As atitudes das empresas frente à corrupção

PALESTRA GRATUITA

A IMPORTÂNCIA DA NORMALIZAÇÃO BRASILEIRA

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O palestrante é o engenheiro Cristiano Ferraz de Paiva: Objetivos da Normalização; O fórum nacional de Normalização – ABNT; A posição institucional da ABNT; A observância das Normas Técnicas Brasileiras (NBR); Estrutura do Sinmetro; A função da Normalização no quadro institucional brasileiro; e Jurisprudência nos tribunais quanto à obrigatoriedade das normas técnicas. Sem custos para as organizações: hayrton@uol.com.br ou 11 991055304.

A Control Risks acaba de publicar sua pesquisa anual sobre atitudes das empresas frente à corrupção. A pesquisa 2014/15 concluiu que muitas multinacionais, principalmente aquelas com operações em mercados emergentes, continuam lentas na mudança de seus enfoques corporativos ante a corrupção.

Há uma inquietante falta de nexo entre o que as sedes de grandes organizações multinacionais pensam sobre seus programas anticorrupção e a realidade na linha de frente dos mercados de maior risco. O fracasso em reformar práticas internas é em parte fruto das pressões orçamentárias sobre as equipes encarregadas do compliance, mas muitas companhias ainda subestimam a ameaça de um programa anticorrupção mal implementado.

A pesquisa identificou que as empresas entrevistadas no Brasil estão ativamente preocupadas em melhorar suas estratégias anticorrupção. Mais da metade (54,3%) das empresas no país disseram estar investindo em recursos adicionais para combater a corrupção; interessantemente, esta proporção é significativamente maior que a média mundial, que ficou em 37,9%. A preocupação também chega ao mais altos níveis executivos no Brasil – 54,3% das empresas participantes informaram ter membros do conselho diretivo ou de comitês de compliance encarregados da luta anticorrupção; a média mundial é de 47,5%.

No entanto, a pesquisa também revela que, na prática, as empresas no Brasil ainda investem pouco em programas de compliance. Apenas 48% dos entrevistados no Brasil realizaram análises de riscos reputacionais (due diligence) sobre possíveis novos sócios comerciais, número abaixo da média internacional (58%). O Brasil também ficou aquém no uso de cláusulas de “não suborno” em contratos com terceiros, prática utilizada por 64% dos entrevistados no mundo – contra apenas 59% no país.

A pesquisa também procurou quantificar a tolerância dos executivos com relação aos chamados pagamentos ‘facilitadores’: 18% dos entrevistados no Brasil acreditam que estes são essenciais para a manutenção do negócio. Esta cifra é ligeiramente maior do que a média mundial (16,2%), mas menor do que as proporções encontradas em outros mercados emergentes como Índia (27,5%), Mexico (25,5%) e China (24,6%).

No mundo, 87,9% das empresas já possuem políticas que proíbem explicitamente o pagamento de subornos para ganhar contratos. No entanto, a maior parte das companhias pesquisadas:

• está mal preparada para levar a cabo una investigação sobre um suposto pagamento de propina por um de seus empregados;

• não possui responsabilidades anticorrupção atribuídas diretamente ao nível do conselho diretivo;

• ainda não forneceu programas de treinamento contra o suborno e a corrupção aos funcionários que desempenham funções de alto risco, como a área comercial;

• pouco menos da metade ainda não tem uma linha de denúncia de irregularidades (whistleblowing).

No último ano muitos mercados emergentes – incluindo o Brasil – promoveram mudanças legislativas e melhoraram os sistemas de aplicação, aproximando seus níveis de exigência aos dos encontrados países desenvolvidos. Dada a crescente vontade por parte dos governos de fortalecer a aplicação dessas leis, as deficiências identificadas neste estudo representam um risco significativo para as empresas.

Uma investigação anticorrupção contra uma companhia pode acarretar em grandes custos financeiros e reputacionais e, no limite, arriscar sua própria sobrevivência. Estão as empresas preparadas para evitar esses desastres?

A pesquisa revelou que apenas:

• 67,6% não acreditam que terão que realizar uma investigação anticorrupção no próximo ano, embora 56,6% aleguem ter feito uma em 2013;

• 44,7% dos pesquisados não veem a necessidade de um maior investimento em programas de compliance;

• 37,8% das companhias reportariam um concorrente corrupto à polícia ou às autoridades reguladoras.

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