o seguinte alerta:“radiação a laser visível e invisível”.

Das 12 marcas analisadas no ensaio de rotulagem, seis foram consideradas não conformes: Multilaser, Marca sem identificação (caneta a laser preta), Key Ring, Comtac, Feel Electronics e JdRay (laser verde). Cabe destacar que a rotulagem é de suma importância para o bom uso de um produto como os apontadores a laser. Assim, a ausência de informações completas e corretas para o consumidor pode representar potencial risco para a saúde e segurança da sociedade.

Resultado Geral

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Visando orientar os consumidores sobre os riscos que envolvem o mau uso do produto, a chefe do Laboratório de Radiometria e Fotometria (Laraf) da Metrologia Científica e Industrial do Inmetro, Giovanna Borghi, e o presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologista, Marcus Vinicius Abbud Safady foram entrevistados.

Giovanna Borghi

– É possível afirmar que um laser mais brilhante é mais perigoso ou não há nenhuma relação entre o brilho e a potência?

O brilho é um atributo de percepção visual e depende tanto do comprimento de onda, quanto da potência, da área do feixe e da superfície que o está refletindo. Se comparado nas mesmas condições, um laser com potência maior terá brilho maior. Entretanto, um feixe infravermelho não visível, por exemplo, não causará nenhuma sensação de brilho ao observador. Conforme a definição feita pela Comissão Internacional de iluminação (Commission International de L’Eclairage – CIE), o termo brilho (ou brightness) é um atributo de percepção do sistema visual (sensibilidade do olho humano) que faz com que uma fonte de luz pareça emitir mais ou menos e está limitada a região do visível. Neste caso, refere-se à luminância relativa de cores diferentes em condições bem iluminadas, ou seja, o brilho depende do ambiente. A luminância, ainda segundo a CIE, é a potência radiante ponderada por uma função espectral de sensibilidade que é característica do sistema de visão e é expressa na unidade cd/m². No caso de fontes de luz tais como os lasers ou leds, existe uma definição de uma unidade de medição (Sistema Internacional) chamada brilho espectral (spectral brilliance) que é a intensidade ou radiância dentro de certa largura de banda espectral que define a região efetiva do laser.

Já a intensidade é a medida da potência irradiada da (ou incidente na) superfície de um determinado intervalo do espectro magnético e é expressa na unidade W/m². Portanto, a potência e o brilho têm definições diferentes, embora algumas pessoas as utilizem como se fossem correspondentes uma vez que em determinadas condições se assemelham.

– Vimos na análise que alguns lasers possuem um feixe fora da faixa visível (acima de 700nm), o que representa um perigo extra. No caso da análise isso ocorreu em lasers verdes; poderíamos ter também em feixes vermelhos? Em suma, qualquer tipo de laser pode ter um feixe fora do visível?

A emissão de luz fora da faixa do visível depende da tecnologia utilizada na construção do laser. Para laser verde é comum o processo de conversão de um laser infravermelho. Se bem projetado, a emissão no infravermelho é eliminada ainda dentro do equipamento. No caso dos vermelhos e azuis, é comum a utilização de um diodo semicondutor que já emite na cor (comprimento de onda) final. Como exemplo, citamos suscintamente a geração de luz verde em Lasers do tipo semicondutor. A luz verde obtida é o resultado da geração de luz em 808 nm na cavidade do laser. Esta luz passa um cristal de itrio dopado com neodímio (Nd:YVO4) que aumenta o comprimento de onda de 808 nm para 1064 nm, e depois passa por um cristal dobrador de frequência que divide o comprimento de onda para 532 nm, verde. Na janela de saída deste laser ainda é colocado um filtro infra-vermelho que impede a emissão do feixe de luz neste comprimento de onda. Neste caso exclusivo, para esta tecnologia de geração de luz verde é também produzida a luz infravermelha que é suprimida na saída do laser, em um dispositivo bem projetado.

– Existe uma relação direta entre o comprimento de onda e a potência? Ou seja, quanto mais potente um laser, maior tende a ser seu comprimento (e maior a chance de um laser fora da faixa visível)?

Não existe nenhuma relação entre potência e comprimento de onda de um laser, pois são parâmetros físicos distintos.

– Existem apontadores a laser nas cores: verde, amarelo, violeta e vermelho. A maioria das marcas analisadas era vermelha, sendo apenas dois produtos que emitiam laser na cor verde. Gostaria de saber se além da potência óptica, as diferentes cores podem causar impactos distintos no olho humano? As cores emitidas correspondem a indicações de usos diferentes?

Dependendo do comprimento de onda e potência emitidos, os laser são classificados. A potência de um laser e o seu comprimento de onda de emissão são características intrínsecas da tecnologia de construção utilizadas, bem como dos materiais empregados.

Marcus Vinicius Abbud Safady

– Quais os tipos de lesões que podem ocorrer, quando se faz utilização inadequada destes produtos?

Lesão do epitélio pigmentar da retina na área central (mácula) responsável pela visão de detalhes. Além disso, são descritas alterações na coróide, responsável pela vascularização/nutrição da retina. Essas lesões têm intensidade proporcional ao tempo de exposição e a potencia do laser. São descritos casos de lesões retinianas com exposições mais prolongadas (1 minuto) em laser pointer de 5 mW de potência e casos de lesão retiniana praticamente imediata com laser pointer de 1000 mW. Em resumo, mesmo os apontadores de menor potencia, na faixa de 5 mW, podem causar danos na retina com maior tempo de exposição, mostrando a importância da regulamentação e de seu uso.

– Os danos causados no olho ocorrem quando olhamos diretamente para o laser ou basta que alguém aponte o laser para o nosso olho? Ou seja, se alguém apontar o laser para o nosso olho e se estivermos olhando para outra direção, pode haver, mesmo assim, algum dano?

Os danos causados pelo laser na retina ocorrem em qualquer ponto que eles incidam. Porém, se ocorrerem na periferia da retina, provavelmente não deixarão sequelas funcionais já que a percepção retiniana na sua periferia é muito menor que na área central. Por essa razão, os danos são muito mais importantes quando olhamos diretamente para o laser, pois os raios incidirão diretamente na mácula, região nobre da retina central.

– Podemos dizer que existe uma potência de laser que não apresenta perigo para os olhos – por exemplo, 1 mW?

Os danos retinianos causados pelo raio laser dependem de três variáveis: tempo de exposição, potência do laser e área da retina atingida. Dessa maneira, mesmo um laser de 1 mW pode, teoricamente , causar danos se o tempo de exposição for longo o suficiente, o que na prática não se observa.

CURSO TÉCNICO PELA INTERNET

Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – Disponível pela Internet

Oferecer aos participantes conhecimentos e habilidades necessárias para uma adequada interpretação e aplicação da NR 13.

Controlando a ansiedade social específica

REGULAMENTOS TÉCNICOS

Os Regulamentos Técnicos, estabelecidos por órgãos oficiais nos níveis federal, estadual ou municipal, de acordo com as suas competências específicas, estabelecidas legalmente e que contém regras de observância obrigatórias às quais estabelecem requisitos técnicos, seja diretamente, seja pela referência a uma Norma Brasileira ou por incorporação do seu conteúdo, no todo ou em parte, também estão disponíveis aqui no Portal Target. Você pode realizar pesquisas selecionando o produto “Regulamentos Técnicos” e informando a(s) palavra(s) desejada(s). Clique no link https://www.target.com.br/produtossolucoes/regulamentos/regulamentos.aspx

Especialista diz que uma das situações em que esse problema costuma aparecer é na hora de falar em público.

A ansiedade está presente quando a pessoa sente-se ameaçada ou com medo, e, apesar de trazer uma sensação ruim, ela é saudável, pois é uma espécie de “aviso” ao corpo sobre os riscos morais ou físicos que se está correndo. Essa sensação acontece porque a ideia de ser confrontado pode provocar uma significativa ansiedade antecipatória pelo receio de reagir de forma humilhante ou embaraçosa.

“A ansiedade social pode acontecer por vários motivos, como situações de comer e beber na frente dos outros, urinar em um banheiro público, entrar numa sala onde já existam pessoas sentadas, falar com estranhos, participar de reuniões sociais, interagir com o sexo oposto, lidar com figuras de autoridade, manter contato visual com pessoas não familiares, etc. Porém, nesse caso trataremos mais especificamente do medo de falar em público, problema que atinge inúmeras pessoas”, explica Michel Soares, especialista em oratória.

Para não passar por esse obstáculo, muitas pessoas evitam se expor/falar em público, – porém, uma hora ou outra, isso será necessário. Seja para conquistar um bom cargo na empresa, apresentar um trabalho de faculdade ou novas ideias ao seu chefe, a oratória bem desenvolvida é requisito importante para o sucesso.

O medo de falar em público normalmente funciona de forma inibidora, ou seja, faz com que a pessoa trave e sinta-se inibida de seguir o seu planejamento – ou de fazer sua apresentação como inicialmente programada, por exemplo. “Expor sua opinião ou ideias para o público é saber que você será analisado, interpretado e julgado por pessoas que não conhece. E é comum que isso gere insegurança,” comenta. O problema é quando esse medo impede a pessoa de seguir com a sua vida.

O especialista ressalta que não é feio e nem errado não conseguir falar em público. “Ninguém deve se culpar por isso. É preciso aceitar que o medo existe e então tratá-lo e passar por cima dele, assim como fazemos com os outros medos que sentimos e obstáculos que encontramos no meio do caminho”, exalta.

Soares, que é técnico de oratória há cinco anos, diz que existem várias técnicas que podem ser aplicadas para “passar por cima” desse medo – e cada pessoa se dá melhor com uma técnica. “No meu trabalho eu estudo a pessoa e descobrimos juntos o que deve ser feito para eliminar esse medo, já que cada método funciona melhor para cada um”, ressalta.

Algumas técnicas utilizadas são manter a respiração estável e o pensamento focado somente naquilo que será dito, estabelecer uma postura corporal confortável antes da exposição, levar uma “colinha” com você, etc. Porém, independente do grau de medo e da técnica utilizada por cada um, o ponto mais importante na boa oratória é ter autoconfiança. “Resumidamente, superar o medo de falar em público é não se preocupar com a reação do outro diante das suas atitudes, falas e demais manifestações – e, para isso, o auxílio profissional pode ser um grande ponto de partida”, conclui.

Vicente Falconi: o PDCA focado em resultados

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Falconi: “Três fatores são fundamentais para a obtenção de resultados: liderança, conhecimento técnico e método”

Mundialmente conhecido e amplamente aplicado, o PDCA focado em resultados constitui a base de trabalho implantado pelo Falconi em sua consultoria. É um método simples e, ao mesmo tempo, eficaz quando aplicado à rotina diária. O ciclo é composto por quatro etapas. P – Plano de ação traçado com base nas soluções propostas para solucionar os problemas e alcançar as metas definidas; D – Implementar as soluções transferindo o conhecimento gerencial para os clientes, apoiando a execução das ações planejadas; C – Os profissionais acompanham todas as ações planejadas e verificam se as metas foram atingidas; A – A equipe elabora planos adicionais para garantir o alcance e superação das metas preestabelecidas, além de padronizar a melhores práticas.

Os projetos são definidos de acordo com as necessidades específicas de cada cliente. O diferencial é orientar, acompanhar e participar ativamente da implementação do novo sistema de gestão. Durante o processo, o maior desafio a ser alcançado é fazer com que a própria organização aprenda a conduzir sozinha sua nova gestão.

Para Falconi, em seu livro “O Verdadeiro Poder”, três fatores são fundamentais para a obtenção de resultados: Liderança, Conhecimento Técnico e Método. A liderança é o fator mais importante numa organização. Sem esta não acontece nada. De acordo com Falconi, liderar é bater metas consistentemente, com o time fazendo certo. Um bom líder deve conseguir resultados por meio das pessoas, logo o líder deve investir um tempo substancial no desenvolvimento do seu time.

Toda organização deve zelar para que seja atualizada em conhecimento técnico em nível global. É boa prática trazer, como consultores temporários, os melhores técnicos do mundo para trabalharem junto com o time da empresa na solução de seus problemas.

A origem da palavra método é a soma das palavras gregas meta e hodós. Meta significa resultado a ser atingido e hodós caminho, logo método é o caminho para o resultado. A busca pela verdade contida nas informações organizacionais é o que fornece a orientação necessária para a boa tomada de decisão. Tomar decisões baseado em opiniões é algo caro e muitas vezes desastroso.

Quanto ao futuro da qualidade no Brasil, Falconi acredita que as empresas, tanto de serviços como de indústria, precisam de um ambiente de estabilidade e previsibilidade. “Primeira coisa: não dá você trabalhar em um ambiente de instabilidade, não se sabe o dia de amanhã. Tem ano que a economia é de recessão, tem ano que cresce muito. Isso é muito ruim para todos. O que eu noto em todos os empresários é que eles sentem um ambiente de muita insegurança, e ninguém consegue planejar. Não se pede um crescimento chinês, mas um crescimento pequeno, mas constante. O fato é que a previsibilidade de uma continuidade cria uma série de atrativos para atrair novas empresas e novos capitais. O investidor gosta de crescimento”, explica.

Segundo ele, a qualidade precisa estar associada aos processos de gestão e à abertura de mercado. “Quem não uma gestão boa nunca vai ter uma qualidade boa. Ainda nesse ponto de vista, é muito importante uma abertura da economia. O Brasil ainda está muito viciado com reserva de mercado, ou seja, quem defende a reserva de mercado não está preocupado com qualidade ou gestão, pois é o único fornecedor. Não existe um desafio para fazer as melhorias contínuas. Eu me lembro de 1990 quando o Collor abriu a economia e houve uma correria para a busca dos programas de qualidade”.

Segundo ele, o país precisa se inserir no mercado mundial, na busca pela excelência. “Nós temos toda a competência para tornar o país competitivo. Não precisamos mais importar conhecimento. O que falta é o governo acabar com as reservas de mercado e melhorar as condições internas econômicas. Nos meus contatos com os empresários, noto que eles não estão muito preocupados com a qualidade do produto e sim com os resultados financeiros. É muito raro um cliente chamar a gente e falar que está buscando qualidade de produto e serviço. Não existe esse compromisso atualmente e sim quando o Collor entrou. Desenvolver qualidade no ambiente nacional não é só uma coisa técnica e sim conjuntural que envolve todos os brasileiros”.

Falconi acrescenta que o nível gerencial dos brasileiros é muito bom, já que os gerentes são muito competentes, pois as empresas nacionais, mesmo com todos os problemas, estão indo bem. “Há muita literatura de bom conteúdo, as empresas estão indo lá para fora e comprando novas para aumentar o seu poder econômico e concorrer no mercado mundial, se internacionalizando. Temos muita competência instalada, nossos engenheiros e técnicos são muito criativos e inovadores. O problema está na gestão pública que precisa ser apartidária e melhorar as condições internas, oferecendo segurança aos empreendedores, abrir o mercado e deixar o dólar flutuante. Essa é a grande solução para melhorar o país”.

Conforme ressalta o consultor, a liderança é o fator mais importante numa organização. Sem esta não acontece nada. Liderar é bater metas consistentemente, com o time fazendo certo. Um bom líder deve conseguir resultados por meio das pessoas, logo o líder deve investir um tempo substancial no desenvolvimento do seu time.

E o que um líder deve fazer. Criar um sistema que atribua a todos as metas que sejam críveis e desafiadoras; promover o domínio do método pela equipe com crescimento constante nas técnicas e recursos de análise; promover a aquisição de recurso técnico pela equipe; garantir o estabelecimento e melhoria continua de um sistema de recrutamento e seleção, selecionando pessoas excepcionais e garantir a estes um crescimento mais rápido; participar das várias formas de treinamento de sua equipe exercendo a função de professor em alguns casos, e reconhecer que as pessoas tem a necessidade de aprender continuamente.

“Atualmente, deve-se inspirar as pessoas. Sonhe grande, promova o sonho e inspire as pessoas. Promova a meritocracia. Promova uma avaliação de desempenho de seu time dando feedback no mínimo uma vez por ano. Cuide da cultura da organização, trabalhando valores que garantirão o seu futuro. Este valores devem estar incluídos na avaliação de desempenho. Promova a cultura de tomar decisões com bases em fatos e dados. Incentive a prática da análise e da síntese como elemento principal do planejamento e fundamental no processo de aprendizado. Exija a apresentação das análises em suas reuniões. Promova uma cultura de enfrentamento de fatos que valoriza a verdade e não tem medo de ver os fatos como são”.

Ele complementa dizendo que os fatores culturais desejados devem ser continuamente discutidos e valorizados. Muitas organizações de sucesso apresentam o espírito de excelência, ou seja, a atitude de querer fazer o melhor do mundo, em tudo o que faz. “Muitas pessoas que não gostam do que fazem tem a atitude de se livrar da tarefa o mais rapidamente possível. Amar o que se faz é uma necessidade suprema do ser humano, de acordo com Maslow. São necessários de cinco a sete anos para que se tenha um bom sistema de recursos humanos, em que a liderança carismática perde a importância e a empresa passa a ter uma liderança institucionalizada. Da mesma maneira, a qualidade total demora cinco anos para ser absorvida por uma organização e de acordo com um consultor japonês são cinco anos porque as pessoas levam cinco anos para mudar”.

Para ele, existem lacunas que correspondem à diferença entre o valor atual de um indicador e um valor ideal usado como referência excepcional ainda que seja teórico atingi-la. “A meta é estabelecida dentro da lacuna. A função da lacuna é prover uma maneira criteriosa de se estabelecer uma meta, além de dar uma visão de futuro para o gerenciamento. Priorização: Quem tem muitas prioridades acaba por não ter nenhuma. Quanto ao desdobramento, a grande maioria das metas em toda a organização deve se originar das metas estratégicas, sendo que as metas devem ser suficientemente desafiantes para gerar a busca de conhecimento novo, não podem ser estabelecidas de tal forma a desanimar a todos mesmo antes do trabalho começa e são estabelecidas para ser atingidas. O método de trabalho apresentado para o controle de metas e manutenção do foco corporativo é o PDCA (Planejamento, Aplicar, Checar e Revisar)”.

A sua visão teórica é cheia de sentido, o plano de mudanças descrito, com definição de prazos, está detalhado e repleto de motivos de começar já a implantação na sua empresa/setor/equipe. Seus conceitos podem ser facilmente aplicados em uma empresa, preparando os gestores em busca de uma visão holística e uma administração focada em resultados e lucratividade.

Por fim, diz que ninguém trabalha apenas pelo dinheiro. “Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno, promover a meritocracia. Promover uma avaliação do desempenho de forma honesta e construtiva, dando feedback/retorno contínuo (pelo menos uma vez por ano) alinhar os interesses das pessoas com os da organização por meio de um sistema de incentivos, promover a cultura de tomar decisões com base em fatos e dados. Para o alcance dos objetivos e manutenção do foco correto, há a necessidade da análise dos resultados e de estabelecer metas. Os critérios, a disciplina e a paixão empregados no método para estabelecer as metas”.

falconiCartas ao Planalto

Vicente Falconi publicou três cartas em seu site e no jornal Folha de S. Paulo endereçada à presidente da República:

Carta ao Planalto sobre a boa gestão

Não podemos predizer o futuro. Mas podemos criá-lo.” (Jim Collins e Morten T. Hansen)

Prezada presidente,

O professor americano Jim Collins publicou um livro (“Vencedoras por Opção”, HSM Editora) no qual relata suas pesquisas de nove anos com 20.400 empresas dos EUA. O levantamento visava responder: “Como algumas empresas crescem vigorosamente na incerteza, mesmo no caos, e outras não?”.

A conclusão foi a de que aquelas que mantiveram um caixa robusto e um crescimento moderado, porém constante, foram as verdadeiras vitoriosas ao final de algumas décadas. Jim Collins e sua equipe provaram que as empresas se beneficiam fortemente de uma prática financeira segura e de um crescimento lento e previsível.

Para países isso não pode ser diferente. As empresas (públicas ou privadas) precisam de previsibilidade para ter a confiança de investir. Ninguém deseja que o país cresça 10% num ano e 1% no outro. Qualquer grande variação na economia provocada por desequilíbrios só traz dissabor e prejuízo a todos.

Um país e uma empresa são sistemas complexos. Para a empresa investir, não significa simplesmente colocar dinheiro em uma obra. Não é um evento trivial, envolve a vida de muita gente e não pode ser feito somente com base em promessas ou projeções otimistas.

Para o governo não é diferente. Desequilíbrios e variações causam sempre prejuízo. Quando a economia piora, o governo tem que sair em socorro de alguns setores. Nada é gratuito. Tudo tem um custo e se resume a uma imposição de ônus, hoje ou no futuro, sobre o restante da sociedade.

Assim como o capitão de um navio estuda as condições climáticas para decidir seu rumo e velocidade, o empresário observa o rumo político, a transparência das contas públicas, a condição fiscal do país, a pressão inflacionária, juros, câmbio, entre outros fatores, para tomar suas decisões. Para acelerar, é necessário que o mar esteja calmo e previsível.

O crescimento contínuo, mesmo que moderado, é importante para todo mundo. Talvez essa seja a principal política social que um governo possa desejar.

Se queremos crescer, temos que mobilizar capital. Somente por criar condições estáveis da economia e que permitam a previsão segura de crescimento, o governo aumenta dramaticamente a capacidade de atrair capital ao país. Crescimento previsível tem valor em si mesmo para o investidor.

Nunca ouvi de nenhum empresário palavras contra as políticas sociais. Pelo contrário. No entanto, todos nós temos ouvido muitas reclamações sobre a imprevisibilidade da economia e sobre a falta de perspectiva de crescimento.

O Brasil é um país de 200 milhões de habitantes e a sétima economia do mundo. Um transatlântico que não admite mudanças muito rápidas de curso, pois estas custam muito caro a todos.

Tudo o que um governo precisa fazer é trabalhar duro em suas crenças políticas, mas dentro dos fundamentos da economia, com metas sobre indicadores simples e visíveis, de tal modo a criar o ambiente de segurança e a expectativa do crescimento, ainda que moderado.

Ninguém está pedindo que o país tenha um crescimento chinês, mas que cresça um pouco a cada ano, sempre no mesmo ritmo, como sugere Jim Collins, de tal forma que possamos trabalhar com calma e sem sobressaltos, melhorando, de fato, a vida de todos.

Carta ao Planalto sobre o significado de Gestão – Sonho, Planejamento, Política e Operação

Sem mudanças no processo os resultados permanecerão exatamente os mesmos.” (Albert Einstein)

Prezada Presidente,

Os pesquisadores americanos Muzafer e Carolyn Sherif e outros conduziram em 1954, na Universidade de Oklahoma, uma pesquisa muito bem sucedida sobre conflito e cooperação entre grupos e uma das hipóteses confirmadas foi:

– “Quando indivíduos sem qualquer tipo de relacionamento prévio são agrupados para interagir em atividades com metas em comum, produzem uma estrutura do grupo com status hierárquicos e papéis específicos.”

A conclusão óbvia dos pesquisadores foi que um sonho ou uma meta em comum agrega e organiza o grupo. De fato, constatei em minha vida que é sempre muito mais fácil concordar nos fins que nos meios. Quando se coloca um sonho ou uma meta fica mais claro a todos onde queremos chegar e o que tem que ser feito. O grupo se organiza mais facilmente para concretizar seus desejos.

Planejamento

Gestão nada mais é que atingir metas ou resolver problemas, o que é o mesmo. Se não existem metas não há gestão! Precisamos de sonhos e metas para nosso País! Isto irá facilitar a união e a cooperação. O sonho se origina de uma chamada da liderança e as metas da Formulação Estratégica.

Nos Governos geralmente entende-se Planejamento como a confecção do Orçamento Anual. Ficamos, pois, no horizonte do ano. Nada contra o planejamento anual, mas o que precisamos ter no Brasil é a instalação de uma organização do Estado, e não do Governo, nos moldes da Polícia e da Receita Federal, para fazer a Formulação Estratégica Brasileira num horizonte de pelo menos uns 20 anos, renovada anualmente. Uma formulação desta natureza implica em fazer muita conta, pois todos os fatores de desenvolvimento são interligados, e envolver no processo as melhores inteligências do País bem como especialistas estrangeiros. Em tal planejamento fatores tais como as mudanças climáticas e populacionais deveriam ser levados em conta. Para tal este organismo deveria ter recursos próprios e gestão independente. Esta organização faria a Formulação Estratégica ampla e de longo prazo a partir da qual formulações estratégicas mais específicas e de médio prazo poderiam ser feitas tais como: planejamento dos Estados, dos Municípios, Energético, Logístico, das Comunicações, da Educação, da Saúde, da Defesa, etc. Este exercício de Formulação Estratégica daria as condições de priorizar projetos e estabelecer metas concretas (Estados e Municípios saberiam exatamente com o que poderiam contar) que nos permitiria crescer contínua e vigorosamente. Quando existe falta destes planejamentos o País acaba sendo  gerenciado, em seus três níveis, ao sabor das crises e acontecimentos o que provoca ineficiência na utilização dos recursos além de “apagões” de toda natureza. Gerenciar assim custa muito mais caro pois nem sempre os recursos, eternamente escassos, são empregados na direção e prioridades certas.

Política

Política é “direção a seguir”. A política deve dar a direção e as prioridades do governo dentro da Formulação Estratégica estabelecida. É por isto que os partidos deveriam ter seus programas obrigatoriamente bem definidos e conhecidos pela população para que suas ações no governo refletissem a vontade popular e não os interesses próprios dos políticos. A vontade popular é a “direção a seguir”, deveria ser a política. A partir dai surgem as leis e os regulamentos que é a função do Congresso.

Operação (Execução)

Política não é operação do Estado. Operar o Estado é executar as ações planejadas para atingir as metas necessárias para melhor servir ao Cidadão. A “Máquina Operacional do Estado” deveria ser estável, competente e bem treinada. Esta máquina deveria ser ocupada somente por profissionais continuamente treinados para se atualizarem das evoluções tecnológicas na administração do Estado. Deveria também ter seu desempenho avaliado periodicamente e ser sempre reestruturada para atingir as metas propostas na Formulação Estratégica. Cada processo deve ser projetado para perseguir funções específicas (atendimento ao Cidadão) e estes processos arrumados numa estrutura conveniente no momento. Atualizar estruturas e processos deveria ser uma constante pois tudo muda a nosso redor, novas tecnologias, novas necessidades das populações, ameaças diferentes, etc. A padronização de processos e operações e o treinamento no trabalho deveriam ser religião. Precisamos construir confiança na burocracia estatal, valorizar idéias criativas e dar liberdade de trabalho. As consequências de uma boa Máquina Operacional do Estado seriam custos muito mais baixos e um atendimento primoroso a quem está pagando a conta: saúde, segurança e educação cada vez melhores!

No entanto, o que se vê, independentemente do partido no poder, é um assalto à Máquina Operacional do Estado por meio de mais de 22.000 cargos comissionados (Nos EUA este número não passa de 200 para serem preenchidos por especialistas de confiança) ocupados, geralmente, por pessoas inexperientes e que ocupam posições importantes com agendas próprias, custando caro à nação, não por seus salários mas pelo prejuízo que provocam.

Sugestões para melhoria da Máquina Operacional do Estado

Um bom avanço para o próximo governo seria:

1. Estabelecer uma organização em nível de Estado para fazer e rever anualmente a Formulação Estratégica Nacional em função de novas realidades e as metas decorrentes para cada Ministério;

2. Estabelecer uma organização para avaliar o desempenho das políticas públicas e reestruturar continuamente os processos e a estrutura do Governo;

3. Reduzir, na medida do politicamente possível, os cargos comissionados;

4. Evitar, na medida do politicamente possível,  indicações políticas para diretorias de estatais e cargos de Secretário Geral de Ministério, inclusive, para baixo na hierarquia (como é feito hoje, por exemplo, na Receita e Polícia Federal);

5. Criar um órgão operacional em nível de estado para exercer as funções normalmente atribuídas aos setores de recursos humanos nas empresas, ou seja: educação e treinamento, avaliação de desempenho e feedback, recrutamento e seleção, desenvolvimento organizacional, entre outros;

6. Os melhores setores do Estado têm sempre uma carreira estruturada e escola associada:   Forças Armadas, Polícia Federal, Receita Federal, Relações Exteriores, etc.   Porque não estruturamos as carreiras e instalamos escolas para treinamento contínuo do funcionalismo em todos os setores do Estado?

O País precisa de uma boa Maquina Operacional do Estado! Precisamos reforçar o Estado Brasileiro para reduzir a volatilidade dos Governos. Precisamos fortalecer nossas instituições.

Carta ao Planalto sobre a atuação da Máquina Operacional do Estado – A Operação da Saúde, Educação e Segurança

Prezada Presidente,

Toda organização humana tem como premissa religiosa que a prioridade é o Cliente. Pergunte a qualquer um e repetirão o mantra: “Nosso foco é o Cliente!” No entanto, na maioria das vezes, a realidade é bem diferente e os verdadeiros problemas de qualquer organização são a sua incapacidade de satisfazer, de fato, o cidadão, razão e objetivo de sua existência. Isto é verdade para Empresas e para o Estado.

É óbvio que a prioridade absoluta do Estado deve ser uma “Política Orientada para o Cidadão” e isto quer dizer, entre outros, boa saúde, boa segurança e boa educação. É também óbvio que se nossos políticos soubessem e pudessem eles promoveriam isto, até mesmo por interesse próprio, pois já é muito bem conhecido o fato de que existe uma grande insatisfação popular nesta área. Acontece que a Máquina Operacional do Estado não consegue responder a esta demanda por motivos já aqui expostos em artigo anterior desta série. O Estado não consegue responder ao Governo!

Que significa “boa educação”, “boa saúde” e “boa segurança”? O que é “boa” para um pode não ser para outro. Precisamos de indicadores simples e transparentes (ainda que imprecisos) que meçam numericamente o desempenho destes sistemas nas áreas Municipal, Estadual e Federal. No caso da educação já temos o IDEB e o ENEM, além do PISA internacional. A existência destes indicadores é uma vitória e um grande avanço para nosso país. Não interessa se estes indicadores sejam perfeitos ou imperfeitos ou ainda que possamos, no futuro, melhorá-los. Tudo é sujeito a críticas. O fato importante é que eles existem e estão movendo a máquina operacional da educação pública, em seus três níveis, no sentido de melhorias contínuas. Podemos não estar satisfeitos com a velocidade destas melhorias na área da educação mas não se pode negar que elas estão acontecendo e na direção certa. Não temos a mesma certeza no caso da saúde e da segurança.

Recentemente nossa organização de consultoria investiu recursos próprios para delinear o que seria um “Sistema de Saúde” no Brasil. Vários especialistas, empresários e autoridades foram entrevistados e conseguimos fazer um mapa do Sistema e as interações entre as partes dos subsistemas operacionais de prevenção, correção, regulamentação e atividades privadas desde a indústria farmacêutica, hospitais, laboratórios e seguradoras. Foi um trabalho estressante mas conseguimos visualizar as interações entre as partes do sistema, como fluem as regulamentações, os recursos, os serviços e, principalmente, quais eram as verdadeiras fronteiras do Sistema de Saúde com o cidadão (Cliente!). Tendo em mãos este mapeamento do Sistema de Saúde pode-se então delinear as suas funções e por consequência os seus “Indicadores Principais” e os secundários, a partir dos quais os problemas do Sistema podem ser entendidos, analisados e resolvidos.

Gerenciar é resolver problemas ou atingir metas o que é o mesmo. Onde estão os verdadeiros problemas da saúde, educação e segurança? A resposta é: junto ao cidadão! Se desejarmos resolver os problemas de saúde temos que ir para as funções do Sistema de Saúde e perguntar se estas funções estão sendo cumpridas. O não cumprimento destas funções são as “Disfunções do Sistema” ou “Problemas” e o primeiro ataque deve ser sempre gerencial. Antes que haja uma sequência de esforços para conhecer estas funções, seus indicadores, levantar fatos e dados, entender os problemas, conhecê-los melhor por sua variação geográfica, temporal, tipo e sintomas, analisá-los e, a partir desta análise, estabelecer os Planos de Ação, não se pode falar em “recursos adicionais”. No entanto, o que mais temos ouvido de ministros que assumem este cargo é dizer, logo no primeiro dia, que precisam de dezenas de bilhões de Reais para resolver os “problemas da saúde” que, na verdade, não conhecem na profundidade necessária.

Somente para exemplificar o que seria uma ação gerencial na interface do Sistema de Saúde com o cidadão vou citar o caso dos Hospitais de Emergência. A maioria destes hospitais, senão a sua totalidade, está em crise e não consegue atender às demandas da população. Levantamos algumas informações e verificamos, por exemplo, que o “Tempo Médio de Permanência” do doente nestes hospitais era de 10 a 15 dias. Temos trabalhado com dezenas de hospitais particulares no Brasil e, em geral, o “Tempo Médio de Permanência” nestes hospitais é de 4 dias (em muitos casos menos!). Isto quer dizer o seguinte: uma atuação simplesmente gerencial nos hospitais públicos poderia, ao final de pouco tempo, pelo menos dobrar a capacidade de atendimento do subsistema hospitalar brasileiro sem nenhum investimento. Exemplos como este existem em várias frentes dos Sistemas de Saúde, Educação e Segurança. A solução dos problemas de um Sistema deve sempre começar por suas interfaces com o Cidadão e entrar no Sistema apenas em caso de necessidade. Por exemplo, só vou trabalhar um processo de aquisição de medicamentos se tiver impacto forte nos problemas prioritários que afetam o atendimento final do Cidadão. Da mesma forma, é óbvio que teremos que investir continuamente nos Sistemas de Saúde, Educação e Segurança, mas só poderemos fazer isto, de forma responsável, se for parte de um Plano de Ação decorrente de profunda análise de informações que garantam sua prioridade e seus benefícios à população. O que não podemos é investir em mais hospitais para que também tenham “Tempo Médio de Permanência” de 15 dias. Antes de investir temos que gerenciar!

Os verdadeiros problemas estão na fronteira dos principais Sistemas do Estado com o Cidadão. Os primeiros a atacar estes problemas devem ser as pessoas que ali trabalham. É trabalho para a Máquina Operacional do Estado. Falta domínio de conhecimentos em gestão para que isto aconteça!

Desejo-lhe um excelente Governo.

Ano novo emprego novo: como fazer um bom currículo?

CURSOS PELA INTERNET

Prevenção de Acidentes no Trânsito – Direção Defensiva – Disponível pela Internet

Proteção de Motores Assíncronos – Disponível pela Internet

O objetivo deste curso é levar aos participantes uma discussão dos principais riscos que os motores trifásicos assíncronos estão sujeitos.

Objetividade e clareza são duas características imprescindíveis para quem deseja impressionar com o currículo.

“Você nunca terá a oportunidade de causar a primeira impressão pela segunda vez” – e sabemos que a primeira impressão é a que fica, como já diria o velho ditado. Por isso, estar bem preparado para essa tal primeira impressão é extremamente importante para uma pessoa que deseja conquistar um novo emprego – e essa impressão pode ser causada até mesmo pelo currículo.

Com a chegada do ano novo, muitas pessoas mudam de emprego, e, para que a primeira impressão a ser causada seja boa, pode ser preciso um pouco mais de esforço – afinal, não é a toa que hoje existem empresas especializadas em montar currículos. Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Careers, comenta que a procura por esse serviço é cada vez maior. “Recebemos inúmeros currículos, desde pessoas que foram desligadas de suas empresas após anos de trabalho até de profissionais que estão ingressando agora no mercado – e independente disso, todas elas entendem a necessidade de ter um bom currículo”, comenta a especialista.

Para que esse objetivo seja alcançado, existem algumas orientações que devem ser seguidas pelos profissionais a fim de deixar o currículo mais forte e atraente, podendo até mesmo ser um diferencial na hora da contratação. “Caso você monte sozinho o seu currículo, invista tempo e prepare-o com capricho. Tenha em mente que ele é o seu cartão de visitas, ou seja, ele precisa ser esteticamente bonito, claro e objetivo, e ter, no máximo duas páginas”, comenta Madalena. Outro passo importante é revisar o currículo algumas vezes para evitar possíveis erros de português, já que eles podem representar preguiça ou falta de conhecimento.

A princípio, um bom currículo possui as informações essenciais sobre o profissional, sua formação, conhecimentos, habilidades e, por fim, experiências profissionais. “É preciso sempre manter as informações atualizadas e deixá-las expostas de forma facilmente compreensível, assim a leitura do possível empregador é agilizada. Para isso, seguir uma ordem é importante. Sugiro uma sequência”:

1. Dados pessoais: nome, telefone (com DDD), endereço, e-mail, etc. Também pode ser interessante colocar a data de nascimento e o estado civil. Números de RG e CPF apenas se a empresa solicitar.

2. Perfil profissional: essa pode ser a parte mais importante do currículo. E o local em que o profissional deve escrever, em torno de 5 linhas, e em terceira pessoa, um resumo de suas experiências, formação, objetivo profissional e possíveis incoerências. Se você for de uma cidade e estiver concorrendo a uma vaga em outra, ou se tiver experiências somente em uma área específica e tiver concorrendo a outra área, explique isso neste espaço. Deixe de lado a pretensão salarial para discutir pessoalmente em entrevistas.

3. Formação acadêmica/escolaridade: se estiver cursando o 2° grau, coloque a escola e o ano em que estiver cursando. Se estiver no ensino superior, foque na graduação, relatando qual o curso, Instituição, data de início e fim (ou previsão de fim). Para pós-graduação, mestrado ou doutorado use as mesmas dicas – e deixe claro se o curso já foi concluído ou ainda está em andamento.

4. Experiência profissional: hora de descrever suas experiências anteriores de forma clara e objetiva. Escreva o nome da empresa, o cargo ocupado, as atividades que eram realizadas e o período – data correta de início e fim, não apenas o ano. Tenha em mente que o cargo é importante, mas, mais do que isso, é importante descrever as ações que eram feitas, ressaltando suas responsabilidades e rotina de trabalho. Estágios e experiências curriculares também devem ser colocados nessa parte – principalmente se não existirem outras experiências para serem citadas. Porém, experiências antigas que não possuem relação com a vaga pretendida, não precisam ser descritas.

5. Cursos extracurriculares: cursos de menor duração e de línguas, por exemplo, podem ser descritos nessa área – lembrando-se sempre de escrever qual a Instituição em que foram feitos os cursos e a data de realização.  Tratando-se de línguas, deixe claro o seu nível (básico – intermediário – avançado). Intercâmbios também podem ser citados nesse tópico.

6. Atividades complementares: conhecimentos em informática, por exemplo, podem ser interessantes para serem descritos nessa área. Além disso, outros conhecimentos e experiências que o profissional julgar relevantes também podem ser descritos de forma breve e clara nesse tópico, como artigos publicados, premiações, trabalhos voluntários, etc.

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A roda da vida do novo e do velho ano

CURSO PELA INTERNET

Formação de Auditores Internos de Sistemas Integrados de Gestão (Qualidade, Meio Ambiente, Saúde, Segurança do Trabalho e Responsabilidade Social) – Disponível pela Internet

Capacitar os participantes a realizar auditorias compartilhadas do Sistema Integrado.

Conheça a ferramenta da Roda da Vida e analise melhor o ano que passou e o ano que logo vai chegar

O fim de ano vai se aproximando, e com ele chegam o espírito natalino, a vontade de mudança e os momentos de reflexão, que fazem com que as pessoas sintam-se mais felizes e nostálgicas, sentindo que esse é mais um ciclo que se fecha. Mas você realmente encerrou esse ciclo e está pronto para entrar em um novo ano?

Você ainda se lembra das promessas que fez no ano passado? Elas foram cumpridas? Essa é uma questão comum na vida de quase todos, e acredito que muitas pessoas não fazem nem ideia mais daquilo que prometeram a si mesmas, – porém, agora pode ser a hora de mudar isso, trazendo para a realidade aquilo o que você deseja.

Segundo o psicólogo e coach João Alexandre Borba, o final do ano não é necessariamente a época para pensar no futuro – e sim de repensar o passado. “Isso acontece porque para você conseguir programar um bom ano pela frente, precisa fazer um balanço do ano que passou. E porque chamamos de balanço? Porque o ideal é perceber se você passou por um ano equilibrado”, resume.

O balanço de fim de ano, para ter bons resultados no futuro, precisa ser um momento de pura reflexão, no qual a pessoa pare o que está fazendo e passe um tempo apenas pensando em como foi o ano nos mais diversos aspectos. “Essa é a hora de fazer um revisão detalhada dos últimos 365 dias. Como foi a área emocional? Você fez o que queria? Foi atrás dos seus planos e desejos? Buscou se satisfazer ou cuidou apenas dos outros e esqueceu de você? Essas são apenas algumas das perguntas que devem ser feitas a si mesmo”, comenta o psicólogo.

Uma boa ideia para terminar bem o ano vigente – e consequentemente começar bem o próximo ano – é terminar tudo o que você puder/conseguir o quanto antes possível, assim você entra em um novo ciclo sem nada que lhe prenda ao passado. “Está em um relacionamento que passa por uma fase ruim e não consegue tomar uma decisão? Aproveite o final do ano para analisar o que passou e ver se vale à pena continuar – e se esforçar para isso, – ou terminar de uma vez, começando 2015 de forma diferente, iniciando um novo ciclo”, exemplifica Borba.

Para ajudar nesse processo de equilibrar as áreas da vida, o coaching oferece uma ferramenta chamada de “Roda da Vida”, que auxilia no processo de analise e balaço. “A Roda da Vida é interessante porque abarca todas as áreas do ser humano, desde lazer/diversão, passando pela vida pessoal e amorosa, financeira, profissional, saúde, etc. O ideal é a pessoa reservar um tempo e analisar como anda a sua vida em geral, sendo sincera consigo mesma e percebendo o que falta para alcançar o equilíbrio”, comenta o profissional.

O que é muito comum é uma pessoa perceber que uma área de sua vida vai bem – e, por causa disso, ela investe nisso e deixa de lado áreas que precisavam de mais atenção. Isso acontece porque as pessoas são viciadas na vitória, em insistir no que já está bom, mas, ao fazerem isso, não percebem que muitas vezes estão deixando de lado aquilo que realmente precisa de atenção. “O equilíbrio só é alcançado quando existe um esforço maior nas áreas que estão deixando a desejar”, comenta.

Uma dica que Borba oferece é fazer duas rodas: uma do ano que passou e uma de como você pretende que seja a roda do próximo ano – de forma realista, é claro. E relembra: comece a fazer as coisas assim que puder. “É comum a gente deixar as coisas de lado, empurrar com a barriga e dizer que ah, no ano que vem eu começo. O ideal é deixar esse costume de lado e começar desde já a se mexer, assim, a entrada no próximo ano tem mais chances de ser melhor e mais equilibrada, afinal, o processo de balanço já começou antes. É claro que é bom aproveitar as férias, mas aproveite-as para fazer algo importante para si mesmo. E uma frase que eu gosto muito para essa época do ano é: enquanto o passado não deixar o presente acontecer, seu futuro será a esperança de um novo passado”, conclui o psicólogo.

Todo mundo quer direitos iguais, mas estamos preparados para eles?

CURSO PELA INTERNET

Metodologia para Identificação e Classificação de Aspectos e Impactos Ambientais, Conforme NBR ISO 14001 – Disponível pela Internet

Possibilitar ao participante a identificação dos aspectos e impactos ambientais, e elaborar o LAIA – Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais de sua organização conforme a norma NBR ISO 14001.

Dolores Affonso

Todos os dias escuto que os direitos são iguais, homens e mulheres, negros e brancos, idosos e jovens, cristãos e muçulmanos e assim por diante. O mesmo ocorre com os deficientes. Todos os dias lutam por seus direitos, pela igualdade, pela inclusão, mas será que estão preparados para isso? Para ter “direitos iguais”?

Você pode estar se perguntando o que quero dizer com isso. Logo irá entender! Mas acredite: a grande maioria não está preparada para os “direitos iguais”. Levando em conta que, mesmo os direitos sendo iguais, as oportunidades oferecidas às “minorias” ainda estão muito aquém da igualdade; e que mulheres, negros e tantos outros grupos excluídos, esquecidos ou renegados continuam sofrendo com a desigualdade, é importante estarmos preparados, seja para a “igualdade desigual” que vivemos, seja para a igualdade verdadeira que ainda é uma utopia no Brasil e em muitos países pelo mundo. Quiçá em todo o planeta!

Vejamos: negros continuam recebendo um salário menor que brancos, assim como menos promoções e ocupando menos posições de chefia ou destaque. Mulheres, a mesma coisa. Se forem negras, menos ainda. Se, além disso, forem deficientes, a situação fica ainda pior!

Bom, isso foi só para nos lembrar da realidade da “igualdade” em nosso país. Mas se ela realmente acontecesse… se tornasse realidade, você estaria preparado? Nós todos estaríamos preparados para abrir mão de determinadas “coisas”? Pense bem: algumas mulheres estariam prontas para abrir mão de um marido que as “sustente”? Alguns homens estariam preparados para abrir mão da sua posição de “provedor” e “marido” cuidado pela esposa, para assumir o papel de parceiro nos cuidados da casa, na educação dos filhos, como muitas mulheres assumiram a posição de coprovedoras no sustento da família ou até mesmo a posição de provedoras? Alguns negros estariam dispostos a abrir mão de declarar o “orgulho de ser negro” ou de compreender que, se possuem este direito, o mesmo deveria ser concedido aos brancos? Ou seja, se é considerado preconceito um branco andar com uma camiseta “orgulho branco”, “raça branca” etc. por que para o negro não?

São apenas alguns exemplos de situações e “coisas” que precisaríamos abrir mão para que os direitos fossem realmente aplicados de forma igualitária. E os deficientes? Estão preparados para não serem mais os coitadinhos que todos precisam ajudar? Que o governo precisa “sustentar”? Será que estão prontos para assumir postos de trabalho como qualquer outra pessoa? Estão capacitados pessoal, profissional e emocionalmente?

Claro que muitos vão dizer: mas as cidades não estão preparadas… não possuem as mínimas condições de acessibilidade e usabilidade! As empresas não estão preparadas para nos receber! Sim, é verdade!

Mas neste mundo hipotético em que os direitos são iguais, a acessibilidade também seria uma realidade. Sendo assim, pense, se o mundo estivesse preparado para você, você estaria preparado para o mundo? Sem medo de viver, de cuidar de si, de buscar os seus sonhos? Você estaria apto a utilizar as tecnologias e ferramentas existentes? Teria capacidade de interagir com as pessoas?

Você diz que as pessoas não sabem se comunicar com um cego ou surdo, mas você sabe? Se você é cego, aprendeu Libras tátil para se comunicar com surdos? Você, surdo, aprendeu braille para se comunicar com um cego? Se sua resposta foi não para algumas dessas perguntas, então não está preparado para um futuro de direitos iguais! Pense nisso!

Para se preparar não é fácil, verdade, mas é possível. Coaching, cursos, capacitação, orientação, terapia etc. estão disponíveis, seja na rede pública, seja por empresas, ONGs ou profissionais que, assim como eu, buscam promover a autonomia das pessoas com deficiência em todos os níveis e setores da vida. Prepare-se! Esteja pronto para o mundo em que você sonha viver!

Dolores Affonso é coach, palestrante, consultora, designer instrucional, professora e idealizadora do Congresso de Acessibilidade – www.congressodeacessibilidade.com

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As atitudes das empresas frente à corrupção

PALESTRA GRATUITA

A IMPORTÂNCIA DA NORMALIZAÇÃO BRASILEIRA

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O palestrante é o engenheiro Cristiano Ferraz de Paiva: Objetivos da Normalização; O fórum nacional de Normalização – ABNT; A posição institucional da ABNT; A observância das Normas Técnicas Brasileiras (NBR); Estrutura do Sinmetro; A função da Normalização no quadro institucional brasileiro; e Jurisprudência nos tribunais quanto à obrigatoriedade das normas técnicas. Sem custos para as organizações: hayrton@uol.com.br ou 11 991055304.

A Control Risks acaba de publicar sua pesquisa anual sobre atitudes das empresas frente à corrupção. A pesquisa 2014/15 concluiu que muitas multinacionais, principalmente aquelas com operações em mercados emergentes, continuam lentas na mudança de seus enfoques corporativos ante a corrupção.

Há uma inquietante falta de nexo entre o que as sedes de grandes organizações multinacionais pensam sobre seus programas anticorrupção e a realidade na linha de frente dos mercados de maior risco. O fracasso em reformar práticas internas é em parte fruto das pressões orçamentárias sobre as equipes encarregadas do compliance, mas muitas companhias ainda subestimam a ameaça de um programa anticorrupção mal implementado.

A pesquisa identificou que as empresas entrevistadas no Brasil estão ativamente preocupadas em melhorar suas estratégias anticorrupção. Mais da metade (54,3%) das empresas no país disseram estar investindo em recursos adicionais para combater a corrupção; interessantemente, esta proporção é significativamente maior que a média mundial, que ficou em 37,9%. A preocupação também chega ao mais altos níveis executivos no Brasil – 54,3% das empresas participantes informaram ter membros do conselho diretivo ou de comitês de compliance encarregados da luta anticorrupção; a média mundial é de 47,5%.

No entanto, a pesquisa também revela que, na prática, as empresas no Brasil ainda investem pouco em programas de compliance. Apenas 48% dos entrevistados no Brasil realizaram análises de riscos reputacionais (due diligence) sobre possíveis novos sócios comerciais, número abaixo da média internacional (58%). O Brasil também ficou aquém no uso de cláusulas de “não suborno” em contratos com terceiros, prática utilizada por 64% dos entrevistados no mundo – contra apenas 59% no país.

A pesquisa também procurou quantificar a tolerância dos executivos com relação aos chamados pagamentos ‘facilitadores’: 18% dos entrevistados no Brasil acreditam que estes são essenciais para a manutenção do negócio. Esta cifra é ligeiramente maior do que a média mundial (16,2%), mas menor do que as proporções encontradas em outros mercados emergentes como Índia (27,5%), Mexico (25,5%) e China (24,6%).

No mundo, 87,9% das empresas já possuem políticas que proíbem explicitamente o pagamento de subornos para ganhar contratos. No entanto, a maior parte das companhias pesquisadas:

• está mal preparada para levar a cabo una investigação sobre um suposto pagamento de propina por um de seus empregados;

• não possui responsabilidades anticorrupção atribuídas diretamente ao nível do conselho diretivo;

• ainda não forneceu programas de treinamento contra o suborno e a corrupção aos funcionários que desempenham funções de alto risco, como a área comercial;

• pouco menos da metade ainda não tem uma linha de denúncia de irregularidades (whistleblowing).

No último ano muitos mercados emergentes – incluindo o Brasil – promoveram mudanças legislativas e melhoraram os sistemas de aplicação, aproximando seus níveis de exigência aos dos encontrados países desenvolvidos. Dada a crescente vontade por parte dos governos de fortalecer a aplicação dessas leis, as deficiências identificadas neste estudo representam um risco significativo para as empresas.

Uma investigação anticorrupção contra uma companhia pode acarretar em grandes custos financeiros e reputacionais e, no limite, arriscar sua própria sobrevivência. Estão as empresas preparadas para evitar esses desastres?

A pesquisa revelou que apenas:

• 67,6% não acreditam que terão que realizar uma investigação anticorrupção no próximo ano, embora 56,6% aleguem ter feito uma em 2013;

• 44,7% dos pesquisados não veem a necessidade de um maior investimento em programas de compliance;

• 37,8% das companhias reportariam um concorrente corrupto à polícia ou às autoridades reguladoras.