A liderança paternalista pode ser uma boa opção?

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J B Vilhena, presidente e consultor do Instituto MVC, coordenador dos programas de MBA’s da FGV e autor de livros sobre negociação, vendas, liderança, certificação.

Sabemos que o exercício da liderança é um desafio que, mais cedo ou mais tarde, poderá ser apresentado a qualquer profissional. Neste artigo queremos propor seis reflexões sobre vantagens e desvantagens de uma postura paternalista por parte da liderança. Analisemos juntos os seguintes aspectos:

  • O mundo atual exige do líder decisões muito duras, com frequência baseadas em informações imperfeitas.

Líderes paternalistas não conseguem contrariar a vontade de seus subordinados. Na verdade são reféns da vontade destes. Assim sendo o paternalismo impede a tomada de decisões que serão rejeitadas pelos colaboradores. Neste caso essa postura não parece ser adequada.

  • Cada vez mais liderança não é exercida por uma pessoa; deve vir de muitos.

Líderes paternalistas conseguem aglutinar pessoas ao seu redor com maior facilidade. Se precisamos ter muitas pessoas empenhadas no esforço de liderar, é necessário que cada uma delas seja suficientemente voltada para relacionamentos, visando unir os colaboradores ao redor de um mesmo objetivo. Neste caso a postura paternalista, se utilizada com moderação e sabedoria, pode ser útil.

  • O Líder tende a ser, cada vez mais, um Líder de Líderes.

No seu famoso pipeline de liderança, Ram Charam – respeitado autor sobre o tema – diz que um dos maiores desafios do líder é deixar de lado o conhecimento técnico específico e passar a motivar pessoas para buscar objetivos comuns. Novamente acredito que uma certa dose de paternalismo pode ser útil – desde que utilizada moderadamente – para motivar liderados a se unir em torno de uma proposta que seja estimulante para os colaboradores e sedutora para aqueles que lideram os processos.

  • O líder de hoje lidera uma causa mais nobre.

Causas nobres sobrepõem-se às pessoas. Eis aqui um aspecto que torna a liderança paternalista algo contraproducente.

  • Cada vez mais as empresas concorrerão pelos talentos, e não só pelo mercado.

As pessoas estão cada vez mais carentes, precisando de carinho e atenção. Isso significa que o paternalismo poderá servir para tornar a empresa um ambiente mais humanizado e, consequentemente, mais atraente. Eis aqui mais uma situação em que o paternalismo moderado pode ser útil para aqueles que exercitam a liderança.

  • Empresas precisam cada vez mais do administrador e do líder; um não exclui o outro.

Administradores são pessoas focadas nos processos. Gerentes são focados no resultado. Líderes focam as pessoas. Eis aqui mais um exemplo de que a liderança paternalista, quando exercida com critério e discernimento, não é necessariamente algo ruim.

Como o leitor poderá constatar pela leitura do texto a Liderança Paternalista pode ser, em vários casos, uma boa opção.

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