As normas técnicas obrigatórias para a construção de poços de água

poçoAtualmente há duas normas técnicas que estabelecem os requisitos obrigatórios para o projeto e a construção de poços tubulares para captação de água subterrânea, estabelecendo procedimentos técnicos para o acesso seguro aos mananciais subterrâneos, objetivando a extração de água de forma eficiente e sustentável. O homem, desde o seu aparecimento sob a terra, realiza escavações para obter água subterrânea.

Hoje, com a alta tecnologia a perfuração de poços artesianos passou a ser uma alternativa para a obtenção de água potável. As empresas que fazem a perfuração de poços artesianos contam com tecnologia de ultima geração.

No poço artesiano a água jorra naturalmente devido a pressão exercida, que faz com que a água seja levada até a superfície. Quando a pressão não é suficiente será preciso o auxilio de uma bomba, neste caso o poço será chamado semiartesiano.

O poço artesiano retira a água dos aquíferos que são as reservas de água subterrânea, formadas pela água que se infiltra no solo e nos espaços entre as rochas. À medida que a água caminha pelas rochas e sedimentos, vai sendo filtrada e se torna cada vez mais limpa. Dessa forma a água que jorra dos poços artesianos esta protegida da contaminação e em muitos casos não será necessário que haja tratamento da água para o consumo.

A vazão da água do poço artesiano depende da quantidade de água que a rocha pode oferecer. Caso tenha sido construído em uma região que apresente rochas com potencial baixo de fornecimento de água, existe a possibilidade do nível de água de alguns poços artesianos baixarem e em casos extremos poderá até secar.

Esta possibilidade será inexistente nos casos em que a perfuração de poços artesianos for feita em rochas com alto potencial de recarga de água, pois sempre haverá água entrando no sistema. O importante será observar as determinações dos especialistas que executam projetos de poços artesianos, pois eles farão averiguações para verificar o potencial de vazão que a rocha pode oferecer.

A manutenção do poço artesiano é a maneira mais eficaz de aumentar sua vida útil e também para manter os equipamentos e a qualidade da água. A limpeza também é importante pois atua na eliminação de acúmulos na tubulação e nas paredes do mesmo.

O uso cada vez maior da utilização de reservas hídricas subterrâneas se deve ao fato de que além do custo para a captação da água, através do poço artesiano não ser muito elevado, ainda contamos com o fato que a água obtida através de poços artesianos é de excelente qualidade. Sobre o assunto, existem duas normas: a NBR 12212 (NB588) de 03/2006 – Poço tubular – Projeto de poço tubular para captação de água subterrânea que fixa os requisitos exigíveis para a elaboração de projetos de poço tubular para captação de água subterrânea; e a NBR 12244 (NB1290) de 03/2006 – Poço tubular – Construção de poço tubular para captação de água subterrânea que fixa os requisitos exigíveis na construção de poço tubular para captação de água subterrânea, estabelecendo procedimentos técnicos para o acesso seguro aos mananciais subterrâneos, objetivando a extração de água de forma eficiente e sustentável.

O projeto de captação de água subterrânea através de poço ou sistema de poços pressupõe o conhecimento de: vazão pretendida; hidrogeologia da área constituída, no mínimo do condicionamento geológico regional e local, incluindo levantamento dos dados geológicos, geofísicos e de poços existentes, com identificação e caracterização do(s) aquífero(s), cuja exploração é pretendida pelo(s) poço(s) a ser(em) perfurado(s), a emissão de relatório conclusivo sobre a potencialidade hidrogeológica da área e da viabilidade de atendimento ao descrito em 4.1.a), com determinação dos locais para a execução da(s) perfuração (ões) e da provável composição físico química da água; avaliação preliminar da vulnerabilidade à poluição dos aquíferos; estimativa do número de poços a constituir o sistema; planta topográfica da área de interesse, com a localização e o cadastro das obras e dos poços existentes e piezometria.

O projeto de poço tubular para captação de água subterrânea deve compreender os seguintes itens: recomendação do método de perfuração e tipo de fluido, considerando custo, adequação às características litológicas e hidrogeológicas do aquífero explorado e segurança sanitária e ambiental; locação topográfica do poço; estimativa das profundidades mínima e máxima do poço; estimativa da vazão do poço; fixação dos diâmetros nominais úteis do poço e da perfuração; previsão da coluna estratigráfica a ser perfurada; previsão do(s) aquífero(s) a ser(em) explotado(s), tipo e geometria, do potencial e do nível piezométrico; previsão da cota do nível dinâmico; avaliação da composição físico química da(s) água(s) do(s) aquífero(s) interceptado(s); revestimento com especificação dos critérios para obter-se a estanqueidade na coluna cega e o posicionamento e colocação dos filtros, quando estes forem necessários; definição dos métodos de aferição da verticalidade e alinhamento do poço; especificação das condições de proteção sanitária, tanto superficial quanto subsuperficial; recomendações de técnicas para controle e monitoramento da explotação, visando à manutenção das condições naturais do poço e aquífero(s); previsão de execução de perfilagem elétrica, radioativa, acústica e mecânica em formações sedimentares, que possibilite a determinação de camadas produtivas e improdutivas, indicando o correto posicionamento das seções de filtros na coluna de revestimento, conforme API 31 A.

O projeto de exploração do poço deve assegurar vazão contínua e constante sem prejuízo da qualidade da água. Durante a sua vida útil, deve ser controlado e monitorado como parcela do recurso hídrico regional. O projeto de monitoramento dos poços tem por objetivo a detecção precoce de alterações nas características hidrogeológicas dos poços e aquífero(s).

Na construção de um poço para captação de água subterrânea, tornam-se indispensáveis os seguintes elementos: projeto do poço em conformidade com a NBR 12212; as especificações dos materiais e equipamentos auxiliares; as especificações de serviços complementares; o cronograma físico da obra; o equipamento de perfuração; o responsável técnico habilitado; o fiscal; as condições de recebimento do poço.

A construção de poços para captação de água subterrânea compreende as seguintes atividades:

– preparação do canteiro da obra:

 acesso, serviços de terraplenagem, encascalhamento e confecção de bases;

 instalação da perfuratriz e dos equipamentos auxiliares;

 disposição dos materiais;

 instalações diversas;

– perfuração:

 perfuração inicial para colocação do tubo de boca;

 execução de furo piloto ou furo guia;

 amostras de calha;

 perfuração nos diâmetros e profundidades projetados;

 verificação dos parâmetros da perfuração;

 verificação das condições reológicas do fluido de perfuração;

– dimensionamento da coluna de revestimento:

 elaboração do perfil litológico com base no exame e descrição das amostras;

 execução e interpretação de perfilagens elétricas e radioativas, de diâmetros, de densidade, sônicas,

laterais e outras;

 elaboração do perfil de penetração;

 correlação entre os vários perfis para montagem do perfil composto;

– dimensionamento de prefiltro:

 análise granulométrica de amostras representativas;

– colocação da coluna de revestimento;

– colocação de prefiltro;

– desenvolvimento;

– execução do ensaio de vazão;

– coleta de água para análise;

– serviços e obras complementares: selamento, desinfecção, construção de laje de proteção sanitária, lacre e elaboração do relatório final.

O local da perfuração deve ser devidamente preparado para instalação da perfuratriz e seus acessórios, bem como para a construção das obras temporárias, como reservatórios de lama e água, valetas de escoamento, etc. A disposição dos materiais e equipamentos deve obedecer ao critério de organização e praticidade, de modo a não prejudicar nenhuma das fases da obra.

Medidas gerais de proteção e segurança devem ser adotadas para evitar acidentes pessoais na área de serviço. Em local conveniente, deve ser instalada a infraestrutura necessária como vestiário, refeitório, sanitário e água potável, de modo a assegurar ao pessoal da obra condições de descanso e higiene compatíveis com a natureza dos serviços.

Para a perfuração, o construtor deve dispor na obra de máquina perfuratriz e de equipamentos, ferramentas e materiais em quantidade e capacidade suficientes para assegurar a execução dos trabalhos. Qualquer substituição de máquina, ferramenta ou acessório indispensável durante a perfuração para a execução do poço deve correr por conta e risco do construtor.

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As 12 características das pessoas altamente criativas

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Ernesto Berg

Pessoas criativas têm várias características e qualidades específicas que as diferenciam bastante de indivíduos menos criativos. Certamente, o tipo e o grau de criatividade variam de um indivíduo para outro, e nem todas as pessoas criativas possuem uniformemente, e no mesmo nível, todas as características aqui enumeradas, mas todas têm facilidade de lidar com esses métodos e ideias por ser parte integrante de suas habilidades cotidianas. Além do que, conhecendo essas características e desenvolvendo-as conscientemente, todos nós acabaremos incorporando automaticamente esses atributos e habilidades às nossas competências profissionais e pessoais.

1. Abertura para o inconsciente

Nosso cérebro pulsa e emite vibrações contínua e regularmente. É composto por cerca de 100 bilhões de células nervosas, chamadas neurônios, que emitem pequenas correntes eletromagnéticas, as ondas cerebrais, as quais se alteram de acordo com nosso estado de consciência. O eletroencefalograma detecta perfeitamente essas ondas que sãop medidas em ciclos por segundo (CPS), ou Hertz.

Existem quatro categorias de ondas cerebrais: Beta, Alfa, Teta e Delta. Quanto mais alta a ciclagem por segundo, mais despertos estamos; é o estado Beta (13 a 40 CPS). Ciclagens mais baixas evidenciam estados menos ativos de consciência. O Alfa (8 a 12 CPS) é uma onda cerebral mais lenta, estável e rítmica. É o nível do estado mental de serenidade, paz e quietude. Ocorre durante o relaxamento induzido em estado de vigília – quando fechamos os olhos – e, também, quando praticamos visualização criativa, meditação e técnicas de auto-sugestão. A criatividade é fortemente despertada no nível Alfa porque, no estado de quietude por ele provocado, pensamentos e imagens antes impedidos de aflorarem por causa da agitação mental do estado Beta, ficam liberados e emergem até o nível consciente. É aquela ideia ou palpite que surge repentinamente e que dá certo; é o “eureca, achei!”; é o insight.

2. Base de conhecimentos essenciais                                                    

Quanto mais ampla a faixa de conhecimentos em outras áreas, maior a capacidade criativa do indivíduo. Pessoas que se interessam por outros assuntos (ou que praticam outras atividades) além de suas atividades habituais levam grande vantagem criativa sobre as que não procedem assim. Você não pode retirar da sua mente o que não foi colocado antes lá dentro. A qualidade dos depósitos efetuados na nossa mente é que irá determinar a qualidade das ideias e insights que surgirão. Nenhum especialista ou profissional é capaz de fazer contribuições expressivas sem que tenha conhecimento de inúmeros outros assuntos paralelos à sua especialização. Sem estudo e aprendizagem contínuos em áreas diferentes, é impossível produzir resultados criativos ou inovativos, pois a criatividade é fortemente estimulada pelo conhecimento e vivência em outros campos de atividade, além dos da sua especialidade.

3. Capacidade de análise e síntese

A capacidade de fazer análises – e também de sintetizar – é uma habilidade típica de pessoas criativas. Embora a análise possa dar a impressão de ser algo não criativo, ela é uma fase fundamental do processo de concepção, pois permite avaliar problemas ou obstáculos e dividi-los em partes menores essenciais e enxergar a relação entre a parte e o todo. Indivíduos criativos dedicam muito tempo a análise e síntese de solução de problemas, porque dessas observações depende a qualidade das decisões criativas que serão tomadas, enquanto que pessoas menos criativas parecem querer “arrancar” a solução – sem perder tempo com análises -, antes mesmo de compreenderem a estrutura do problema ou do desafio.

4. Capacidade de perceber e solucionar problemas

Teorias, hipóteses e fatos poucas vezes estimulam a criatividade. O grande combustível da criatividade são as situações problemáticas, aquelas que requerem soluções que aparentemente não têm saída, ou situações difíceis de resolver. É aqui que se revela o diferencial da criatividade e que a torna tão especial através do uso de métodos lineares (isto é, lógicos) e intuitivos. As técnicas ESCUTAR, Quadro de Ideias, Brainstorming, Incubação, são algumas das metodologias criativas extremamente práticas para solucionar problemas e muito fáceis de usar.

Indivíduos criativos possuem grande habilidade de perceber problemas e desafios que escapam à maioria das pessoas. Eles têm uma sensibilidade de entender aspectos menos óbvios ou os pontos mais promissores de uma situação, aquelas oportunidades ocultas que poucos notam. Não por acaso Martinho Lutero disse: “Se você está procurando uma grande oportunidade, descubra um grande problema”.

5. Curiosidade

Curiosidade é ter interesse pelas coisas. Pessoas curiosas não ficam quietas esperando que as coisas aconteçam. Ser curioso permite que o indivíduo esteja aberto a novas experiências, a conhecer novos lugares, pessoas, objetos, vivenciar novas situações. É algo que vamos perdendo à medida que crescemos, pois já catalogamos, mentalmente, tudo o que julgamos ser importante para nós; desse modo, entramos num rotina diária apenas repetindo as experiências e deixamos de lado o fascínio da curiosidade e a busca pelas coisas novas.

6. Flexibilidade

Pessoas criativas têm grande flexibilidade de raciocínio e conseguem  enfocar problemas por vários ângulos diferentes. Quando surgem novos fatos ou circunstâncias, adaptam-se rapidamente à nova situação, não hesitando em abandonar uma linha de raciocínio, substituindo-a por outra mais plausível. Elas gostam de testar, examinar, avaliar, imaginar diversas alternativas e configurações antes de se decidirem por aquela que consideram a melhor solução para resolver o problema ou descobrir oportunidades. Uma das áreas em que o indivíduo flexível mais se dedica é a de fazer perguntas. “E se fizéssemos desse jeito, em vez daquele?”, “Se olhássemos a situação de outro ângulo, o que aconteceria?”

7. Fluência

A fluência é uma das características fundamentais para a resolução criativa de problemas ou descobrir novas alternativas. Pessoas criativas conseguem gerar muitas ideias diferentes para as mais variadas situações, e não se deixam levar pelo tradicionalismo ou por rotinas estabelecidas. Por exemplo: Quantos usos diferentes você daria a um clipe, além de prender papel? Eis algumas possibilidades: palitar dentes, limpar ouvidos, pendurar roupa, gancho, anzol, molho de chaves, marcador de página de livro, desentupir tubo de cola, limpar unhas etc. Certa ocasião, em um curso de criatividade que ministrei, um dos participantes relacionou mais de 50 usos para um clipe, em menos de cinco minutos. Especialistas afirmam que existem mais de 500 utilidades para o clipe. Quantas você consegue encontrar?

8. Habilidade de raciocinar por metáforas

O que as seguintes frases têm em comum?  “Tempo é dinheiro”. “Barriga da perna”, “Na flor da idade”, “Cheque sem fundo”, “Esfriar a cabeça”, “Dente de alho”. Resposta: todas elas são metáforas. A metáfora é uma figura de linguagem que interliga diferentes realidades através de suas semelhanças. Ela ajuda a compreender uma ideia recorrendo a outra ideia. Ela é um dos instrumentos mais úteis ao trabalho criativo, qualquer que seja o campo de atuação profissional. Utilizamos a metáfora o tempo todo. Ela é importantíssima na comunicação do dia a dia. É quase impossível nos comunicarmos sem recorrer à metáfora. Pesquisas revelam que, durante as conversações, usamos de 3 a 4 metáforas por minuto, através de simbologias, comparações e analogias. O GPS – ou um mapa – também é uma metáfora, pois embora não seja uma cidade, ele representa graficamente a estrutura viária da cidade, o que permite encontrar facilmente o endereço desejado.

A parábola também é uma metáfora, pois através dela são ensinados ou expostos conceitos, às vezes complexos, que de outra forma seriam difíceis de entender. Por isso mesmo Jesus Cristo utilizou inúmeras parábolas para ilustrar melhor suas mensagens e facilitar a compreensão delas pelas pessoas.

9. Motivação

Pessoas altamente criativas criam, não porque alguém exigiu que criassem algo, mas porque sentem necessidade de fazê-lo. O desejo e a motivação de criar são elementos básicos para elas. Não importa as dificuldades e obstáculos, o indivíduo criativo seguirá em frente sem desanimar, pois seus estímulos são internos, não externos. Ele é movido por entusiasmos internos. Pessoas criativas encontram no trabalho que elas escolheram o caminho mais importante para alcançar sua realização pessoal. De tão motivadas e concentradas, elas, não raro, perdem a noção de tempo e espaço ao se envolverem com suas atividades.

10. Originalidade

Ser original significa livrar-se de estereótipos, ir além do comum e corriqueiro, e imaginar soluções diferentes, mais avançadas e singulares para problemas existentes ou oportunidades que surgem. Pessoas criativas conseguem desestruturar sistemas e processos tradicionais e enxergar além das limitações impostas por regras e regulamentos, criando novas combinações e novas alternativas. Indivíduos que pensam de forma original quebram paradigmas. Em outras palavras: elas pensam “fora da caixinha”. Elas fazem conexões e associações mentais entre coisas muito diferentes entre si dando origem a eventos, fenômenos e experiências totalmente novas ou inusitadas. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a cirurgiã-dentista Beatriz Zorowich, cuja empregada vivia entupindo a pia da cozinha quando lavava arroz. Então, uma noite, assistindo televisão, Beatriz teve um “estalo” e veio a ideia completa de como  fazer um lava-arroz.  Auxiliada pelo marido, colocou papel-alumínio em duas tigelas, grampeou uma na outra e fez furos com prego. Pronto! Estava inventado o protótipo do escorregador de arroz, útil também para escorrer verduras, feijão, morango etc. O invento foi aperfeiçoado, patenteado e passou a ser produzido industrialmente pela Trol S/A, tornando-se um extraordinário sucesso de vendas, rendendo polpudos dividendos à inventora. Algo simples e útil, no qual ninguém ainda havia pensado antes.

11. Percepção

Um dos pontos-chave da criatividade é a percepção. É aquilo que muitas vezes está bem à nossa frente, mas não enxergamos.  Vemos, mas não percebemos, olhamos, mas não distinguimos. A pessoa perceptiva enxerga além das coisas, além do óbvio, além das aparências. Foi o que Ray Krock viu no sistema de fast food criado pelos irmãos McDonalds. Os irmãos haviam criado o processo, mas não haviam se dado conta do alcance do seu invento. Ray Krock  percebeu suas imensas possibilidades e adquiriu os direitos de terceirização da metodologia, implantando-o em seus restaurantes e lanchonetes, tornando-se proprietário da maior cadeia de lanchonetes do mundo.

12. Perseverança e concentração.

Pode-se afirmar categoricamente que perseverança e concentração são dois componentes fundamentais e indispensáveis da criatividade e inovação. Muitos imaginam que ser criativo é sentar na poltrona, relaxar, dar vazão às ideias e que, depois disso, as coisas se concretizarão automaticamente como num passe de mágica. Nada mais distante da realidade. Ter ideias é uma coisa, colocá-las em prática, é outra, bem diferente. Por isso mesmo, criatividade não é para preguiçosos e indolentes. Ela exige esforço e trabalho concentrado tanto na fase de experimentação quanto na implantação.

Thomas Edison, que patenteou 1.093 inventos, afirmava que a perseverança era uma de suas maiores armas para descobrir novos dispositivos. A lâmpada elétrica, por ele inventada em 1879, teve cerca de 1.300 experiências fracassadas, antes do primeiro sucesso. Ele considerava os malogros apenas etapas indispensáveis para o triunfo final. Logo, quando Edison afirmava que a genialidade é 1% inspiração e 99% transpiração, ele queria dizer que a ideia representava somente 1% do processo, os outros 99% eram de pura transpiração para concretizá-la, isto é, tinha que “suar a camisa”.  Pessoas criativas demonstram persistência inabalável perante obstáculos e frustrações.

O raciocínio ininterrupto e trabalho continuado estão entre suas melhores características. Einstein observou: “Eu penso sem parar durante meses e anos. 99 vezes a conclusão é errada. Na centésima vez eu acerto.” Mentes produtivas são disciplinadas e concentradas naquilo que fazem, a ponto de, às vezes, perder a noção de tempo e desligar-se do que acontece à sua volta.

Ernesto Berg é consultor de empresas, professor, palestrante, articulista, autor de 14 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão, administração de conflitos.  Graduado em Administração e Sociologia,  Pós-graduado em Administração pela FVG de Brasília. Foi executivo do Serpro em Brasília por 10 anos e consultor Senior da Alexander Proudfoot Company de São Paulo.