O que os diretores gerais precisam liderar em um mundo hiperconectado e cheio de incertezas

Aterramento e a Proteção de Instalações e Equipamentos Sensíveis contra Raios: Fatos e Mitos – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410 – A partir de 3 x R$ 320,57 (56% de desconto)

Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Filtros de Harmônicos em Sistemas Industriais – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Pesquisa da Oxford e Heidrick identificou seis capacidades essenciais

Atualmente, os diretores gerais atuam, mais do que nunca, em um mundo complexo e imprevisível. Seu sucesso depende da capacidade de adaptação, autenticidade e crescimento contínuo no cargo, mais do que do preparo anterior, de acordo com o Relatório sobre diretores gerais, produto de uma parceria de pesquisa global, com duração de um ano, entre a Saïd Business School da Universidade de Oxford e da Heidrick & Struggles (Nasdaq: HSII).

O relatório observou que o cargo de diretor geral é estruturalmente único, e a preparação, portanto, é sempre incompleta. Uma mentalidade de aprendizagem contínua e curiosidade é necessária para que os diretores gerais enfrentem a incerteza que os rodeia.

Com base em entrevistas detalhadas com mais de 150 diretores gerais do mundo todo e de vários setores, o Relatório sobre diretores gerais é um dos estudos mais detalhados e abrangentes sobre as capacidades de liderança dos diretores gerais. Ele identificou um conjunto de habilidades integradas que os líderes mais experientes da atualidade utilizam para ajudá-los a crescer e a ter sucesso em um ambiente de negócios marcado por constantes mudanças e dissonância de interesses das partes interessadas concorrentes.

“Os líderes de negócios de nível sênior devem operar em um novo padrão de normalidade de mudanças imprevisíveis, em um mundo hiperconectado”, afirmou Tracy Wolstencroft, presidente e diretor geral da Heidrick & Struggles. “Ambientes de negócios voláteis podem oferecer uma vantagem competitiva para aqueles que são capazes de liderar e inspirar sua equipe em meio a essa incerteza”.

“Essa pesquisa mostra o que é ser um diretor geral hoje em dia e os desafios significativos de liderança que os diretores gerais enfrentam. Surge uma imagem de líderes que estão mudando e se desenvolvendo na mesma velocidade do ambiente em que atuam”, afirmou o professor Peter Tufano, reitor da Saïd Business School. “Esse rico e detalhado estudo nos proporciona maior conhecimento das necessidades dos executivos que lideram as empresas e sugere formas de apoiá-los em seu desenvolvimento pessoal”.

Atualmente, a inteligência contextual não é mais suficiente. Os diretores gerais precisam se adaptar constantemente às dinâmicas mutáveis que afetam todos os aspectos dos seus negócios. As “ondas de inteligência” – uma descoberta importante da pesquisa – consistem na capacidade de observar as interações de contextos de negócios como ondas que se propagam em uma lagoa.

Isso permite que os diretores gerais imaginem como as tendências e contextos podem se cruzar e mudar de direção, para que possam prever contratempos, tenham tempo para planejar e se proteger, para que não sejam pegos de surpresa por acontecimentos inesperados. As ondas de inteligência também permitem que os diretores gerais fiquem cientes de seu próprio impacto e de como podem influenciar contextos que podem parecer remotos e não relacionados.

“As ondas de inteligência são um sistema significativo de alerta antecipado que os diretores gerais têm utilizado para lidar com a incerteza e a imprevisibilidade do mundo atual”, afirmou o Michael Smets, pesquisador-líder e professor adjunto de administração e estudos organizacionais da Saïd Business School. “O relatório ajudará os diretores gerais a entenderem a dimensão de como acumular informações e perspectivas, para que possam lidar melhor com as ondas que podem visualizar e prever as demais”.

As outras capacidades críticas identificadas no Relatório sobre diretores gerais são:

  • Os 3 “s” da mudança A capacidade de determinar a velocidade (speed) da mudança, o escopo (scope) real e percebido e a importância (significance) para a empresa e as partes interessadas.
  • O poder da dúvida – A transformação da dúvida em uma ferramenta poderosa de tomada de decisão é uma habilidade essencial entre os diretores gerais da atualidade. Eles utilizam a dúvida de maneira similar à forma como os atletas de elite utilizam os nervos: como fonte de foco e compenetração, quando aproveitados de maneira construtiva.
  • Adaptar-se de maneira autêntica – Ao enfrentar uma pressão implacável por mudanças, os diretores gerais consideram que a capacidade de adaptação é um requisito para o cargo. A “liderança autêntica” também é necessária e, portanto, é essencial ter um equilíbrio entre ser capaz de se adaptar e permanecer fiel ao seu senso de propósito pessoal e à sua autenticidade.
  • Encontrar o equilíbrio – Ao enfrentar exigências concorrentes, porém válidas, das partes interessadas, os diretores gerais devem cada vez mais lidar com escolhas paradoxais, entre o “certo…e certo”, tanto para eles como para as empresas. Equilibrar esses paradoxos proporciona aos diretores gerais a base para transformar situações conflituosas em situações benéficas para todos.
  • Crescimento e renovação constantes – Os diretores gerais sentem que, atualmente, seu sucesso depende do crescimento contínuo no cargo, mais que do seu preparo anterior. Eles reconhecem que seu cargo é estruturalmente único e que a preparação, portanto, é sempre incompleta. Uma mentalidade de aprendizagem contínua e curiosidade é necessária para que os diretores gerais sempre estejam preparados para enfrentar a incerteza que os rodeia.

“A pesquisa nos proporcionou um entendimento profundo sobre como os diretores gerais atuam nesses mercados”, afirmou Valerie Germain, sócia-gerente global de práticas funcionais da Heidrick & Struggles. “Ficou claro que eles se esforçam para encontrar oportunidades nos desafios, tanto para o crescimento pessoal como da empresa. Há muitos traços de liderança consistentes, apesar das diferentes experiências desse grupo diversificado”.

A pesquisa foi realizada por uma equipe de pesquisa da Saïd Business School da Universidade de Oxford e pela Heidrick & Struggles, de acordo com as diretrizes de ética e pesquisa da universidade. Ao combinar as forças complementares dessas duas instituições, foi possível alcançar uma mistura diferenciada de rigor acadêmico e impacto de negócios prático.

Juntos, eles realizaram entrevistas detalhadas com 152 diretores gerais do mundo todo, em vários setores, o que fez com que esse estudo com diretores gerais se tornasse um dos mais abrangentes do mundo. De maneira coletiva, esses líderes têm mais de 880 anos de experiência como diretores gerais e são responsáveis por mais de 5,8 milhões de funcionários no total, gerando 1,7 trilhão em receitas. Todas as entrevistas foram deixadas em anonimato antes da análise da equipe de pesquisa.

Anúncios

Em um mundo sob demanda, abertura é a chave

Vídeo explicativo

Apresentando os novos requisitos e as alterações para a ISO 9001:2015 – Disponível pela Internet

Tem sido verificado em todo o mundo, nos últimos anos, um significativo aumento no interesse pelo desenvolvimento de Sistemas de Gestão “integrados”

Hector Silva, diretor de tecnologia para a América Latina da Ciena

Para ajudar a aliviar a poluição do ar e reduzir o congestionamento nas grandes cidades da América Latina, os governos locais implementaram programas que restringem o uso de carros durante a semana, ao mesmo tempo em que criaram iniciativas para expandir o sistema de metrôs e aumentar a frota de ônibus nas ruas. Esses esforços alimentaram grandes expectativas para resolver as necessidades de transporte na região.

Embora esses programas tenham apresentado alguns resultados positivos, não conseguiram acompanhar o crescimento populacional da região. Não demorou muito para que os ônibus e metrôs ficassem tão lotados quanto as alternativas que existiam antes.

A fim de resolver o problema, os governos e a sociedade adotaram medidas adicionais, construindo pistas de dois andares, cobrando pedágio para quem podia pagar a despesa extra para tornar a viagem mais rápida, ou então incentivando as empresas a começarem o dia de trabalho antes ou encerrarem depois do horário de pico, quando as pessoas vão e voltam do trabalho. Porém, alguns dizem que por todo o esforço e custos despendidos com essas medidas, a expansão da infraestrutura é ainda tímida em comparação com o atraso extremo em relação as formas eficientes para tornar suportável o trajeto até o trabalho para a maioria dos latino-americanos.

Em resumo, o que os motoristas almejavam começou a ficar cada vez mais distante do que as estradas podiam oferecer, gerando uma lacuna – uma lacuna que foi aparentemente preenchida  pelos engarrafamentos. Essa lacuna está começando a surgir na rodovia da informação (Information Superhighway), na medida em que mais usuários utilizam a rede e os provedores de conteúdo e nuvem movimentam mais e mais dados pelo mundo.

Uma única transação para um único usuário agora tem o potencial de monopolizar uma quantidade significativa de recursos da rede.  Isso não acontecia muito quando a rede servia apenas para tráfego de voz e acesso básico à internet.

Na América Latina em específico, o engarrafamento aumenta rapidamente. Em nossa pesquisa realizada em parceria com a International Data Corporation (IDC) e publicada em fevereiro, foi revelado que 80% dos líderes empresariais de TI da América Latina preveem que as necessidades de conectividade de suas organizações aumentarão quase o dobro durante os próximos 24 meses.

Líderes na região estimaram que quase metade (45%) do seu tráfego de rede têm origem de tablets e smartphones, e atribuíram a mudança em suas necessidades de conectividade empresarial a aplicativos como vídeo, comunicações unificadas, aplicativos de compartilhamento de arquivos e uma demanda crescente de serviços adicionais. Com as  demandas de negócios voltadas à interação software/hardware, é evidente que grandes mudanças estão chegando aos mercados da América Latina e Caribe – fato que eu pude reforçar enquanto percorria as sessões e apresentações da Futurecom, onde mais de 15.000 participantes e centenas de expositores se reuniram para discutir sobre como as redes de telecomunicação podem ser aperfeiçoadas a fim de atender às tendências emergentes.

O que os usuários querem e o que a rede pode oferecer é um desafio, pois as redes atuais – construídas com uma mistura de hardware antigo e soluções de ponta – não são projetadas para oferecer o que o usuário deseja em tempo real. Com novas redes inteligentes definidas por software, no entanto, não será mais necessário confiar apenas em recursos físicos para atender às exigências do usuário. Estamos migrando para um mundo no qual as redes poderiam oferecer serviços e capacidade de acordo com a necessidade – “sob demanda”.

Por exemplo, os provedores de nuvem e provedores de serviços de streaming de vídeo estão tentando largar na frente, criando novos aplicativos e serviços de última geração, que por sua vez, estão criando padrões imprevisíveis de tráfego. Provedores de nuvem, como o Dropbox, têm acordos de nível de serviço (SLA) bastante restritos, que garantem essencialmente um nível “sempre disponível” de conectividade e serviços, e a globalização desses provedores de nuvem significa que há uma mudança entre horas de pico de uso previsíveis para os picos que podem ocorrer a qualquer momento.

A cada dia, mais dispositivos e usuários se conectam à rede. Somente na América Latina, a IDC estimou que o mercado de TI se tornará um negócio de aproximadamente US$ 4 bilhões até o fim de 2014, com uma taxa de crescimento anual composta prevista de 30% até 2017 (Previsões da IDC América Latina para 2014). Isso significa que os provedores de serviços precisam de uma infraestrutura que seja programável e que possa dar suporte a picos de tráfego repentinos e imprevisíveis.

Enquanto o ambiente 4G da América Latina ainda está no começo, a infraestrutura da rede deve continuar evoluindo e crescendo. Porém, a capacidade de oferecer ou modificar um serviço existente e sempre em evolução – com a rede sendo capaz de entregá-lo – ainda é algo muito distante para a maioria dos provedores de serviços.

Pense em uma estrada, onde se leva tempo para pintar as linhas, instalar placas e alertar os motoristas sobre as novas normas. Hoje em dia, é preciso mais de 60 dias para que um serviço ao cliente final seja implantado ou modificado, sem mencionar que são necessários 18 meses, ou mais, para que uma nova estrutura de serviços seja criada e disponibilizada comercialmente. Isso não condiz com a dinâmica que a internet exige e coloca os provedores de serviços em crescente desvantagem em sua busca por novas receitas.

Apesar dos benefícios, as redes baseadas em protocolo são rígidas e fragmentadas. Para habilitar todos os potenciais aplicativos que os clientes desejam a cada minuto, os provedores de serviços precisam fechar o que chamamos de “lacuna de agilidade”, tornando a rede mais dinâmica e programável.

As redes atuais podem fechar a lacuna de agilidade trazendo um novo atributo vital para as redes: a abertura. As redes deverão estar abertas aos aplicativos de software externos e terão de ser programáveis e automatizadas, a fim de responder às solicitações feitas por esses aplicativos.

A abertura alavanca os princípios da rede definida por software (SDN) para desobstruir a rede das restrições das operações baseadas em protocolo e colocar a inteligência e a capacidade do software (e o poder da TI moderna) no controle. A abertura faz com que a rede se torne mais adaptável e flexível – elementos importantes no mundo de alta disponibilidade atual.

Com a programabilidade do software, as operadoras podem criar uma base virtual de testes para novos tipos de serviços, que pode ser implementada muito mais rapidamente do que o período de 2 a 18 meses projetado em uma rede estática baseada em protocolo. Mudanças são muito mais fáceis de serem implementadas quando o que precisa ser mudado pode ser alterado com um clique.

O interessante da Futurecom 2014, possivelmente o evento mais importante de telecomunicações e TI da América Latina, em comparação com 2013, foi que, no ano passado, a maioria das pessoas falava sobre SDN/NFV de forma puramente teórica. Neste ano, mais empresas demonstraram soluções e software que contextualizam SDN/NFV. Isso mostra que o tráfego — para as redes, no mínimo, se não for para os carros — tem potencial para diminuir em breve.