Mentir no currículo é um tiro no pé

Ter um currículo forte é importante, mas, mais importante do que isso, é ele ser verídico.

A mentira tem perna curta. Simples assim. Uma frase tão curta e tão antiga não seria tão famosa – e faria tanto sentido – se não fosse real. Mas, ainda assim, parece que existem pessoas que não aprendem com o ditado, apenas quando algo errado acontece em suas vidas e, desta forma, são obrigadas a enfrentar as consequencias de suas mentiras. Mas, por que mentir?

Segundo Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Careers, quando se trata do mundo profissional, muitos trabalhadores mentem no currículo ou em entrevistas a fim de conquistar o seu futuro chefe, mas, ao fazerem isso, muitas vezes não percebem que estão dando um tiro no pé. “É comum o profissional já possuir um bom currículo e saber como se comportar durante a entrevista, porém, basta que haja uma contradição entre aquilo que ele diz ou faz com aquilo que está escrito para que comecem a existir desconfianças sobre sua honestidade – e é óbvio: ninguém quer uma pessoa mentirosa em sua empresa”, comenta.

Uma das mentiras mais comuns é a que envolve idiomas, quando o candidato diz que possui nível fluente em outra língua ou certificado em alguma escola e nem sempre isso é verdade. “Mas os entrevistadores já sabem desse ‘truque’, então não preciso nem lembrar de que essa é uma mentira super fácil de ser desmascarada, não é? Então, porque correr o risco de passar vergonha e queimar o seu filme frente à empresa ou a algum cliente?”, questiona Madalena.

Não importa, pode ser que seja com a melhor das intenções, mas a mentira nunca é perdoada, seja no ambiente pessoal ou principalmente no profissional. “A pessoa que está concorrendo à vaga deve estar ciente de que o recrutador é especialista nisso. Ele sabe o que está fazendo e pesquisa muito bem o histórico profissional do candidato antes da entrevista. Se ele perceber algo estranho, irá investigar melhor a vida do profissional para saber o que está errado,” exalta Madalena.

Por isso, para evitar contratempos e problemas na hora de montar um currículo e de comparecer a uma entrevista de emprego, a profissional oferece algumas dicas: “seja objetivo, claro, direto e, obviamente, verdadeiro. O currículo é sim muito importante na hora de conquistar uma boa vaga de emprego, porém, a maneira que você se comporta pessoalmente quando há uma entrevista conta muitos pontos”, comenta.

Assim como o recrutador faz a parte dele, o candidato também deve fazer a sua, que envolve fazer um currículo simples, porém completo e verídico, estudar sobre a empresa, saber as roupas que deve usar na entrevista, pesquisar sobre a linguagem e a cultura do local e se mostrar interessado no emprego de forma genuína. “Sem exageros: apenas mostre quem você é e como você pode ser uma boa peça para a empresa crescer”, conclui Madalena.

Livro sobre Israel Vargas

Pesquisador, professor, ministro da Ciência e Tecnologia, gestor, embaixador. Essas foram algumas das posições ocupadas por José Israel Vargas ao longo de sua extensa e profícua vida.

Por isso, sua trajetória recebeu uma justa homenagem: o livro Desafiando fronteiras – trajetória de vida do cientista José Israel Vargas. A missão de organizar as passagens mais marcantes da vida de Vargas foi dada à historiadora Lígia Maria Leite Pereira, que desenvolveu o trabalho em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). “Ao final de cada trabalho, sempre temos aquele sentimento de que poderíamos ter feito melhor, mas no caso desse livro, essa sensação foi particularmente forte”, descreveu a autora.

No lançamento, em Belo Horizonte (MG), muito emocionado, Vargas se disse satisfeito com o trabalho, mas recusou-se a receber os méritos sozinho. Para ele, o lançamento dessa biografia é uma homenagem a todos os personagens que trabalharam pelo desenvolvimento da ciência e tecnologia. “Não há desenvolvimento sem energia, não há energia sem engenharia e não há engenharia sem ciência. Eu agradeço por ter recebido, no decorrer dessa longa vida, quase tudo que eu não merecia.”, disse o homenageado.

A Fapemig foi representada pelo atual presidente da Fundação, Evaldo Vilela, e pelo presidente no período de 2009-2014, Mario Neto Borges, que deu início ao processo de produção do livro ainda durante sua gestão. Para Evaldo Vilela, lançar livros como esse é uma obrigação da instituição. “É uma alegria e um privilégio poder contribuir com o registro de histórias de vidas tão importantes para a ciência como a de Israel Vargas. Pretendemos lançar outras biografias de personalidades que contribuíram com o crescimento da ciência, tecnologia e inovação do país”, defende Vilela.

A negociação do fator preço

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Carlos Eduardo Dalto, do Instituto MVC

E se a questão for preço? Essa, sem dúvida, é uma das questões recorrentes de toda negociação comercial, convenção de vendas ou mesmo de uma simples conversa telefônica entre o gerente comercial e seu vendedor. E a afirmativa é sempre a mesma: o concorrente está com preços mais competitivos que os nossos!

Aí pergunto: É preciso equiparar meu preço ao da concorrência para vender? Claro que não! Um importante posicionamento na atuação comercial é mudar o foco do argumento “preço” para o argumento “não-preço” no momento da negociação.

Quando caímos nas armadilhas dos compradores e negociamos “preço”, deixamos de focar a atenção nos atributos de nossos produtos e empresas (qualidade, garantia, assistência técnica, etc.). Como consequência, os esforços desenvolvidos para agregar valor vão pelo ralo e deixam de surtir o efeito desejado. Nesse momento, cria-se um círculo vicioso, pois ao reduzir preços, reduz-se, na sequência, o valor percebido pelos clientes, o valor agregado em produtos e serviços e as margens das empresas.

Segundo o renomado consultor e conferencista em preços, o neozelandês Ian Brooks, “a arte de fazer dinheiro é persuadir os clientes a pagarem mais pelos seus produtos e serviços”. É o truque de levar os clientes a darem preferência ao que você oferece, em detrimento de seus concorrentes.

A lógica é: ao reduzir as margens, vamos precisar vender cada vez mais por menos e, consequentemente, rentabilizar menos as empresas. O gerente de vendas deve incutir esses conceitos em sua equipe comercial para fazer frente à batalha de preços travada em vendas.

É uma mudança na forma de pensar e agir sob o prisma de:

  • A empresa desenvolve os elos estratégicos com seus clientes? 
  • A equipe está focada nos critérios de vantagem competitiva a serem reforçados nas negociações?

Para responder adequadamente às pressões de mercado sobre preços, as empresas precisam transformar seus vendedores em verdadeiros especialistas, capazes de solucionar problemas de seus clientes. A criação e a manutenção de relacionamentos duradouros com clientes e uma equipe capacitada em argumentar benefícios nas negociações ainda continuam como o melhor caminho para aumentar as vendas e diminuir a pressão de abordagens equivocadas sobre os preços.