A mitificação dos lacres das latas de alumínio por cadeira de rodas

lacresNo Brasil, existe um mito que a gente vê se espalhar pela rua, bares, resturantes, etc. de pessoas retirando o lacre das latas de alumínio a fim de trocar algumas toneladas dele por uma cadeira de rodas. Isso não é verdade.

Segundo a Associação Brasileira do Alumínio (Abal), não se sabe como isso começou, mas o boato de que os lacres das latas de alumínio teriam um alto valor comercial se espalhou pelo Brasil. Em São Paulo, principalmente, pessoas de todas as idades passaram a juntar quilos de lacres com a esperança de engordar o rendimento mensal, uma vez que, conforme o boato, uma garrafa de plástico de dois litros (contendo um quilo aproximadamente de lacres) valeria muitas vezes mais que um quilo da própria lata.

A venda dos lacres das latas de alumínio chegou até a internet com pessoas anunciando promoções, todas em busca de comprador. Mas ninguém sabe para onde ou para quem vender os lacres, e o resultado é um grande número de telefonemas e e-mails dirigidos à associação e às empresas de reciclagem em busca de informações.

A verdade é que as empresas de reciclagem de alumínio reciclam a lata inteira (com ou sem o lacre), mas não compram o lacre separadamente. Isso porque o anel da lata é muito pequeno e pode se perder durante o processo de transporte e peneiragem do material a ser reciclado, ou mesmo durante o processo de fundição. Daí ser importante manter o anel preso à tampa, razão pela qual foi adotado o sistema atual de abertura para as latas de alumínio chamado originalmente de stay-on-tab, conhecido como tampa ecológica.

O lacre, assim como o corpo da lata, é feito de uma liga de alumínio, com alto teor de magnésio. Ao contrário do que sugerem os boatos, não entram em sua composição ouro, prata e nem platina.

O conselho às pessoas: junte a lata e o lacre, amasse-os, e vá juntando uma quantidade suficiente para comprar uma cadeira de rodas. Uma cadeira de rodas simples custa em torno de 350 a 500 reais. O preço de latas soltas ou enfardadas está por volta de 3,59 o quilograma. A lata prensada pode ser vendida a 3,90 por quilograma. Assim, a pessoa precisará juntar mais ou menos 100 kg de latas de alumínio, comprar uma cadeira de rodas e doar para quem quiser. Fim do mito!

Você acredita nos laudos enviados pelos seus fornecedores?

Carlos Roberto Moreschi, coordenador da qualidade da Kap Componentes Elétricos – qualidade@kap.com.br

Um laudo é um relatório contendo os resultados dos ensaios de cada lote. Algumas observações:

– Você está lá no fornecedor para ver os ensaios?

– Observe os valores dos ensaios de cada laudo, na maioria das vezes, são os mesmos valores, ou quando muito, são bem próximos uns dos outros.

– Desde quando um pedaço de papel com alguns valores pode revelar a qualidade de uma peça/produto?

– Se tiver laudo tem qualidade, se não tem laudo, então não tem qualidade?

– Normalmente são enviados, pelos fornecedores, laudos em papel para cada lote. Estes são arquivados para nunca serem vistos (olha a ecologia).

Trata-se, em minha opinião, de uma hipocrisia, do tipo, me engana que eu gosto. Os laudos só devem ser aceitos, quando de uma matéria prima muito importante cujo ensaio no cliente for oneroso. Porém, este fornecedor deve ser auditado frequentemente.

No lugar dos laudos, devemos sempre ter a nossa inspeção de recebimento, sem usar do perigosíssimo skip-lote. Lembrete: nunca confie no seu fornecedor, um dia ele falhará e você vai pagar caro por isso.

Vamos melhorar a qualidade dos produtos brasileiros, temos que criar um “corrente” entre nós para que a imagem do nosso país cresça e com isto cada empresa se beneficiará com esta imagem. Vamos imitar os nossos amigos japoneses. Hoje, quando falamos de uma empresa japonesa, já imaginamos que o produto tem qualidade, porque é japonês.

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Empresas buscam simplificar processos e liberar tempo para inovação

NORMAS COMENTADAS

NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

NBR ISO 9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

 Aplicar técnicas de design no tratamento de dados e informações é saída para tornar as áreas das empresas mais integradas e a comunicação mais fluida

O Massachusetts Institute of Technology (MIT) definiu no seu Programa de Desenvolvimento de Líderes o desenvolvimento de quatro competências críticas para uma liderança efetiva em um mundo cada vez mais complexo: sensemaking, visioning, relating e inventing. O sensemaking, enquanto competência, começa a ser explorado por algumas empresas brasileiras pioneiras na área, que buscam se tornar menos burocráticas, mais ágeis e muito mais integradas – cenário ideal para um mundo de negócios em que é preciso saber agir, analisar e redirecionar rotas cada vez mais rápido.

A base para que o sensemaking reduza essa distância entre estratégia e educação é através da gestão visual da informação, reduzindo processos e relatórios para informações mais claras, diretas e que, especialmente, façam sentido para os colaboradores. Ao nível da liderança, as ferramentas de sensemaking auxiliam os gestores a compreenderem cenários competitivos, modelos de negócios e forças de mudanças para então agilizarem a tomada de decisões quanto ao futuro da empresa e o cascateamento do planejamento estratégico.

No operacional, ele atua na redução do ruído na comunicação corporativa, em fluxos externos ou internos. Os colaboradores aprendem técnicas para tratar as informações relevantes para o negócios, considerando também os interesses dos usuários dos e-mails, relatórios, gráficos e apresentações.

O sensemaking é uma competência humana que se tornou crítica para os negócios devido ao aumento da complexidade crescente gerada por uma sociedade em rede. Felizmente, há como desenvolver o pensamento estratégico e facilitar os processos cognitivos por meio da capacitação contínua dos colaboradores”, afirma Denise Eler, mestre em educação e especialista em Gestão Estratégica da Informação pela UFMG.

A busca por mudanças na cultura organizacional das empresas foi o que motivou instituições como Sebrae e Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) a adotarem a metodologia em suas empresas. Para o presidente do Sebrae Minas, Lázaro Luiz Gonzaga, o objetivo é que os profissionais não fiquem presos a processos e, dessa forma, engessados na hora de tomar decisões.

O sensemaking é um processo que ajuda a criar esse significado, porque transforma a complexidade em algo de fácil compreensão. Trata-se de uma ferramenta poderosa no cotidiano das organizações, pois, ajuda a disseminar uma atitude mais consciente”. A metodologia surge como solução para empresas que, muitas vezes, estão aprisionadas, por inércia ou rotina, em um conjunto de percepções que se tornam sem sentido.