Tomando as decisões – e as rédeas – de sua vida

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Aproveite o fim/início de ano para analisar suas escolhas e começar um novo ciclo.

Cada pessoa é diferente, cada qual com seus objetivos, metas, histórias, desafios, etc. Mas, independente de todos os motivos que tornam as pessoas diferentes, existem alguns aspectos comuns a todos, e o fato de ter que tomar decisões importantes é algo que cabe a qualquer pessoa.

Desde crianças nós somos forçados a escolher aquilo que queremos ser e/ou ter. É preciso tomar decisões desde muito cedo, e, com o passar do tempo, essas decisões tornam-se cada vez mais corriqueiras – e importantes. Não é a toa que essa é uma das características mais procuradas nos profissionais e líderes: alguém que saiba tomar boas decisões, que as assuma e as sustente.

Porém, nem sempre essa é uma tarefa fácil. João Alexandre Borba, psicólogo e coach, comenta que existem algumas regras que podem ser seguidas na hora de tomar decisões a fim de evitar erros futuros. “Não é possível prever o que acontecerá, mas é possível tomar certas atitudes que façam com que a decisão tomada seja a mais assertiva, pelo menos no momento. Os principais conselhos que eu dou nesse sentido são: tenha vontade de decidir; não tome decisões por impulso; estude bastante suas opões, porém, evite chegar a uma conclusão quando for tarde demais; decisões muitas vezes trazem em paralelo grandes oportunidades. Ou seja, atitude, atenção e timing são essenciais. A maioria das pessoas pensa demais e age de menos. Decisões envolvem sempre um estudo das opções, coragem e atitudes”, exalta.

É preciso ter em mente que sempre existirão imprevistos e que uma decisão importante sempre traz consigo “efeitos colaterais”, por isso é tão importante estudar as opções disponíveis não se precipitar na hora de optar por algum caminho. “A pessoa sempre deve lembrar que não existe decisão perfeita. Sempre existirão vantagens e desvantagens para cada alternativa – e cabe a ela escolher qual será o melhor destino a seguir, afinal, toda escolha exclui algo”, comenta Borba.

Essa é uma das principais diferenças entre os bons e os maus líderes: a capacidade de distinguir o caminho que deve ser seguido – e de saber lidar com as consequências que essas escolhas trazem. “É difícil confiar em um profissional que se mostra incapaz de lidar com suas escolhas, assim como crer em uma pessoa que não sabe o que fazer a respeito da sua vida pessoal. Dúvidas e questionamentos são importantes e comuns, mas a partir do momento em que é preciso tomar uma decisão, isso deve ser deixado de lado – e a pessoa precisa confiar mais em si mesma e em suas decisões”, diz.

Para evitar arrependimentos futuros é extremamente importante avaliar os prós e contras de cada caminho – e, a partir de tomada a decisão, seguir nela sem olhar para trás ou pensar ‘e se eu tivesse feito outra coisa?’ Esse tipo de pensamento não ajuda em nada – pior, ele pode prejudicar o rendimento do profissional ou até criar um caos na cabeça da pessoa. Uma tomada de decisão é um processo muitas vezes demorado, mas quando finalizado, ficar levantando hipóteses só irá te desgastar tanto física quanto psicologicamente”, ressalta o psicólogo.

Para evitar problemas desse tipo, a pessoa precisa lembrar-se de que não importa quantos anos ela tenha, seu cargo, sua classe social, etc., independente de todos os fatores, ela sempre terá que tomar decisões e estar ciente de que a vida é formada por isso. “Você está onde está devido as suas decisões. O que lhe cabe a partir desse momento é saber como lidar com isso – e não há época mais propícia para esse tipo de reflexão do que o fim/início de ano. Aproveite os dias de folga para repensar sua vida e analisar as decisões que devem ser tomadas daqui para frente. Se não está satisfeito com algo, mude – e não olhe pra trás pensando ‘e se… Após alguns anos trabalhando com líderes e processos decisórios, posso afirmar com bastante segurança que um bom processo de decisão envolve uma dose enorme de autoestima e autoconfiança. A primeira para assumir a responsabilidade na escolha tomada e a segunda para mantê-la’”, conclui Borba.

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