Um Ministério da Qualidade

Aterramento e a Proteção de Instalações e Equipamentos Sensíveis contra Raios: Fatos e Mitos – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410 – A partir de 3 x R$ 320,57 (56% de desconto)

Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Filtros de Harmônicos em Sistemas Industriais – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

quality

B.V.Dagnino

Uma U.S. Secretary of Quality? Este é o título de artigo da revista americana Quality Progress de dezembro de 2014.

A autora, Marcia W. Weeden, comenta que Obama continua a receber baixos graus de aprovação. O mesmo ocorre com o Congresso, com 13% de aprovação e 84% de desaprovação. Ela acrescenta que pesquisas mostram que apenas 15% dos parlamentares merecem ser reeleitos.

Após citar várias iniciativas na área da qualidade desde a 2ª. Guerra Mundial (Departamento de Defesa, NASA, Secretaria da Receita, Correios, Prêmio Baldrige, Government Performance and Results Act, Government Performance and Results Modernization Act, e Government Services: Reinvention of the Federal Government), ela comenta como ainda é possível a crise na Administração de Saúde dos Veteranos, com dados burocráticos falsificados e veteranos ignorados durante anos.

A seguir ela pergunta: Você pode imaginar nossos atuais políticos conduzindo uma fábrica ou uma organização de serviços? E complementa: faltam a eles os conhecimentos mais elementares sobre instrumentos de gestão que os qualifiquem para o adequado cumprimento de tais tarefas, desde a definição das necessidades e expectativas da sociedade, até a medição de sua satisfação. Noções básicas de melhoria contínua também sem dúvida em muito ajudariam o desempenho dos homens públicos (ou melhor, das pessoas públicas, conforme as exigências do politicamente correto).

Ela conclui seu texto, após detalhar o que os profissionais da Qualidade sabem fazer e os políticos não, perguntando: o que não sabemos é porque não existe um U.S. Secretary of Quality. Traçando um paralelo com o Brasil, encontramos o mesmo quadro, agravado pelos últimos acontecimentos: Executivo e Legislativo (podemos acrescentar o Judiciário) com prestígio lá embaixo.

Também temos um histórico de iniciativas, desde o Programa da Qualidade e Participação na Administração Pública – QPAP, Programa da Qualidade no Serviço Púbico – PQSP, Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade – PBQP, a criação da então Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade – FPNQ, hoje FNQ, e posteriormente o Gespública – Programa Nacional de Gestão da Qualidade e Desburocratização, órgão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Além disso, cumpre citar a criação do Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade – Sinmetro, com o respectivo Conselho – Conmetro e seu órgão executor – Inmetro, inicialmente Instituto Nacional de Normalização, Qualidade e Metrologia, atualmente Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. Soma-se o Comitê Brasileiro da Qualidade – CB-25 da Associação Brasileira de Normas Técnicas, e recentemente a criação da Academia Brasileira da Qualidade – ABQ.

Releva ainda citar que o Acordo Nuclear com a Alemanha deu margem à criação do Instituto Brasileiro da Qualidade – IBQN, que seria o primeiro organismo da Fundação Brasileira para a Qualidade Industrial – FBQI. A ideia era se ter no Brasil o modelo das TÜVs, cobrindo todas as instalações e equipamentos com aspectos relevantes de segurança, desde caldeiras e vasos de pressão a parques de diversão (área que sem dúvida está a merecer atenção), centrais nucleares e inspeção veicular etc. Pena que a ideia da criação da FBQI se perdeu no tempo.

Mais recentemente, por iniciativa da área privada, foi criado o Movimento Brasileiro para a Competitividade – MBC, que tem trabalhado arduamente na melhoria da qualidade dos serviços públicos em nível federal, estados e municípios, além da promoção de eventos. A ideia por trás de sua existência é que, sem uma administração pública eficiente e eficaz, o País não conseguirá atingir níveis de competitividade capazes de ter uma posição de destaque compatível com as dimensões de sua economia.

Diversas outras entidades desempenharam papel importante no desenvolvimento das Ciências da Qualidade ao longo do tempo, como a Associação Brasileira de Controle da Qualidade – ABCQ, a UBQ – União Brasileira da Qualidade, a Fundação para o Desenvolvimento Gerencial – FDG, a Fundação Vanzolini – FCAV e ainda algumas mais, cuja enumeração em muito estenderiam este texto.

Dentro desse panorama, merecem destaque alguns programas setoriais, como o SE – EB, Sistema de Excelência do Exército Brasileiro, que culminou com o reconhecimento como Finalista do Prêmio Nacional da Qualidade do 3º. Regimento de Carros de Combate em Rosário do Sul, RS. O Ministério da Agricultura implementou programa nas Superintendências estaduais, com o recebimento do devido reconhecimento. Mais recentemente a Marinha estruturou o Programa Netuno, tendo várias organizações navais recebido prêmios estaduais e nacional.

Constata-se, pois, que iniciativas não faltam, tanto nos EUA como no Brasil, os resultados é que são limitados, para não dizer pífios, em ambos os países. A falta de conhecimento sobre ferramentas básicas de gestão, tanto lá como cá, de parte de parlamentares e administradores públicos (e juízes), é uma das causas mais importantes do problema. Uma das propostas que se nos afigura prioritária é, pois, um curso obrigatório, com conteúdo mínimo, até virtual, para que todos tenham um mínimo de competência gerencial para conduzir os destinos da Nação.

B.V.Dagnino é vice presidente da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ), fellow pela ASQ (EUA), fellow & CQP pelo CQI (Reino Unido) e diretor técnico da Qualifactory Consultoria – dagnino@uol.com.br

Anúncios

Sustentabilidade, inovação e valorização de negócios

VÍDEO EXPLICATIVO

Gestão de Energia – Implantação da Nova Norma NBR ISO 50001 – Disponível pela Internet

A norma deve conduzir as reduções nos custos, nas emissões de gases de efeito estufa e outros impactos ambientais através da gestão sistemática da energia.

Luiz Henrique de Campos

Já faz duas décadas que as pessoas começaram a perceber a importância da sustentabilidade. No entanto, hoje, podemos dizer que está em evidência ou popularmente falando “na moda”! Mas o que isso tem a ver com a organização onde trabalho?

A ação da humanidade, em busca de desenvolvimento econômico/social/tecnológico trouxe no decorrer dos anos consequências inesperadas e desastrosas ao planeta devido ao grande volume de resíduos descartados de maneira inadequada, como vazamentos de produtos nocivos à saúde, descarte e destino incorreto de todos os tipos de lixos, e poluições permanentes que tem afetado a camada de ozônio, causado grandes desastres naturais.

Em meio aos desastres ambientais e o desenfreado consumo dos recursos naturais que o mundo tem vivenciado nos últimos anos, nasce dentro das organizações a necessidade de se adaptar às novas exigências do ambiente em que está inserida. Essa nova necessidade ou novo comportamento é chamado de Sustentabilidade Empresarial. Mas as empresas estão preocupadas?

Algumas empresas sim, por uma orientação estratégica ou por uma pressão do mercado. Essas empresas definem um conjunto de práticas que procuram demonstrar respeito, preocupação e ação com as condições do ambiente e da comunidade em que estão inseridas. Com isso, nota-se que a tendência é que cada vez mais as organizações incluam essa preocupação em seus planos de negócios e utilizem a sustentabilidade empresarial para criar reputação e – como consequência – ter um melhor posicionamento de mercado, pois tais acontecimentos têm alarmado os consumidores que cada vez mais tem se preocupado com o lado social e ambiental das empresas modernas, o que faz com que as companhias se enquadrem nesses novos padrões de exigências da sociedade para assim serem aceitas.

Esse fator ambiental vem mostrando a necessidade de adaptação das empresas e consequentemente direciona novos caminhos no seu crescimento. As organizações devem mudar seus paradigmas, mudando sua visão empresarial, objetivos, estratégias de investimentos e de marketing, todas estratégias voltadas para o aprimoramento de seu produto/serviço, adaptando-o à nova realidade do mercado global.

As questões sociais e ambientais são intrínsecas e passam a ser ainda mais exigidas no conceito da sustentabilidade. A administração com consciência ecológica leva o gestor à questão da qualidade total, que resulta na preferência e escolha do cliente pelo seu produto/serviço, e garante sustentabilidade e sobrevivência à empresa no mercado. Por exemplo, a Lecom, fornecedora de Tecnologia da Informação e Comunicação Digital (www.lecom.com.br) possui uma administração com consciência sustentável e frequentemente implanta campanhas internas com o intuito de conscientizar sua equipe e também reduzir o impacto ao meio ambiente.

Por vivermos as últimas décadas sem dar o devido valor ao meio ambiente, com foco apenas na economia, temos hoje um esforço consideravelmente grande para controlar e recuperar os impactos. O controle da poluição, por exemplo, tem sido um dos maiores desafios ambientais do mundo atual. O reconhecimento de que a ação do homem contribuiu para a deterioração do ambiente natural e dos recursos naturais tem sido comum, fazendo com que os países – tanto os desenvolvidos quanto os subdesenvolvidos – busquem alternativas em relação à restauração do meio ambiente natural.

Um exemplo de esforço para combater a poluição da atmosfera é ação tomada pelo governo da China que, para promover a inserção de mais veículos verdes à frota, anunciou que todos os carros elétricos, híbridos ou movidos a células de combustível estão isentos de impostos sobre compra até 2017. Com o corte, que reduz em 10% o preço de veículos nacionais e importados, o governo chinês espera tornar os ecológicos mais atraentes. A medida é parte da estratégia chinesa de combater os altos níveis de poluição atmosférica em suas grandes cidades. A BMW prevê que a China se tornará o maior mercado do mundo para os veículos elétricos, como resultados da expansão da infraestrutura de carregamento e incentivos dados pelo governo [http://exame.abril.com.br/economia/noticias/china-elimina-impostos-sobre-carros-eletricos].

Com a finalidade de estimular a responsabilidade ética das corporações, foi iniciado em 2005 o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) originalmente financiado pela International Finance Corporation (IFC) – braço financeiro do Banco Mundial. Seu desenho metodológico é responsabilidade do Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVCes) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP).

O ISE é uma ferramenta para análise comparativa da performance das empresas listadas na BM&FBOVESPA sob o aspecto da sustentabilidade corporativa, baseada em eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa. [http://isebvmf.com.br/]. Oito empresas brasileiras fazem parte do seleto grupo mundial das organizações líderes em sustentabilidade, segundo o Índice Dow Jones de Sustentabilidade (Dow Jones Sustainability World Index – 2013/2014), sendo elas – Petrobrás (8º ano consecutivo), Embraer, Branco do Brasil, Fibria, Cemig, Itaú Unibanco (14º ano consecutivo), Itaúsa e Bradesco.

O Dow Jones Sustainability Index World é um indicador de performance financeira. Foi lançado em 1999 como o primeiro indicador da performance financeira das empresas líderes em sustentabilidade a nível global. As empresas que constam deste Índice, indexado à bolsa de Nova Iorque, são classificadas como as mais capazes de criar valor para os acionistas em longo prazo, através de uma gestão dos riscos associados tanto a fatores econômicos, como ambientais e sociais.

A importância dada pelos investidores a este índice é reflexo de uma preocupação crescente das empresas e grupos econômicos com um mundo sustentável e com a reputação de suas organizações para que as empresas continuem a ter um bom relacionamento com o mercado e com seus consumidores e por consequência, continue a crescer. A sua performance financeira está, desta forma, intrinsecamente associada ao cumprimento de requisitos de sustentabilidade que atravessam todas as áreas da vida empresarial e que cruzam aspectos econômicos, sociais e ambientais.

Vale salientar que a questão de sustentabilidade, além de proporcionar mais qualidade de vida, traz novas oportunidades e, aliado à criatividade e inovação das organizações, gera grandes diferenciais no mercado. A humanidade trouxe grandes avanços no desenvolvimento econômico/social/tecnológico através de ações que não levaram em conta a preservação dos recursos naturais e, devido a isso, vivencia-se consequências desastrosas em todo o planeta.

Hoje, existe um novo padrão de exigência e consciência da sociedade, que faz com que se inicie uma grande “corrida” entre as empresas para minimizar os efeitos que seus produtos e serviços podem causar ao meio ambiente. Com isso, surgem novas tecnologias, novas estratégias gerenciais nas empresas, novos incentivos dos governos, índices destinados a medir o grau de comprometimento das organizações com o meio ambiente, enfim, novas soluções. O pensar no amanhã sustentável é um grande diferencial e ter o reconhecimento de que uma empresa é sustentável pode ser um fator decisivo para manter o crescimento ordenado e atender às novas necessidades dos mercados, atingindo assim a preferência dos consumidores e investidores.

Luiz Henrique de Campos é graduado em administração de empresas pelas Faculdades Integradas de Bauru (2009), MBA em gestão empresarial pela FGV (2015) e, atualmente, é analista administrativo na Lecom.